segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Interiores, Retratos e Paisagens de Luiz Braga

Fui a exposição Interiores, Retratos e Paisagens de Luiz Braga na Galeria Leme. Eu adoro esse fotógrafo e essa mostra traz ensaios ambientados no norte do país, onde ele vive e gosta de trabalhar dando uma identidade única, inquietante e deslumbrante.

Essa foto é Rabeta na Chuva (2019)

Obra Barco no Tapajós (1999)





Obra Constelação na Cozinha (2019)

Além de fotos de paisagens, Luiz Braga gosta muito de fotografar o modo de vida das pessoas, os objetos, as cidades rurais.

Obra Interior em Casa Verde (2019)

Eu já vi uma mostra individual do fotógrafo e fotos dele em outros trabalhos.

A exposição Interiores, Retratos e Paisagens de Luiz Braga fica em cartaz na Galeria Leme até o dia 28 de setembro e é grátis!

O vídeo é de outra mostra.

Beijos,
Pedrita

domingo, 18 de agosto de 2019

O Beijo no Asfalto

Assisti O Beijo no Asfalto (2018) no Canal Brasil. Esse texto de Nelson Rodrigues é muito atual e contundente, na verdade todos os seus textos são. Murilo Benício resolveu fazer um filme com ele que mistura teatro, leitura de peça e cinema. Que filme fantástico! Eu não li o texto, mas vi uma peça de teatro.

Murilo Benício escolheu um tom muito sombrio para o filme. O texto já é muito forte e ele carregou na angústia. Um homem é atropelado e pede a outro que vai acolhê-lo um beijo. Esse beijo vira um inferno na vida desse homem que vai a delegacia contar o ocorrido. Ele começa a ser tratado como criminoso, não como testemunha. A mídia violenta participa do depoimento que vira um interrogatório. O próprio jornalista interroga acusando também.
A esposa passa também a ser massacrada, como nunca tinha percebido que o marido era pederasta. Pra vender jornal a polícia e o jornalista manipulam como podem os interrogados e criam inúmeras matérias falsas, acusam inclusive o homem de criminoso, que teria empurrado a vítima. A atualidade da trama é muito desconfortante. Lázaro Ramos é o homem do beijo, sua esposa, Débora Falabella. O policial, Augusto Madeira, o jornalista Otávio Muller, o pai da esposa por Stênio Garcia, a irmã por Luiza Tiso e a viúva por Raquel Fabri

Na mesa de leitura da peça estão Fernanda Montenegro e como diretor Amir Haddad.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

L’Italiana in Algeri

Assisti a ópera L´Italiana in Algeri de Gioachino Rossini no Theatro São Pedro. Que montagem genial! Fizeram uma adaptação para os dias de hoje e ficou ótima, além de muito engraçada. A direção cênica maravilhosa é de Lívia Sabag, gostei demais também da direção musical de Valentina Peleggi a frente da Orquestra do Theatro São Pedro. O protagonista é Mustafá, ele está cansado das suas esposas, uma sofre coitada a ópera toda. Ele pede que os seus empregados consigam uma italiana pra ele. Stephen Bronk está ótimo como Mustafá.
As fotos são de Heloisa Bortz
O que mais me surpreendeu foi a atualidade da trama. Os países árabes continuam atrasados e machistas. A trama é muito atual. A italiana percebe o homem que Mustafá é, e decide ajudar a esposa apaixonada. Todo elenco é ótimo. A italiana é interpretada por Ana Lúcia Benedetti, a esposa por Ludmilla Bauerfeldt. Incrível o tenor que faz o Lindouro, Aníbal Mancini. Gosto demais do Douglas Hann e do Rodolfo Giulianni. Adorei os cenários Daniela Gogoni. O barco, as casas no deserto, esse de cointeiners, tudo muito interessante e a forma como a direção cênica utilizou o espaço. Tudo parece ter rodinha e o recurso é utilizado de modo muito engraçado na ópera, me diverti muito. A iluminação de Wagner António também é ótima, bem como os figurinos do Fábio Namatame. As óperas trazem legendas. Todas as récitas lotaram rapidamente.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O Quarto de Jacob

Terminei de ler O Quarto de Jacob (1922) de Virginia Woolf da Editora Nova Fronteira. Adoro essa autora e comprei recentemente esse livro em um sebo aqui perto de casa. É o primeiro livro da autora que traz o estilo que a consagrou. É uma narrativa entrecortada, cheias de lacunas, sobre Jacob.

