domingo, 20 de maio de 2018

The Handmaid´s Tale

Assisti a primeira temporada da série Handmaid´s Tale (2017) na Paramount. A direção é de Bruce Miller. Como queria ver esse produto. Tinha amado o livro da Margaret Atwood, essa série vem angariando inúmeros prêmios e comentada como a melhor série do ano, não queria perder. Demorou um ano para algum canal passar no Brasil. E a Paramount não colocou essa série em streaming. Só dava pra ver mesmo no canal. Como posso gravar, consegui ver quando quis se perdia.

Como em Alias Grace, Margaret Atwood deu consultoria pra série, mas diferente da outra, essa tem ampliações e modificações, e terá mais ainda na segunda temporada que está sendo gravada, como li em uma matéria. A série é tão maravilhosa como o livro. Um problema de infecção torna a maioria dos humanos inférteis. Um grupo cria um sistema perverso onde as poucas mulheres férteis se tornam aias para procriarem para famílias. A protagonista vai em uma família onde o casal foi o que escreveu parte das regras absurdas. Ela já teve uma filha que foi arrancada dela e está lá  na família para ter outra criança para ficar com o casal. Assim que o filho desmamar, se ainda for possível engravidar, a aia segue para outra família. Se não, ela irá para outra função nessa sociedade pavorosa, que pode ser infinitamente pior que essa, que pode ser cuidar de lixo tóxico. Para conseguir o controle elas não tem amigos, não podem conversar, são vigiadas constantemente e torturadas sempre que se rebelam. Ainda ganham outros nomes, o final do nome sempre é o da família que está inserida, quando muda de família o final do nome muda. Os que subvertem o sistema são enforcados e ficam em um muro como exemplo. A opressão a um povo é muito atual.
Interessante que em uma entrevista Margaret Atwood disse que o eixo era a religião, que o fanatismo tinha levado a essas atitudes extremas. Sei que foi ela que criou o livro e a estrutura, mas eu penso diferente, eu acho que o grupo utiliza os sistemas, inclusive a religião, para ter uma desculpa para a ditadura e o poder ao outro. Para torturar, tudo em nome de uma causa maior, nesse caso, a perpetuação da espécie.

Elisabeth Moss está incrível. Gosto muito do Joseph Fiennes e do Max Minghella. Insuportável a personagem da Ann Dowd que está incrível. Que triste a personagem da Madeline Brewer e que interpretação difícil, são os piores momentos da série. Muito irritante a personagem da bela Yvonne Strahovski. Há vários outros ótimos atores e bons personagens: Amanda Brugel, Samira Wiley, Alexis Bledel, O-T Fagbenle,  Nina Kiri, Jordana Blake e Ever Carrendane. Todos estão ótimos e gostei muito que o elenco traz várias etnias e descendências.
Entre os inúmeros prêmios de melhor série do ano estão Globo de Ouro de Melhor Série e Melhor Performance em Série Drama para Elisabeth Moss.


Beijos,
Pedrita

18 comentários:

  1. Apesar dos elogios, a série tem uma premissa que não chama minha atenção.

    Bjos

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    1. hugo, ir pela premissa pode impedir de vc ver um excelente produto. um amigo disse q é de ficção científica. sim, é pq a situação da ditadura nao existe, mas não pq é impossível de acontecer. acho que vale dar uma olhada pra ver se realmente é algo que não te atrai. qq explicação da série fica superficial de tanta profundidade de tema como maternidade, ditadura, religião, tortura, fuga.

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  2. Oi, Pedrita. Para essa, eu queria tirar um tempo para ver! No momento, não consigo rs mas já está na lista! Obrigada! ;)

    beijos!

    https://ludantasmusica.blogspot.com.br

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    1. lu, vale a pena ver mesmo. só não sei como vai ter acesso. só se a paramount repetir em algum dia.

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  3. Gostei da dica de série, mas ando sem tempo pra ver.
    Big beijos

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    1. lulu, infelizmente estou com tempo de sobra.

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    1. isa, acho q em portugal só no streaming lulu.

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  5. O livro foi o primeiro dos muitos que depois li de Atwood e impressionou-me muito.
    A série nunca a vi, por cá faz para da cadeia Hulu, embora saiba que foi na minha cidade natal, Cambridge On, que grande parte das cenas exteriores foram filmadas e dos trailers que vi reconheço muitos dos locais. Já há uma segunda temporada, mas deverá ser extra livro

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    1. carlos, tb me impressionou muito o livro. foi o segundo que li. só li dois por enquanto. mas tenho outros aqui que ganhei. ah, não sabia que tinha sido realizado em cambrigde e q é sua cidade natal. os cenários são impactantes. sim, a primeira temporada mesmo já ampliou. mas tem a consultoria da autora, então o lado sombrio continua.

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  6. Vi o início da Série Alias Grace.
    Estava gostando.
    Vou continuar.

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    1. liliane, acho que vai gostar muito de alias grace. vc q gosta de questionamentos psicológicos. essa eu já não sei se gostaria. mas talvez sim.

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  7. Olá Pedrita!
    Faz um bom tempo que não assisto uma boa série, a ultima que eu assisti foi A Fábrica que reprisou na Globosat.
    Pelas imagens e resenha é uma ótima série.

    Beijinhos

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    1. andréa, procurei a fábrica, mas não está mais disponível. essa série e o livro são muito impactantes.

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  8. Gostei bastante, apesar de não focar todos os dilemas da obra (a relação de June com a mãe, o interior das colônias inabitáveis de tão poluídas, a infertilidade masculina), a série termina no mesmo ponto do livro: sem saber se aquele é um fim ou um recomeço.
    Provavelmente as duas coisas.
    Como disse June: nunca deveriam ter nos dado uniformes se não queriam que fossemos um exército.
    Excelente sua resenha.
    Bjs Luli
    https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

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    1. luli, realmente não focou em todos os dilemas da obra. mas abriu pra outros questionamentos muito interessantes tb. muito surpreendente como o canadá na série recebe os imigrantes, os fugitivos. com tanta dignidade. tinha q ser sempre assim em qq país. apesar q ninguém devia precisar fugir de suas casas por sistemas totalitários. sim, aquela frase é muito impactante. obrigada. fiquei muito mexida com tudo mesmo já tendo lido o livro. ver consegue ser mais difícil q ler.

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  9. Eu ainda não vi a série, embora queira muito vê-la. Mas li o livro, que realmente retrata aquela sociedade horrível, opressora, doentiamente vigilante e extremamente misógina. Todavia, por incrível que pareça, tenho visto como que um esforço, nos nossos dias, para que as mulheres voltem a ser subjugadas pelos homens. A demonização que muitos têm feito ao feminismo é um sinal claro disso.

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    1. marly, tanto o livro como a série são angustiantes e imagens angustiam mais. mas a denúncia é tão forte e atual q vale o esforço. tb sofri.

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Bons comentários!