
Assisti ao filme espanhol A Espinha do Diabo (2001) de Guilherme del Toro no Telecine Cult. O filme é co-produzido com o México. O 007 tinha me avisado que esse filme estava na programação do canal, mas ainda não tinha conseguido assistir. Passa praticamente uma única vez por mês. Eu adorei O Labirinto do Fauno desse mesmo diretor e queria muito ver esse. É absolutamente maravilhoso! Parece uma preparação para o filme seguinte. Novamente há uma infância desastistida, abandonada e que sofre violências. Há inclusive um adulto que passou por tudo isso na infância e se tornou violento.
A Espinha do Diabo é igualmente ambientado na Guerra Civil Espanhola. Um casal acolhe crianças de revolucionários mortos, para que consigam sobreviver no anonimato. O filme começa com a chegada de um menino que não sabe que seu pai morreu na luta. Ele é abandonado por seu tutor lá sem saber. O sofrimento das crianças é muito doloroso. Mais uma vez esse diretor mistura fantasia e realidade. Não dá pra saber se as visões do menino são verdade, ou delírios de crianças assustadas e traumatizadas.
Os protetores nada afetivos são interpretados pela maravilhosa Marisa Paredes e pelo ótimoFederico Luppi. O garoto é interpretado lindamente por Fernando Tielve. Seus amigos estão ótimos também: Íñigo Garcés, José Manuel Lorenzo e Junio Valverde. O rapaz vingativo é interpretado por Eduardo Noriega e sua bela namorada Conchita por Irene Visedo.
O compositor da trilha sonora é o mesmo de O Labirinto do Fauno, Javier Navarrete.
Música do post: pan's labyrinth- javier navarrete

Pedrita