O marcador é um golfinho.

Obra de Matthew Smith

O livro começa com Jacob criança e desaparecida na praia, a família está doida procurando-o e ele está aprontando. Assim vamos acompanhando Jacob até sua viagem a Grécia, mas tudo é fragmento, tudo é lacuna. A orelha dessa edição conta o fim do livro.
Eu estou lendo a biografia do Mao, mas como o livro é muito pesado e com mil páginas, pego livros fáceis de carregar quando vou sair.

Bejios,
Pedrita

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Crazy Rich Asians

Assisti Crazy Rich Asians (2018) de John M. Chu na HBO Go. Eu queria muito ver esse filme pelos elogios que recebeu. Quase todos os envolvidos são orientais. É uma comédia romântica, gênero que não gosto muito, mas queria muito ver por todos elogios e prêmios que recebeu. No Brasil está com o nome de Podres de Ricos. O roteiro é de Kevin Kwan. Uma jovem está com o namorado nos Estados Unidos e ele diz que eles precisam ir no casamento de um parente em Singapura. A namorada não sabe nada da família dele. No aeroporto ela estranha que a companhia os leva para a primeira classe e ele conta um pouco, mas muito pouco da família.

Por sorte ela tem uma amiga em Singapura e a visita antes de ir em uma das festas da família dele  interpretada pela  tima Awkwafina e é rica também. Essa amiga conta que a família dele é riquíssima e a veste adequadamente para a data. O namorado não prepara a namorada para tudo o que ela vai enfrentar. Achei que ele não foi justo com ela, deixando-a despreparada e vulnerável para tudo o que passaria. A família toda da amiga é muito divertida. O pai se veste como Elvis Presley, o irmão é muito engraçado. O começo do filme é bem ágil, inteligente como a tecnologia é colocada, mas depois fica bem convencional.
Interessante que o filme fala muito do universo feminino. Nessa família rica, as mulheres precisam se dedicar aos eventos sociais e abandonar suas carreiras. A jovem não imagina que o namorado é pressionado a largar o seu trabalho nos Estados Unidos e assumir os negócios em Singapura e que sua esposa deve fazer o mesmo. Ela é professora de economia nos Estados Unidos. Aos poucos descobrimos que a mãe dele fazia advocacia em Cambridge, mas que abandonou para se casar. O 007 atentou para um detalhe interessante, o pai do protagonista é mencionado, é um homem de negócios, mas ele nunca aparece. O elenco é incrível. O casal protagonista é interpretado por Constance Wu e Henry Golding. A mãe por Michelle Yeoh e a avó por Lisa Wu.
Outra trama me chamou a atenção. A irmã rica do protagonista é casada com um homem não rico. Ela é referência de moda, todos querem vesti-la, consegue descontos. Para não humilhar o marido, que não tem a mesma situação financeira, ela esconde o que compra ou que consegue em permuta. Ela acaba descobrindo que ele tem um caso. Infelizmente é muito comum homens que tem uma situação inferior a esposa ter ações de auto afirmação que são ofensivas a parceira.

Todas as festas são maravilhosas e culminam no casamento suntuoso e inovador. Um exagero, claro, tudo é exagerado, mas é belíssimo! As locações são lindíssimas! Bem como os figurinos! Crazy Rich Asians foi indicado e ganhou vários prêmios. O filme está disponível no Now.

Beijos,
Pedrita