quinta-feira, 19 de setembro de 2019

As Viúvas

Assisti As Viúvas (2018) de Steve McQueen no TelecinePlay. Queria muito ver esse filme pelos elogios que recebeu. Gostei demais do roteiro da inglesa Lynda La Plante. Todos os personagens são complexos, cheios de camadas.

Em um roubo, os maridos morrem, As Viúvas não se conhecem. A personagem da Viola Davis é felicíssima com o marido (Liam Neeson). Casal lindíssimo! Eles tem um alto padrão de vida, um belíssimo apartamento. Mas todas sofrem com a morte dos companheiros.

Há dois candidatos a cargos políticos. Um rico e branco (Colin Farrell) e outro negro (Brian Tyree Henry). Mas os dois são desprezíveis. No enterro vemos que o rico tinha relações com o marido bandido. A política misturada com a criminalidade. O pai do candidato branco era político e é interpretado por Robert Duvall.

Incrível como o filme fala do feminino, de vulnerabilidade, crime, corrupção. A rica recebe do marido um livro pra o próximo roubo. Ela resolve se juntar com As Viúvas para realizá-lo. Ela está sendo ameaçada e precisa devolver ao candidato negro o dinheiro que estava com o marido, 2 milhões. Também precisa se organizar financeiramente, está para perder tudo o que tem. A situação das outras não é menos difícil, até porque elas tem menos recursos. Elas são interpretadas por Michelle Rodriguez, Elisabeth Debicki e Cynthia Erivo. Que roteiro inteligente! A trilha sonora é maravilhosa!
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Quaternaglia

Assisti ao Quaternaglia na série Música de Câmara do Teatro Opus. Eu adoro esse quarteto e que repertório. O quarteto é formado por Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Thiago Abdalla e Sidney MolinaEles tocaram a belíssima West Side Story de Leonard Bernstein, com arranjo de Thiago Tavares, que inclusive estava na plateia. Achei incrível a adaptação.

Leo Brouwer está entre os meus compositores favoritos. Ele fez uma obra especialmente para o quarteto que foi interpretada nessa apresentação, Así era la dancita aquella! Mas eles tocaram outros compositores que adoro, Egberto Gismonti, com a delicada Anjo. Inclusive um integrante do Quaternaglia, o Christian Dozza, fez uma música que adoro em homenagem ao Gismonti, Sobre um Tema de Gismonti que estava no programa. Do Paulo Bellinati, que estava na plateia, interpretaram um maxixe, A Furiosa. Adorei também a obra do Torroba, Estampas, título de um dos CDs desse grupo.
Foto de Gal Oppido

Programa:

LEONARD BERNSTEIN (1918-1990)
Symphonic Dances from West Side Story (1961) arranjo: Thiago Tavares

1.Prologue (Allegro moderato)
2.Somewhere (Adagio)
3.Mambo (Meno presto)
4.Cha-cha (Andantino con grazia)
5. Meeting Scene (Meno mosso)
6.Cool Fugue (Allegretto)
7.Final (Adagio)



FEDERICO MORENO TORROBA (1891-1982)
Estampas (1976)

1.Bailando un fandango charro
2.Remanso
3.Fiesta en el pueblo



LEO BROUWER (1939)
Así era la dancita aquella! (Divertimento) (2018)*



EGBERTO GISMONTI (1947)
Um Anjo (1999) arranjo: Paulo Porto Alegre



CHRYSTIAN DOZZA (1983)
Sobre um tema de Gismonti (2012)*



PAULO BELLINATI (1950)

A Furiosa (Maxixe) (1997)*
O Teatro Opus é lindo. Adorei a vista do terraço.
Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Piratas da Somália

Assisti Piratas da Somália (2017) de Bryan Bruckley no TelecinePlay. O filme conta a história do jornalista canadense Jay Bahadur que escreveu um livro e agora quero muito ler. Não existe a edição traduzida no Brasil. Muito jovem, ele não consegue trabalho em nenhum veículo de comunicação. Ele está começando a ter emancipação em casa e ganha o direito de morar o porão da casa dos pais. Ele faz pesquisa em supermercados sobre a melhor localização para guardanapos de papel nas prateleiras.

