Assisti A Mulher da Cabine 10 (2025) de Simon Stone na Netflix. Eu queria ver desde que avisaram que em breve esse filme entraria no streaming. Eu adoro Keira Knightley e filmes de suspense. O filme é inspirado no livro de Ruth Ware que quero muito ler.
Keira interpreta uma brilhante jornalista. Daquelas que faz só pautas complexas, de grandes dramas mundiais. Na redação ela recebe muitos elogios da sua última matéria. Na reunião de pauta, com sua editora, ela sugere aceitar o convite de uma milionária que ela conhece. As locações são belíssimas e foram na Ilha de Portland na Inglaterra.
A jovem, Gitt Witti, está com câncer na fase terminal e resolve doar toda a sua fortuna para pessoas que não tem acesso a tratamentos e a pesquisa. Ela chama a jornalista para escrever sobre isso porque quer estimular outros milionários a fazer doações expressivas.
A jornalista segue para o iate ultra luxuoso, com muitos milionários arrogantes. Logo já falam mal pelas costas porque a jornalista estava de jeans. Se ela não tinha sido informada do protocolo. Gente que se acha acima dos outros. A personagem de Hannah Waddingham é que fala mal pelas costas da jornalista. Seu marido é David Morrissey.
O marido da milionária doente é Guy Pearce. O elenco é todo ótimo. Christopher Rygh faz o músico mais velho.
O ex da jornalista está no iate, David Ajala. A jornalista fica na cabine 8 e vê que alguém caiu da cabine 10 na água, mas ninguém acredita nela. O ex inclusive, que está completamente vendido pelos milionários. Ele entrega várias informações e prejudica cada vez mais a jornalista. Essa temática é bem usual, tem vários livros e filmes que usam. Uma mulher ser desacreditada o tempo todo do que viu. Acho que o mais engraçado é que a Keira é possivelmente a mais milionária de todo o grupo.
Assisti The Walking Dead - 4ª Temporada (2013) de Frank Darapont no Now. Eu tento fugir de notícias sobre as temporadas que ainda não vi, mas uma frase tinha ficado vagamente na minha memória. O texto era sobre as temporadas mais recentes e dizia que finalmente a série voltava a ser intensa, com muitas cenas de ação.
Realmente a 4ª Temporada é bastante filosófica e eu amei por isso. Na prisão surge uma gripe e vários vão morrendo rapidamente. É nessa temporada que fica clara a precariedade da vida após os zumbis. Não há energia, hospitais, medicamentos, alimentos. Tudo é muito difícil. Foi também a temporada que mais reparei em Mistérios Misteriosos. Foi minha amiga Patry, blogueira que criou esse termo. Nós adoramos esses mistérios na ficção, nem sempre são péssimos, muitas vezes são engraçados.
Não sei também se agora percebi esses mistérios, mas se eles já existiam antes. Não entendi por exemplo como aquelas plantinhas alimentavam aquele monte de gente. Ok,
ficou ainda da dispensa algo, buscavam em outros lugares. Mas é pouca
plantinha demais. Se eles precisavam sobreviver porque só o Rick (Andrew Lincoln) cuidava da plantação? E por que não fizeram aqueles obstáculos pontudos no portão
que os zumbis estavam empurrando? Tinham diariamente grupos pra matar, não
seria mais inteligente fazer as barricadas como no portão?
O governador (David Morrissey) reaparece. Ele surge em uma casa, se afeiçoa à aquela família. Uma criança (Meyrick Murphy) lembra muito a filha dele. Ele quer partir, elas vão juntas. Outro mistério misterioso é que com tanta casa vazia, porque eles ficavam em acampamentos que eram muito mais vulneráveis? Ele se junta a um grupo liderado por um ex-capanga seu (Jose Pablo Cantillo). Eu achei que ia ter a estrutura de outras temporadas. No meio iam falar que atacariam a prisão para viver lá mais confortável e a temporada passaria na tensão até no último episódio acontecer o confronto. Por sorte não foi isso que aconteceu, no meio da temporada o confronto acontece. O grupo da prisão vai fugindo em ônibus, a pé, automóveis e se dispersando.
Aí praticamente cada episódio é com um grupo e o caminho que seguiram. É quando a série passar a ficar bem filosófica e que gostei muito. Em pequenos grupos eles conversam mais por onde param pra dormir, nas caminhadas.
Surgem então novos mistérios misteriosos. Um grupo é formado por Rick, Michone (Danai Gurira) e o chatinho do Carl (Chandler Riggs). Anos já se passaram mas eles acham nas casas muitos alimentos na dispensa, bem visíveis e limpos. O grupo mesmo da prisão saía em residências procurando alimentos, como ainda tinham tantos? A plantação era tão fraquinha que eles nunca pensaram em voltar para a prisão para buscar mudas e alimentos?
Triste demais as histórias das crianças (Brighton Sharbino e Kyla Kennedy). Lindas as duas meninas. Uma delas era muito psicopata. Os diálogos entre esse grupo foram muito impressionantes. Novamente eu não permitiria que meninas tão novas fizessem essas cenas. Sempre são feitas em separado, mas algumas eram bem claras.
Na linha do trem eles acham vários avisos dizendo que em Terminus todos terão lugar e viverão tranquilamente. Eu logo desconfiei. Há vários que sobreviveram, como um lugar chamaria tanta gente? E todos conseguiriam alimentos? Mas como essa temporada tinha muitos mistérios misteriosos, achei que talvez fosse um deles. Rick e seu grupo também estão desconfiados, mas a proteção deles não ajuda. Acaba então tudo muito tenso. Que venha a 5ª Temporada.
