sábado, 16 de novembro de 2019

A Viúva Alegre

Assisti a opereta A Viúva Alegre de Franz Lehár no Theatro Municipal de São Paulo. A direção foi de Miguel Fallabela. A direção musical e regência, de Alessandro Sangiorgi. Os cenários de Santos&Santos e os figurinos de Lígia Rocha e Marco Pacheco. Bela montagem com perfil conservador. Uma viúva riquíssima de uma pequena cidade é alvo para um casamento com alguém local. Os líderes locais não querem que a viúva case com um francês porque a cidade toda vive em funções dos negócios do falecido e o dinheiro iria embora com ela.
As fotos são de Fabiana Stig

Por ser uma opereta cômica, as confusões são enormes. O elenco que vi foi:
Hannah Glawari Marianna Lima

Conde Danilo Daniel Germano

Barão Zeta Saulo Javan
Valenciana Lina Mendes
Camilo de Rossillion Luciano Botelho
Njégus Adriano Tunes
Raul de St. Brioche Caio Duran
Visconde Cascada Johnny França
Bogdanovitsch David Marcondes
Silvia Edna d’Oliveira
Kromow Marcio Marangon
Olga Andreia Souza
As récitas vão até o dia 24 de dezembro, é bom ver antecipadamente se ainda há ingressos porque óperas no Theatro Municipal de São Paulo lotam muito rapidamente.
Gostei muito de conhecer pessoalmente a blogueira Heloísa do Blog da Vovó... mas não só.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Escape Room

Assisti Escape Room (2019) de Adam Robitel na HBOGo. O roteiro é de Bragi F. Schut. Eu queria muito ver esse filme. Sempre tive vontade de ir nesses lugares participar desses desafios mas o custo individual da brincadeira é muito salgado. Mas é compreensível! O espaço precisa ser grande, ter vários cenários e desafios, e criar regularmente novos dilemas para que as pessoas tenham vontade de voltar ao lugar.

Um grupo que não se conhece recebe um cubo, curiosos vão descobrindo as chaves pra abrir a caixa e lá há um desafio e que eles podem concorrer a muito dinheiro. Todos vão ao prédio na data e horário. Só um lá conhece essa brincadeira, ele vai em vários, é craque. Ele que fala aos outros como funciona e quando o grupo vê eles já estão em uma sala desafiante. Quando conseguem abrir uma porta para outro cômodo, o que estava pega fogo e é destruído. 

Então eles começam a perceber que estão em uma arapuca com risco de morte. E é o que vai acontecendo com o grupo. É bem assustador!

Gostei muito do elenco. Taylor Russell interpreta uma estudante fera em exatas. Logan Miller um funcionário de estoque de um pequeno estabelecimento. Jay Ellis um fera, nada escrupuloso, do mercado financeiro. Deborah Ann Woll uma oficial do exército. Tyler Labine e Nick Dodani, o que participa de inúmeros Escapes. Obviamente o filme deixa aberta uma continuação que já estou ansiosa pra estrear.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O Banquete

Assisti O Banquete (2018) de Daniela Thomas no Canal Brasil. Eu tinha ouvido elogios a esse filme, mas não tinha ideia que é tão bom.

Já começa instigante nos minutos iniciais. O personagem do Chay Suede é um garçom, ele vê uma marca de batom em um copo, molha o dedo na boca, tira a marca com o dedo molhado, passa o pano e põe o copo na mesa. Quem gosta de receber, mesa posta, gastronomia, vai adorar. 

O Banquete tem muitas vertentes, é profundo instigante e absolutamente surpreendente. Nada é o que realmente parece ser. O elenco também é maravilhoso. Só grandes atores! A personagem da Drica Moraes é a anfitriã. Ela vai se arrumar e o seu marido, Caco Ciocler, chega bêbado. O garçom informa que o jantar é em comemoração ao aniversário de casamento, o marido não sabe. Depois ficamos sabendo que não é o casamento desse casal, mas sim de outro, que completa 10 anos de casamento.
O casal que ganha o Banquete ainda não chegou porque a esposa, Mariana Lima, é atriz, e está em uma peça ali perto. O marido, Rodrigo Bolzan, ficou de buscá-la ao final do espetáculo, só que ele esquece e vai direto ao jantar. Tudo no filme é milimétrico! Tudo é tenso, todos parecem se odiar, ou se amar, se envolver, todos parecem ter relações abusivas uns com os outros. Alguns outros convidados são interpretados por Fabiana Guglielmetti, Gustavo Machado, Bruna Linzmeyer e Georgette Fadel. Belíssima a sala da casa que serve de cenário, o único cenário, é de uma casa de arquitetura moderna, vou tentar descobrir de quem.

