terça-feira, 27 de junho de 2017

The Boy

Assisti The Boy (2016) de William Brent Bell no Telecine Premium. Sabem como gosto desse gênero. Gostei bastante, mas acho que o filme desandou um pouco no final. É muito interessante a trama central. Uma moça é convidada para ser babá de uma criança. O roteiro é de Steacey Menear.

Chegando lá ela descobre que será babá de um boneco. Os pais vão viajar. Ela recebe uma lista de tarefas, mas obviamente não cumpre, afinal um boneco não precisa daquelas atividades. E obviamente tudo começa a sair muito mal. Os pais são interpretados por Jim Norton e Diana Hardcastle.

Ficamos sabendo que teve um acidente e o menino morreu, então os pais passaram a criar o boneco. A babá é interpretada por Lauren Coban. O entregador por Rupert Evans.


Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher

Terminei de ler A Guerra Não Tem Rosto de Mulher (2016) de Svetlana Aleksiévitch da Companhia das Letras. Mais uma autora que só teve obras traduzidas no Brasil depois de ganhar Prêmio Nobel. O mundo já tinha acesso às suas obras para poder votar e nós não tínhamos um único título para conhecer. Comprei esse livro na Feira do Livro da USP com 50% de desconto. Essa capa de Daniel Trench é linda.

Atiradoras do Exército Vermelho (08 de janeiro de 1943 - Foto de P. Bernstien

Svetlana acabou vindo a Flip. Com as publicações dos livros foram muitas matérias e entrevistas. E no início do livro também a autora fala que as bibliotecas  ucranianas estavam repletas de livros e filmes de guerra. Que era e é um assunto recorrente na Ucrânia. Como países vivem realidades tão diferentes da nossa. O Brasil tem muita violência urbana, mas nossas bibliotecas não estão repletas de livros sobre o tema. Então a jornalista resolveu entrevistar mulheres que tinham participado da Segunda Guerra Mundial. Não tinham mais homens para ir a guerra e as mulheres foram convocadas. As adolescentes sonhavam em lutar na guerra. O patriotismo era muito forte, mas também a violência nazista as impulsionavam. Fizeram o que podiam e o que não podiam para serem convocadas ou irem ao campo de batalha mesmo sendo menores de idade. Forjavam identidades, se infiltravam. Foram franco atiradoras, pilotos, tanquistas e claro, enfermeiras, médicas, comunicadoras e escrivãs. Ao final de cada relato há o nome e a função de cada entrevistada. Algumas não queriam o nome completo por motivos variados. Porque seus filhos não sabiam que tinham matado tantas pessoas, porque não falavam disso em casa. Boa parte vivia sem falar no passado, deixando escondido.
Lyudmila Pavlichenko

A Ucrânia sofria com a fome. Uma sobreviveu comendo estrume de cavalo. Muitos morreram de fome. Várias tinham graves problemas nos pés, perdiam pedaços, os pés congelavam porque não haviam coturnos para elas. Svetlana conta que em muitas casas eram os maridos que queriam ser entrevistados, só eles poderiam falar da vitória e mandavam suas mulheres para a cozinha. Poucas militares casaram. A maioria vive com dificuldade em alojamentos coletivos sozinhas. Os homens não queriam casar com mulheres que tinham sido militares. Não queriam casar com mulheres que poderiam mandar neles. 

Natalia Kovshova

Svetlana teve dificuldade de encontrar uma editora que publicasse o livro. Diziam que era muito triste e que as pessoas não iam querer saber de tanta tragédia. Só anos depois é que ela conseguiu. Os relatos dilaceram, são trágicos, deprimentes, violentos. Algumas desiludidas, outras orgulhosas, outras passando dificuldades. E a solidão!

A Adriana Balreira também fez uma resenha desse livro aqui.

Beijos,
Pedrita

domingo, 25 de junho de 2017

Pets: A Vida Secreta dos Bichos

Assisti Pets: A Vida Secreta dos Bichos (2016) de Chris Renaud e Yarrow Cheney no Telecine Pipoca. Estava animadíssima para ver essa animação e fiquei mais ainda quando li o post da Patry do Marion e Sua Vida. Só que eu esqueci que no Now só tem dublado, nunca entendi porquê e fiquei procurando pra gravar. Por sorte naquele mesmo dia passou e consegui ver.

