Assisti August: Osage Country (2013) de John Weils no Film&Arts. É baseada na peça de Tracy Letts, que parece ser bem famosa, já que há inúmeras fotos de montagens. É sobre uma família disfuncional!
O elenco é inacreditável! Meryl Streep é a matriarca. Ela vivia com o marido em uma casa no campo. Ela é viciada em pílulas e ele em bebida. Ele contrata uma indígena pra cuidar da casa e desaparece. A família começa então a aparecer. A filha mais velha é Julia Roberts. O texto é ácido, afiado. A mãe tem câncer na boca e diz a filha que quando ela descobriu o câncer ninguém apareceu, mas quando o pai desaparece todos vem. Ele é interpretado por Sam Shepard. E o filme é muito sobre isso. Mesmo que todos sejam muito cruéis uns com os outros, é revoltante eles ficarem indignados com a vida da mãe, sendo que nunca estiveram presentes.
Aos poucos os segredos vão sendo revelados. É um filme dilacerante! O elenco incrível continua: Ewan McGregor, Chris Cooper, Juliette Lewis, Margo Martindale, Julianne Nicholson, Benedict Cumberbatch, Abigail Breslin, Dermot Mulroney e Misty Upham. A única que tem alguma generosidade na família é a funcionária.
Assisti Aves de Rapina (2020) de Cathy Yan na HBO. Eu sempre quis ver esse filme, adoro a Margot Robbie e adorava as chamadas, depois os trechos que via zapeando. Mas o 007 insistia que eu tinha que ver os anteriores e dava uma preguiça. Não sou muito fã desse gênero. Ah, mas eu queria ver esse, pronto, vi assim mesmo. E amei! Continuo sem vontade de ver os anteriores.
Os posters, cartazes, imagens, são demais. Pena que embranqueceram duas personagens, a diversidade no grupo é fascinante, não há lógica as lindas ilustrações colocarem todas parecidas. O filme também é bem colorido. Nossa adorável protagonista, ativa, vivaz, atrapalhada e fora da lei vai contando a trama. Há muitas subtramas, difícil ordenar tudo no começo.
As outras protagonistas tem histórias iguais de dificuldade, tragédias, indiferença, desrespeito. São todas ótimas: Jurnee Smollett, Ella Jay Basco, Rosie Perez e Mary Elisabeth Winstead. A menina que se vira sendo ladra de carteira é uma graça. A trama vai se costurando e é fantástica!
Ewan McGregor está no elenco e é o grande vilão da trama.
Gostei muito do desfecho, como tudo se coordena, mas cada um mantém a sua identidade, não ficando todas ligadas, porque duas dela não são moças boazinhas. A trilha sonora é igualmente diversificada, gostei de algumas músicas que já incluí em minhas playlists do Spotify.
Assisti Nosso Fiel Traidor (2016) de Susanna White na HBO Go. Nunca tinha ouvido falar nesse filme é baseado no livro de 2010, de mesmo nome, de John Le Carré, que não li e agora quero ler.
É uma trama muito intrincada como todos os textos do autor. No início achei que o inglês ia cair em um golpe. Ele estava em um bar e um homem o aproxima. Achei que ia ser o clássico filme da pessoa que é envolvida e passa a ter a culpa de algum crime feito por outro. Mais ou menos, mas é bem diferente. Esse homem é um matador da Máfia Rússia e quer alguém que traga ao Reino Unido um pendrive. Ele quer pedir asilo para ele e toda a sua linda família. Ewan McGregor e Stellan Skarsgard estão muito bem.
A belíssima esposa só fica sabendo na enrascada que o marido se meteu quando chegam ao aeroporto em Londres. Ele é um professor e ela uma advogada muito bem sucedida. Eles discutem, mas o marido diz que os filhos daquele homem estão em risco. Ela também conheceu os filhos em uma festa, duas gêmeas (Emily e Rosanna Beacock) inclusive eram filhas de um casal assassinado. Eles resolvem ajudar a família. Ela é interpretada por Naomie Harris.
O elenco é extenso já que passam em vários lugares. Muitos dos encontros inclusive são em eventos culturais, deu saudade do que era ir em eventos culturais. O inglês que intermedia as negociações com Londres é interpretado por Damian Lewis.
Assisti Doutor Sono (2019) de Stephen King na HBO Go. Quando vi esse cartaz achei que era uma cópia barata de O Iluminado e demorei pra tentar ver. Eu não gosto de ler detalhes pra não ler spoilers, então demorei pra descobrir que eu que estava redondamente enganada, é a continuação de O Iluminado, inspirado exatamente no livro sequência de mesmo nome do mesmo autor. E que filme genial! Que roteiro! A direção é de Mike Flanagan.