Beijos,
Pedrita

sábado, 9 de novembro de 2019

O Prodígio

Assisti O Prodígio (2019) de Nicholas McCarthy no TelecinePlay. Voltei as minhas paixões, aos filmes de fantasminhas que tanto amo. Halloween está rendendo esse ano. Esse é ótimo, com roteiro de Jeff Buhler. No Brasil está como Maligno, pouco sutil, prefiro o nome original. Os dois títulos são de inúmeros outros filmes. Esse filme é bem clássico, não inova praticamente nada no gênero, mas é muito bom, gostei demais.

Começa com duas histórias se alternando. Uma jovem fugindo à noite em lugar ermo e uma mãe tendo as contrações para parir antes da hora. Logo o paralelo se forma e entendemos que o morto encarna no bebê que é prodígio, nasce antes, fala muito antes, a mãe passa a estudar crianças superdotadas, coloca ele em escolas especiais e muito caras. Os especialistas que acompanham a criança chamam a mãe e falam que apesar dele ser muito desenvolvido em algumas questões, é atrasado em outros, como a socialização, ele não tem amigos. A criança chega então aos 8 anos e faz a sua primeira violência contra outra criança. Mais um filme que eu fico apavorada pela criança, pelo ator que faz o prodígio. Eu sei, hoje as crianças entendem mais o que é ficção e realidade, que é trabalho de ator, muitos querem mesmo ser atores, mas eu sempre me incomodo. Eu não deixaria meu filho ser o protagonista desse filme. E agora que vi que ele também está no filme iT, A Coisa.
A mãe demora a aceitar ajuda de um homem que faz hipnose pra tentar saber da outra vida. Ela não aceita reencarnação, mas apavorada com os acontecimentos, acaba cedendo. O espírito ameaça o homem que não pode contar a mãe o que descobriu. é tudo bem interessante. Incrível porque, como disse, o filme não é muito original, mas surpreendeu em vários momentos, no final então fiquei apavorada. A possibilidade clássica de continuação acontece, mas é muito, mas muito surpreendente. Os efeitos especiais são muito bons. O ótimo garoto é interpretado por Jackson Robert Scott. A mãe pela ótima Taylor Schilling. O filme é praticamente os dois, mas alguns outros atores aparecem no elenco: Peter Mooney, Colm Feore, Paul Fauteaux, Paula Boudreau e Brittany Allen.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O Jovem Karl Marx

Assisti O Jovem Karl Marx (2017) de Raoul Peck no Telecine Play. Tem tempo que esse filme está disponível no Now. O diretor é haitiano. Conta a história do Karl Marx até a publicação do Manifesto Comunista. Quando estudava direito em Berlim foi convidado por Engels para ir para Paris.

Lá que conheceu sua esposa e teve dois filhos com ela. Incrível como as duas mulheres foram determinantes nas carreiras deles. Ativas, ajudavam nos textos, os seguiam e  os apoiavam. Em Paris, Karl Marx é expulso, a esposa estava grávida do segundo filho. Eles seguem então para Bruxelas. Engels era filho de um industrial, é ele que ajuda um pouco Marx que vivia muito pobremente. Ele trabalhava escrevendo textos e em repartições que precisavam de profissionais da escrita. Augusto Diehl está ótimo como Marx. Todos estão ótimos, Vicky Krieps faz a esposa. Stefan Kornarske é Engels. Hannah Steele, sua esposa. Ainda no elenco: Olivier Gourmet, Michael Brandner, Alexander Scheer e Ivan Franek.
É a época da Revolução Industrial. Patrões exploram empregados pela produtividade e pra enriquecerem, inclusive crianças que trabalham horas a fio em ambientes insalubres, com salários miseráveis, correndo riscos nas máquinas. 

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Oryx e Crake de Margareth Atwood

Terminei de ler Oryx e Crake (2003) de Margaret Atwood da Rocco Editora. Que livro impressionante! Belíssima edição, amei a capa. Definitivamente essa autora está entre os meus preferidos. Após a leitura está difícil olhar o mundo de outra forma. Assim que li Vulgo Grace, o Geocrusoe comentou desse. Eu ganhei de uma amiga vários livros usados dessa autora, quis ler primeiro os dois que tem séries, mas logo depois quis ler esse pela indicação do Geocrusoe. Estou impactada e confesso que não sei se em algum momento essa sensação confusa vai passar.
O marcador alguém me enviou pelo correio de presente. Não consegui descobrir quem. O protagonista da trama teve um bichinho de estimação como esse do marcador.