Assisti The Walking Dead - 3ª Temporada (2012) de Frank Darabont no Now. Agora os personagens estão mais sujos, mais violentos e mais acostumados com os zumbis. Eles já não se assustam tanto com a aparição dos zumbis. Eles já sabem atrair os zumbis para outros passarem, já convivem melhor com os zumbis. É a primeira temporada com 16 episódios, as outras terão a mesma quantidade. Antes eram bem menos episódios.
E tudo vai ficando então mais violento. Eles chegam em uma prisão, preparam a prisão para poder ficar um tempo por lá. Matam e queimam os zumbis. Vários grupos aparecem. Na prisão estão detentos que aguardam pessoas retornarem e não tem a menor noção do que acontece lá fora. A prisão está então muito bem abastecida de alimentos.
Aparece uma cidade liderada pelo Governador interpretado por David Morrissey. Um ditador mentiroso e cruel que finge proteger as pessoas dos zumbis. Merle que tinha sumido da primeira temporada, pouco tinha aparecido, é um personagem importante dessa cidade. Como ele mesmo diz, é pago para fazer o serviço sujo. Ele é interpretado por Michael Rooker. Insuportável o "médico" que vive totalmente alienado de tudo o que acontece. Ele é interpretado por Dallas Robert.
Michone aparece, uma personagem cativante. Ela cuidou da Andrea e anda com dois zumbis em uma corrente. Corajosa e destemida é interpretada brilhantemente pela Danai Gurira. Há uma insinuação de que ela e a Andrea estavam juntas. Andrea é interpretada por Lauren Holden. Os personagens estão mais espalhados. Outro personagem que surge é o amigo do Rick na primeira temporada. Achei que ele ia ser juntar ao grupo porque adorava o personagem, mas infelizmente não. Ele é interpretado por Lennie James.
Carl está cada vez mais chatinho. Mas Rick fica chato boa parte do tempo também nessa temporada, por sorte se recupera e voltei a gostar dele. Ele é interpretado por Andrew Lincoln. Teve uma hora que não conseguia gostar de ninguém nessa temporada. Muito triste a cena que o Carl precisa atirar na cabeça da mãe que morreu no parto. Ele é interpretado por Chandler Riggs. Como sempre há uma mudança enorme de personagens. Muitos morrem, outros chegam. Alguns achava que iam se juntar ao grupo, mas não. Outros se juntam mas morrem. Os que não se juntaram aparecem depois. Enfim, tudo é bem mais mutável agora.
A série está cada vez mais violenta e já me disseram que só piora. Tem momentos que é um sofrimento assistir, confesso que não entendo porque continuo vendo. Acho que sei, o roteiro é muito bom, as tramas são ótimas, mas confesso ser muito difícil ver o pior dos seres humanos na maior parte do tempo. Que venha a quarta temporada. O Hugo do Cinema - Filmes e Seriados comentou a Terceira Temporada aqui. Vou ler agora o post dele. Os meus posts das temporadas estão aqui.
Assisti A Colheita do Mal (2007) de Stephen Hopkins na HBO. É baseada na história de Brian Rousso. Eu queria muito ver porque tinha visto o trailer no cinema e adorado. Gosto de histórias assim e essa era baseada nas pragas bíblicas. O trailer era muito bem feito, com efeitos especiais lindos e trazia a Hilary Swank como protagonista. Infelizmente esse filme é ruim, o trailer é falso, já que o filme praticamente se arrasta e é bastante fraco em seus argumentos. A praga do sangue no rio é bem feita, mas as dos sapos é bem ruim.
Há uma menina que é muito linda e vi que está em vários filmes, é a AnnaSophia Robb. Outros dois principais no filme são interpretados por Idris Elba e David Morrissey.
Assisti no cinema A Outra (2008) de Justin Chadwick. Fui com minha mãe e gostamos muito. O roteiro é baseado na obra de Philippa Gregory, que não é muito elogiada pelo rigor histórico. Essa autora pega fatos históricos e romanceia bastante na estrutura. Eu gosto demais das protagonistas: Scarlett Johansson e Natalie Portman. Elas interpretam as irmãs Bolenas que tiveram envolvimento com o mulherengo Henrique VIII. O rei não conseguiu ter com a rainha um filho varão. Maria Bolena foi uma das amantes do rei e teve um filho, mas foi considerado bastardo. A irmã de Maria, Ana Bolena conseguiu se tornar rainha e teve uma filha mulher, Elizabeth, que se tornou rainha da Inglaterra depois e tem aquele filme maravilhoso com a excelente Cate Blanchett.
A Outra passa então nesse período que as irmãs Bolenas se aproximaram do rei e as disputas pelo poder. Foca mais nos relacionamentos e pouco nas relações militares desse reinado, mas é um filme impecável. Os figurinos de Sandy Powell são belíssimos! Três assinam a belíssima direção de arte: David Allday, Matthew Gray e Emma MacDevitt. O belo Eric Bana interpreta Henrique VIII. A mãe das Bolenas é interpretada pela maravilhosa Kristin Scott Thomas. A primeira rainha pela excelente Ana Torrent.
A Outra mostra muito a condição da mulher como responsável pela concepção de um filho varão e o quanto a não realização dessa obrigação social fazia com que elas perdessem seu poder e força. Henrique VIII rompeu com o Papa que não aceitou anular o casamento com a atual Rainha da Inglaterra para que ele pudesse se casar novamente e ter com outra mulher o filho varão tão desejado. Ironicamente ele também não conseguiu ter um filho homem com Ana Bolena e foi sua filha mulher, a Elizabeth, uma grande rainha que governou a Inglaterra por bastante tempo.