domingo, 18 de fevereiro de 2018

7 Desejos

Assisti 7 Desejos (2017) de John R. Leonetti no TelecinePlay. Eu adoro esse gênero, gostei bastante desse. Eu vejo até os ruinzinhos e esse é bem feitinho, não chega a ser um filmão do gênero, mas é bem realizado e gostei do roteiro. Começa com um enforcamento de uma mãe. A filha vê tudo.

Vem para os dias de hoje, a garota está adolescente. Muito bonitinha a atriz que faz a menina, Joey King. Muito bem feita a destruição da casa. Era uma casa bonita, bem cuidada, agora só entulho, tudo caindo aos pedaços. O pai da menina vira sucateiro. Ela sofre bullying na escola e é amiga das enjeitadas também. O pai acha uma caixa, a menina estudava chinês e entende a palavra 7 desejos. Até leva a caixa para um amigo, mas ele diz que é chinês arcaico e fala de uma prima. A menina se sente seduzida pela caixa e faz um pedido bobo. No segundo pedido é que eu entendi a relação com as mortes, a cada pedido, uma morte. Ela demora um pouco a perceber, mas mesmo assim reluta em se desfazer da caixa e de tudo o que conquistou.

Inteligente o final e claro, bem feitinho a possibilidade de continuação, mas terão que pensar bem no roteiro para ficar interessante. Os amigos são interpretados por Ki Hong Lee, Shanon Pusse e Sydney Park. O crush por Mitchel Slaggert. O pai é interpretado por Ryan Phillippe e o colega do pai por Kevin Hanchard. Interessante como os filmes recentes estão misturando bem mais raças.

Beijos,
Pedrita

sábado, 17 de fevereiro de 2018

CD 3 Américas do Trio Puelli

Ouvi o CD 3 Américas (2011) do Trio Puelli. Belíssimo! Com grandes músicos: Ana de Oliveira ao violino, Adriana Holtz no violoncelo e Karin Fernandes ao piano. E que repertório! Elas interpretam obras de Leonardo Bernstein, Claudio Santoro, Mauricio Kagel, Alejando Cardona e Roberto Victorio. Adoro Berstein e tocaram a Piano Trio. Muito instigante a obra Trio do Claudio Santoro, compositor que adoro, não conhecia essa obra intensa. Gostei muito!

Mauricio Kagel é argentino, muito intrigante a sua obra Trio nº 2. Alejando Cardona é da Costa Rica e a obra 
Tlanéhuatl tem 4 movimentos. Muito lindo e melódico o primeiro movimento, enérgico e dificílimo o segundo, só para virtuoses como elas. Gostei muito também das Quatro Peças Sintéticas de Roberto Victorio, fortes e intensas. Obras de difícil execução e incrivelmente bem executadas. Adoro esses músicos. Muito bonita a capa e o encarte. O CD 3 Américas também está na Spotify.

Não achei no youtube um vídeo com esse repertório. Irá outra obra. Quem quiser ver e ouvir tem o vídeo do programa Partituras aqui.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Souvenir

Assisti Souvenir (2016) de Bavo Defurne no TelecinePlay. Não aconselho esse filme pra ninguém, minto, só pra quem gosta de comédia romântica previsível e ruim. Quem gosta da Isabelle Huppert é melhor não ver, dá vergonha alheia ela participando desse filme. Não entendo porque colocaram no cult.

O começo estava me agradando. A personagem da Isabelle Huppert trabalhava em uma fábrica de bolos. Ela recebia três bolos cozidos do forno e colocava os adereços, duas folhinhas e frutinhas. Vivia solitária de forma confortável, bebia e fumava. Até que um rapaz é empregado e é quem entrega os bolos aos funcionários. 

Ele reconhece a funcionária como uma antiga cantora muito famosa de música pop que o pai é muito fã. Ela nega. Mas acaba aceitando por ele cantar em um clube. São muito cafonas as músicas e os movimentos. Souvenir era o nome da principal música. O filme passa então a ser um show de clichês de comédia romântica, muito cafona. O rapaz é interpretado por Kévin Azaïs.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A Bela e a Fera

Assisti A Bela e a Fera (2017) de Bill Condon da Disney no TelecinePlay. Eu não estava muito animada para ver essa adaptação. Tinha adorado a recente em filme de 2014 que comentei aqui e não sou muito fã de musicais. Enrolei bastante para ver. Mas gostei muito!

