Assisti ao recital do Centro de Música Brasileirano Auditório Escola Americana no Mackenzie de Higienópolis. Primeiro tocou o trio de violões Elipsoidal Guitar Trio com os músicos Breno Chaves, Alberto Guedes e Vinícius Brandão. Muito lindo o Poemeto de Osvaldo Lacerda. Gostei de ouvir algumas obras de compositores que não conhecia.
Programa completo do trio
Luís Carlos Barbieri – Crônica Breve
Fred Schneiter – Suíte Baiana nº 2 (Água de Meninos, Bonde e Amaralina )
Sérgio Roberto Oliveira – 18 Strings
Osvaldo Lacerda – Poemeto (adaptação pelo Trio Elipsoidal)
Geraldo Ribeiro – Trio – dedicado a Henrique Pinto (Rítmico e Festivo, Lento, com simplicidade e Rítmico, à maneira de Choro)
Depois se apresentaram Adriana Bernardes no canto e Sandra Abrão ao piano. Que repertório lindo, muito do meu inconsciente e do imaginário popular. Músicas que sempre ouvi e acho que talvez vocês também. No bis, o filho da Adriana, Benjamin Bernardes, subiu ao palco para tocar com o duo. Ele é violinista. O trio interpretou a bela Azulão. Foi lindo! O recital foi gratuito.
Assisti ao Concerto em comemoração aos 40 anos da Orquestra Jovem do Estado e do Coral Jovem do Estado na Sala São Paulo. A regência foi de Cláudio Cruz. O repertório foi em homenagem a Claudio Santoro. Que noite maravilhosa, que músicas lindas, quanta emoção!
Antes do concerto o Diretor Artístico e Pedagógico, Paulo Zuben, contou um pouco da trajetória da orquestra, que desde 2012 foram intensificadas as bolsas de estudos. Dá muito orgulho ver tanto jovem fazendo música. São 90 músicos na orquestra e 40 bolsistas no coral.
As fotos são de Helena Bortz
Inicialmente a Orquestra Jovem do Estado e o Coral Jovem do Estado interpretaram a Missa em Seis Vozes de Claudio Santoro, com os solistas Ana Lucia Benedetti (mezzo-soprano), Erick Souza (barítono) e Jabez Lima (tenor). Que obra linda! A regência do coro foi de Tiago Pinheiro de Souza. Depois a orquestra interpretou as Interações Assintóticas e a Sinfonia nº 9, também de Claudio Santoro. No bis tocaram a Abertura da ópera Il Guarani de Carlos Gomes. O teatro estava lotado, belíssima comemoração!
Assisti ao concerto do Quinteto Persch - Brasileiríssimo na Caixa Cultural São Paulo. Que incrível, nunca vi tantos acordeões juntos, cinco acordeões, com os excelentes músicos Adriano Persch, André Machado, Daniel Castilhos,
Ezequiel de Toni e Luciano Rhoden. Eles são do Rio Grande do Sul, cada um de uma cidade. Como ficam bonitas as obras com 5 acordeões, uma experiência única e que repertório lindo. Adorei os Quatro Momentos nº 3 de Ernani Aguiar, gosto muito desse compositor. Gostei bastante de Batuque de Henrique Alves de Mesquita e as duas de Otavio de Assis Brasil. Adoro Ernesto Nazareth e dele tocaram Vem Cá, Branquinha. Tocaram lindas obras de três outros compositores preferidos Radamés Gnatalli, Carlos Gomes e Guerra-Peixe. Boa parte dessas músicas integram o CD Brasileiríssimo que ganhou 5 troféus no Prêmio Açorianos
de Música 2015, Melhor Arranjador
(Adriano Persch), Melhor Álbum Erudito, Melhor Instrumentista e Melhor
Intérprete (Quinteto Persch), Melhor Compositor (Toninho Ferragutti). Eu adorei o cenário do concerto que criaram para as apresentações com um belo tapete, móveis, cadeiras de madeiras e abajures. Essas fotos lindas são de Marcos Muzi.
Acharam muito 5 acordeões? Pois é, o Quinteto Persch convidou o paulista Toninhho Ferragutti para tocar com eles músicas próprias e assim formarem um grupo de 6 acordeões, que preciosidade. Foi um lindo concerto e o mais incrível, de graça. O Quinteto Persch toca ainda hoje até domingo.
