quarta-feira, 16 de abril de 2014

Esses Amores

Assisti Esses Amores (2010) de Claude Lelouch no Telecine Cult. Gostei muito! Inicialmente há um texto do diretor falando das semelhanças com a vida real. Esses Amores relata a vida de uma lanterninha de cinema. A história de sua mãe, de seu padrasto. Gostei demais de como o filme é contato e realizado. Na parte do cinema mudo, na história da mãe, o filme é mudo. E as referências ao cinema continuam.

É um período conturbado na França, Segunda Guerra Mundial, perseguição aos judeus. Audrey Dana faz nossa protagonista. Estão no elenco: Dominique Pinon, Samuel Labarthe, Jack Ido, Judith Magre, Gilles Lemaire e Zinedine Soualem. A música é outro personagem.

Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Nacionalismos e Vanguardas: Variações em torno de 1964

Assisti ao espetáculo Nacionalismos e Vanguardas: Variações em torno de 1964 com o Núcleo Hespérides - Música das Américas no Centro Cultural São Paulo. Esse espetáculo integrou a programação sobre os 50 anos do Golpe Militar e teve a estreia mundial da obra do compositor brasileiro Paulo Chagas,  A Geladeira. Impressionante essa obra. Paulo Chagas vive atualmente nos Estados Unidos e esteve no Brasil especialmente para esse estreia. Ele também interpreta já que é uma música com fotos em filmagem e intervenções eletrônicas. A Geladeira é fruto da horrível experiência de Paulo Chagas, quando tinha 17 anos e foi torturado na ditadura. Detalhes do que ocorreu ele contou em uma entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo. É angustiante o relato. Como muitos torturados, ele travou e se silenciou. Recentemente quebrou o silêncio após o pedido para que fizesse essa obra impactante.
Paulo Chagas é o da esquerda da foto.
Sob regência de Ricardo Bologna, interpretaram A Geladeira: a pianista Rosana Civile, os cantores Maria Lúcia Waldow e Ademir Costa. A violinista Eliane Tokeshi. A violoncelista Ji Yom Shim, o viola Ricardo Kubala e o percussionista Joaquim Abreu.
Cenas de A Geladeira
Introdução: a escuridão da inconsciência
A eletricidade: máquina de meter medo
Os ruídos: imersão nas vibrações caóticas
O frio: sopro da morte
A culpa: testemunhando a tortura de um ser amado
A dor: sentimento de finitude
As formas de tortura: a tortura invisível

A paz: música que vive não-cantada

Na primeira parte estavam obras dos compositores brasileiros envolvidos nos Manifestos Musicais de 1944 a 1966. Participaram dessa primeira parte Adélia Issa (soprano), Maria Lúcia Waldow (meio-soprano), Ademir Costa (barítono), Eliane Tokeshi (violino), Ji Yom Shim (violoncelo), Ricardo Kubala (viola), Rosana Civile (piano).

Programa da primeira parte:
Camargo Guarnieri (1907-1993)
Ponteio e dança, para violoncelo e piano (1946)


Hans-Joachim Koellreutter (1915-2005)

Cantos de Kulka, para soprano e piano (1964)


César Guerra-Peixe (1914-1993)

Ê-Boi!,  para canto e piano (1958)

Duo, para violino e viola (1946)


Eunice Katunda (1915-1990)

Duas cantigas das águas, para canto e piano (1957)

    Em louvor de Oxum

    Em louvor de Yemanjá


Edino Krieger (1928)

Canção do violeiro, para canto e piano (1956)


Cláudio Santoro (1919-1989)

Adagio, para viola e piano (1946/1965)

Meu destino, para canto e piano (1958)


Gilberto Mendes (1922)

Lamento, para canto e piano (1956)


Ernst Widmer (1927-1990)

Massacre, op. 32 nº 6, para voz grave e piano (1964)


Beijos,
Pedrita

sábado, 12 de abril de 2014

Ocupação Zuzu

Fui na mostra Ocupação Zuzu no Itaú Cultural. A curadoria é da filha Hildegard Angel. No primeiro andar várias obras que consagraram Zuzu Angel como estilista no Brasil e no mundo. Ela sempre utilizava referências brasileiras, rendas. Há vestidos com rendas maravilhosos.

No subsolo começa o momento trágico na vida da estilista. Após o desaparecimento de seu filho Stuart Angel. A moda então passa a ser de protesto.  Inicialmente Zuzu Angel procurava o filho até que teve uma informação não-oficial que o filho estava morto, que tinha sido morto pela ditadura, então a estilista começa a luta pelo direito de enterrar o seu filho. Sua angústia é tanta que em um desfile na embaixada brasileira nos Estados Unidos ela faz um apelo. Pouco depois sofre um acidente, hoje já confirmado como assassinato. No subsolo há muitos documentos dessa busca incansável. Quem visita pode deixar bilhetes. É muito triste. A história da Zuzu Angel pode ser vista no filme. Um pouco antes de morrer ela deixou uma carta para o Chico Buarque. Ele fez uma música para ela.

Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Rugas

Assisti Rugas (2011) de Ignacio Ferreras no Max. Eu já tinha visto que passava essa animação no Max, mas ainda não tinha conseguido ver. É bem melancólico, fiquei bem triste, pode ser que uma pessoa ache esperançoso. Eu não consigo. Começa com um filho impaciente com o pai idoso que é mais lento para as atividades e atrasa os compromissos. O filho e a esposa colocam então esse idoso em um asilo.

Lá os idosos são abandonados, os parentes nem vão visitar. Esse idoso faz um amigo. Rugas é muito bonito, é muito triste, é sobre abandono, falta de dignidade. 

