segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Shame

Assisti Shame (2011) de Steve McQueen na HBO On Demand. É um filme estranho, desconfortável, mas bem realizado. Nosso protagonista é um viciado em sexo. Ele é interpretado brilhantemente pelo Michael Fassbender. Um alto executivo, bem sucedido, um belíssimo apartamento, promove ótimos negócios na empresa que trabalha, mas vive vendo pornografia, contratando prostitutas e indo ao banheiro, tanto em casa como no trabalho. São várias vezes ao dia. Muito provavelmente se ele fosse mulher nunca conseguiria emprego. Em geral as mulheres são bem mais vigiadas e julgadas.

Até que chega a sua irmã. Ele fica muito irritado e diz que ela só pode dormir uma noite. Ela é o oposto dele. Enquanto ele não se envolve afetivamente com ninguém, não tem amigos, namorada, nada. Parece um cubo de gelo, ela é passional. Vive atrás de homens que se envolve, implorando. Até com o próprio irmão deixava recados na eletrônica diariamente implorando contato e ele muito, mas muito maldoso nunca atende nem retorna. Carey Mullingan também está brilhante. O filme não chega a lugar nenhum. É interessante de ver, desconfortável. A sinopse dá a entender que chega a algum lugar, mas não chega não. São vidas com dificuldades de relacionamentos, uma de se envolver e outra de ter auto-estima, mas pelo jeito assim continua. Outros atores passam pelo filme: James Badge Dale, Nicole Beharie, Lucy Walters e Alex Manette.

Beijos,
Pedrita

domingo, 20 de agosto de 2017

Recital de violão e piano

Fui ao recital de piano e violão do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Paulo Porto Alegre fez uma homenagem aos 100 anos do compositor Laurindo Almeida. O violonista contou que esse compositor fez várias trilhas para o cinema. Fui no IMDB e achei, são inúmeras mesmo. Belas composições que Paulo Porto Alegre interpretou dele. Eu não conhecia do Guerra-Peixe, compositor que adoro, obras com influências do dodecafonismo. Adoro Villa-Lobos, ainda mais suas obras para violão, lindos os prelúdios e estudos que o violonista interpretou. Paulo Porto Alegre contou que Osvaldo Lacerda compôs 4 obras para violão, ele interpretou o Ponteio. Gosto demais também de Radamés Gnatalli, foi tocada a Pequena Suíte com várias influências de brasilidade. Foi tudo muito bonito.

Obras:

Heitor Villa-Lobos: Prelúdios números 3 e 5 e Estudo 10

César Guerra Peixe: Suíte (Ponteio, Acalanto e Choro)

Osvaldo Lacerda: Ponteio

Radamés Gnattali: Pequena Suíte (Pastoril, Toada e Frevo)

Laurindo Almeida (homenagem aos 100 anos de nascimento): Crepúsculo em Copacabana e Brasileiro

Paulo Porto Alegre: Três Estudos

Foto de João Caldas

Depois tocou a pianista Maria Helena De Andrade. Ela é do Rio de Janeiro e nunca tinha tido a oportunidade de ouvi-la tocar. Fiquei encantada. Que delicadeza de estilo. Não conhecia Heitor Alimonda e gostei muito. A pianista disse que a Temperamento de Francisco Mignone falava dos temperamentos. Gosto muito desse compositor e ela interpretou várias obras dele. De Villa-Lobos tocou a linda Saudades das Selvas Brasileiras Lindas as obras de Osvaldo Lacerda. Gostei muito também da Dobrado do Ricardo Tacuchian. A pianista terminou o recital com obras bem lindas e conhecidas: Gaúcho de Chiquinha Gonzaga e Tico-tico no Fubá de Zequinha de Abreu, esta comemora 100 anos.

Obras:

Heitor Alimonda: Três Estudos

Francisco Mignone: Seguida (1984)
Temperando
Outra lenda sertaneja
Beliscando forte
Valsa que no de esquina
Batuque batucado

Heitor Villa-Lobos: Saudades das Selvas Brasileiras (1927)

Osvaldo Lacerda: Pequena Canção (1972)
Valsinha Brasileira (1975)
Homenagem a Scarlatti: Sonata I e Sonata II

Ricardo Tacuchian: Dobrado

Chiquinha Gonzaga: Gaúcho

Zequinha De Abreu: Tico-tico no Fubá

Os dois músicos interpretaram obras de 10 compositores brasileiros. Fico sempre encantada com a  variedade e riqueza da música brasileira. 

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Vidas Partidas

Assisti Vidas Partidas (2016) de Marcos Schechtman no Canal Brasil. É um filme sobre violência doméstica com um roteiro de José Carvalho muito bem escrito e construído. O filme é muito bem realizado também. Domingos Montagner está impressionante como o marido violento. Naura Schneider está ótima. Gostei que o filme vai mostrando o casal em harmonia, com uma vida sexual intensa, duas filhas pequenas lindas. Gostei também que os protagonistas são universitários pós-graduados. Ele é um conceituado economista e ela uma cientista premiada. O filme é ambientado na década de 80.

