terça-feira, 22 de abril de 2014

O Castelo

Assisti em DVD O Castelo (1997) de Michael Haneke da Coleção Folha Grandes Livros no Cinema. Eu tinha adorado esse livro inacabado de Franz Kafka, quando vi que existia o filme, não resisti. Fascinante! Esse diretor é incrível. Uma belíssima produção de uma obra inacabada, essas magias da arte sem fórmulas prontas. Esse filme foi feito para televisão.

O filme é igualmente angustiante que o livro, o frio que o protagonista sente é contagiante. Ele chega em uma cidade muito gelada para ser o topógrafo, e se envolve em uma infinidade de burocracias. Não pode dormir sem autorização, não pode ficar ali, não precisam de um topógrafo, mas só quem pode demiti-lo é do Castelo que é inacessível. Genial!

Várias leituras são possíveis, mas nós que vivemos em um país burocrático, é impressionante a semelhança com processos que nos são impostos sem fechamento e solução. O topógrafo é interpretado pelo excelente Ulrich Mühe. Fireda por Susanne Lothar. Alguns outros são: Frank Giering, Feliz Eitner, André Eisermann e Dörte Lyssewski.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fabio Luz - Recitais Eubiose

Assisti ao pianista Fabio Luz nos Recitais Eubiose na Sociedade Brasileira de Eubiose. Eu gosto muito desse pianista brasileiro, foi um belíssimo repertório

L. van Beethoven - (1770 – 1827)
Sonata n.32 op 111 (*)
Maestoso,  Allegro con brio e appassionato
Arietta – Adagio molto, semplice e cantabile 

Marcus Siqueira - (1974)
Transpolarivariações (**) Tema de A. Schoenberg  op.19 – VI – Sehr langsam
Molto mosso, Larghissimo, Animato, Con fuoco,
Con espressione e rubato, Molto largo

Frederic Chopin - (1810 – 1849)
Polonaise-Fantaisie op. 6
Grande Valse n.5 op.42

A primeira obra teve a participação de um novo talento, Ramon Theobald. Ele tocou piano a 4 mãos com Fabio Luz. Era a obra de Schubert (1797 – 1828), a 
Fantasia em fá menor op.103-D940

Beijos,
Pedrita

domingo, 20 de abril de 2014

A Visita Cruel do Tempo

Terminei de ler A Visita Cruel do Tempo (2010) de Jennifer Egan da Intrínseca Editora. Eu tinha lido por indicação de uma atendente da Livraria Nobel O Torreão dessa autora e ficado fascinada. Em uma promoção de 50% no dia do livro, comprei esse. Nos dois primeiros capítulos eu não me identificava com os personagens, uma cleptomaníaca e um decadente produtor de músicos pop. Assim que tinha colocado a foto da capa do livro no Estou Lendo apareceram comentários de leitores falando o quanto esse livro era fascinante. Então lembrei que o mesmo tinha acontecido em O Torreão, uma surpreendente reviravolta, algo que nem dá pra explicar. Insisti na obra e esse universo se descortinou e algo absolutamente impressionante aconteceu. Que obra!

Obra Homens Presos no Gelo (1979) de Robert Longo

Para compreender as obras de Jennifer Egan só lendo, é absolutamente imprevisível, surpreendente, irreal. Vários personagens surgem e se cruzam. O tempo é cruel com todos eles, é deprimente. A vida não é generosa.  Eu nunca leio orelhas de livros, textos explicativos, antes de ler e fiz bem, a orelha fala demais. Pela autora ser jovem, a tecnologia está presente em suas obras, como mais um artifício asfixiante da vida, mas com uma realidade que só alguém dos dias de hoje consegue relatar. A Visita Cruel do Tempo foi o Vencedor do Pulitzer de Ficção 2011, do National Book Critics Circle Award, do Los Angeles Times Book Prize e Tournament of Books. Jennifer Egan entra para a lista dos meus autores preferidos.

Observação a blogueira Marly do Saboreando a Vida que leu a obra - Jennifer Egan é fascinante e os gráficos, amiga, neles há uma revelação surpreendente. Se quiser te conto em off.



Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Papel da Vida - José Wilker

Assisti José Wilker (2013) em O Papel da Vida no Canal Brasil. O canal vem homenageando José Wilker, passando em sua programação filmes e programas que ele esteve presente. O Papel da Vida é apresentado pela Marina Person e ela comenta que estranhou que o José Wilker escolheu o filme O Maior Amor do Mundo como o Papel da Vida. Eu estranhei do José Wilker escolher entre um dos meus filmes preferidos. Embora não tenha visto os mais famosos, adoro Bye Bye Brasil, acho O Maior Amor do Mundo um filme belíssimo.

José Wilker comentou que esse filme o mudou como ator. Ele teve um mês de preparação onde contracenava com atores, ou mesmo pessoas que estavam em seleção. Só depois que filmaram. Que o personagem era muito contido. José Wilker interpreta um astrofísico que retorna ao Brasil para receber um prêmio. Ele está com um tumor, vai morrer logo e quer saber sobre a sua mãe que não conheceu. Começa então vagar pelas favelas em busca de informações. José Wilker interpreta um homem sisudo, mas no decorrer do filme percebemos que dentro dele há um turbilhão, mas a sua forma de viver parece que ele é indiferente. O Maior Amor do Mundo é de uma poesia surpreendente. Eu vi no cinema, revi já vários trechos. Minha mãe ama esse filme também.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Esses Amores

Assisti Esses Amores (2010) de Claude Lelouch no Telecine Cult. Gostei muito! Inicialmente há um texto do diretor falando das semelhanças com a vida real. Esses Amores relata a vida de uma lanterninha de cinema. A história de sua mãe, de seu padrasto. Gostei demais de como o filme é contato e realizado. Na parte do cinema mudo, na história da mãe, o filme é mudo. E as referências ao cinema continuam.

É um período conturbado na França, Segunda Guerra Mundial, perseguição aos judeus. Audrey Dana faz nossa protagonista. Estão no elenco: Dominique Pinon, Samuel Labarthe, Jack Ido, Judith Magre, Gilles Lemaire e Zinedine Soualem. A música é outro personagem.

Beijos,

Pedrita