domingo, 23 de julho de 2017

A Garota Solitária

Assisti A Garota Solitária (1995) de Benoît Jacquot na ClaroTV. Eu gosto desse diretor. É um bom filme para quem estuda cinema, há vários planos sequências acompanhando nossa protagonista. Mas o roteiro é muio fraco. É mesmo para seguir a garota tentando o mínimo de edição, em detrimento do roteiro.

Inicialmente passa em um único dia da vida dessa garota. Depois, no finalzinho, ela uns anos a frente. Começa em um bar, um rapaz nervoso, ela chega, ele reclama do atraso. Ela conta que está grávida. Praticamente não há cortes. Segue para ligar para mãe o que faz continuamente no filme todo. O rapaz não trabalha e não parece muito interessado em fazê-lo. Ela reclama com ele, mas ele continua no bar, já que ela pediu que ele a esperasse.

Ela segue para o primeiro dia de trabalho no emprego novo. Acompanhamos ela caminhando até o hotel, engraçado a surpresa das pessoas nas ruas, ela anda rápido e a câmera também. Curiosa pra saber como filmaram. Ela é uma péssima funcionária. Entra em quartos vazios pra ligar pra mamãe. O que mais me incomodou é o grupo pegar os pães com as mãos, levar nos quartos, voltar, pegar de novo com as mãos. Ninguém lava as mãos quando chega das ruas, após abrir portas. Não comeria nesse hotel nem por decreto. E o café completo é uma grande pobreza. Ela já sabe um pouco do serviço porque diz que trabalhou no Sheraton. Então ela sai de uniforme no meio do expediente para se encontrar com o namorado de novo no bar. Deve ter perdido o emprego naquele mesmo dia. Anos depois ela com o filho e a mãe e percebemos que ela está sozinha. Ela diz em um momento que não ia ficar com um marido que faz apostas. Não sei se a tradução foi correta. Ela é interpretada por Virginie Ledoyen, como é linda. Ele por Benoît Magimel. Todos os outros aparecem pouquinho. O filme é mais ela o tempo todo e seu corre corre principalmente no hotel pelas escadas, elevador, corredores e quartos. 

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Don´t Breathe

Assisti Don´t Breathe (2016) de Fede Alvarez na HBO On Demand. Foi a Andréa do Quitutes da Andréa que falou que tinha amado esse filme. Tenho vários amigos blogueiros que como eu amam esse gênero. Mas eu prefiro os de fantasminhas. O nome no Brasil é péssimo, O Homem das Trevas e o pôster que está no Now não atrai. Esse é mais interessante. O diretor é uruguaio e o roteiro é dele com Rodo Sayagues.

No começo eu fiquei pensando no que a Andréa tinha gostado tanto. Três garotos estão assaltando uma casa, há vários filmes sobre isso. Eles resolvem então assaltar a casa de um ex-militar do Iraque, que vivia solitário em uma casa isolada. Confesso que não entendo porque eles tiveram uma ideia tão ruim dessa. Um não quer participar, mas é ele que tem os códigos dos equipamentos de anti-roubo que seu pai trabalha. Como ele sabe que a moça que ele gosta precisa do dinheiro para ir embora da cidade, porque vive em uma situação complicada com uma irmã pequena, acaba aceitando.

As reviravoltas são impressionantes. Tudo é muito complexo e inteligente. Acabamos torcendo para os ladrões. E concordo com a Andréa, amei!!! Muito obrigada pela indicação. O trio é interpretado por Jane Levy, Dylann Minette e Daniel Zovatto. O ex-militar por Stephen Lang. Ah, estão fazendo uma continuação.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Libertino

Assisti O Libertino (2004) de Laurence Dunmore na ClaroTV. O filme é baseado na peça de Stephen Jeffreys. Johnny Depp interpreta o Conde de Rochester. Dramaturgo, escrevia inúmeras peças. Bebia muito, tinha muitas mulheres e uma vida desregrada. Casado, em uma peça ele se encanta com uma atriz e começa a prepará-la para interpretar Ofélia.

