domingo, 19 de abril de 2026

A Viúva Negra

Assisti A Viúva Negra (2025) de Carlos Sedes na Netflix. Quando esse filme chegou no streaming causou um furor, ficou bastante tempo entre os mais vistos. No Brasil está como o Jogo da Viúva.

O filme é baseado em um caso real onde a descobre-se que a viúva que mandou matar o marido. Achei um pouco sensacionalista o alarde sobre esse fato bastante corriqueiro. E machista o choque da sociedade, já que o contrário é comum demais infelizmente. Em todas as chamadas falam do surpreendente resultado, ser a mulher que mandou matar o marido, achei corriqueiro. Também não sei se é o machismo que faz as pessoas se surpreenderem que uma bela jovem de rosto angelical fosse ser tão ardilosa. Na foto está o casal na vida real.

Ao final contam que o filme fez algumas licenças poéticas, ou mesmo modificou uns personagens. Eu imagino que seja verdade, já que as pessoas ainda estão vivas. Ivana Baquero que faz a viúva.

O filme começa com a policial de Carmen Machi ser avisada do assassinato. O filme tem alguns problemas de construção. Ela está com a filha na escola e tem que conseguir outra escola para a menina. Não entendemos muito bem porquê. A policial é de uma equipe de homicídios com alto índice de solução. Logo ela percebe que a viúva tem vários outros relacionamentos. Que antes de casar o noivo descobriu uma traição, perdoou e mesmo assim eles se casaram logo depois. De novo achei as colocações meio machistas sobre as traições da jovem. A equipe estava chocada que o noivo perdoou. É comum demais mulheres que perdoam traições.
A jovem é bastante ardilosa e tinha vários amantes, mas pelo menos no filme o casamento dela era de fato bem ruim. Ela tem 25 anos, é cheia de vida, linda e se enfia em um casamento sem atrativos. Todo o dinheiro dos dois ia para a reforma interminável. No filme ele se recusa a gastar um pouco mais em um drink para se divertir em um belo lugar, está sempre querendo economizar. Ele também adora ficar com a família dele que nunca aceitou a esposa depois da traição. Pra piorar ela trabalha demais e no filme diz que ela que paga sozinha a reforma. Ela é enfermeira e tem dois trabalhos exaustivos. Um com idosos em uma casa de longa permanência e outro em um hospital. Nos poucos momentos de lazer, ele não quer gastar nada ou quer que ela vá com ele na família que não a suporta. Então ela passa a mentir pra ir com uma amiga a baladas. Ela só queria se divertir. O filme tem um tom machista de colocar ela como a mulher de muitos amantes, que não respeitava o casamento e vivia em baladas, mas ela tinha só 25 anos, trabalhava demais, e queria se divertir, ser uma mulher livre. Não há nada demais em uma mulher querer curtir com outros homens, só não devia ter casado ou devia ter se separado. Sim, é monstruosa a solução que ela encontra pra sair dessa situação e como ela manipula alguém pra fazer o serviço sujo. Mas a insatisfação do casamento é perfeitamente compreensiva.
Beijos,
Pedrita