terça-feira, 22 de outubro de 2019

Dans la Brume

Assisti Dans La Brume (2018) de Daniel Roby no Telecine Premium. Não sabia da existência desse filme e coloquei pra gravar. É mais ou menos. Adoro o Romain Duris e por ele insisti até o fim. É um filme de ficção científica meio arrastado.

Acontece um terremoto leve e começa a vir bruma do subsolo. O casal corre para um apartamento alto de um vizinho. A filha vive em uma bolha. No filme, a mãe conta ao casal de idosos do vizinho que quando a filha nasceu eram poucas crianças com aquela má formação, mas que com o tempo nasceram muitos assim. A menina vive em uma bolha, e conversa por computador com várias outras crianças que vivem na mesma situação. Esse casal tenta então a todo custo salvar essa filha que ficou no quarto com a bruma, que precisa de baterias pra manter todo o sistema da bolha ligada, já que não há mais luz. Todo mundo que teve contato com a bruma morreu sufocado.
O nome no Brasil é péssimo, O Último Suspiro, um crítico ainda ficou analisando o nome e nem viu que o original não tem nada a ver com o nome daqui. A mãe é interpretada por Olga Kurylenko. O casal idoso muito fofo é interpretado por Michel Robin e Anna Gaylor, os melhores personagens do filme. Uma graça também a menina que vive na bolha, Fantine Harduin.

Beijos,
Pedrita

domingo, 20 de outubro de 2019

Recital do Centro de Música Brasileira

Fui ao Recital do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Primeiro tocou o grande pianista Fábio Luz, brasileiro que vive em Paris e são raras as oportunidades de ouvi-lo no Brasil. Que repertório. O pianista escolheu obras que remetiam aos pássaros, ou que a música tinha nome de pássaros ou sons que lembravam os pássaros. E só grandes compositores: Ernesto Nazareth, Osvaldo Lacerda, Villa-Lobos, Villani-Côrtes e Vitor Marques.


Programa:

Heitor Villa-Lobos​​ –
Cirandas: Xô, Xô, Passarinho e Passa, Passa, Gavião 
Carnaval das Crianças: A Manhã da Pierrete e ​O Chicote do Diabinho  

Vitor Marques - ​​​Eu, passarinho...  (Mario Quintana)
​​​​Tchau, passarinho!

Osvaldo Lacerda - ​​Marcha dos Passarinhos  
Estudo nº 11 (Trinados)

Edmundo Villani-Côrtes ​​- Ânfora  

Depois um duo fez uma Homenagem ao Centenário de Nascimento do grande compositor Claudio Santoro que tanto amo. Ao piano o filho dele, Alessandro Santoro, que talento. No canto, Patricia Endo que interpretou obras com poemas de Vinícius de Moraes. O repertório pincelou alguns momentos do compositor.

Programa:

Obras de Claudio Santoro:

Prelúdios (1a série)
Prelúdio Nº 1

A Menina Boba
A Menina Exausta

Prelúdios (2a série – 1º caderno)
6 Prelúdios

Canções de Amor (2ª série)
Jardim noturno                      
Pregão da saudade    
Alma perdida
Em algum lugar
A mais dolorosa das histórias

Prelúdio Nº 29

Wanderers Nachtlied

Osvaldo Lacerda - Receita para o amor (texto de Marina Tricânico) 
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A Possessão de Hannah Grace

Assisti A Possessão de Hannah Grace (2018) de Diederik Van Rooijen na HBOGo. Que emoção quando descobri que a HBOGo resolveu disponibilizar vários filmes do gênero em comemoração ao Halloween, espero que eu consiga ver todos. Já larguei um que não estava gostando. O Hugo do Cinema Filmes e Seriados também aproveitou a seleção e já viu um, mesmo ele não elogiando, se eu conseguir ver todos, vou arriscar. Como disse pra ele no comentário, eu sou muito pouco seletiva com o gênero que adoro. Vejo qualquer porcaria. Mas esse é bom. No Brasil está como Cadáver e estranhamente eu prefiro o nome que está no Brasil. O diretor é dos países baixos.

