domingo, 17 de março de 2019

Intimidade entre Estranhos

Assisti Intimidade entre Estranhos (2018) de José Alvarenga Jr. no Canal Brasil. O 007 tinha comentado comigo sobre esse filme e nós dois queríamos ver, eu já consegui. Coloquei pra gravar no dia que estreou. Continua na programação do canal.

É um filme delicado! Começa com a protagonista chegando ao aeroporto no Rio de Janeiro. Vamos descobrindo que o marido é ator e recebeu um convite para atuar em uma minissérie bíblica. Os dois estão em times diferentes. Ele super empolgado porque conseguiu finalmente uma boa oportunidade profissional, e ela super desconfortável em se mudar para o Rio de Janeiro.

O filme é enxuto, praticamente todo em um pequeno prédio, muito interessante a locação. Aos poucos também ficamos sabendo a história do prédio. O garoto mora sozinho lá, mal sai às ruas. Ele vivia com a avó que morreu e é dono do prédio. O casal aluga um apartamento, o único alugado. E começa então a Intimidade entre Estranhos. Ela fica muito no apartamento sozinha porque o companheiro está nas gravações. Então os dois no prédio passam a se conhecer e a se apoiar. O filme é praticamente os dois. Adoro a Rafaela Mandelli. O rapaz é interpretado por Gabriel Contente. O companheiro por Milhem Cortaz. Muitos outros atores fazem pequenas participações: José Dumont, Giovanna Lancelotti, Jayme Periard, Karin Rodrigues, Laís Pinho e Brenda Sabryna.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 14 de março de 2019

O.G.

Assisti O.G. (2018) de Madeleine Sackeler na HBO. Eu tinha ouvido falar desse filme, que foi feito realmente em uma prisão americana de segurança máxima e gosto muito do Jeffrey Wright. É um filme feito especialmente para a HBO e é muito bom. Não é um filme de ação, não é um filme violento, é um filme filosófico sobre a rotina em uma prisão de segurança máxima. E não vem em defesa de ninguém. Só conta a história do protagonista nesse contexto. O ótimo roteiro é de Stephen Belber.

O protagonista está prestes a ganhar a liberdade condicional após 24 anos de reclusão. O filme passa então nessa organização para a liberdade, as reuniões com os órgãos que cuidam desse segmento. E a relação do preso com os outros detentos. Ele foi um O.G., não achei uma explicação clara. Ele foi o chefe do presídio para os prisioneiros, isso lá atrás, e se tornou muito respeitado e temido, mas ele não se envolve em mais nada, só lê e fica tranquilo. Mas como foi poderoso e todos confiam nele, órgãos responsáveis pela ordem no presídio sempre o interrogam tentando saber de possíveis motins. Como ele está prestes a ter liberdade condicional, e como ele segue as regras que o presídio impõe, não é delator e é muito pressionado por todos. O presidiário tenta também ajudar outro preso a não entrar na criminalidade dentro da cadeira, interpretado por Theotus Carter.
Há muitas questões no filme, achei incrível. Alguns outros do elenco são: William Fitchner, Bahani Turpin, Boyld Holdbrook, Mary Whinningham, Ato Essandhu e Ryan Cutrona. O trailer tenta mostrar um filme de ação, mas não é, é mais contemplativo e filosófico.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 11 de março de 2019

Soundtrack

Assisti Soundtrack (2017) de Bernardo Dutra e Manitou Felipe no TelecinePlay. Faz tempo eu tinha visto uma matéria desse filme, com entrevista com o Selton Mello e fiquei curiosa, mas não identifiquei o pôster do filme no Now. Ontem só que descobri, que filme, impressionante!
Soundtrack é um filme muito filosófico e profundo. Um fotógrafo (Selton Mello) resolve seguir para uma base no Polo Sul para fazer imagens que serão expostas com diferentes músicas. Lá só há cientistas que não entendem o artista. Um deles (Ralph Ineson) perdeu o direito de ir ver a família, filha pequena e a mulher grávida porque vai precisar cuidar do fotógrafo e está bem irritado com ele. O fotógrafo não leva nada, computador, celular, diz que quer se desconectar do mundo.

São quatro ao todo na base (Thomas Chaaning e Lukas Loughran), um é biólogo (Seu Jorge), o único brasileiro como o fotógrafo. Todo o elenco está incrível. Todos conversam muito sobre arte, ciência e deus. Gostei demais de falar muito sobre pesquisas científicas. Um deles precisa colocar na mesma hora todos os dias um balão. Vários outros balões são soltados na mesma hora no mundo todo. Essa pesquisa prevê 90 anos e o artista tem a dificuldade de entender que o resultado só sairá quando esse pesquisador já não estiver mais vivo. Eu acho fascinante esse tempo, a pesquisa que para cada detalhe são anos de avaliações para que outras pesquisas possam seguir daquele ponto.