A premissa é muito engraçada. O que os bichos fazem quando seus donos saem. O trailer então é uma delícia. Amo o cachorro lady que ouve música clássica e quando seu dono sai ouve rock pesado. Nosso protagonista fica na porta esperando sua dona. Até que ela traz um outro cachorrão que estava no abrigo e ele fica muito, mas muito chateado. Um passeador de cães perde os dois na praça e os amigos vão procurá-los.

Fofo demais o cachorro velhinho que anda com rodinhas, ele que é o cabeça do grupo e vai ajudá-los a achar os amigos. Linda também a amizade da cachorrnha com a águia.

Pets tem várias mensagens sutis. O coelhinho mal, lindo demais, mas mal, vive com os animais enjeitados, abandonados, no bueiro. Adorei Pets. Lindo demais!

Beijos,
Pedrita

sábado, 24 de junho de 2017

Paraíso Perdido e Cacti

Assisti Paraíso Perdido e Cacti do Balé da Cidade de São Paulo no Theatro Municipal de São Paulo. Que maravilha! Que preciosidade! Amei a coreografia Paraíso Perdido do coreógrafo grego Andonis Fodiadaki e é inspirada nas pinturas do Bosch falando do sagrado e do profano. Incríveis as máscaras de animais do estilista João Pimenta. A trilha de Julien Tarride também é excelente. A iluminação é de Guilherme Bonfanti. Verdadeira obra prima esse espetáculo! Absolutamente inesquecível!

A outra coreografia Cacti é do sueco Alexander Ekman com música de Beethoven, Haydn e Schubert. Muito interessante o trabalho com as placas de madeiras, seus sons, e os cactos. No saguão de entrada teve um prólogo. Gostei muito de ver performances assim tão de pertinho e ainda saíram para a escadaria do Theatro Municipal interpretando para quem passava nas ruas. Outra característica atual é o #BisnoMunicipal ou #EunoMunicipal. Ótima iniciativa! Como acontece com os espetáculos, é proibido filmar e fotografar. Para acabar com esses desejo incontrolável de fazer suas próprias fotos e vídeos, criaram esse recurso. Ao final o grupo faz um bis onde é permitido filmar e fotografar. Muito inteligente. É um festival de imagens e ainda sugerem as hastag ampliando as possibilidades de divulgação.
Foto de Sylvia Massini



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Cenas de um Casamento

Assisti Cenas de um Casamento (1973) de Ingmar Bergman no Arte 1. Esse filme é da série "todo mundo viu menos eu". Sempre quis ver, mas minha curiosidade maior era com as outras obras do autor. Antes de começar, há comentário no Arte 1 sobre o filme com Flavia Guerra que fala que foi uma série que popularizou o diretor. Que muita gente ligava dizendo que iria divorciar-se.

Começa com o casal dando uma entrevista. Eles comemoram 10 anos de casamento. Falam com carinho um do outro, das profissões dos dois. Ela é advogada, cuida de direito familiar, principalmente  de divórcio. Depois segue para um jantar com um casal de amigos, para lerem a matéria. Esse casal de amigos está muito mal afetivamente. Se agridem verbalmente inúmeras vezes, constrangendo os amigos e estragando o jantar. Estão naquela fase pavorosa de o tempo todo desqualificar publicamente o outro. O casal o tempo todo está maltratando verbalmente o outro.
Em outro episódio o marido conta a esposa que se apaixonou por outra, uma jovenzinha. E que eles vão para Paris. São tristes demais as conversas, a dificuldade que eles tem de se desligar. É bonito como perdura o afeto. Eles tem algumas brigas pavorosas. Achei que nunca mais se veriam. Mas a união é tanta, que o laço perdura anos depois. Mas eles nunca voltam, uma pena. Os dois são interpretados magistralmente por Liv Ullmann e Erland Josephson. Como ela é linda. São praticamente os dois. Outros aparecem muito pouco. A maior parte do tempo e das cenas só os dois. Gostei como os figurinos vão mudando. Não só pela passagem do tempo, mas como ela vai se desvencilhando e se libertando do papel de esposa. Os diálogos são incríveis, maduros em muitos momentos. Me assustou o machismo do marido em não ver as filhas. Ele diz que a atual esposa proíbe e ele passa anos sem vê-las. Como se não fossem mais dele. Como é atual essa questão. O filme todo é muito atual, os diálogos. Muito bom!