Resolvi fazer um post com negros da cultura que admiro neste Dia da Consciência Negra inspirada no blog Café com Leitura na Rede da Luli Ap.. Começo com as incríveis cantoras irmãs Edna D´Oliveira e Edinéia de Oliveira. Creio que o vídeo fale melhor que minhas palavras.
Amo o filme As Filhas do Vento que comentei aqui com atrizes que amo: Ruth de Souza, Léa Garcia, Taís Araújo, Milton Gonçalves, Maria Ceiça, Dani Ornellas, Thalma de Freitas e Rocco Pitanga.
Na literatura o incrível poeta Cruz e Souzaque vi o filme e comentei aqui. Cruz e Souza no filme foi interpretado por Kadu Karneiro. O baixo Luiz-Ottavio Faria.
Sem falar nos documentários e entrevistas sobre o tema. Vou destacar A Negação do Brasil que comentei aqui.
Bertolezza na novela Liberdade Liberdade interpretada brilhantemente por Sheron Menezes. Sem falar no Barão e na Baronesa interpretados porBukassa Kabengele eDani Ornellas.
A ópera Colombo de Carlos Gomes protagonizada por Sebastião Teixeira.
A série Tenda dos Milagrescom um elenco primoroso: Nelson Xavier, Milton Gonçalves, Chica Xavier, Solange Couto, Dhu Moraes, Antonio Pompeo, Toni Tornado, Joel Silva.
A incrível novela Lado a Lado protagonizada por Camila Pitanga e Lázaro Ramos. Tendo ainda no elenco: Milton Gonçalves, Zezeh Barbosa, Tião D´Ávila, César Mello, Ana Carbatti, Rui Ricardo Diaz,Laís Vieira eCauê Campos.
Já vi uns 10 posts que queria colocar aqui e se for procurar vou achar muitos outros. Vou parar por aqui.
Ouvi do CD Canções Brasileiras (2000) da Paulus. Excelentes musicistas interpretam belíssimas canções, Sandra Félix no canto e Scheilla Glaser ao piano. São obras de Alberto Nepomuceno, Antonio Ribeiro, Carlos Gomes, Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Heckel Tavares, Manuel Bandeira, Osvaldo Lacerda, Ronaldo Miranda, Villa-Lobos, Villani-Côrtes e Waldemar Henrique. Com poemas de Almeida Garret, Antônio Gonçalves Dias, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Mário de Andrade e Luiz Peixoto.
Eu sou apaixonada pela Cantares de Ronaldo Miranda com letra de Walter Mariani. Muito bonita a Valsinha do Marajó de Waldemar Henrique com letra de Paulo Waldemar Falcão. Lindíssimas canções, ótimas interpretações, que belo CD.
Fui ao recital com os vencedores do Concurso de Interpretação Pianística da Obra de Osvaldo Lacerda do Centro de Música Brasileira no Centro Brasileiro Britânico. Foi um lindo recital com os três finalistas do concurso. Começou com a pianista da Paraíba Isabella Perazzo que ganhou terceiro lugar. Que leveza, que interpretação, que segurança, gostei demais.
Programa: Osvaldo Lacerda - Brasiliana nº 7
- Samba
- Valsa
- Pregão
- Arrasta-Pé
Estudo nº 7
J. A. Kaplan– Sonata:
- Allegro enérgico
- Scherzo - Presto
- Lento / Livremente, quase cadenza
- Alla Toccata
Depois tocou o pianista que ganhou segundo lugar, Lucas Thomazinho, belo repertório.
Programa:
Osvaldo Lacerda - Ponteio nº 1
Ponteio nº 4
Variações sobre 'Mulher Rendeira'
Carlos Gomes - Grande Valsa de Bravura
Por último tocou Lucas Santos Gonçalves que ganhou primeiro lugar, excelente pianista, merecidíssimo.
Assisti ao recital In Questa Tomba Oscura da série Humor & Horror do Sesc Vila Mariana. Apresentaram-se a cantora Adélia Issa, o pianista Ricardo Ballestero e o violonista Edelton Gloeden. Vocês sabem o quanto eu gosto de fantasminhas no cinema e devem imaginar como fiquei radiante de ouvir obras eruditas desse gênero. Que repertório maravilhoso. A obra que dava nome ao recital é de Beethoven e muito escura como mesmo diz o nome. Gostei que colocaram em um telão as letras das músicas, então pudemos compreender os textos.