Gostei que o filme vai mostrar os sinais de exageros do marido nas sutilezas. Exagerado com segurança da casa que tinha inúmeras chaves controladas por ele, compartimentos com chaves, cadeados que só ele tinha acesso. Vamos reparando os exageros nos olhares do marido aos colegas de trabalho da esposa, nas ruas. Linda, ela se veste bem, comportada, mas sensual. O marido não admitia que as filhas procurassem a mãe durante à noite, é bem violento com a criança que chora à noite. A mulher, sem o marido saber, que consegue um emprego pra ele. O conhecido que ajuda a esposa está preocupado se o marido vai se adaptar, já que vai ter um chefe, ele não sabe se o marido vai aceitar se subordinar a alguém. Outra característica desse marido e de vários possessivos é afastar a esposa de todos, inclusive da família dela. Ele fazia de tudo para rejeitar os eventos em família e claramente ficava contrariado com a alegria da esposa em família. Os sinais estavam ali, mas ela não queria ver. 
Ela recebe um tiro, o marido também. Muitos acham que não houve assalto, mas o marido reconhece os assaltantes. Nós vemos depois que ele paga com o dinheiro da venda do carro da mulher um policial corrupto interpretado por Milhem Cortaz.

A esposa após o assalto fica em cadeira de rodas e diz a irmã que o marido escreve diariamente para ela. Bem feito o filme mostrar a mulher cedendo as inúmeras cartas, pedidos de perdão e voltando para casa. E como é comum na época, o marido que fica com as filhas, já que tudo parecia um assalto. Porque o marido conseguiu tudo o que queria, as sutilezas desaparecem. A mulher também sem proteção, confronta o marido em vez de ir embora com as filhas. Na lei ela não poderia ir embora, perderia a guarda das filhas e seria muito prejudicada em um desquite litigioso. Outro fator feminino muito clássico dessa época e ainda recorrente é a moça que vive na casa com eles interpretada por Georgina Castro. Ela cuida da casa, dorme com as meninas, não tem vida própria. Vive da servidão aos patrões. Outra mulher subjugada a uma condição de inferioridade e submissão. Importante o filme ainda mostrar o poder do dinheiro e a cultura machista. Infelizmente no Brasil não nos surpreendemos com um policial corrupto que mal conhecia a família se beneficiar de uma tragédia. O que assusta é o guarda da rua, que conhecia todos, estava sempre próximo, aceitar encobrir o falso assalto, ajudar a esconder pistas por dinheiro. Foi inteligente o filme escolher um ator, o Fábio de Luca, com aspecto simpático, amigo da família. Seria mais fácil aceitarmos se fosse um homem rude e aparentemente violento. Essas sutilezas no filme que tanto me agradaram. Mostrar que nem tudo é o que parece ser. Ainda no elenco: Suzana Faini, Gabriela Munhoz, Juliana Schalch, Nelson Freitas, Ana Maria Orozco, Jonas Bloch, Augusto Madeira, Cacá Amaral, Jaime Leibovitch e Denise Weimberg. Lindas as meninas que fazem as filhas do casal Camila de Oliveira e Ana Paula Rimes.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Uma Noite Real

Assisti Uma Noite Real (2015) de Julian Jarrold no TelecinePlay. Um dia desses que vi que esse filme era de época e quis ver. Só depois que descobri que está no Now faz tempo. É muito fraquinho, bobinho mesmo. Deve ser aqueles filmes ingleses que surgiram para melhorar a imagem dos reis e atrair negócios e investidores. Os roteiristas são Trevor De Silva e Kevin Hood.

Particularmente eu acho que esse filme depõe contra os reis. São tão bobos que dá até vergonha alheia. Uma das princesas então é patética. É o Dia da Vitória. Londres inteira comemora o fim da Segunda Guerra Mundial. Até a data é estereotipada, todo mundo lindo, sorridente e bem de saúde, inclusive os oficiais. As duas jovens que nunca fizeram um café, em uma panela, inúteis mesmo, querem ir comemorar nas ruas. A mais velha consegue convencer os reis. A rainha dá um jeito delas irem escoltadas em uma festa com mais velhos. Óbvio que elas conseguem fugir. A mais nova passa a entrar em uma fria atrás da outra e a mais velha tentando encontrá-la o tempo todo. E papai e mamãe passam o filme preocupadinhos com as filhas sem miolos. As duas são interpretadas por Sarah Gadon e Bel Powley. Os reis por Emily Watson e Rupert Everett.

Surge então um oficial e oh, ninguém reparou que ia surgir um romance. Ele passa a ajudar a irmã mais velha a ficar que nem uma barata tonta tentando encontrar a outra. O oficial é interpretado por Jack Reynor
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Fingerprints

Assisti Fingerprints (2006) de Harry Basil na ClaroTV. Não sabia se já tinha visto, mas não. É feito para adolescentes, então a parte adolescente é bem boba e parece filme dos anos 80. Mas a trama central eu gostei muito.

 Uma jovem chega a cidade onde os pais se mudaram. Ela vem depois porque estava em uma clínica de desintoxicação. O filme fala bastante de excesso de álcool. A irmã conta as histórias da cidade, a principal, a macabra, já vimos no começo do filme. Um ônibus voltando de um passeio com crianças da escola é pego por um trem e todos morrem. A lenda diz que em ponto morto, as crianças empurram o carro, daí o nome Fingerprints. No Brasil claro que o nome é péssimo, As Marcas da Morte. As duas adolescentes são interpretadas por Leah Pipes e Kristin Cavallari. A maldade da família com a moça que veio da desintoxicação é um absurdo.
Achei o final bem surpreendente, fala bastante de perversidade. E também o quanto é confortável culpar alguém com problemas de todos os males.

Beijos,
Pedrita