segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Concerto da Orquestra Jovem do Estado

Fui ao Concerto da Orquestra Jovem do Estado na Sala São Paulo sob regência de José Soares. Foi um concerto com os vencedores do Concurso Jovens Solistas. O maestro contou que esse concurso escolhe entre os integrantes da orquestra quem serão os jovens a serem solistas em concertos naquele ano. Muito emocionante ver todos esses jovens buscando o preciosismo, a técnica!

Foto de Ana Paula Lazari

O primeiro solista a se apresentar com a orquestra foi Saulo Roberto ao contrabaixo. No repertório, Concerto para Contrabaixo do compositor russo Serge Koussevitzty. Depois ao violino tocou Marina Vilaça interpretando Árias Ciganas de Pablo Sarasate.


O último solista a se apresentar com a orquestra foi Erick Venditte ao trompete e tocaram Concerto para Trompete de Alexander Arutiunian. Após o intervalo toda a Orquestra Jovem do Estado interpretou a belíssima Bachianas Brasileiras nº 4 de Villa-Lobos e a linda Pinheiros de Roma de Ottorino Respighi. Que concerto emocionante!


Programa completo:


SERGE KOUSSEVIZTY (1874-1951)


Concerto para Contrabaixo

PABLO SARASATE (1844-1908)
Árias Ciganas

ALEXANDER ARUTIUNIAN (1920-2012)
Concerto para Trompete

HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)
Bachianas Brasileiras nº 4

OTTORINO RESPIGHI (1879-1936)
Pinheiros de Roma


Os vídeos são da orquestra e de um dos músicos vencedores do concurso, mas não são desse concerto.

Beijos,
Pedrita

sábado, 13 de outubro de 2018

Victoria e Abdul

Assisti Victoria & Abdul (2017) de Stephen Frears no Telecine Play. Eu tinha visto esse filme no Now, mas foi o 007 que reforçou. É baseada na história verídica da Rainha Victoria e seu confidente indiano Abdul Karlim. O roteiro é baseado no livro da jornalista Shrabani Basu. Na matéria da revista Veja a jornalista especifica o que do filme foi verdade e o que foi inventado. As licenças poéticas foram totalmente desnecessárias, a história já é curiosa demais, não precisava inventar.

Abdul foi levado a Índia para ser servo e entregar uma moeda do seu país em 1887 quando a rainha tinha 68 anos. A rainha se afeiçoou a ele, achou-o lindo e ele passou a servir a rainha que foi promovendo-o e criando um enorme desconforto na corte. Eu posso imaginar, a Índia era posse da Inglaterra, até hoje os europeus se acham superiores aos outros povos, imagine naquela época.

Surgiram rumores que os dois tiveram um envolvimento afetivo. A jornalista afirma que foi só platônico. Acho difícil afirmar que sim ou que não, qualquer afirmação seria leviana. Na época pouco se falava da vida sexual, que dirá de pessoas mais velhas, que dirá com um homem de um país que a Inglaterra dominava, que considerava um ser inferior e um negro, como diziam. O escândalo da aproximação dos dois e as confidências políticas já eram desconfortáveis demais para deixar vazar qualquer outra dúvida. E é fato que eles se isolaram em uma casa na ilha, o que facilitaria consideravelmente a aproximação física.
Quando a Rainha Victória morreu em 1901, a corte fez o que pode para apagar todos os vestígios de Abdul e da aproximação com a rainha. Queimaram cartas, fotos. Só em 2010, com a pesquisa da jornalista, é que os diários da rainha apareceram e essa história se descortinou.

Judi Dench e Ali Fazal está excelentes. Alguns outros do elenco são: Tim Pigott-Smith, Eddie Izzard, Adeel Akhtar, Michael Gambom, Paul Higgins, Olivia Williams e Fenella Woolgar.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

As Irmãs Siamesas

Assisti a peça As Irmãs Siamesas de Sebastien Brottet-Michel no Teatro Aliança Francesa. Gostei muito! Duas irmãs se encontram depois de um tempo após a morte da mãe delas. Uma ficou na cidade do interior, a outra seguiu para a cidade grande. A que ficou acabou cuidando da mãe e a outra ligava uma vez por semana achando que era suficiente.