Eu estava com dificuldade de embarcar na fantasia. Achei muito caricato o baile inicial do príncipe, um perfeito babaca e achei a mocinha uma chata que menosprezava a aldeia que vivia e ela e os aldeões cantavam por qualquer motivo. Quando imitaram a cena de A Noviça Rebelde em cima de uma montanha quase larguei. Mas fica lindinho quando chega no castelo. Amei os objetos falantes e há explicação lógica. A Bela e a Fera não é a minha história de infância. Psicólogos gostam de saber quais história da infância gostamos para ter mais elementos de análise. Já aviso que essa não era a minha história preferida, nem lembrava direito da trama quando vi o filme recentemente.

Emma Watson está uma graça. Seu pai é interpretado por Kevin Klane. Estranhei a fera, não me identifiquei com o ator que faz o príncipe, Dan Stevens, só gostava enquanto Fera. A parte chata tem o vilão, Luke Evans, e seu mais insuportável ainda ajudante gay, Josh Gad.

No finzinho os objetos voltam a ser nobres e aparecem muitos casamentos inter-raciais. Achei bem bacana. No Brasil é mais comum, mas nos Estados Unidos foi inclusive proibido por bastante tempo casamentos entre negros e brancos. Até hoje é difícil ver um par romântico em filme entre negros e brancos. E aparecem vários atores incríveis: Stanley Tucci, Audra McDonald, Emma Thompson, Ian McKellen, Gugu MBatha-Raw e Ewan McGregor. A Bela e a Fera tem duas indicações ao Oscar desse ano.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Livros e filmes

A Luli do Café com leitura na rede fez a postagem Oscar 2018 - Adaptações Literárias. Eu fiquei com vontade então de fazer uma postagem que falassem de filmes, séries e teatro adaptados em livros que amei. Eu adoro todas as artes, cada uma com sua linguagem, uma com a palavra, a outra com imagens e uma ao vivo. Um livro às vezes precisa páginas para compreendermos um sentimento, enquanto às vezes um único olhar em silêncio resume todas essas páginas. Cada um com seu estilo de diálogo. Vou começar com o filme Desejo e Reparação que eu simplesmente amei, entre meus filmes preferidos, e foi esse filme que me apresentou para Ian McEwan autor de minha preferência atualmente. Amo os dois, o livro Reparação, e o filme.

A Mulher do Tenente Francês. Mais um que primeiro vi o filme e depois li o livro. Os dois são fascinantes e muito diferentes. O livro é a história da Mulher do Tenente Francês. O filme, outra obra de arte, é uma equipe de cinema que vai a uma cidade filmar a Mulher do Tenente Francês. Há vários trechos de ópera, o filme é uma obra de arte. Simplesmente maravilhoso!

Eu amei o livro O Visconde Partido ao Meio de Italo Calvino. Quando soube que o Grupo Galpão tinha adaptado o livro, organizei uma viagem a Belo Horizonte que encaixasse na temporada. Inesquecível! Muito interessante, porque o visconde aparece no livro pela metade, a metade boa, e depois a metade ruim aparece. Na montagem do Galpão todos eram metades, absurdamente genial, Na frente uma pessoa e atrás outra. Nunca me esqueço da moça que era um ganso atrás. Fantástico!

Eu tinha amado Orlando de Virgínia Woolf. Li dessa edição que peguei emprestado de uma biblioteca e enlouqueci quando soube que tinha uma montagem no teatro. A montagem de Bia Lessa está entre os melhores espetáculos que já vi na vida. A diretora e a autora estão entre as minhas preferidas.

Primeiro eu li o livro Desonra do Coetzee, autor contundente, livro indigesto, fiquei bastante surpresa quando soube do filme.

Fiquei imaginando como o diretor faria aquelas cenas indigestas. E um grande filme igualmente surgiu.

Primeiro eu vi a série O Tempo e o Vento. Majestosa! Depois comecei a ler um a um dos volumes dessa saga maravilhosa de Érico Veríssimo. É impressionante como Tarcísio Meira incorporou Capitão Rodrigo, eu não conseguia visualizar o meu Capitão Rodrigo que já estava imaginado pela série. 

Primeiro eu li o maravilhoso Memorial de Maria Moura de um clube de um livro. Depois vi a minissérie incrível!

Primeiro eu vi as obras adaptadas desse livro incrível A Outra Volta do Parafuso. Inacreditável como essa obra é adaptada, já vi filmes e ópera. 


Mas o filme com a Nicole Kidman Os Outros, é de longe o melhor, infinitamente melhor do que os que vi.

Bom essa postagem não acabaria nunca, tem muito livro e expressão artística que vi de obras majestosas que amei! Essas são uma parcela delas.




Beijos,
Pedrita