Começa com o garotinho ainda garotinho. Escolheram um garoto realmente parecido com o filme anterior, Roger Dale Floyd. Quando ele cresce é interpretado muito bem por Ewan McGregor. Ele é alcoólatra, mora nas ruas, até que ele resolve se mudar para uma cidade, encontra uma pessoa que resolve ajudá-lo interpretado por Cliff Curtis. Ele paga um período de aluguel de um quarto e o leva a um centro de reabilitação de alcoólicos. Lá, o pastor (Bruce Greenwood)arruma um emprego em um asilo. E é no asilo que Dan recebe o apelido de Doutor Sono, ele acalmava e ajudava as pessoas na hora da morte. Fiquei curiosa pelo livro porque essa parte deve ser bem mais extensa. O filme é muito longo, mais de 2 horas, mas cada minuto é incrível. Daria inclusive uma série começando pelo primeiro livro.
Em paralelo, um grupo atrai crianças pra torturar e matar e com isso aspirar a vida da criança, para que eles vivam a vida eterna. Esse grupo é liderado pela belíssima Rebecca Ferguson. Ela também traz para o grupo uma jovem de 15 anos que tinha o poder de entrar na mente da pessoa e dar ordens, o que facilitaria em pegar as crianças. Essa jovem é interpretada pela linda EmilyAlyn Lidd.
É a personagem da Kyliegh Curran que une as duas histórias. Que atriz talentosa e linda. Ela tem poderes e descobre que um garoto é morto pelo grupo, então ela aciona o Dan para localizar a cova do garoto.
O final acontece no hotel e todos os personagens reaparecem. Inclusive o pai do Dan. Fizeram bons recursos de imagem, parece mesmo o Jack Nicholson, mas nunca filmam de close, bem inteligente. O elenco é extenso, alguns são: Carl Lumbly, Zackary Momoh, Zahn McClarnon, Nicholas Pryor, Violet McGraw, Jacob Trembly, e Selena Anduze. A postagem do livro está aqui.
Assisti A Bela e a Fera (2017) de Bill Condon da Disney no TelecinePlay. Eu não estava muito animada para ver essa adaptação. Tinha adorado a recente em filme de 2014 que comentei aqui e não sou muito fã de musicais. Enrolei bastante para ver. Mas gostei muito!
Eu estava com dificuldade de embarcar na fantasia. Achei muito caricato o baile inicial do príncipe, um perfeito babaca e achei a mocinha uma chata que menosprezava a aldeia que vivia e ela e os aldeões cantavam por qualquer motivo. Quando imitaram a cena de A Noviça Rebelde em cima de uma montanha quase larguei. Mas fica lindinho quando chega no castelo. Amei os objetos falantes e há explicação lógica. A Bela e a Fera não é a minha história de infância. Psicólogos gostam de saber quais história da infância gostamos para ter mais elementos de análise. Já aviso que essa não era a minha história preferida, nem lembrava direito da trama quando vi o filme recentemente.
Emma Watson está uma graça. Seu pai é interpretado por Kevin Klane. Estranhei a fera, não me identifiquei com o ator que faz o príncipe, Dan Stevens, só gostava enquanto Fera. A parte chata tem o vilão, Luke Evans, e seu mais insuportável ainda ajudante gay, Josh Gad.
No finzinho os objetos voltam a ser nobres e aparecem muitos casamentos inter-raciais. Achei bem bacana. No Brasil é mais comum, mas nos Estados Unidos foi inclusive proibido por bastante tempo casamentos entre negros e brancos. Até hoje é difícil ver um par romântico em filme entre negros e brancos. E aparecem vários atores incríveis: Stanley Tucci, Audra McDonald, Emma Thompson, Ian McKellen, Gugu MBatha-Raw e Ewan McGregor. A Bela e a Fera tem duas indicações ao Oscar desse ano.
Assisti Jane Got a Gun (2015) de Gavin O´Connor no Max. No Brasil está equivocadamente como Em Busca da Justiça. Não tem absolutamente nada a ver. Adorei o filme porque é muito feminino. Impressionante a personagem da Natalie Portman. Gosto muito de filmes com mulheres fortes, guerreiras e corajosas. Começa com o marido dela sendo baleado, a filha pequena brinca fora de casa. Ele é interpretado por Noah Emmerich. Ele avisa que um homem está vindo.
Ela deixa a filha com uma conhecida e vai buscar alguém para ajudá-la. Ele é interpretado pelo Joel Edgerton. O filme aos poucos e bem aos poucos vai contando as duras histórias dessas pessoas. Gosto de filmes que mostram a dureza de viver nos Estados Unidos nesse período que só a bala salvava. Eram vidas duras, cheias de saques, mortes, cartazes de procurados e infelizmente muito estupros.
E Rodrigo Santoro faz uma participação.
Ewan McGregor interpreta o vilão, mas bandido é que não falta no filme. Eu adoro a maioria do elenco. Alguns outros do elenco são: Boyd Hoolbrock, Sam Quinn e Alex Manette. Lindinhas as meninas que fazem as filhas da protagonista.