Para pagar o aluguel do porão ele precisa tirar a neve da frente da casa, ele se machuca, vai ao hospital e lá conhece um grande jornalista que ele é fã interpretado pelo ótimo Al Pacino. O jornalista diz que o rapaz está errado, que ele tem que ir para algum país ser correspondente por conta própria, um país que precise de correspondente. Ele vê então uma matéria com um correspondente contando sobre os Piradas da Somália, sobre o novo Presidente, mas que o correspondente não tem como checar porque não há mais jornalistas na Somália, ou foram mortos, ou saíram de lá pelos riscos. Jay manda um email para uma rádio da Somália, ligam para ele e falam que ele pode ir. Só que ninguém o banca e ele pede dinheiro aos pais. Ele resolve escrever um livro sobre os Piratas da Somália.
O radialista é filho do Presidente, coloca um somaliano pra ajudar nas entrevistas que ele precisa. O rapaz não consegue que os jornais se interessem pelas entrevistas. Só quando acontece o sequestro do Capitão Phillips é que a mídia passa a se interessar pelas notícias no país. Para conseguir as entrevistas ele tem que levar khat, uma droga local, como "pagamento". O rapaz é interpretado por Evan Peters e está ótimo. O somaliano, por um ótimo ator somaliano, Barkhadi Abdi. Marian por Sabrina Hassan. A mãe, que faz uma pequena participação, por Mellanie Griffith. Acho admirável jornalistas que se arriscam em zonas de conflito. 


Jay Bahadur tornou-se um grande especialista sobre a Somália e passou a ir com regularidade a países do continente africano.

Beijos,'
Pedrita

sábado, 14 de setembro de 2019

Viver do Riso

Assisti Viver do Riso (2018) de Ingrid Guimarães no Canal Viva. A atriz entrevista vários comediantes para falar do ofício. Nas entrevistas eles falam do documentário que ela está fazendo, mas no Canal Viva colocaram os episódios, vi que já passou na TV Globo também. Gostei demais! É um gênero muito característico no Brasil, muito peculiar, em profunda transformação, muito bom um programa onde os próprios profissionais lembram e pensam sobre o estilo.

Eu sou muito mau humorada para o gênero e adorei saber que a Jandira Martini também é. Um episódio fala das duplas. Ela fez sempre dupla com o Marcos Caruso que também adoro. Foi engraçado saber que ela não só é mau humorada, como ver as caras dela de ironia, crítica, de oposição ao que o Marcos Caruso dizia. Ela não falava nada, mas a cara dela me divertia muito, porque eu sou bem ácida também. Foi bom achar alguém que não ri fácil como eu das piadas.
Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres e Fernanda Young falaram sobre Os Normais. Eu vi na íntegra os filmes, o programa vi muito pouco. Os três também tem um tipo de humor mais crítico. Ingrid fez entrevistas longas com cada profissional, era a edição depois que dava o movimento dividindo os trechos por temas. Ótima edição!

Tinha um episódio só do Chico Anísio e seus personagens, vários entrevistados falaram, inclusive seu filho Bruno Mazzeo. Para entrevistar Tom Cavalcante, Ingrid foi na gravação do programa Dra. Darcy que passa no Canal Viva. Lá ela entrevistou também a ótima Fabiana Carla. Há um episódio que fala do humor regional e da infinidade de comediantes que vieram do Norte e Nordeste. Não só do passado, mas desses comediantes que vem surgindo como o do ótimo Cine Holiúdy.

