quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Marguerita S., A Mulher Que Inventou Mussolini

Assisti ao documentário Marguerita S., A Mulher Que Inventou Mussolini (2015) de Pierre-Henry Salfati no Curta! no Now. Eu tinha visto uma chamada no Now falando desse filme, fui no Curta! do Now e lá estava ele. Eu achava que esse péssimo nome sensacionalista era a tradução no Brasil, mas não, vem do nome do livro de Roberto Festorazzi.

Sim, Marguerita Sarfatti foi importantíssima para Mussolini e para a criação do fascismo. Eles se conheceram jovens. Ele operário e revolucionário inicialmente socialista, depois comunista, e ela, rica, da elite italiana, extremamente culta e influente, também socialista. Marguerita introduziu Mussolini na elite intelectual da época. Juntos fundaram o fascismo.  Marguerita foi muito influente na cultura, na construção de prédios arquitetônicos dentro da filosofia do fascismo, incentivo as artes. Ela foi amante de Mussolini por anos. Os dois casaram com outras pessoas e continuaram juntos até Mussolini chegar ao poder, aí ele manteve Marguerita mais distante, mas não tanto assim. Acho exagerado dizer que Marguerita inventou Mussolini, mas ficou claro que Marguerita e Mussolini inventaram o Fascismo.

Antes da guerra, Marguerita Sarfatti queria que Mussolini se aliasse aos Estados Unidos. Ela seguiu inclusive ao país para conversar com Roosevelt e voltou para a Itália para falar com Mussolini sobre a aliança, mas Mussolini, enquanto Marguerita estava nos Estados Unidos, teve encontro com Hitler e firmou o apoio a Alemanha. Nesse momento é que eles realmente se separam. Mas é fato que Marguerita criou o Fascismo com Mussolini e que era a favor desse regime ditatorial. O fato dela não desejar aliança com Hitler os separou. Ela era judia e fugiu do país. Mas o Fascismo era um regime populista e ditatorial. 

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Versailles

Assisti a 1ª Temporada da série Versailles (2015) de Jalil Lespert na GNT. Eu vi no canal o anúncio e quis muito assistir. Gostei demais. Fala do reinado de Luís XIV. Ele passou a infância afastado do trono, quem reinavam eram os seus conselheiros por ele ser muito pequeno. Mas ele começa a querer tomar as rédeas do governo e é quando essa maravilhosa série começa. Impecáveis as reconstituições de época, o elenco, que série! Luís XIV tem um irmão, é latente a rivalidade entre eles, mas eles também são unidos. Há muitos conflitos, mas volte e meia estão se auxiliando. Os dois são interpretados divinamente por George Blagden e Alexander Vlahos.

Eu gostaria de conhecer mais a parte dessa história. Luís XIV quer transformar Versailles na sede do reino francês e sofre muita resistência da nobreza que não quer sair de Paris. Muito interessante que a série mostra o quanto os costumes, os exageros, eram formas dos nobres mostrarem poder. Luís XIV faz questão de ter roupas luxuosas, que só ele teria, criar moda, para ser copiado e admirado pela corte. O poder não está só em manobras políticas, mas em ostentação de riqueza. Eu conheço mais a história da Maria Antonieta já que li o livro e vi o filme. Achava surreal a corte toda presente nos momentos íntimos dos reis, os costumes ao acordar, para ter filhos. Foi na época de Luís XIV que esse costume bizarro começou. Luís XIV pede ao irmão que crie regras de etiqueta para a corte, que os aprisione aos costumes e ao rei. O irmão cria esse hábito da companhia da corte para os hábitos dos reis. O rei não acorda sozinho. Os nobres aguardam em fila por grau de importância, brigam por estar a frente ou atrás de outro nobre e entram no quarto do rei onde tudo é feito como teatro. Só com a série é que passei a pensar o quanto esse costume aprisiona. Os nobres tinham que estar atentos para não perder esses momentos, de firmarem o seu lugar. Ficavam realmente à disposição das vontades do rei, da família real e dos seus costumes. Era muito mais que uma extravagância e sim uma forma perversa de controle aos nobres.
O Duque de Órleans sempre se sente a sombra do irmão e insiste muito para ir na guerra. Ele surpreendentemente se mostra um grande líder e guerreiro, a França vence a guerra.

Os relacionamentos são complexos e amplos, o que aumentam ainda mais a tensão na corte porque alguns escolhidos acabam tendo ascensão social, nem sempre por talento, aumentando ainda mais as intrigas.

São muitas conspirações ao rei e aos membros da corte, muitos envenenamentos. Gostei demais da médica, o rei percebe que as orientações da médica são precisas, começa a duvidar dos diagnósticos do pai dela. Ela é interpretada por Lizzié Brocheré.

O elenco é primoroso: Noèmie Schmidt, Stuart Bowman, Elisa Lasowski, Evan Williams, Anna Brewster, Tygh Rynyan, Amira Casar, Maddison Jaizani, Pip Torrens, Steve Cumyn e Joe Sheridan. A abertura e a música são lindas, deslumbrantes. A direção de arte, reconstituição de época, série belíssima e inesquecível. A 1ª Temporada de Versailles tem 10 episódios e já está disponível na GNT no Now a segunda temporada. A terceira foi confirmada.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Mulher Maravilha

Assisti Mulher Maravilha (2017) de Patty Jenkins no Now. Eu recebi pelo correio uma simpática promoção da NET que me permitia ver antecipadamente filmes. Fiquei eufórica em ver que um é esse que tanto ansiava ver. Um presente simples, antecipar para os assinantes a visualização de um filme tão cobiçado. Espero que façam isso outras vezes.