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Corte

Assisti A Corte (2015) de Christian Vincent no TelecinePlay. O Telecine fez uma pauta temática para o filmes francês. No início colocaram a chamava do Festival de Cinema Francês Varilux que acontece em várias cidades brasileiras e não consegui ver nenhum. A Bruxa do 203 do Um Caminho Diferente viu vários.

A sinopse desse filme no Telecine é péssima e ele está em comédia, não sei onde esse filme é comédia. A Corte passa em um julgamento de uma trama trágica. Um homem é acusado de ter matado a filha com chutes. Os juri popular é escolhido e uma antiga conhecida do juiz é selecionado e eles se reaproximam. Ele é interpretado por Fabrice Luchini e ela por Sidse Babett Knudsen.

É muito triste o julgamento. A perícia foi relapsa, a confissão do suposto crime foi horas depois da polícia tomar os depoimentos, com suposição de tortura. Muito interessante quando o juiz conversa com os jurados dizendo que dificilmente a verdade irá aparecer. Só o casal sabe o que aconteceu aquela noite. O pai da criança se diz inocente. Poderia ter sido um acidente. E que o juri precisa decidir se condena para ter novo julgamento depois sem respostas ou se inocenta já que não há provas suficientes. O pai é interpretado por Victor Pontecorvo. Michaël Abiteboul faz o advogado de defesa. Nas conversas nos intervalos entre o juri popular dá para perceber a diferença de cada jurado e todas as influências imigratórias do país com visões de mundo e religiosos diferentes.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 20 de junho de 2017

Joias Brasileiras em Cordas

Assisti ao concerto Joias Brasileiras em Cordas com a Orquestra de Cordas Laetare no evento do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Belíssima apresentação e repetório. A regência é da Muriel Waldman que contou que o primeiro compositor interpretado, Henrique Oswald, ganhou uma bolsa de Dom Pedro II para estudar na Europa. E que sua música acabou tendo muita influência europeia. Muito bonita a obra, gosto muito desse compositor. Dom Pedro II foi um grande incentivador das artes e da ciência. Depois tocaram outros três compositores que adoro, Claudio Santoro, Glauco Velasquez e Francisco Mignone. Lindíssima a obra para cordas de Osvaldo Lacerda. Muriel contou que ouviu a obra em um concerto no MASP, que ficou muito impactada e que foi procurar para reger. A orquestra tocou ainda duas obras de Chiquinha Gonzaga. Uma transcrição para orquestra de cordas por Muriel Waldman e outra por Nilcéia Baroncelli.

O concerto teve a participação da flautista Celina Charlier que atualmente vive no exterior. Eu adoro esse instrumento como sabem e o grupo tocou uma incrível obra de Antonio Ribeiro. O concerto foi gratuito.

Programa:

Henrique Oswald - Dois Minuetos em Ré maior

Glauco Velasquez - Suíte para Cordas

Francisco Mignone - Elegia

Antonio Ribeiro - Miniaturas para Flauta transversal e Orquestra de Cordas (Melodia, Valsa, Modinha e Final)                                              

Silvia de Lucca - Suite Sun d’Oro

Claudio Santoro - Ponteio para Orquestra de Cordas

Osvaldo Lacerda - Quarteto de cordas nº 1 transcrito para Orquestra de Cordas (Prelúdio e Fuga, Ária e Dança)

Chiquinha Gonzaga – Atraente

Variações sobre o Gaúcho (Cá e lá e Corta Jaca) (transcrição de Nilcéia Baroncelli)

Beijos,
Pedrita

domingo, 18 de junho de 2017

Alice Através do Espelho

Assisti Alice Através do Espelho (2016) de James Bobin no Telecine Premium. Eu não tinha gostado do primeiro que comentei aqui, mas estava ansiosíssima para ver esse, vai entender. E gostei demais! Amei! Vou querer rever inúmeros trechos. É mágico, bonito, objetivo, muito diferente do primeiro. Esse também é baseado no livro de Lewis Carroll que não li. Só agora que vi que o diretor foi outro. James Bobin é inglês. Gostei muito!