Assisti Amélia (2009) de Mira Nair no Telecine Touch. Sempre quis ver esse filme, nunca dava. A diretora é indiana. Gostei demais. É a história da aviadora Amélia Earhart (1897-1937) baseado no livro de Susan Butler e Mary S. Lovell. Amélia sempre quis pilotar avião, tinha pouco tempo de voo quando é convidada a cruzar o Atlântico. As outras mulheres que tentaram morreram, mas ela iria como passageira, não como piloto. Ela não gosta da ideia, mas aceita. O mundo a parabeniza quando eles conseguem, mas ela acha que é uma fraude porque ela não pilotou.
Ela consegue convencer George Putnam a cruzar o Atlântico sozinha. Fica mais famosa ainda e ele consegue que ela faça muitos comerciais de produtos para viagens, malas, roupas para financiar seus novos projetos. Ela se incomoda, mas aceita. Amélia passa a participar de corridas de aviões com outras mulheres e sua fama vai aumentando. Ela se apaixona por George Putnam que quer casar com ela, mas ela diz que só aceita se ele deixá-la livre. Além dos voos ela dava palestras principalmente para mulheres, para que elas fossem pilotar.
Ela acaba convencendo-o ao seu projeto mais ousado, dar a volta ao mundo tendo ao lado um especialista em voos e mapas. Ela queria fazer um voo que ninguém tinha conseguido, nem um homem e consegue quase realizar a façanha. É uma época que a aviação engatinhava, que tudo era precário, que os aviões tinham muita dificuldade de comunicação, em poucos lugares a comunicação alcançava. A viagem vai muito bem, está quase no final, quando o avião desaparece no Pacífico. Admirável a história dessa aviadora. Amélia é interpretada por Hilary Swank. George por Richard Gere. Outro piloto por Ewan McGregor. O filme é muito bem realizado, a história de Amélia Earhart maravilhosa, pena que triste.
Assisti Impossível (2012) de Juan Antonio Bayonan no Telecine Premium. O diretor e o filme são espanhóis. Eu não pensava em ver esse filme, tinha uma certa curiosidade porque adoro a Naomi Watts. Estava começando esse filme, fui ver um pouco a atriz, e de repente vi o filme todo. É muito bem realizado, a cena do Tsunami está impecável.
É sobre uma família que viaja de férias para a Tailândia. Eles estão em dúvida sobre o futuro profissional do casal. Problemas cotidianos comuns. E vem o tsunami. Apesar de um filme convencional do gênero filme catástrofe, acabamos pensando nesse imponderável. Com essa corrente de auto-ajuda nos atropelando, Impossível mostra que outros fatores externos a nossa vontade podem nos atropelar, não precisa ser tão catastrófico, mas algo pode mudar os rumos de nossa história. Em Impossível o que atropela é monstruoso e foi verdadeiro, mas algo completamente imponderável pode atrapalhar os planos das pessoas. Por sorte vivemos no Brasil onde temos menos fatores climáticos desse porte, por enquanto. Mas aqui temos um sistema político que volte e meia interfere violentamente nos projetos, como foi o Plano Collor que acabou com as reservas financeiras da maioria dos brasileiros.
Impossível também fala de solidariedade, que muitas famílias deveriam ver. Apesar de viverem no limite de suas forças, com medo, essa família não pensa duas vezes em ajudar, salvar vidas. A mãe orienta o filho que ele deve ver o que os outros podem precisar, e ele vai ajudar. O pai orienta o filho pequeno a cuidar do menor ainda. Depois o pai ajuda outros a encontrar seus parentes. Todos tem responsabilidades. Foi um dos fatores do filme que mais gostei. Não são pessoas egoístas só querendo sobreviver sozinhos. O Impossível é inspirado em uma família inteira que sobreviveu. Ewan McGregor faz o pai.
Impressionante o desempenho do garoto mais velho interpretado por Tom Holland. As outras crianças são interpretadas por Samuel Joslin, Oaklee Pendergast e Johan Sundberg. Geraldine Chaplin faz uma participação. Na semana seguinte de eu ter visto o filme, uma família soube que sua filha não tinha morrido e tinha sido salva por moradores locais.
Assisti O Escritor Fantasma (2010) de Roman Polanski no Telecine Premium. Descobri esse filme olhando no site a programação de hoje. Adoro esse diretor e esse filme é fantástico! Nada como ver um filme de um grande diretor. No começo já ficamos ligados. Sem crédito, começa com uma balsa atracando e daí nos ligamos no filme. É incrível as escolhas em pinceladas e entrecortadas, tudo é difícil de acompanhar, complexo. Há um grande suspense, mas o filme vai mais longe que o suspense.
Um Ex-Primeiro Ministro é acusado de ser responsável pela tortura nas guerras do Oriente Médio. Começa com a morte de um Ghost Writer e o personagem de Ewan McGregor é contratado para continuar a biografia desse ex-ministro. Pierce Brosnan interpreta o Ex-Ministro. Ele é casado com Ruth, interpretada pela bela Olivia Williams. Há outros atores bem conhecidos como: Tom Wilkinson e Elly Wallach. O Escritor Fantasma ganhou vários prêmios. Roman Polanski ganhou Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Berlim por esse filme.