Beijos
Pedrita

terça-feira, 8 de abril de 2014

Joia Rara

Assisti a novela Joia Rara (2013-2014) de Duca Rachid e Thelma Guedes na TV Globo. A direção foi de Amora Mautner. Eu adoro essas autoras, gostei de Joia Rara, mas não é a minha preferida. Foram lindas as cenas iniciais gravadas no Tibete. Gostei demais também da estética visual, a novela era em tons de sépia.

No início Joia Rara falou mais de Budismo, gostei que o tema esvaneceu na trama e ficou mais distante. Me incomodava muito o tom piegas das falas budistas, ou mesmo de auto-ajuda. Sim, Mel Maia estava demais como a Pérola, mas eu achava a personagem chata demais com as falas de que tudo se resolve. No final infelizmente a Pérola provou do próprio veneno de banalizar o sofrimento dos outros. Adoro a Bianca Bin, estava incrível como a Amélia, adorava essa personagem e gosto muito do Bruno Gagliasso que interpretou o Franz. José de Abreu interpretou o Ernest.

Como sempre vem acontecendo nas novelas das seis, as inovações aconteceram muito em Joia Rara. Laura, interpretada por Claudia Ohana, era uma rica mulher, de família abastada, elegante, com um marido grosseiro interpretado pelo Leopoldo Pacheco. Ela acaba se apaixonando por um artista plástico negro, muito mais jovem e pobre interpretado muito bem pelo Ícaro Silva. Lindo romance!

Outra história importante foi a do Peteleco, interpretado brilhantemente pelo João Fernandes. Ele era um órfão que foi enviado na infância com outras crianças para trabalhar na carvoaria, onde passou fome, maus tratos e todo o tipo de abusos. Essa trama inclusive chegou depois aos tribunais. Belo trabalho de Joia Rara em debater esse tema. Outra criança que estava em uma abordagem importante da trama e é igualmente uma graça foi o personagem do Xande Valois.

Adorava também a personagem da Cacau Protásio, a Lindinha. Ela trabalhava na fundição e acaba aprendendo com a personagem da Mariana Ximenez, a Aurora, a mobilizar as mulheres em protesto contra a lei do adultério. No final tiveram vários casamentos inclusive do casal dela com o Chaveirinho, interpretado pelo Glicério do Rosário. Adorava esse casal. A Iolanda, personagem da Carolina Dieckmann se candidata a política. As mulheres eram fortes, determinadas, excelentes profissionais, com raras exceções. Inclusive a Dona da Pensão Modesta, Porém Honesta, interpretada pela ótima Cláudia Missura.

Adorava as cenas de música no Cabaré Pacheco Leão. Gostei da diversidade das cantoras, das coristas. Adoro as atrizes: Simone Gutierrez, Fabiúla Nascimento, Giovanna Ewbank, Tania Kalill, Aninha Lima e Guta Ruiz. Marcos Caruso fez o dono do cabaré. A sua esposa era a Rosi Campos e a sogra interpretada pela Nicette Bruno

Adorava o romance do Toni e da Hilda interpretados por Thiago Lacerda e Luiza Valdetaro. Eu adoro essa atriz desde Cordel Encantado. Também gostava demais do amor da Iolanda e do Mundo. O Mundo, Domingos Montagner, se tornou um político respeitado. Também gostava do romance do personagem do Pedro Neschling com a Simone Gutierrez.

Adorei o romance da Belmira com o Odilon, interpretados por Juliana Lohmann e Tiago Abravanel. Eu adoro essa atriz. Outro casal que adorava e acho que todos adoravam eram a Cleontina e o Joel, interpretados por Luana Martau e Marcelo Médici. Também adoro essa atriz. Gostei do romance dos personagens da Nathalia Dill e do Rafael Cardoso, ela era uma grande designer de joias, lindas as peças que mostraram na novela. Lindíssimos também os figurinos. Gostava muito do personagem do Dr. Rubens, interpretado pelo Marcos Damigo. Eram muitos bons atores: Luiz Gustavo,  Vicentini Gomez, Silvia Salgado, Ana Cecília Costa, Renato Góes, Cristiane Amorim, Norma Blum, Paula Burlamaqui, Anthero Montenegro, Michel Gomes, Land Vieira, Max Lima, Gustavo Trestini, Jorge Maia, Márcio Ehrlich, Maria Gal, Karine Carvalho, Alexandre Rodrigues, Bia Guedes e Adelio Lima.

Lindos os números musicais de Aurora Lincoln e Lola Gardel, Mariana Ximenez e Letícia Spiller. Adorava os romances também. Lindo demais o ator Leandro Lima, a outro par romântico é um ator que adoro, o Ricardo Pereira. A briga das duas vedetes foi cansativa. Também cansei das maldades do Manfred interpretado pelo Carmo Dalla Vecchia e tinham furos demais. O Manfred foge com a menina, larga ela no meio do caminho, é morto e ninguém vai procurar a menina. Até a polícia volta pra casa. Eles não se reúnem para procurar a menina com os moradores da região como acontece normalmente. Também as sucessivas e fáceis fugas dele, enfim, foi muito chato. Adoro a Ana Lúcia Torre, mas era um personagem muito chato, bem como o personagem do Reginaldo Farias e o do Miguel Rômulo. 

Gosto dos atores que fizeram os monges. Linda a história do Lama Sonan com a Matilde. Ele foi interpretado pelo Caio Blat. Alguns momentos dos monges gostei muito e foram interpretados por Nelson Xavier, Ângelo Antonio, Fábio Yoshihara, Adriano Bolshi e Adriano Alves. O final com a passagem do tempo me incomodou profundamente, achei muito esquisito. A última semana de Joia Rara me agradou muito pouco.

Beijos,
Pedrita