Crédito da foto: João Pires
A de Fernando Sor era de humor, já que dizia que as mulheres e as cordas são parecidas, precisam estar sempre afinadas e se apertar demais estouram. Muito triste a canção de Schubert com texto do Goethe, da criança que diz ao pai que os Elfos estão querendo levá-lo embora. A obra de Henri Duprac com texto de Gautier parecia que eu via os filmes que gosto. Nos divertimos muito com a última canção de Rossini, a canção do bebê, que inclusive teve bis, é uma canção do bebê, engraçadíssima. Edelton Gloeden quis dar mais um toque cômico e no final da execução colocou uma chupeta, muito divertido. Adorei o repertório. Incrível que esses compositores foram tão criativos seja no humor ou no horror para escrever essas obras, como a música erudita é rica e maravilhosa! O recital foi gratuito.
Crédito da foto: Gal Oppido
Programa completo:
Ludwig Van Beethoven (1770-1827) - In questa tomba oscura (Giuseppe
Carpani)
Erik Satie (1866-1925) - Chanson du Chat (Léon-Paul
Fargue)
Fernando
Sor
(1778-1839) - Las mujeres y cuerdas (texto popular)
John Dowland (1563-1626) - In darkness let me dwell
(anônimo)
Gioacchino
Rossini
(1792-1868) - Assez de memento: dansons para piano solo
Hugo Wolf (1860-1903) - Ich hab in Penna einen Liebsten
wohnen (texto popular)
Franz Schubert - Erlkönig (J. W. von Goethe)
John Dowland (1563-1626) - Fine knacks for ladies (Anônimo)
Francisco
Tárrega
(1852-1909) - Gran Vals para violão solo
Franz Schubert (1797-1828) - Der Zwerg (Matthäus von Collin)
Enrique
Granados
(1867-1916) - El Majo Discreto (Fernando Periquet)
Antonio
Carlos Gomes
(1836-1896) - Conselhos (Carlos Gomes)
Henri Duparc (1848-1933) - Connaissez‑vous la blanche tombe
(Théophile Gautier)
Emmanuel
Chabrier
(1841-1894) - Scherzo-Valse para piano solo
Felix Mendelssohn (1809-1847) - Hexenlied (Ludwig Hölty)
Cândido
Inácio da Silva
(1800-1838) - Lá no Largo da Sé Velha (Araújo Porto-Alegre)
Gioacchino
Rossini
(1792-1868) - La chanson du Bébé (Émilien Pacini) Coloquei vídeos com outros intérpretes de duas canções do repertório e depois vídeos com os intérpretes mas com outras obras.
Fui ao recital de Marília Teixeira (canto) e Carlos Yansen (piano) do Centro de Música Brasileira no Centro Brasileiro Britânico. Foi uma linda apresentação gratuita. Inicialmente o duo interpretou obras de Carlos Gomes, depois de Osvaldo Lacerda e por último de Villa-Lobos. Foi um delicado e bonito recital com belas interpretações.
Programa:
Carlos
Gomes
- Ballata de Cecilia (ária de Cecilia, da ópera “Il Guarany”, 1870) – libretto
de Antonio Scalvini (1835-1881), baseado no romance de José de Alencar
(1829-1877).
Quem
sabe?! (modinha, 1859/60) – poema de Bittencourt Sampaio (1834-1886).
Rondinella
(idilio, 1884) – poema de Fracesco Giganti (?).
Lisa,
me vos tu bem? (canzonetta veneziana, 1869).
Sul
lago di como – La Regata (barcarola, 1882) – poema de Carlo D’Ormeville
(1840-1924).
Noces
d’argent (canzone, 1892).
Mon
bonheur (canzone, 1882) – poema de Julia Cesarine.
Romanza
de Ilàra (ária de Ilàra, da ópera “Lo Schiavo”, 1889) – libretto de Rodolfo
Paravicini (?), baseado numa peça teatral do Visconde de Taunay (1843-1889).
Osvaldo Lacerda: O menino doente (1949) – canção de Osvaldo Lacerda (1927-2011), com poesia de Manuel Bandeira (1886-1968).