Ingrid falou com Heloísa Perissé de como Cócegas começou, como elas formaram as duplas. Bacana que a série falou bastante de teatro, do tempo que essas peças ficaram em cartaz, foram anos pelo Brasil todo com muito público. Outros atores também falaram de peças que ficaram anos. Tem episódio que fala das Mulheres no Riso, várias comediantes e autoras falam de suas experiências. Foram muitos entrevistados, alguns: Renato Aragão, Carlos Alberto de Nóbrega, Dedé Santana, Jô Soares, Marcius Melhem, Leandro Hassun, Tatá Werneck, Marcelo Adnet, Lúcio Mauro, Lúcio Mauro Filho, Fábio Porchat, Mônica Martelli, Claudia Gimenez, Marcelo Médici, Marisa Orth, Regina Casé, Paulo Silvino, Agildo Ribeiro e Dani Calabresa. Os episódios estão disponível no Canal Viva. Dá pra ver no Now, Programas de TV, Canal Viva, Programas, Viver do Riso.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A Sombra do Pai

Assisti A Sombra do Pai (2019) de Gabriela Amaral Almeida no Canal Brasil. Eu adoro esse gênero, essa diretora, o elenco, queria muito ver. A menina, Nina Medeiros, simplesmente arrasa. Incrível como ela parece filha de Luciana Paes, que faz a tia dela no filme.

Essa diretora utiliza o terror para falar de questões complexas e profundas. Nesse caso, além de uma grande miséria financeira, essa família sofre com a solidão e o abandono. A mãe da menina morreu, o pai é pedreiro e trabalha demais. A tia casa e vai embora. A tia era a única que fazia a rotina da criança ser mais organizada. O pai, envolvido em seus conflitos, mal olha a menina. E ainda fica muito bravo quando a menina começa a se apegar aos pedaços da mãe morta, a rituais. Ele nem percebe que a ausência dele é muito mais danosa a menina que esses objetos que acabam fazendo companhia pra ela, que passa a ter algum objetivo.
A menina diz ao pai que a escola está de férias, eu confesso que fiquei na dúvida se ela não estava mentindo. Ele nem vai verificar. A menina fica o dia inteiro nessa casa, uma mulher vai levar quentinhas na hora do almoço, mas todo o resto do tempo ela fica sozinha. A noite ela vê filmes de terror, onde passa a ter ideias dos rituais. É melhor olhar para o sobrenatural do que olhar pra vida dela tão dilacerada e sem perspectiva. Julio Machado está igualmente impressionante. Fiquei imaginando o quanto devia ser difícil pra esses atores fazerem as cenas. 
A Sombra do Pai fala muito de pobreza, dessas crianças que ficam sozinhas em suas casas, tendo que se virar totalmente sozinhas, abandonadas a própria sorte, porque seus pais não tem recursos pra colocar quem cuide delas e ficam exaustos de tanto trabalhar. Crianças que precisam amadurecer muito cedo. A festa de aniversário dela é de cortar o coração. Artificial, triste, simplesmente desoladora.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 10 de setembro de 2019

The Square

Assisti The Square (2017) de Ruben Östlund no TelecinePlay. Quando o filme estreou fiquei curiosa. Muitos elogios, sagaz, mas acabei esquecendo dele. Foi uma matéria no Canal Like que me lembrou da existência e fui procurar. Está em comédia no TelecinePlay. Raramente eu paro para olhar os filmes que tem por lá. Sou muito mau humorada pra comédias, raramente vejo. Mas eu sabia que esse filme não era especificamente uma comédia. E que filme incômodo!

The Square é o nome da exposição que está para ser inaugurada em uma badalada e rica galeria. O diretor da galeria é riquíssimo, arrogante, egocêntrico interpretado pelo ótimo dinamarquês Claes Bang. O filme tem vários momentos, quase pedaços, um mais desconcertante que o outro. Logo no início ele tem o celular, a carteira e as abotoaduras roubadas. O profissional da galeria, especializado em informática é que ajuda o diretor a localizar onde foi parar o celular. O rapaz sugere que façam uma carta para os 55 apartamentos, acusando cada apartamento de roubo. Então o diretor passou a acusar 54 inocentes para localizar um culpado.
Mas são muitos momentos desconcertantes, a galeria tem vários deles. Muitas discussões sobre o que é arte. A galeria contrata uma empresa sensacionalista de publicidade que faz um vídeo abominável para chamar a atenção. O faxineiro que muda a obra de arte na limpeza. Inúmeras pessoas em situação de rua e os ricos vivendo em uma bolha.

