quarta-feira, 20 de outubro de 2021

The Masked Singer - Brasil - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de The Masked Singer - Brasil na TV Globo. Eu vi o comercial com as chamadas e pensei: "Nossa! Quem teve a ideia de trazer esse troço pro Brasil? Credo!" No dia seguinte a primeira eliminação vi o Sidney Magal de Cachorro Quente eliminado e pensei: "Nossa" Um cantor como ele!" E fiquei curiosa pra saber como ele chegou a eliminação.

Aí eu vi a final de um e pasmei!!! A incrível Renata Ceribelli como Brigadeiro com uma alegria contagiante. E pensei: "Dá pra ver o final pra ver quem é o mascarado." E? Bom, passei a ver, às vezes dormia antes porque era muito tarde e estava exausta, mas passei a ver, a torcer, então eu perguntei pra mim: "Quem é você?" hahahahahaha
Um dos momentos mais emocionantes foi com a Sandra de Sá. Em plena TV aberta ela lembrou da censura e cantou a icônica Bloco na Rua de Sergio Sampaio. Com a Sandra de Sá logo sabíamos que ela era o Girassol. O Jacaré ser a Martinália e a Cris Vianna ser a Arara. 

Mas com outros tinham sempre uns três ou mais possíveis. Como o Astronauta que derivou no José Loroza. Contagiante a alegria do Alexandre Borges e como eu amava a Onça.


Outro preferido que eu tinha três opções era o Monstro e amei que foi o Nicolas Prattes, como ele canta. Eu amava a Gata Espelhada, outra que tinha três opções. Queria ela vencedora, foi demais descobrir que quem cantava maravilhosamente bem era a Jessica Ellen, não sabia que ela cantava. Mas entendia que o preferido era o Unicórnio, sim, as músicas eram demais, mas não faço ideia de quem é Priscila Alcântara
Gostava demais dos jurados! Ouvi em um programa que os convidados seguiam os do formato original, atores, comediantes e cantores. Os fixos eram Taís Araújo, Rodrigo Lombardi, Simone e Eduardo Sterblitch. Excelente escolha! Gostei que eles realmente se empolgavam, dançavam e curtiam. Ivete Sangalo foi a apresentadora. Os figurinos de todos eram de tirar o fôlego. Tiveram convidados no júri: Mariana Ximenes, Paula Fernandes, Fernanda Gentil, Gil do Vigor Ana Maria Braga. Camilla de Lucas dava suporte aos participantes.

 Lembro que eu estranhei muito que foi gravado e com muita antecedência, acho que operacionalmente gravado é bem mais lógico e interessante, até porque é editado depois ficando bem dinâmico. Muito bom que conseguiram guardar segredos, os participantes também. Apesar que eu fugia de matérias pra não ouvir os palpites. Desconfiei que era playback e também concordo, gravaram o som e o personagem fazia a interpretação, mas às vezes parecia ao vivo, tanto faz, fica bom de qualquer jeito. A dinâmica de votação é muito inteligente também. Tem um público na plateia, vacinado, testado e de máscaras, que vota, mas é equilibrado, quem salva é o júri, quem escolheu o vencedor foi o júri. A plateia escolheu quem seriam os finalistas. Esse equilíbrio achei muito inteligente. O formato é tão inteligente que criaram até um youtube. Tem melhores momentos que cada personagem, com ótimas edições, entrevistas, vários compactos dos programas, genial! Já estou ansiosa pra saber quem serão os personagens e mais ainda os mascarados, ansiosíssima. Gostei que eles perceberam que é um programa divertido e leve, então seguirá para o domingo, muito acertado.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Ilha Negra

Assisti Ilha Negra (2021) de Miguel Alexandre na Netflix. O Brasil sempre se superando nos spoilers e interpretação de título, Ilha dos Segredos. Tanto que no final é fundamental o filme se chamar Ilha Negra, porque explica tudo. O diretor é português e o filme é alemão. É bem mais ou menos, quase nem ia falar aqui, mas da metade pro final melhora, mas continua bem sofrível.

O filme tem uma pegada bem adolescente e repleta de clichês. No começo vemos uma mulher (Alice Dwyer) provocando a morte de uma avó, uma mãe e um pai. Passa um ano e essa mulher volta como professora, mas ninguém sabe que é ela que matou aquelas pessoas, só nós. Nós já sabemos de tudo, ficamos esperando quando eles vão descobrir e tentando saber os motivos. O garoto (Philip Froissant) leva um ano pra chegar perto da jovem (Mercedes Müller) que é louca por ele. Apesar dos hormônios adolescentes, eles sempre juntos, só um ano depois que se beijam. É filme clichê de ilha lindíssima, que parece que só moram lá a família dos crimes, porque ninguém vê nada. Tem muita gente no colégio enorme, muitas famílias, mas ninguém nunca está em lugar nenhum, muito esquisito.
No final é bem terror. Como ninguém desconfia de nada e não vê nada, nada atrapalha as armações da assassina. Ela consegue matar uma jovem na biblioteca, tirar o corpo de lá e ninguém ver nada, tirar doente (Hans Zischler) de hospital sem ninguém interferir, o plano dela dá sempre certo. E o idoso indo atrás da carta que "explica" tudo em vez de um telefone pra pedir socorro é bem surreal.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Abe

Assisti Abe (2019) de Fernando Grostein Andrade na Netflix. Tinha tempo que queria ver esse filme depois que vi algumas entrevistas e matérias. É muito lindo!
 

