terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Sétimo

Assisti Sétimo (2013) de Patxi Amezcua no TelecinePlay. Adorei! Gosto muito dos dois atores, Ricardo Dárin e Belén Rueda. Eletrizante e me surpreendeu. O tempo todo achamos: será que é? Mas o desfecho é totalmente diferente do que imaginávamos. O diretor também assina o ótimo roteiro.

Ricardo Dárin interpreta um advogado atrasado para uma audiência, que não sai do celular, ele vai buscar os filhos para levá-los a escola na casa da ex. Ele não aceita assinar os papéis na correria, as crianças adoram brincar de descer as escadas correndo, ele como sempre deixa, apesar das reprimendas da ex e desce de elevador. Eles moram no sétimo andar. Mas as crianças nunca chegam no térreo. Ele fica desesperado. Muito bem feita a tensão, a angústia, o ritmo do filme. Gostei muito também que a maioria tem telhado de vidro, quase todo mundo tem algum problema, um comportamento corrupto,ou  questões com a justiça ou erros irreparáveis.

Na agonia ele passa a infernizar os vizinhos. Um policial que ele se desentendeu passa a ajudá-lo. Ele é interpretado por Osvaldo Santoro. O porteiro também ajuda, interpretado por Luis Ziembrowski.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

As Benevolentes - Uma Anatomia do Mal

Assisti a peça As Benevolentes - Uma Anatomia do Mal no Teatro Arthur Rubinstein na Hebraica. Impressionante! Tudo maravilhoso! O texto é de Jonathan Littell, dirigido pelo incrível Ulysses Cruz. É um texto contundente, um monólogo de um oficial da SS na época da Segunda Guerra Mundial. O livro é extenso e quero ler, a peça focou no primeiro capítulo e pincelou alguns trechos. Eu queria muito ver e a vontade aumentou depois que vi a entrevista de Thiago Fragoso no Metrópolis da TV Cultura. A questão do mal é um tema que me interessa. Tentar entender o mal, se é que é possível. Inclusive quero ler de Hannah Arendt sobre a Banalidade do Mal. A peça aborda um pouco desse tema.

Foto de Rogério Louzada

Thiago Fragoso simplesmente arrasa e todo o em torno é impecável para transformar o espetáculo em algo magnífico e sufocante. Excelente iluminação de Caetano Vilela que nos sufoca. Igualmente o som de Laércio Salles, ora é gravado, ora é do ator aumentando o desconforto. Os cenários de Veronica Valle são montados e desmontados pelo ator que tem um trabalho corporal e físico exaustivo. Peças transformam em um quarto de criança, vigas vão sendo colocadas e o sufocamento vai aumentando. 

Então o texto que é insuportável, vai ficando claustrofóbico. Sim, o personagem cumpriu ordens, mas admite ter exagerado no final. Na adolescência brincava na floresta de enforcamento. Absurdamente inteligente e manipulador, convence um oficial a ter relações com ele. Manipulava dizendo que não podiam fragilizar o exército com risco de doenças, ele concorda que o homossexualismo é abominável, mas pela segurança dos segredos de guerra não podiam se expor com outras pessoas, precisavam ficar entre eles. E em um crescente, a manipulação chega até nós, mente quem diz que nunca irá matar, ninguém sabe se irá matar em algum dia. Fala da decisão de Hitler em exterminar os deficientes e lembra que uma enfermeira preparou o paciente, um médico deu o diagnóstico, o da câmara de gás executou a ordem e que todos se eximem de suas culpas porque não mataram, todos dizem que não foram eles. O personagem nos torna cúmplices e começamos a nos sentir culpados e nesse clima a peça termina.
Fotos de cena de Patrícia Cividanes.

Beijos,
Pedrita

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Insurgente

Assisti Insurgente (2015) de Robert Schwentke no TelecinePlay. Adoro essa série, vi o primeiro e gostei muito. O que mais gosto é o espírito de coletividade. Os divergentes se unem contrários a segmentação da sociedade que vivem, contra a alienação e a falsa ideia de que a separação em grupos é pelo bem comum. Lindo o poster.

