segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Homem Duplicado

Assisti O Homem Duplicado (2013) de Dennis Villeneuve no Telecine Play. Eu olhava pelo controle remoto os filmes disponíveis no TelecinePlay, fiquei curiosa por esse. É absolutamente genial! Mas surreal! Um belo suspense impossível, sem respostas. Incrível. O diretor é canadense. O nome original do filme é Enemy, é uma co-produção entre Canadá e Espanha e é baseado no livro de José Saramago que quero ler.

Nosso protagonista é um pacato professor de história universitário. Logo no início o texto da aula fala das ditaduras que mantém a educação baixa para poder manipular. Em um almoço na sala dos professores, um colega fala de um filme. Ele vai na locadora e assiste. Ele tem também uma relação pacata. Um namoro morno com uma bela moça. Ela vai a casa dele, eles se beijam, ela faz a janta, e eles transam, sempre tranquilamente. Dormindo ele lembra de uma cena do filme e resolve procurar. E lá está um personagem em um pequeno papel em um hotel e tem a cara dele. Muito bem feito ele procurando o nome do ator, como eu mesma faço quando não são protagonistas. Pegamos o nome do ator e vamos vendo as fotos para ver quem é. Até que ele acha e sim, é igual a ele.

Ele fica então obcecado pela vida do outro, depois essa obsessão se inverte. Muito interessante também as locações, em prédios, vários iguais, com apartamentos iguais. Bonitos, espaçosos, mas totalmente iguais. Enemy é bastante lento, inteligente, mas o tempo do suspense é genial. Quase desisti no início, lembrava o outro filme surreal que vi, mas por sorte depois fica mais normal. Gostei demais! Jake Gylenhaal faz O Homem Duplicado, eu gosto muito desse ator. As duas mulheres são interpretadas por Mélanie Laurent, atriz que adoro e Sarah Gadon. Isabella Rossellini é a mãe de um deles. O Homem Duplicado ganhou muitos prêmios, principalmente em festival de críticos.

Beijos,
Pedrita

domingo, 26 de abril de 2015

Concertos CCBB de Música Clássica

Assisti aos Concertos CCBB de Música Clássica na Igreja das Chagas do Seráphico Pai São Francisco. Dessa vez se apresentaram o Quinteto SóMetais e o Conjunto de Violoncelos da Unicamp. O quinteto existe desde 1990 com músicos consagrados. O conjunto de violoncelos é liderado pelo Lars Hoefs com alunos da Unicamp. Os dois grupos tocaram um belo repertório eclético. Finalizaram os dois grupos juntos com a regência do maestro Júlio Medaglia

Crédito da foto: Alba Cantanhêde-França

Programa: 

Quinteto SóMetais


1 – Blues for Brass – Antônio Carlos Neves Campos
2 – Ode to Joy – L. V. Beethoven
3 – The Entertainer – Scott Joplin
4 – Amazing Grace – Tradicional Americano
5      – Die Bankelsangerlieder  - Anonymous
6-  2 Canções Folclóricas – Villa Lobos
7 – Music from the Royal Fireworks – Handel
8 – Carinhoso – Pixinguinha
9 – Tema Nordestino – Duda

10 – Just a Closer Walk – Tradicional Americano   

Conjunto de Violoncelos da Unicamp

Villa-Lobos: Bachianas Brasileiras #1 (20 min.)

David Ashbridge: Bach a la Baiao (7 min.)
Jobim : Modinha

Piazzolla :  Adios Nonino
Corelli :  Adagio
Guerra Peixe : Mourão

Na foto Lars Hoefs. crédito da foto: Magdalena Switek

O concerto foi gratuito, estava lotadíssimo.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 24 de abril de 2015

300: A Ascensão do Império

Assisti 300: A Ascensão do Império (2014) de Noam Murro no HBO On Demand. Quem é assinante HD tem direito de ver filmes disponíveis pelo controle remoto. É só escolher assistir, pode ver enquanto estiver disponível, parar e voltar quando quiser, ver várias vezes. Se é assinante Telecine, tem direito aos filmes disponíveis no Telecine Play no Programas de TV e quem é assinante HBO tem direito de ver o HBO On Demand. Em uma opção os filmes, seriados, precisam ser alugados, mas dos que assinamos assistimos pelo menos preço, sem pagar adicional. Então assisti esse filme porque queria ver o Rodrigo Santoro já que em entrevistas ele disse que a participação dele nesse filme é bem maior. Depois soube pelo 007 que a Eva Green participa e é protagonista nessa versão. Nós dois gostamos muito dessa atriz.

