domingo, 4 de dezembro de 2016

Ricardo Ballestero - Recitais Eubiose

Assisti ao recital de Ricardo Ballestero nos Recitais Eubiose. Eu adoro esse pianista. Ele contou que há 21 anos não tocava em um recital solo de piano. Ele se especializou em co-repetição, em acompanhamento de cantores. E também toca regularmente ao lado de outros instrumentistas. Eu já tinha ouvido interpretações solo de Ricardo Ballestero em recitais com outros músicos. Que pianista! Foi realmente muito, mas muito emocionante ouvi-lo em um recital solo integral. E que repertório, que interpretação. Ricardo Ballestero tocou lindamente obras de Händel, Mozart, Schumann e Chopin. No bis tocou outro compositor que adoro Enrique Granados. Foi inesquecível!

G. F. HÄNDEL Capriccio em Fá Maior HWV 481
Suite No. 1 em Si b Maior HWV 434 I. Prelúdio II. Sonata III. Ária com variações IV. Minueto
W. A. Mozart Fantasia em ré menor K. 397
Sonata em Fá Maior K. 332 I. Allegro II. Adagio III. Allegro assai
R. Schumann Romance op. 28, No. 2 Intermezzo do Carnaval de Viena, op.26
F. Chopin Estudo op. 25, No. 2 Noturno op. 27, No. 2 Balada No. 3, op. 47
E. Granados Dança Espanhola "Oriental"

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Boa noite, Mamãe

Assisti Boa Noite, Mamãe (2014) de Veronica Franz e Severin Fiala no TelecinePlay. Não sabia da existência desse filme austríaco, é um suspense terror muito, mas muito pesado. Eu gostei demais do nome original Ich Seh Ich Seh.

O filme começa com dois gêmeos brincando em uma plantação. Eles são interpretados por Lucas e Elias Schwarz.

Até que chega a mãe toda enfaixada. Eles começam a desconfiar e achar que não é a mãe que voltou. Ela pede muita comida congelada, não cozinha mais pra eles, coloca muitas regras e está muito agressiva. Sem paciência mesmo. Eles começam a responder a altura toda essa agressividade. A mãe foi interpretada por Susanne Wuest

Eu não permitiria que meus dois filhos participassem desse filme. É muito pesado. Imagino que tenha sido filmado separadamente. Mostram eles olhando a mãe e depois as violências. Imagino que eles olhavam para o nada e em outro momento filmaram separadamente os momentos tensos sem eles. Mas em algumas cenas eles participam claramente. Mesmo com acompanhamento psicológico, conversas, acho o filme muito complexo para ser absorvido em tão tenra idade. E garotos são curiosos. Com certeza quiseram ver o produto final e viram o que fizeram, mesmo que todos venham a insistir que foram os personagens. Se até adultos misturam ficção e realidade, imaginem garotos. Eu mesma fiquei muito perturbada com o filme.
O filme é muito, mas muito pesado. Só consegui ver indo aos poucos. Imagino o sofrimento de quem viu nos cinemas. Mas é muito interessante psicologicamente. No final até explica, mas confesso que não acho que a trama se feche tanto assim. Há muita complexidade psicológica, muitos traumas, é um filme riquíssimo para análise.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Camerata Fukuda

Fui ao concerto da Camerata Fukuda no Colégio Etapa. A regência foi de Celso Antunes. Sempre ouvi falar nesse grupo de excelência que tem mais de 25 anos, mas confesso que não sabia que o patrocínio é do Etapa Educacional. Fiquei muito emocionada em saber que uma instituição de ensino investe em cultura. Foi um belíssimo concerto gratuito. Inicialmente tocaram uma obra que amo, o Prelúdio das Bachianas Brasileiras nº 4 de Villa-Lobos.

Depois a solista convidada foi a grande violista brasileira Thaís Coelho. Uma das raras oportunidades de ouvi-la no Brasil. Ela é integrante da DSO-Deutsches Symphonie Orchester Berlin, uma grande orquestra na Alemanha. Ela interpretou com a camerata o Concerto para Viola e Cordas em Dó Menor de Bach e Casadesus, que obra maravilhosa, que execução. Dá pra ouvir a execução da obra em um link do facebook.

A Camerata Fukuda tocou ainda o Ponteio de Claudio Santoro e finalizou com a Eine Kleine Nachtmusik de Mozart. Foi um belíssimo concerto!
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A Dama Dourada

Assisti A Dama Dourada (2015) de Simon Curtis na HBO On Demand. Eu queria muito ver esse filme depois que assisti a uma chamada sobre a estreia no canal. Não conhecia. E concordo com uma crítica que diz que o filme vale ser visto pela história que é muito triste, mas fundamental.

Começa nos Estados Unidos com uma mulher procurando um advogado indicado por amigos, para que ele tente resgatar para a família a obra A Dama Dourada de Gustav Klint. A obra foi roubada por nazistas na Segunda Guerra Mundial quando a família dela foi presa. A Dama Dourada era sua tia. O jovem advogado acabou de conseguir um bom emprego em uma grande empresa e inicialmente não aceita a tarefa. Mas aos poucos vai se envolvendo. Enquanto eles vão processando a Áustria, a história da Dama Dourada, Adele Bloch-Bauer, e da sobrinha vai sendo contada.

Obra A Dama Dourada (1907) de Gustav Klimt

A Dama Dourada passou a ser símbolo da Áustria, ficava em um museu importante e ninguém queria devolvê-la. A Áustria promove eventos para homenagear judeus e familiares, mas na hora de realmente se preocupar com os judeus devolvendo os seus bens roubados, aí a conversa é outra, passa a ser judicial e austera. Na hora de dar medalhinhas de falso consolo, discursos emocionais, são solidários, mas na hora de devolver o que foi roubado, aí viram monstros. Fiquei muito feliz que o quadro não está mais na Áustria. Agora pode ser visto nos Estados Unidos.


A parente que teve que fugir e largar os pais para trás comenta que muitos austríacos gostaram da chegada de Hitler no país e os receberam de braços abertos e com palmas. Mesmo vendo inúmeros judeus sendo humilhados nas ruas e depois arrancados de suas casas para campos de concentração. Inclusive o caríssimo colar que aparece no quadro foi dado a essa parente, outra peça que foi roubada. O advogado é interpretado por Ryan Reynolds. O rapaz que ajuda na Áustria por Daniel Brühl. Klint por Moritz Bleibtreu

Ainda no elenco: Katie Holmes, Tatiana Maslany, Charles Dance, Max Irons, Antje Traue, Jonathan Price, Frances Fisher e Allan Corduner.  



Beijos,
Pedrita

domingo, 27 de novembro de 2016

Aquarelas de Antonio Malta Campos

Vi a exposição Aquarelas de Antonio Malta Campos na Galeria Leme. Essa tela da imagem tinha me chamado a atenção. Adoro aquarela e laranja e quis ver pessoalmente. Nada como ver as telas ao vivo. É uma linda mostra. O artista plástico é paulistano e está com obras na Bienal.

Antonio Malta Campos convidou três artistas plásticos para interagirem na exposição: Dudi Maia Rosa, Jac Leiner, Rodrigo Andrade e qual não foi a minha surpresa, Ana Elisa Egreja que vi uma mostra em 2013 na própria Galeria Leme e fiquei encantada. O post está aqui.


Gostei muito das telas de Antonio Malta Campos. A mostra Aquarelas de Antonio Malta Campos é gratuita e fica na Galeria Leme até 21 de janeiro.
Beijos,
Pedrita