sábado, 17 de abril de 2010

O Tempo e o Vento

Assisti em DVD O Tempo e o Vento (1985) de Érico Veríssimo da TV Globo. Foi a primeira minissérie que minha mãe ganhou, foi aí que ela tomou gosto em ter esses produtos e tem adquirido regularmente algumas. Essa ela ganhou de presente da minha irmã. A obra foi adaptada por Regina Braga e Doc Comparato. É magestral, mas ainda não tinha a tecnologia e experiência de hoje. Há umas belas licenças poéticas, alguns momentos não costumeiros da televisão, música e imagens, mas ao mesmo tempo não tem a edição e ordem dos dias de hoje. Eu ainda não li essa obra de Érico Veríssimo, eu adoro esse autor, mas essa obra não li. Me animei tanto que comprei o primeiro, O Continente.
São três episódios, deveriam ser quatro, soube fazendo esse post que infeliz-mente cortaram um do DVD: Ana Terra, Capitão Rodrigo e o Sobrado. Eu gostei demais de Ana Terra, Glória Pires novinha de tudo faz a bela Ana Terra. Sempre me impressiono o quanto era difícil viver em um lugar descampado. Para piorar haviam os conflitos entre os espanhóis e portugueses (brasileiros). E o povo ficava a mercê de tanta violência, as mulheres eram as que mais sofriam. Depois segue para o Capitão Rodrigo com o belíssimo e jovem Tarcísio Meira, já com seus 50 anos, mas aparentando muito menos. A mulher que ele ama é interpretada pela bela e jovem Louise Cardoso. A terceira história, O Sobrado é a que menos agradou, tanto eu como a minha mãe. No DVD deram um salto muito grande da segunda para a terceira. Li agora que há mais uma parte que não tem nesse DVD, por isso o salto. Esse foi um dos primeiros DVDs lançados, acho que a TV Globo ainda achava que não teria saída um DVD muito extenso, porque fica mais caro, por sorte os que lançam atualmente têm saído na íntegra. Não sabia se o personagem do saudoso Armando Bógus era filho da Bibiana, fui descobrir ao longo da trama que era o neto, mas não sabia filho de quem. O terceiro veio meio atropelado, ficou só no sobrado cercado, não deu tempo de nos afeiçoarmos aos personagens.

O elenco todo é muito bom. No primeiro episódio aparece o Lima Duarte, o Camilo Bevilacqua e o Marcos Breda, novinho de tudo. No segundo há mais atores conhecidos como o Cláudio Mamberti. Outro que está muito jovem é o José de Abreu e o José Mayer. O padre do segundo é o maravilhoso Mário Lago, ele está magistral, ele faz um ranzinza padre, que ator generoso. Paulo José aparece no último episódio que traz ainda Bete Mendes, José Lewgoy, Lélia Abramo, Odilon Wagner, Ediney Giovenazzi, Renato Consorte e Bárbara Bruno.



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Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cama de Gato

Assisti a novela Cama de Gato (2009-2010) de Ducha Rachid e Thelma Guedes na TV Globo. A direção geral foi de Amora Mautner. Eu adorava essa novela, era a que mais gostava, infelizmente no final, praticamente um mêes antes de terminar, tomou rumos que desanimei, tanto que parei de ver e só voltei no final. Quando estava prestes a parar, minha mãe já tinha largado de ver a novela e ela comentou algo que depois fez muito sentido. Ela disse que naquele momento tudo já tinha se resolvido, não havia mais tramas pra desamarrar. Eu neguei na hora, mas depois comecei a pensar e vi que ela tinha razão. Foi nesse momento que surgiram novos atores, novos personagens, muitas viagens no roteiro, pra depois no final voltar a como tudo estava antes, com raras exceções.
Eu adorava muitos persona-gens. Belíssima a personagem da Camila Pitanga, uma mulher batalha-dora, ela começou como empregada doméstica, mas logo mudou. Mãe de 4 filhos, dedicada, que dialogava. Os atores que fizeram os filhos dela também eram ótimos. Os adolescentes eram interpretados por Heslander Vieira e Raquel Fuina, só como sempre um equívoco quanto ao rapaz vir a ser um pianista. Normalmente crianças já fazem recitais desde pequeno, tocam o dia inteiro e com 16 anos já ganham concursos. O personagem era muito amador musicalmente, muito artificial. As crianças eram muito fofas interpretadas por Julyana Garcia e Gustavo Maya. A Paola Oliveira estava excelente como vilã.