O comecinho é uma cena clássica de exorcismo e eu desanimei, achei que ia ser uma cópia do gênero, mas passam-se os anos e o filme ganha um roteiro inteligente e muito interessante de Brian Sieve. Gostei muito como é construída a história da protagonista e a originalidade do contexto. Ela vai a um hospital e consegue um emprego noturno pra trabalhar no necrotério. Entendemos que ela teve algum problema e perdeu o emprego anterior, e isso dificultou uma nova colocação. Uma amiga ajuda e mesmo sendo um trabalho estranho para uma jovem tão bonita, ela sabe que precisa desse tempo sozinha, de estar sozinha em um trabalho. Aos poucos vamos conhecendo mais a fundo a trama dela, e é muito bem construída. Eu gosto muito desses filmes porque eles falam das fragilidades humanas, de comportamentos e pensamentos que escondemos, que dificultam a socialização. Do julgamento e moralismo das outras pessoas.
Uma morta aparece e fatos estranhos começam a acontecer. Interessante também que os primeiros fatos que acontecem não são sobrenaturais, bem consistente o roteiro. Gostei muito da atriz protagonista, Shay Mitchell. O filme é praticamente só ela. Os outros aparecem pontualmente e bem menos. A monstrinha é interpretada por Kirby Johnson. Alguns outros são: Grey Damon, Nick Thune, Louis Herthum e Stana Katic. Muito bem feito o final. Clássica a dúvida se tudo resolveu, muito sutis os comportamentos que deixam dúvida.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

CD 12 Valsas Brasileiras

Ouvi o CD 12 Valsas Brasileiras em Forma de Estudos de Francisco Mignone por Edelton Gloeden. Que belíssimas obras e interpretações. No texto, Gloeden fala que Mignone (1897-1986) compôs pouco para o violão, mas que o número de obras aumentaram quando ele se aproximou do violonista Antonio Carlos Barbosa Lima (1944). É a primeira gravação mundial dessas obras, mesmo elas tendo sido compostas na década de 70.

Eu adoro valsas e são lindas demais. As que mais gostei são as de número 2, 5 e 8, mas todas são muito lindas. O CD pode ser encontrado na lojas virtuais, nos serviços de streaming e no youtube.

Foto de Gal Oppido
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Eu Compartilho. Eu Gosto. Eu Sigo.

Assisti Eu Compartilho. Eu Gosto. Eu Sigo. (2017) de Glenn Gers na HBOGo. Eu estava na dúvida se falava desse filme, é bem mais ou menos. Mas eu gosto de filmes que abordem a tecnologia que avançam muito rapidamente e ainda não há muitos estudos sobre os seus impactos. Sim, esse filme tem um viés meio moralista, mas acaba falando de digitais influencers e das relações humanas pelas máquinas.

Um jovem carismático (Keiynan Lonsdale) vive de postar vídeos e jogar em grupo. Ele tem inúmeros seguidores, é famoso e por isso tem uma regra que não é se aproximar dos fãs. A regra é boa, mas uma fã questiona se ele a põe em prática. Realmente é muito difícil a pessoa não querer se aproximar de quem "convive" diariamente. Um ou outro pode ser, mas a chance de ter curiosidade é grande. Pode funcionar para uma maioria, mas pode ser quebrada.
Uma fã (Emma Horvart) arma uma aproximação fingindo não conhecê-lo. Ela é muito perturbada. Pessoas perturbadas existem em qualquer lugar, então não dá, por moralismo, achar que só aconteceu porque era na internet. O filme mostra o próprio despreparo do policial (Abraham Benrubi). Ele até dá orientações importantes, mas outras nem tanto porque desconhece o sistema. Hoje em dia é muito difícil se afastar totalmente da tecnologia. Tudo está realmente conectado. Dificilmente é possível estudar sem pesquisar nas redes, sem falar com colegas, sem reunir em grupos para discussões. Imagine trabalhar. Muitos realmente não sabem como ajudar alguém com problemas virtuais porque é tudo muito novo. A internet, as redes sociais, hoje são ferramentas que vieram pra ficar, poucas profissões não precisam das redes sociais. Temos necessidade de aprender a lidar com elas e os profissionais que ajudam as pessoas precisam se atualizar também. Com a velocidade que mudam, fica difícil estudá-las.

A perseguição fica cansativa, mas o final tem uma discussão bem interessante, um pouco artificial, mas um bom tema para conversas. Quando o jogador está passando perigo e pedindo ajuda, a luz é cortada. Os jogadores vão beber algo, se divertir com outra coisa, como se nada tivesse acontecido. Bom debater o quanto aquelas pessoas que temos a impressão de conhecer profundamentem de ser nossos amigos, não se sentem verdadeiramente ligadas a nós na vida real. Mesmo que um pouco artificial, é bom abrir o debate do quanto são realmente os nossos amigos as pessoas que nos relacionamos somente nas redes sociais.
Beijos,
Pedrita