Com esse encontro as duas vão relembrando de suas histórias, realizações e frustrações. Como acontece, a vida vai se descortinando e alguns projetos são realizados e outros não. A vida sempre atropela com o imponderável mudando perspectivas. Muito bom texto de José Rubens Siqueira! Adorei as atrizes Cinthya Hussey e Nara Marques. Gostei muito dos figurinos e visagismo de Kene Heuser e a caixa onde elas contracenam, claustrofóbica, pequena, como a casa da nossa infância que voltamos e ficou muito menor de tamanho. A cenografia é de Marisa Rebollo. A iluminação de Rodrigo Alves ´Salsicha´,  gostei muito das sombras e contornos, lindo demais. Ótima trilha sonora de Wayne Hussey. O diretor é francês e ator do Théâtre du SoleilAs Irmãs Siamesas ficam em cartaz até 2 de dezembro.

As fotos são de Heloísa Bortz

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Boneco de Neve

Assisti Boneco de Neve (2017) de Thomas Alfredson no Telecine Play. Nunca tinha ouvido falar nesse filme, gosto do gênero e gostei muito. Tem um formato e questões diferentes. O diretor é sueco baseado no livro do norueguês Jo Nesbo. O roteiro central é sobre assassinatos em série. As paisagens são deslumbrantes, mas dá muita agonia tanta neve, fiquei imaginando o frio.

Achei bem diferente a estrutura dos policiais. Não querem dar ao policial casos, ele resolve então se juntar a outra policial sem ter autorização. Ficamos na dúvida se a policial também está trabalhando por conta própria. Um esconde do outro o que descobrem nas investigações. Não há heróis. Todos tem defeitos. 
Gosto muito do elenco: Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Charlotte Gainsbourg. J. K. Simmons, James Darcy, Toby Jones, Chloë Sevigny e David Dancik. Alguns outros do elenco são Jonas Karlsson, Michael Yates, Silvia Bussoic e Val Kilmer em um personagem estranho, mal aparece, muito sem função.
O roteiro é muito bom, surpreendente o desfecho. 
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Rotas do Ódio

Assisti a primeira temporada da série Rotas do Ódio (2018) de Susanna Lira na Universal. São 5 episódios de uma hora cada aproximadamente. O excelente texto é assinado por Susanna Lira, Marcos Borges e Bruno Passeri, supervisionado por Barry Schkolnick. Eu soube da série pelas redes sociais, vejo muito pouco a programação da Universal.

No começo achei que a série ia falar só de skinheads, mas abre várias frentes e é interessantíssima. Sim, os skinheads estão na trama central e os policiais passam a série tentando enquadrá-los na lei. O líder tem um pai riquíssimo, o galpão inclusive que o grupo fica é do pai dele, então ele sempre é liberado. André Bankoff está impressionante. A tia do rapaz é interpretada por Clara Carvalho.

Uma mulher aparece assassinada e a polícia passa a investigar e as tramas se misturam. Adoro o elenco. A mulher morta é interpretada por Pathy DeJesus. A tia por Teka Romualdo. E o filho por Carlos Henrique Marinho. Os policiais por Mayana Neiva, Antonio Sabóia, Marat Descartes, Naruna Costa e Charles Fricks. O universo das delegacias está muito realista, a falta de infra estrutura, as exaustivas horas de trabalho, a péssima alimentação. Dá muita aflição o que eles comem nas ruas. Quando eles conseguem mais tempo para comer vão a um bar. A atendente do bar é interpretada por Renata Perón

Os atores que fazem os skinheads estão ótimos e irreconhecíveis: Michel Joelsas, Rafael Losso, Philipp Lavra, Giovanni Gallo e Samuel Vieira.

O tempo todo ficamos tentando entender como aqueles jovens ficaram tão violentos. Até aparecer o pai de um deles, interpretado pelo excelente Eduardo Semerjian, em um de seus melhores papéis, e começamos a entender a origem do ódio ao menos de um deles. Jason vem de uma família poderosa, preconceituosa, que compra a tudo e a todos, que só destilam ódio até mesmo entre eles. Muito triste! A segunda temporada começou esse domingo às 23h, serão cinco episódios também e estão disponíveis no site da Universal.
Beijos,
Pedrita