Obra Dog and Priest (1978) de Alex Colville

Começa com um homem mais velho que vive em uma árvore. A autora é muito inteligente na colocação dos personagens. Esse homem mais velho que se intitula Homem das Neves vai lembrando do seu passado. O tempo todo eu estava na dúvida se era como ele lembrava ou se ele estava maluco. Não consegui ter empatia por ele, mas a autora é muito brilhante, e ele, criança, a gente quer abraçar, ajudar.
Obra de Jean Paul Riopelle

Queremos o tempo todo saber o que aconteceu pra tudo não existir mais. Não tem mais casas, energia elétrica, tudo parece ter acabado. Os pais do Jimmy eram grandes cientistas, a mãe era muito empolgada com as mudanças genéticas que conseguia. Eles criaram porcos com órgãos humanos para que crescessem mais. Até que a mãe começa a questionar suas experiências, se comer porco não era canibalismo. Um dia ela desaparece. Jimmy chega em casa e ela foi embora com o bichinho dele de estimação. Ele fica desolado. Ele pouco consegue saber da mãe que se escondeu em outro país. O pai arruma uma madrasta cientista como ele.
Obra de Rob Gonsalves

Crake era um gênio e de comportamento bastante duvidoso. Jimmy não era tão brilhante nos estudos então ele vai para outra universidade caindo aos pedaços, cheia de insetos. Quando ele visita a universidade modelo que vive Crake, cheia de regras excessivas de segurança, ficamos com a impressão que Jimmy estava bem melhor na outra universidade não tão controladora, sem metas excessivas. Jimmy tinha uma vida "normal". A fiscalização excessiva da universidade de Crake pelos experimentos beira o insuportável. Jimmy fica especialista em escrever rótulos mentirosos de produtos e fico pensando o quanto isso já acontece.
Obra de Rob Gonsalves

A história de Oryx é pavorosa. Aos 5 anos ela é vendida para um homem. Fiquei pensando na infinidade de meninas de 8 a 11 anos nas estradas no Norte que se prostituem e pior, que tem quem compra o serviço. Por ela ter sido comprada, pela família precisar do dinheiro da venda, pelo homem "cuidar" dela, em nenhum momento ela tem revolta com o que tem que fazer, é sempre grata aos seus protetores. Foi o que ela aprendeu na infância, então acha que é o certo e é assim mesmo, que tudo foi bom pra ela. Todas as tramas tem ecos nos dias de hoje, na realidade científica de alimentos que já vivemos, isso torna a obra impactante demais. Margaret Atwood tem esse estilo de colocar no futuro fatos que de alguma forma já acontecem. Ela potencializa, mas nós reconhecemos em vários momentos questões do nosso cotidiano. Terminei a obra mais mudada do que já vinha acontecendo.
Todos os pintores são canadenses como a autora.

Beijos,
Pedrita

domingo, 3 de novembro de 2019

A Morte lhe dá Parabéns 2

Assisti A Morte lhe dá Parabéns 2 (2019) de Christopher Landon no TelecinePlay. Eu tinha adorado o primeiro estava ansiosa pra ver esse, mas receosa também, fiquei pensando como iam administrar a trama já que ela tinha sido resolvida no primeiro. Aí achei que outra pessoa passaria pelo mesmo fenômeno, mas não, fizeram a mesma garota.

E não é que o roteiro funciona e fica tenso e inteligente? Agora é uma máquina que faz a protagonista  (Jessica Rothe) acordar do mesmo lugar, mas como todos vão pra outra dimensão tudo está diferente, não é como ela viveu antes. Gostei da trama da mãe. No primeiro a mãe  (Miss Yager) morreu faz tempo, nesse ela aparece e é o fato da mãe estar viva que confunde a protagonista sobre o que ela pensa em fazer.

Ótima a turminha cientista: Phi Vu, Sarah Yarkin e Suraj Sharma. O par romântico é o mesmo, Israel Broussard. Adorei que eu assisti esse antes de estrear na Super Estreia do Telecine Premium.



Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Diana

Assisti ao monólogo Diana do Ágora Teatro na sede do grupo Refinaria Teatral. O texto e atuação é do grande Celso Frateschi, que interpretação. A direção é de Rudifram Pompeo. Um homem vai aos poucos contando a sua história, parece estar um pouco confuso. Professor de idiomas é casado há 25 anos com uma professora.