Um garoto de 12 anos ama cozinhar. Ele tem avós judeus e muçulmanos. Os avós querem que ele conheça os costume das religiões e divergem sobre as culturas. O filme é todo muito inteligente, com ótimos diálogos. Uma graça o garoto interpretado por Noah Schnapp. Os pais são interpretados por Dagmara Dominczyk e Arian Moyaed. Os avós por Mark Margolis, Salem Murphy Tom Marodisian.

Nas férias a mãe coloca o filho em um curso infantil de culinária, apesar dele ter pedido um curso adulto. Realmente nada a ver ele ir aprender o básico que ele já sabia, em um curso pra lá de infantilizado. Todo dia ele sai do curso e vai para um grupo brasileiro de culinária e consegue aprender por lá. Claro que uma hora os pais vão descobrir. Eu achei engraçado que os pais não imaginavam que o filho tinha instagram, já que o filho postava tudo lá, muito fácil de descobrir. Só no final do filme que um tio (Daniel Oreskes) descobre. Seu Jorge é o chef de cozinha. O ajudam os personagens de Gero Camilo, Alexander Hodgi e Ildi Silva.

Beijos,
Pedrita

domingo, 17 de outubro de 2021

Earthquake Bird

Assisti Earthquake Bird (2019) de Wash Westmoreland na Netflix. O personagem conta que um pássaro sempre canta após o terremoto. No Brasil está como Pássaro do Oriente. Claro que iriam interpretar de qualquer jeito tosco o título. O cartaz não tem nada a ver com o filme. O filme é baseado no livro da Susanna Jones que fiquei com vontade de ler. O filme é ambientado na década de 80.

Eu amo a Alicia Vikander, muito bonito o ator que faz par com ela, Naoki Kobayashi. A protagonista vive no Japão. Uma mulher está desaparecida e ela é chamada a depor, vamos conhecendo então a história dela. Ela passa a ter uma relação muito abusiva com um introspectivo fotógrafo. Ele a fotografa nas ruas, ele diz que percebeu que com ela poderá ter uma relação completamente sincera, que cada um diga exatamente o que está pensando. Com esse estratagema, ele passa a ter informações preciosas sobre ela e seus sentimentos, mas ele não faz o mesmo, finge fazer. Ela diz que se sente atraída por ele, ele diz que quer só fotografá-la. Ele a manipula, a humilha, fingindo que não quer nada com ela, pra ter ela completamente nas mãos dele. E aos poucos vemos que a regra vamos dizer tudo o que sentimos é uma farsa, porque ele mente o tempo todo pra ela. Logo ele diz que não fotografa pessoas, o que não é verdade, entre tantas outras mentiras que vamos conhecendo.

Uma jovem aparece no circuito interpretada por Riley Keough. Ela não fala nada de japonês, os amigos pedem que a outra a ajude. Ela não gosta muito da ideia, mas elas passam a sair um pouco. O namorado dela insiste que ela convide a "amiga" pra sair com eles e eles se conhecem. A recém chegada é linda e sedutora. A outra muito reservada e contida. Fiquei com muita pena da jovem que antes era feita de boba pelo namorado e agora é feita de boba pelos outros dois. Ela é sempre ridicularizada por eles ou passada pra trás.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

His House

Assisti His House (2020) de Remi Wekees na Netflix. Faz tempo que via esse filme no streaming, mas imaginava que mesmo sendo de terror, devia ser um filme muito dramático e adiava. Sim, é triste demais! Tem muito, mas muito fantasminha, mas todo o roteiro é de cortar o coração. Pra variar no Brasil o que não faltam são spoilers no título: O que ficou pra trás!

Um casal de imigrantes tem o direito de viver em uma casa em Londres. Eles estão em condicional. A permissão para ficar no país depende muito da adaptação deles. Não faltam regras, são tantas, que fiquei até tonta. Eles vão receber um dinheiro pra viver e não podem em hipótese alguma fazer qualquer outro trabalho remunerado formal ou informal. Mas precisam interagir na comunidade. Como uma ação é possível sem a outra é que não entendo. Excelente os dois atores: Wunmi Mosaku e Sope Dirisu. A casa é boa e grande, os assistentes sociais fazem questão de repetir a exaustão que é muito maior que a deles. Mas está imunda, com móveis na frente, a luz e o gás não funcionam.

Logo os fantasminhas começam a aparecer, são muitos. O marido destrói as paredes procurando-os. A esposa conta uma lenda pra ele que explica o que acontece. E os segredos vão sendo revelados, é de cortar o coração o que os dois passaram. O que os fantasminhas passaram. Quanta tragédia!

Beijos,
Pedrita