Amei esse figurino da Alice.  Eu adoro essa atriz, Mia Wasikowska. Começa ela como capitã de um navio. Inteligente a forma como ela salva o navio do ataque dos piratas. Lembra um pouco Piratas do Caribe. Por ela ser capitã, ela viaja pelo mundo. Lindíssimo o figurino que ela diz trazer da China e vai para a festa. É esse vestido que ela passa o filme.

Eu achei esse bem mágico. O Chapeleiro Maluco está em crise, deprimido. No passado sua família morreu. Alice é estimulada a voltar no tempo para tentar interferir e salvá-los. É muito perigoso voltar no tempo, tudo pode mudar e acabar. Ele é interpretado pelo Johnny Deep. O pai é interpretado por Tom Godwin. Ele é chapeleiro também.

Adorei as cenas no castelo do tempo. Amei os bonequinhos. E toda trama que fala de relógio, de tempo, mexe comigo. O dono do tempo é interpretado por Sacha Baron Cohen.

Muito interessante a trama das duas irmãs na infância. O que aconteceu que fez a cabeça da rainha começar a crescer. Uma graça as meninas interpretadas por Leilah de Meza e Amelia Crouch. A Alice tenta mudar as histórias delas, mas não consegue. E lembra uma frase que ouviu, que não podemos mudar o passado, só aprender com eles. Gostei bastante. Em geral histórias que voltam no tempo permitem que sejam mudadas, bacana que essa não.
Continuam no elenco Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e Matt Lucas.

E o elenco da vida da Alice fora da fantasia: Rhys Ifans e Lindsay Duncan. Gostei muito como a trama do tempo interfere na vida da mãe e da filha. Como elas mudam e passam a olhar o outro com mais compaixão. Bonita a solução que encontram para os seus conflitos. Emocionante o final!

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Gran Hotel - 2º Temporada

Assisti a 2ª Temporada da série Gran Hotel (2013) no Mais Globosat. Eu tinha adorado a primeira que comentei aqui. O primeiro teve 14 episódios, a segunda temporada 28. Gostei demais. São inúmeras tramas. Inacreditável como os diretores e donos do Gran Hotel são ambiciosos. Realmente não é um bom hotel para se hospedar. Parece que dignidade só existe mesmo com o casal protagonista (Amaia Salamanca e Yon Gonzáles), seu fiel amigo (Llorenç Gonzáles) e o policial (Pep Antón Muñoz).

Quantas mentiras para manter o poder. Lindo demais a Belén que teve gêmeos, mas essa trama é muito triste. Belém é muito gananciosa e faz muitas bobagens, mas a dor dela quando perde o filho é insuportável. Belíssimas e tristes cenas. Belén é interpretada por Marta Larralde.

Alicia continua tentando descobrir quem matou o seu pai. Aos poucos ela vai descobrindo que seu pai é muito parecido com sua mãe, ambicioso e sem escrúpulos. Alicia agora está casada e usa o cabelo preso. Como é linda essa atriz. Todos estão atrelados uns aos outros por chantagens.

Mordomos vão e vem, o elenco tem vários atores que aparecem para um bloco de narrativa, depois surgem outros. Ansiosa para ver o restante.

Incrível como os personagens, principalmente os nobres, praticam crimes. E sempre conseguem escapar. Mas também é uma época onde era a pena de morte para quem praticava esses crimes. Até nós ficamos torcendo que eles consigam se salvar. A direção de arte é belíssima, incríveis figurinos, cenários. Belíssima série. E também instigante, porque são muitos mistérios. A protagonista sofre muito porque cada hora ouve uma versão. Por sorte nós acompanhamos as lembranças e vemos o que realmente aconteceu, enquanto ela continua no escuro e se sente sempre culpada, já que todos fazem questão de fazê-la sentir-se responsável pelos resultados de suas investigações.

Beijos,
Pedrita