Eu tenho uma memória afetiva com a Mulher Maravilha e logo que publicaram uma primeira foto de gravação e vi que seria de época fiquei curiosa. Mas foi a postagem da Patry no blog dela que me instigou de vez. 

Deve ser um belo filme para ver na telona. As cenas na ilha das Amazonas são de uma beleza estonteantes, que lugar belíssimo! E fofas demais as atrizes que fazem a Mulher Maravilha antes de ser adulta: Lilly Aspell e Emily Carey. E belíssima a Gal Gadot, talentosa também. Gosto demais de filmes com mulheres poderosas, de boa índole. O roteiro é muito bem construído. O filme tem mais de duas horas que passam bem. Lindíssimas as cenas na ilha. Adorei as cenas em Londres.

A foto que conta a história também é ótima. Foi inteligente escolherem a Segunda Guerra para o maniqueísmo. Difícil ficar do lado dos alemães, ficou fácil torcermos para um lado da guerra. Muito tristes as cenas da guerra, gostei do toque de realidade do filme. O par romântico também é lindo interpretado por Chris Pine. E a trupe que segue com ela para eles destruírem uma arma química letal é ótima: Ewen Bremner, Saïd Taghmaoui e Eugene Brave Rock.
Alguns outros do elenco são: Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Robin Wright, Lucy Davis e Elena Anaya. Gostei demais de Mulher Maravilha!

Beijos,
Pedrita

domingo, 14 de janeiro de 2018

Refrão da Fome

Terminei de ler Refrão da Fome (2008) de Jean-Marie Gustave Le Clézio da Cosac & Naif. Quando essa editora disse que encerraria as atividades, seus livros foram colocados baratissimos à venda mesmo com edições primorosas como essa. Refrão da Fome é um livro curto, mas editado de uma forma que não parece ser menor em texto.

Obra de Hans Hartung

É uma das últimas obras escritas por Le Clézio que ganhou Prêmio Nobel. Ele conta a história de Ethel que viveu antes, durante e depois da guerra. Começa ela com 12 anos e sua amiga russa Xênia que tem uma história dramática. Sua família veio fugida da Rússia, sem bens, passam fome, então Ethel acha que seus dramas são menores e os esconde. Ethel tem uma avô bem de vida, que tem uma belíssima casa onde ela leva Xênia. Seu avô morre, seu pai, um inconsequente, consegue uma procuração de plenos poderes de Ethel que ficou com a herança e destrói tudo o que elas tem. Pelo seu sobrenome precisam fugir e ficar se escondendo. Passam muitas dificuldades, mas menos fome que outras pessoas que vão morar às ruas.

Obra It´s All Over (1946) de Wols

Logo no início da obra, ainda adolescente, Ethel se perde de Xênia. Na guerra conhece seu futuro marido e depois segue para o Canadá. Nós só conhecemos a história de Ethel enquanto ela está na França.



Beijos,

Pedrita

sábado, 13 de janeiro de 2018

A Grande Muralha

Assisti A Grande Muralha (2016) de Zhang Yimou no TelecinePlay. Eu não estava muito animada em ver esse filme, mas vi porque amo esse diretor e só escrevi aqui pelo mesmo motivo. Sim, é lindo visualmente, muito bem realizado tecnicamente, no cinema foi 3D e deve ter sido muito bonito de ver. Mas o roteiro é muito, mas muito chato!!!

Começa mostrando a Muralha da China e dizendo que há muitas histórias e lendas sobre ela e que o filme se baseia em uma de suas lendas. Fiquei pensando se há tantas histórias e lendas porque escolheram exatamente essa tão chata e fantasiosa?O texto conta ainda que a Muralha da China levou 1700 anos para ser construída, gostaria muito de ver ao vivo. deve ser impressionante.
A lenda é sobre uns monstros verdes pavorosos que surgiram após um meteoro atingir a terra. A cada 60 anos esses monstros ressurgem e atacam os chineses. 

Patético o início. O personagem do Matt Damon consegue se salvar do ataque de um, surreal só um atacá-lo se são milhares. Bem mal feito. E mais mal feito ainda ele virar um herói frente a um exército chinês tão bem treinado. Essa superioridade branca é patética. 

Pelo menos nos filmes de hoje as mulheres são também heroínas. Há várias guerreiras mulheres. Elas são alçadas pela muralha para atacar com arpões os monstros. Pelo menos a principal interpretada pela linda Tian Jin ajuda o "herói branco" a matar a rainha dos monstros, terminando imediatamente com todos. Os monstros só existem pela vida da rainha. Mas o filme é cansativo, lutas e mais lutas. Visualmente lindo, mas em 10 minutos já queria que acabasse. Os chineses tem pólvora, algo raro, que os brancos querem. William Dafoe interpreta um branco que está na muralha há décadas, ele vê nos brancos que chegam a possibilidade de conseguir fugir da muralha levando a pólvora, que personagem chato. 
Alguns outros do elenco são: Andy Lau, Hanyu Zhang, Pedro Pascal, Han Lu, Kenny Lin e Eddie Peng.
Beijos,
Pedrita