No primeiro que comentei aqui, cada jovem é designado para uma segmentação conforme suas aptidões. Segundo a teoria dos líderes, essa foi a única forma do mundo entrar em paz. Os que não se encaixam em nenhuma segmentação são os divergentes e o sistema acredita que sejam inimigos da sociedade. Os dois protagonistas são divergentes e precisam viver escondidos. Adoro os dois atores Shailene Woodley e Theo James. Não sabia que Kate Winstlet voltava nesse filme.

Naomi Watts está nesse episódio. Alguns outros do elenco são Jai CourtneyAnsel Algort, Miles Teller, Octavia Spencer e Zöe Kravitz. Insurgente é bem realizado, bem editado, ótimas cenas de ação. Gostei muito.




Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cidade das Sombras

Assisti Cidade das Sombras (2008) de Gil Kenan no Telecine Fun. Faz tempo que coloquei esse filme pra gravar. Uma madrugada insone comecei a ver e foi uma grata surpresa. A Net atualizou os seus canais e os filmes gravados ficaram muito mais fáceis de assistir. Agora dá pra ver de onde parou. Antes eu precisava anotar o tempo e depois acelarar quando queria ver de novo. Agora o filme começa de onde você parou.

Cidade das Sombras é um filme infanto-juvenil com ótimo roteiro, bem realizado. O roteiro é de Jeanne DuPrau. Eu adoro a atriz principal Saorise Ronan. É uma cidade que vive somente de luz artificial, não há luz de dia. O gerador está com problemas e todos temem que ficarão na escuridão. Dois adolescentes estão na idade de descobrirem qual será o seu trabalho. Ela recebe encanador e ele mensageiro. Nenhum dos dois querem suas funções e trocam. 

Ele quer tentar descobrir como consertar o gerador e como encanador será mais fácil localizar o gerador. O garoto é interpretado por Harry TreadwayOs dois adolescentes acabam se unindo para tentar descobrir os mistérios da cidade e como consertar o gerador. Bem surreal o momento montanha russa, mas o roteiro é tão bem desenhado que fica até divertido. 

O prefeito é interpretado pelo Bill Murray. Seu secretário por Tobby Jones. O pai do rapaz por Tim Robbins. A amiga da protagonista por Marianne Jean-Baptiste. Adoro esses atores. Mary Kay Place faz uma tia. Martin Landau também está no elenco. 

Adorei a irmã da protagonista e só agora que vi que são interpretadas por duas irmãs gêmeas Amy e Catherine Quinn.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Jessabelle

Assisti Jessabelle (2014) de Kevin Greutert no TelecinePlay. Vocês sabem como adoro esse gênero, há umas semanas eu tinha visto o trailer e ficado ansiosa. Amei esse pôster e o filme é muito bom, muito bem construído, eletrizante.

Vou falar detalhes do filme, é bom ir descobrindo porque são muitos mistérios. Nossa protagonista sofre um acidente, ela vai voltar a andar, mas precisa de alguém que cuide dela antes. O hospital diz que ela tem que achar alguém que possa cuidar dela. A mãe morreu, o pai deu ela a uma tia, mas ela tem que ligar ao pai e voltar a casa de sua infância. Linda e macabra a casa.

Lá ela descobre umas fitas da mãe falando para ela. Seu pai é alcoólatra e some direto. Ela tem muita dificuldade de lidar com o cotidiano na cadeira e sem ajuda. Um ex-namorado aparece e passa a ajudá-la. Linda a moça interpretada pela Sarah Snook. O ex-namorado por Mark Webber. A mãe por Joelle Carter. O pai por David Andrews. Me incomoda um pouco somente as feitiçarias serem feitas por negros, mas o filme é bom.

Beijos,
Pedrita