Eu adorava o grupo do asilo, ótimos atores, ótimo enredo. E o grupo só aumentava. Com uma confusão enorme, os arrojados personagens de Suely Franco e Pedro Paulo Rangel vão parar no asilo e agitar a turma. No elenco atores que adoro: Berta Loran, Luís Gustavo, Paulo Goulart, Yoná Magalhães, Luppe Gigliotti e Selma Lopes.  Eles tinham personagens ricos de histórias, romances, era o grupo que mais gostava de acompanhar. Gosto muito do ator que era o dono do asilo, interpretado pelo ótimo Aramis Trindade. Inclusive a personagem da Berta Loran, a Loló, tinha um blog, o Balança Mas Não Cai, e colocavam lá as aventuras dessa turminha tão animada. A turma cantava, dançava, era muito divertido. E o grupo teve inclusive um casamento no final da novela.

Eu gostava muito do núcleo jovem, atores novos e talentosos, mesmo o ator que fez o Pedro, o Ronny Kriwat, teve um desempenho que cresceu muito durante a novela. Adora os atores desse núcleo que se juntavam aos filhos adolescentes da Rose: Bianca Salgueiro, Marcella Rica e Rainer Cadete e Guta Gonçalves.

O núcleo cômico também era uma delícia. Adorava as aventuras do Solonaldo (Daniel Boaven-tura) e do Benê (Marcelo Novaes). Eles e as confusões com os personagens de Heloísa Perissé e Rosi Campos. O filho Juca, interpretado pelo Rafael Miguel também era ótimo. Os pais do Benê são os ótimos Tony Tornado e Ilva Niño. E as moças que sempre ficam sozinhas, gosto muito da Marcella Valente e adorei a outra que fazia um par divertido com ela, a Luana Martau.

Eu gostava de vários núcleos como o da Paula Burla-marqui e do Ângelo Antônio. Do Juvenal interpre-tado pelo André Luiz Miranda. Do Alcino (Carmo Della Vecchia) e da Mari (Isabela Garcia). A personagem da Norma Blum, o Domênico com o Jorge Cerruti. E estavam muito bem: Emmanuelle Araújo e Nívea Stelmann.Foi difícil montar o post porque faltavam muitos nomes de atores no site oficial da novela, alguns nem consegui localizar para colocar aqui. 







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Pedrita

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Êxtase

Assisti a peça Êxtase de Mauro Baptista Vedia no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. O texto é do britânico Mike Leigh, ambientado na década de 70Não há êxtase alguma, muito pelo contrário, um grupo de trabalhadores ingleses não parece viver, vegetam. Uma personagem deixa essa questão bem evidente, apática, desanimada, não expressa nenhum sentimento. Quando a atriz se anima em algum momento, como quando ela coloca na vitrola uma música do Elvis Presley, parece outra pessoa, mas rapidamente volta a sua letargia. Diferente das classes trabalhadoras brasileiras, eles são desanimados e infelizes. Tudo é caro, apartamentos minúsculos, falta de trabalho. A única diversão parece ser beber e fumar, bebem e fumam o tempo todo, seja para espantar o frio ou os pensamentos. Adorei os atores do elenco: Érika Puga, Mário Bortolotto, Eldo Mendes, Amanda Lyra e Eduardo Estrela. Minha amiga adorou o desempenho do Eduardo Estrela, realmente o personagem dele é muito divertido! Gostei demais do espetáculo, do texto ácido. Êxtase fica em cartaz no CCBB São Paulo até 10 de junho e os ingressos custam somente R$ 15,00.