Há várias citações de livros científicos, o áudio do homem pisando na lua pela primeira vez, de filmes, livros, é muito impressionante. O cientista acha que a ciência não combina com a existência de deus, mas nada é fanático, tudo é pensado, aprofundado, texto maravilhoso. E a trilha sonora também. O fotógrafo coloca os fones no cientista com músicas diferentes pra ele ver como a paisagem muda conforme a música. É muito interessante! Fiquei apaixonada pelo filme, emocionada, simplesmente incrível!

Beijos,
Pedrita

sábado, 9 de março de 2019

Myrian Muniz - Uma Pedagoga do Teatro de Marcelo Braga

Terminei de ler Myrian Muniz - Uma Pedagoga do Teatro (2013) de Marcelo Braga da Giostri Editora. Eu sempre adorei essa atriz que atuou intensamente ainda como educadora e diretora. O autor fala bastante do processo pedagógico dela, mas o livro acaba contando muito da trajetória da atriz.

Myrian Muniz e Gianfrancesco Guarnieri na peça La Moschetta (1967)

Eu conhecia pouco do início da carreira dela. O autor fala muito que o processo da pedagoga passava muito pelo cotidiano. Convidava o grupo para ir a sua casa, cozinhava, conversavam. Realmente tudo o que o autor dizia me lembrava o que tinha visto dela na televisão e no cinema. Algo visceral, cotidiano e profundo.

Não sabia que Myrian Muniz tinha sido diretora de musicais. Falso Brilhante de Elis Regina foi o seu primeiro trabalho, recebendo prêmios e elogios, e ficando um ano em cartaz. Muitos dos shows até então traziam o artista cantando somente. Com o trabalho de cena ampliaram o trabalho do músico e a receptividade do público. Depois foi chamada para dirigir vários shows. 

Filme Nina

Myrian Muniz fundou com Sylvio Zylber a Teatro Escola Macunaíma em 1974. Por ter começado a ser atriz em um período de enorme repressão, não só política, mas familiar, Myrian utilizou muito as teorias de Reich em seu processo, muito em voga na época. Mas o que realmente chamou a minha atenção e me reportava exatamente ao que tinha visto em atuação nela foi o observar o cotidiano e as atividades cotidianas.

Marcelo Braga conta um pouco do seu contato com Myrian Muniz. Foi curioso saber que para ele, Myrian era a tia da amiga dele quando ele tinha 18 anos. Só depois é que foi conhecer mais do trabalho dela e passar a trabalhar com ela. Foi aluno de Myrian Muniz antes de ingressar na EAD. É possível perceber o quanto ela torcia e acreditava no trabalho dele.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 6 de março de 2019

Distúrbio

Assisti Distúrbio (2018) de Steven Soderbergh no TelecinePlay. Fui ver os filmes disponíveis no tema suspense e terror e resolvi ver esse. É um bom filme, meio improvável, ou muito impossível, mas tem um roteiro central interessante.

Uma jovem mudou de cidade, está em um emprego, resolve procurar ajuda em um hospital para jovens que sofreram assédio. Ela gosta de quem a atende, pergunta se pode agendar outras sessões de terapia com ela, recebe um questionário, responde, assina e é internada, isso mesmo, internada. Ela começa a dizer que o assediador trabalha no hospital. Eu comecei a achar que talvez tudo fosse delírio dela, que ela estivesse mesmo com problemas mentais e a forma como foi internada fosse ilusão da sua cabeça.

Um interno diz a ela que é assim que o hospital sobrevive. Que ela ficaria só 7 dias internada, porque é o máximo que o plano de saúde cobre. Que se ela se comportasse em 7 dias estaria livre. Eu achei meio estranho o hospital conseguir agir tão descaradamente dessa forma com os pacientes, mas enfim. Era um hospital fachada para roubar dinheiro dos planos internando as pessoas com artimanhas e deixando-as inacessíveis. Achei meio estranho que nada acontecia. Inclusive ela se afasta sem justificativa nenhuma do trabalho, a clínica pode ter avisado, sai e retoma tranquilamente ao trabalho que ela mal tinha começado. A jovem é interpretada por Claire Foy.  O interno por Jay Phoroah
O psicopata por Joshua Leonard. June Temple interpreta outra interna. Amy Irving faz a mãe da protagonista. Matt Damon tem uma pequena participação.

Beijos,
Pedrita