E uma longa cena de sexo mais sem tesão que eu já vi no cinema, igualmente incômoda. A parceira é interpretada pela ótima Elisabeth Moss. Ainda no elenco Dominic West, Christopher Laesso, Terry Notary e Elijandro Edoard. Eu fiquei pensando em todo o elenco tendo q fazer aquelas cenas constrangedoras, ou mesmo agressivas, deu muita vergonha alheia, que coragem. O diretor ganhou Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Rotas do Ódio - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada de Rotas do Ódio (2019) de Susanna Lira na Universal TV. Fiquei muito animada quando soube que essa série que gosto tanto teria uma terceira temporada.

Agora a temporada começa com o assassinato de imigrantes escravizadas em uma oficina de costura. Nas pistas, os policiais seguem para uma ocupação. Estranhei que foram só 4 episódios. Na verdade eu nem percebi, na semana seguinte não achava pra gravar e só depois é que passei a achar que eu tinha visto o último episódio. Continua muito boa, mas ficou a sensação de não ter sido tão bem explorada. Mayana Neiva continua na Degrade, o personagem do Marat Descartes tem um problema com a polícia e é afastado temporariamente, Antonio Saboia continua braço direito da delegada. Gostei muito do Samuel de Assis que faz o responsável pela organização de direitos humanos e tenta ajudar as imigrantes.

Ótimo o elenco que faz os imigrantes, os trabalhos que encontram, as pessoas que os exploram. Só achei que não tinha muito a ver os skinheads continuarem nessa trama interpretados por Rafael Losso, Philipp Lavra e Giovanni Gallo. Sim, tem lógica, mas acabou ficando de novo a Degrade contra os skinheads quando seria bem mais interessante explorar mais a temática da exploração de imigrantes. Renata Péron faz uma participação afetiva.
 
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O Quarto Andar

Assisti O Quarto Andar (1999) de Josh Klausner na ClaroTV. A protagonista (Juliette Lewis) ganha a concessão para morar em um apartamento que vivia uma tia que faleceu. Ela namora o famoso homem do tempo da TV (William Hurt).

Ele não se conforma que ela queira morar sozinha em um apartamento antigo em vez de ir morar com ele. Ele é mais velho que ela, mas ela quer viver a experiência de morar sozinha. Assim que chega uma vizinha futriqueira (Shelley Duvall) vai falar com ela. Todos que moram no prédio parecem esquisitos, na verdade os do prédio da frente também.

A vizinha do quarto andar é uma idosa que implica o tempo todo com o barulho que a moça faz. Ok, a moça é bem sem noção, parece com os meus vizinhos. Nunca se conforma onde vai ficar o móvel e o arrasta seja que hora for. Ela é decoradora de interiores, estranho que não tenha pessoas que possam ajudar a ela finalizar a mudança. Mas a vizinha debaixo não aceita nenhuma mudança mesmo durante o dia. Ela nunca consegue falar com essa vizinha, mas vive recebendo bilhetes ameaçadores dela. A futriqueira comenta que a vizinha não gostava da tia dela e que deve estar descontando nela a raiva.
Fatos muito estranhos começam a acontecer com ela, é bem angustiante. O único que percebe que algo estranho está acontecendo com ela e o apartamento é o dedetizador que ela contrata. Ele vai demorar pra fazer o serviço, ela vai para o trabalho e quando ela volta ele mostra coisas estranhas do apartamento. Muito bem feitas as cenas de tensão. O filme faz a gente desconfiar de todo mundo, volte e meia eu achava que era uma pessoa. Uma das possibilidades eu logo adivinhei, mas duvidei depois. Interessante que o filme deixa no ar, nos segundos finais, a compreensão toda do mistério.

Beijos,
Pedrita