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terça-feira, 13 de abril de 2010

Expedição Langsdorff

Vi a exposição Expedição Langsdorff em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. O organizador da exposição é o russo Boris Komissa-rov e as obras foram emprestadas pela Academia de Ciências de São Petersburgo, na RússiaEu queria muito ver essa mostra. Fala de uma expedição que aconteceu no Brasil por Georg Heinrich von Langsdorff que viajou 16 mil km no país. Langsdorff mapeava o Brasil e artistas "fotografavam" as paisagens. A expedição foi patrocinada pelo governo da Rússia. Foram realizadas 120 aquarelas e desenhos e 36 mapas. Acompanharam Langsdorff, o cartógrafo russo Nester Rubtsov e inicialmenteo  alemão Johann Moritz Rugendas que teve um desentendimento com Langsdorff e foi substituído pelo francês Aimé-Adrien Taunay. Depois os desenhos eram realizados pelo francês Hercule Florence. Taunay morreu durante a expedição, caiu de um cavalo na águae foi mordido por peixes e não resistiu. Langsdorff também pegou uma doença durante a expedição. Há um jornalzinho que podemos pegar na exposição, imitando um jornal antigo, com todas as explicações da exposição, fascinante.


Obra Aquarela Quilombo, distrito de Chapada, por Adrien-Aimée Taunay, paisagem do Quilombo, no Mato Grosso



 Obra Vista de Santarém sobre o Rio Tapajós. Pará, 1828 de Hercules Florence

Nos dois andares da exposição vemos mapas e muitas telas que mostram a paisagem que passavam, animais, a fauna, a flora, índios, escravos, demografias, simplesmente maravilhoso! A Expedição Langsdorff é gratuita e fica em cartaz até 25 de abril.  




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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Maria João Pires e Pavel Gomziakov

Assisti ao recital da Maria João Pires e do Pavel Gomziakov na Sala São Paulo. Mais uma apresentação que comemora o Ano Chopin 2010, no Brasil  a realização foi da Sociedade Chopin do Brasil e da Sociedade Cultura Artística. Essa maravilhosa pianista portuguesa e esse violoncelista russo fizeram um recital simplesmente sideral. A Maria João Pires não parece desse mundo, parece que fica em outra dimensão, absolutamente impressionante, deve ser esse o motivo dela ser tão adorada e venerada musicalmente no mundo todo.

A Maria João Pires pediu que dissessem antes dela começar a tocar que ela havia escolhido para o repertório as últimas obras compostas por Chopin. O programa estava dividido em duas partes com um intervalo. Ela pediu que só aplaudíssimos ao final da primeira parte e no final do concerto, já que era um recital muito delicado e triste, que ao contrário das comemorações do Ano Chopin 2010 que reverenciava os 200 anos de nascimento do compositor, esse fazia uma homenagem póstuma. Ninguém aplaudiu em momento algum, foi um silêncio mágico e triste. No programa:  De Chopin: Estudo n. 7 op.25 arranjo para cello e piano de Glazunov,  Sonata no. 3 em si menor Op.58, Mazurcas e Sonata pra violoncelo e piano em sol maior.Op.65. De Liszt, a Gôndola Funebre para cello e piano. Fiquei muito emocionada, jamais vou esquecer esse recital.


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domingo, 11 de abril de 2010

A Mulher Invisível

Assisti A Mulher Invisível (2009) de Cláudio Torres no Telecine Pipoca. Eu queria muito ver esse filme, gostava do roteiro, afinal falam que o 007 é o meu homem invisível, e adoro o Selton Mello. Gostei muito mais do que imaginava, o 007 gostou muito menos do que imaginava. O roteiro é do próprio Cláudio Torres. Eu achava que A Mulher Invisível ia ficar o filme todo na mulher imaginária que nosso protagonista cria. Ele era um marido dedicado, sonhava viver com a esposa pro resto da vida, até ficar velhinhos, mas sua mulher já tinha um amante, acha a vida muito chata com ele e vai embora. Na depressão surge essa linda e perfeita mulher. Achei que ia ficar nesse tema até o fim, com muitas piadinhas, mas não, o filme tem vários e surpreendentes desdobramentos, mantém bem o clima de suspense e gostei muito.


A Mulher Invisível é muito bem realizado, com ótima edição, bela fotografia de Ralph Strelow e ótimo elenco: Luana Piovani, Vladimir Britcha, Maria Manoella, Fernanda Torres, Paulo Betti, Maria Luísa Mendonça, Danni Carlos e Lúcio Mauro.



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Pedrita