As fotos são de Edson Kumasaka

O personagem nos conta que ele resistiu as tentações por 25 anos, mas que sua esposa não. Ele vai morar no Largo do Arouche onde se apaixona por Diana, uma estátua dourada. Ele não sabe direito o que aconteceu e porque está naquele lugar minúsculo. Entendemos que o levaram pra interrogá-lo e o torturam violentamente. Triste história. Diana foi contemplado pela Lei Zé Renato e o projeto determina que a peça deva ir a outros espaços gratuitamente. Hoje ainda tem mais uma apresentação gratuita. Deve ir para outros espaços.

O vídeo é de outro espetáculo.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O Homem do Prego

Assisti O Homem do Prego (1964) de Sidney Lumet no Telecine Cult. É baseado no livro de Edward Lewis Wallant. Que texto impressionante! Que atuação contundente de Rod Steiger! Que fotografia! Que locações!

Sim, nosso protagonista é o Homem do Prego. Começa em um parque, com uma fotografia majestosa. Uma linda família, avós, crianças e uma esposa deslumbrante, em um parque. Só música! E são lembranças do Homem do Prego. As lembranças chegam cortadas, trechos, então pouco sabemos o que aconteceu e vamos juntando o quebra-cabeça. Em que momento esse homem tornou-se esse ranzinza, grosseiro e insensível?

Há uma sucessão de personagens que vão empenhar os seus bens. Todos deprimentes. É um filme bem pessimista. Ficamos sabendo então que o Homem do Prego é judeu, esteve em um campo de concentração com toda a sua família e foi o único que sobreviveu. Muitos diálogos falam da culpa desse homem em ter sobrevivido aos seus.

Seu assistente (Jaime Sánchez) vivia no crime e quer ser honesto agora. Tem admiração pelo Homem do Prego e quer aprender tudo para ter o seu próprio negócio. Belíssima sua namorada (Thelma Oliver)!  O filme todo é muito ousado. Alguns outros do elenco são: Marketa Kimbrell, Geraldine Fitzgerald, Eusebia Cosme, Brock Peters, Charles Dierkop, Raymond ST. Jacques, Juano Hernandez e Linda Geiser. A trilha sonora é do genial Quincy Jones.

Beijos,
Pedrita

domingo, 27 de outubro de 2019

Hereditário

Assisti Hereditário (2018) de Ari Aster na HBOGo. Que filme complexo! Difícil! A parte psicológica é de muita profundidade. Sempre fico pensando se psicólogos assistem esses filmes que não são fáceis. Nem todo mundo tem estômago para filmes de terror, mas na questão psicológica eles são muito profundos, entram no obscuro das almas, das neuroses, celeiros para pensamentos controversos. Esse é impactante demais!

O filme já começa impressionante. Mostra uma casa, segue para outra casa em miniatura, que ganha vida e vira a casa do filme. É sobre uma família disfuncional. Tem toda a parte macabra, mas dá perfeitamente para abstrair do irreal e olhar o real, quanta perversidade dessa família. Começa na morte da avó. Ela vivia em um asilo já que tinha ficado sem memória. A filha faz miniaturas e está montando o quarto do hospital com a mãe miniatura na cama, o médico. Mórbido demais! 
A mãe diz que se arrepende de ter deixado a filha desde bebê aos cuidados da mãe dela. A menina tem sérios problemas de socialização. 

Ela tem outro filho mais velho, adolescente. Essa mãe desatinada insiste que ele leve a irmã menor em uma festa de adolescentes que ele quer ir. Total falta de noção. Adolescentes em grupo não tem o grau de responsabilidade de um adulto. Deixar outra menina ir, expor a menina, é absurdo e pior, uma menina com tanta dificuldade de comunicação. Tudo dá muito, mas muito errado. A série de acontecimentos após isso beiram o insuportável, mas a família já era insuportável e muito desajustada antes.
Além do filme ter um roteiro de grande profundidade psicológica, tem um elenco que impressiona, com atuações contundentes. Toni Collette está insuportável como essa mãe desequilibrada e má, que mulher horrorosa, ninguém merece uma mãe como essa. O pai, Gabriel Byrne, irrita também pela passividade de ver todas as loucuras da mulher e ser incapaz de interagir ou ajudar seus filhos. As miniaturas da mãe são absurdas demais em desequilíbrio. A menina que faz a filha atua demais também e é interpretada por Milly Shapiro. O irmão, Alex Wolff, está impressionante também. Ainda no elenco: Ann Dowd e Mallory Bechtel.

Beijos,
Pedrita