sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CD O Cravo Brasileiro

Ouvi o CD O Cravo Brasileiro (1988) de Rosana Lanzelotte. Eu gosto muito dessa cravista, belíssima capa. Ronaldo Miranda que escreve o texto que apresenta o CD. A maioria das obras foram compostas especialmente para cravo exceto as de Santoro, Korenchendler e Nazareth. De grande complexidade e beleza as obras de Osvaldo Lacerda, Ernani Aguiar e Caio Sienna. Não conhecia as obras de David Korenchendler, gostei muito, adorei especialmente Conversa Informal e Allegro ma non Troppo. É um belíssimo CD, adorei as composições e a interpretação. O CD foi gravado na UNIRIO com um cravo Abel Vargas de 1987. É possível achar esse CD para comprar na Loja Clássicos.

Osvaldo Lacerda – Sonata:
Allegro Giusto / Andantino con moto / Allegro Vivo
Antonio Guerreiro – Suite
Entrada / Forró Urbano / Cantiga / Penteado e Bordão
David Korenchendler: Momentos Brasileiros:
Conversa Informal / Folias em Eisenach / Allegro ma non Troppo
Ernesto Nazareth:
Batuque / Fon-fon / Escorregando / Odeon
Ernani Aguiar – Peças de Ocasião:
De viola sem rabeca / Allegro / À Brasileira / Meio choro / Dobrado
Caio Sienna: Convulsões Delicadas
Claudio Santoro:
Prelúdio 1 / Prelúdio 7 / Prelúdio 12

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Meu Deus!

Assisti a peça Meu Deus! no Teatro Tuca. Quando fui assisti Através do Espelho no Tucarena eu vi que essa peça ia estrear no Tuca. Eu quis muito ver quando esteve em cartaz no Teatro FAAP, mas não consegui. Agora até foi difícil porque está muito lotada.

O texto é da israelense Anat Gov. A direção é de Elias Andreato. Dan Stulbach interpreta Deus e Irene Ravache a psicóloga. Seu filho autista é interpretado por Irene Ravache. Fotos de João Caldas.


Deus resolve marcar uma consulta com uma psicóloga. Muito engraçado ele dizendo quem é, e obviamente ela achando que é algum transtorno. Há vários momentos engraçados, o texto é muito inteligente. Um pouco religioso, já que o texto acredita na existência de Deus, fala da bíblia como um fato e acredita no que os homens atribuíram a ele das suas realizações, então nem sempre me identifiquei com o texto. A parte terapêutica é muito bem realizada. Aos poucos essa psicóloga começa a tratar mesmo Deus como um paciente e o ajuda. Os dois estão excelentes. Amei os figurinos de Fause Haten. Meu Deus! fica em cartaz até 29 de março.

Beijos,
Pedrita

domingo, 25 de janeiro de 2015

Trapaça

Assisti Trapaça (2013) de David Russell na HBO. Eu queria muito ver esse filme, tinha ouvido falar bastante. Trapaça é um filme inteligente, muito bem editado com um elenco incrível. Começa com um casal inusitado. Os dois vieram debaixo, pelas adversidades aprenderam a ganhar dinheiro. Eles se conhecem em uma festa, se apaixonam e começam a fazer trapaças juntos.

Eles são presos e um ambicioso chefe da FBI pede que eles ajudem  a pegar políticos corruptos trapaceando. O elenco belo e talentoso é: Christian Bale, Brady Cooper, Amy Adams, Jeremy Renner e Jennifer Lawrence. Robert De Niro faz uma pequena participação.

Trapaça é ambientada na década de de 70  e inspirada em fatos reais. Excelente reconstituição de época. lindos figurinos e uma trilha sonora incrível.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Poty de Todos Nós

Vi a exposição Poty de Todos Nós na Caixa Cultural São Paulo. Com curadoria do Museu Oscar Niemeyer, essa mostra traz 100 obras do artista paranaense Poty Lazzarotto (1942-1998).

Estão expostos desenhos em nanquim com bico de pena, aquarelas, litogravuras com temas de cinema, desenhos sobre Xingu e o esboço do painel do Memorial da América Latina. A mostra fica em cartaz até 1º de março e é gratuita.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Através do Espelho

Assisti Através do Espelho no Tucarena. O texto é de Ingmar Bergman e a direção de Ulisses Cruz. Eu queria muito ver esse espetáculo, já tinha lido a respeito e visto uma entrevista instigante com a Gabriela Duarte no Blog do Dirceu. Eu adoro os três atores, Gabriela Duarte, Nelson Baskerville e Marcos Suchara. Eu não conhecia o trabalho do Lucas Lentini. Todos excelentes.
Foto de Jairo Goldflus

Eu tinha visto esse filme e quando vi que tinha a peça quis ver. Demorei bastante, por sorte a peça tem voltado a ter temporadas. Eu adoro o trabalho do Ulisses Cruz e está incrível a direção dele, gostei de tudo, cenários de Lu Bueno, iluminação de Domingos Quintiliano e figurinos de Cassio Brasil. Esse texto é muito atual, denso e complexo, não é fácil interpretá-lo. Todos estão brilhantes.
Fotos coloridas de João Caldas

Esse texto é muito feminino. Uma mulher atormentada viaja com a família para uma casa de veraneio na praia. Ela é muito bem casada com um médico, seu pai é um escritor ausente, seu irmão tem 16 anos.

Aos poucos ficamos sabendo que ela tem uma doença, que as crises tem se intensificado, que ela ficou internada antes das férias. O que mais me surpreende nesse texto, é abrangência de temas. A questão da loucura, quem é realmente louco neste núcleo. A relação dessa mulher com o pai e o irmão é no mínimo estranha. Os silêncios, as ausências. Fiquei muito impressionada quando a protagonista diz ao marido que a atenção dele soa falsa. E realmente dá essa sensação. Ela depois fala mais abertamente com o irmão. Claro, ela diz que não conversa com o marido sobre as vozes, ela não sente liberdade para se abrir com ele. Mas é perceptível que ele não age naturalmente com ela. É sempre muito solícito, muito dedicado, mas parece realmente muito mais uma relação de médico e paciente do que de marido e mulher. Belíssimo e complexo texto. Permite muitas leituras.



Beijos,
Pedrita