Essa versão eu já não gostei tanto. O roteiro é mais tradicional, há uma divisão mais clara entre vilão e mocinho que me incomodou bastante. É bonita a história do Xerxes, personagem do Rodrigo Santoro, de como ele se tornou esse deus. Antes dele ser esse deus, ele é o Rodrigo Santoro que conhecemos, depois que ele vai ficando inatingível, sem cabelo. E muito triste também a história da vilã na infância. Isso é mais realista, as linguagens eram da violência, subjugar um povo, transformar nações em enviados de deus, muita violência. Os argumentos eram sempre de guerra e poder. Só é ruim transformar um povo em mocinho e outro em vilão. Eva Green e Sullivan Stapleton estão muito bonitos, são bem quentes as cenas entre eles. E bem inspiradoras as cenas deles lutando. Um pouco artificias, já que eles conseguem lutar sozinhos sem nenhuma interferência, sem o mar revolto desequilibrando-os, mas são belas cenas.
300: A Ascensão do Império é tecnicamente muito bem realizado, são cenas muito bonitas. Achei muito artificial as cenas em cima dos barcos. Bem realizadas as cenas de lutas nos barcos, mas quando esperam para atacar, o barco fica estático, não há movimento, como se estivessem em terra firme. E esse equívoco acontece várias vezes.

Gostei das personagens femininas serem muito fortes. A vilã que transforma Xerxes em deus, que estimula o seu ódio, que luta. No elenco ainda estão Lena Headey, Hans Mateson, Jack O´Connell, David Wenham, Andrew Tiernam e Callan Mulvey.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A Inversão das Provas - Questão de Direito

Assisti ao episódio A Inversão das Provas do projeto Questão de Direito no Teatro Bibi Ferreira. Dessa vez a ação que virou peça era por danos morais. Um morador de Fortaleza teve o seu talão de cheque roubado de dentro do banco. Não por um assalto. E ele só descobriu o roubo porque uma loja ligou falando que ele estava na loja e queria confirmar o cheque. O advogado então entrou com a ação. Logo no primeiro julgamento já ganhou a causa, mas obviamente o banco fez todos os recursos possíveis. Gostei que a peça passa do primeiro julgamento para o último recurso, e os desembargadores se pronunciaram claramente contrários aos exagerados recursos que só visavam adiar o pagamento da multa. Não sei se foram frases do autor da peça, o dramaturgo e advogado Hermano Leitão, mas eu gostei de que os textos mostrassem a indignação de utilizar os recursos públicos em tantas audiências só para retardar o pagamento. Uma discussão muito atual e pertinente. No elenco estavam: Claudiane Carvalho, Carim Feres, Jean Jacques Erenberg, Gabriel Monteiro, Franklin Medeiros, Hérculles Moreno, Roger Rodrigues, Luana Martins, Viviane Esteves e Wallace Becker. Esse episódio vai ter na terça que vem novamente.
Eu vi o primeiro episódio e comentei aqui.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 21 de abril de 2015

Cores do Destino

Assisti Cores do Destino (2013) de Shane Carruth no Max. Eu nunca tinha ouvido falar nesse filme. Estava olhando no site o que ia passar, vi esse nome, é um filme americano, fui pesquisar. Achei duas matérias falando do filme, uma do próprio Max. E as duas falavam o quando o filme é estranho, pouco convencional. Resolvi ver. Não sei se fiz bem, não foi uma boa hora pra ver esse filme difícil, mas a curiosidade era muito maior que o desconforto provocou.

Upstream Color é o nome original. Não é um filme fácil. Não indicaria pra ninguém. Só se alguém tivesse uma curiosidade tão forte quanto a minha. É um filme indigesto, cruel. O começo é dificílimo, depois fica um pouco melhor. Não dá pra catalogar o filme, se é romance, ficção científica, drama, terror, acho que o termo fantástico é realmente o que se encaixa melhor. O Max montou uma série de filmes fantásticos, quero ver outros. O diretor é responsável pelo roteiro e está no elenco. Contracena com ele a bela Amy Seimetz. Não é um filme fácil de interpretar. São cenas muito difíceis de realização. Alguns outros do elenco são: Andrew Sensenig, Thiago Martins e Myles McGee.

Eu não sei se eu saberia explicar Uspstream Color e acho que qualquer explicação o banalizaria. São muitas interpretações. A que vinha mais pra mim é sobre a crueldade humana. Para criar o azul nas plantas, nas flores, o ser humano é capaz de qualquer coisa. Mas podem ser muitas outras leituras. Upstream Color ganhou muitos prêmios: Melhor Filme de Drama no Festival de Sundance, Diretor Revelação no Festival da Catalônia e Prêmio Cidadão Kane para Diretor Revelação em um festival de cinema fantástico.

Beijos,
Pedrita