Johnny Depp está impressionante, um de seus grandes personagens. O conde pega sífilis e incrível a maquiagem dele definhando. E a interpretação das dores, dificuldade de locomoção, parece outra pessoa. A atriz que ele se apaixona é interpretada por Samantha Morton. A esposa pela bela Rosamund Pike. É a época em que o teatro tem grande força e liberdade. Poucas mulheres começam a atuar mas eram sempre consideradas prostitutas, ou eram mesmo.

John Malkovich interpreta o rei Charles II. Belíssima reconstituição de época, figurinos, cenários. Incomoda demais a sujeira desse período. 

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Homem da Capa Preta

Assisti O Homem da Capa Preta (1986) de Sérgio Rezende no Canal Brasil. Mais um filme da série "todo mundo viu menos eu". Sempre quis ver, é raro passar, quando vi coloquei pra gravar. É um dos mais expressivos trabalhos de José Wilker. Ele interpreta Teotônio Cavalcanti, influente político de Duque de Caxias. A interpretação dele é majestosa. Arrepia!

Começa naquela época de coronelismo. Homens poderosos mantinham seu domínio a bala. Teotônio era muito popular, adorado pelo povo. Vivia de colete a prova de balas, sua metralhadora e sua capa preta de fundo vermelho. Já tinha sofrido inúmeros atentados, mas revidava da mesma forma, matava quem lhe atravessava o caminho. Tinha aquele hábito clássico no Brasil de trazer os pobres para uma festa e lá tirar titulo de eleitor para cada um. Incrível a direção. A esposa interpretada por Marieta Severo mal fala no início, mas é possível perceber toda a tristeza em seu olhar e silêncio. Volte e meia os filhos tinha que ir para escolas distantes porque o pai estava sendo ameaçado e atacado. Com o tempo fica mais civilizado, se aproxima de um jornalista e se elege deputado federal. Não sabia que Teotônio Cavalcanti tinha disputado Governador da Guanabara com Carlos Lacerda e perdido. No golpe de 64 consegue levar o jornalista para o Consulado da Suíça, mas se recusa a deixar o Brasil. O jornalista foi interpretado por Jonas Bloch. O operário que está sempre ao seu lado por Chico Diaz. Guilherme Karan interpreta Flávio Cavalcanti. Quando o filme foi lançado ainda era vivo e morava em Duque de Caxias. O elenco é impressionante: Tonico Pereira, Carlos Gregório e Paulo Villaça. Assustador como o texto é atual, parece que estamos vendo a política de hoje. A única diferença é que na época do filme a violência era explícita, bang bang mesmo. Hoje é mais sutil.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 18 de julho de 2017

Caso 39

Assisti Caso 39 (2009) de Christian Alvart no TelecinePlay. Sou viciada nesse gênero de filme. Juro que tento escolher outro mas volte e meia estou na pasta de filmes de suspense para ver quais ainda não vi. O diretor é alemão e o roteiro é de Ray Wright.

Renée Zellweger interpreta uma assistente social. Ela interfere em famílias onde há problemas com os filhos, e em casos extremos tira a guarda dos pais. Na verdade o departamento que ela trabalha que abre processo da guarda. Ela auxilia no enteniga, avisa o departamento que começa processo para mudança de guarda das crianças. Ela está superlotada, mas o chefe passa o Caso 39. Ela vê a foto de uma doce menina e descobre maus-tratos absurdos dos pais dela. A menina segue para um abrigo mas faz uma pressão enorme para a assistente social aceitá-la. A assistente não quer, nunca quis ter filhos, trabalha muito, é sozinha, mas com pena da menina entra com pedido de lar temporário e consegue. A garota é interpretada por Jodelle Ferland.

Caso 39 é bem angustiante, muito forte, dá muita agonia ver. A atuação da Renée Zellweger é muito sofrível, ela faz uma vozinha infantil insuportável quando fala nas audiências, com o supervisor, se foi uma orientação do diretor, é péssima. Ainda no elenco: Bradley Cooper, Ian McShee, Callum Keith Rennie, Adrian Lester, Kerry O´Malley, Mary Black e Alexander Conti.

Beijos,
Pedrita