segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Barbarian

Assisti Barbarian (2022) de Zach Cregger na HBOMax. Esse filme está pra sair do catálogo desse streaming. É muito tenso e assustador! O roteiro me surpreendeu! Acaba falando muito de questões sociais!

Uma jovem aluga uma casa por temporada. Chega à noite, com uma chuva torrencial, tem uma certa dificuldade com o código, mas quando consegue abrir o dispositivo, a chave não está lá. Volta ao carro, liga pra quem alugou e cai na caixa postal. Ela vê uma luz na casa, bate na porta e um jovem abre. Ela fica muito assustada, mas ele também alugou mas por outro lugar, confere tudo, o telefone, parece mesmo que os dois alugaram. Georgina Campbell está excelente!
Ela fica muito desconfiada do rapaz, tenta hotel, mas há uma convenção na cidade e tudo está lotado. Resolve ficar. Ela não aceita o chá que ele fez pra ela. Ele é Bill Skarsgard.
Quando ela acorda, ela se arruma e vai a entrevista de emprego. É só aí que ela vê o bairro e se assusta. Tudo degradado, abandonado. A casa que ela alugou é uma graça, equipada, simpática mesmo, mas nada no bairro parece bom. A que a entrevista fala pra ela sair correndo de lá. A jovem volta pra casa, acabou o papel higiênico e só tem no porão embaixo. Lá ela começa a achar, portas, cativeiro, e mais portas e mais andares abaixo. Um horror. O jovem volta, ele vai olhar embaixo e não volta, ela vai atrás. Comecei a ficar apavorada. Em um momento ela consegue fugir e chamar a polícia, que a vê suja, naquele lugar, nem liga pras denúncias. Entendemos que bairros degradados não tem a proteção da polícia.
O filme ainda estava no começo e eu pensando que ela iria passar o filme no cativeiro em sofrimento, mas o roteiro é muito inteligente. O filme corta pra uma estrada belíssima na praia e um ricaço muito feliz dirigindo. Ele é um boçal, se envolveu em um escândalo de estupro, jura que é mentira, mas para pagar o advogado, precisa vender alguns de seus bens. E sim, um é a casa que a jovem estava. Ele é Justin Long. Tudo muito interessante. E tem outro corte no filme com outro personagem. Gostei bastante! Mas é muito, mas muito assustador.
Beijos,
Pedrita

sábado, 10 de outubro de 2026

Silo - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada de Silo (2026) de Graham Yost na AppleTV. Como eu gosto dessa série que é sempre impressionante! O ser humano tenta controlar outros seres humanos para que não se auto destruam, mas as técnicas exterminam em massa muitos outros seres humanos. Quando o autoritarismo de um grupo acha que sabe o que é melhor para toda uma comunidade.

A segunda temporada terminou com Juliette Nichols voltando ao Silo 18. O que acontece na chegada, os protocolos, fazem com que Juliette não lembre de nada. Rebecca Ferguson continua maravilhosa, que atriz, que personagem. Por muito mais Juliettes no mundo. O esquecimento é o cerne de toda a temporada.
Na temporada anterior conhecemos um pouco do que aconteceu antes dos Silos começarem. Então em paralelo tem o passado, antes dos Silos e as crises do Silo 18. Uma pilota vai em uma missão e fica gravemente ferida. Seu irmão de Ashley Zukerman tenta vê-la e ela não se lembra de nada. É quando o tema do esquecimento começa a aparecer e é chocante demais!
Um médico (Victor Crnkovich) absolutamente imbecil acredita que o esquecimento pode ajudar as pessoas aos traumas, então a irmã não lembra de nada. O médico ainda explica que eles ainda podem decidir o que a pessoa pode ou não lembrar. E que as lembranças da irmã só serão aquelas que ele contar pra ela. Esse tema me incomodou profundamente, é um tema que me revira por dentro. Nunca senti tanto ódio de um personagem.
E é aí que entendemos porque Juliette está esquecida, não porque teve um trama, mas porque está sendo drogada pra isso. É a sala onde seria supostamente um robô que dá as ordens ao líder. Esse robô orienta que a seja despejado nas águas um componente que vai causar o esquecimento no Silo 18. 

Juliette é avisada pelos amigos que está tomando pílulas para esquecer. O robô da sala avisa, mas não conseguem mudar e ela começa a recuperar a memória e a comandar tudo e todos. Juliette sabe pelo Silo 17 que o esquecimento provocou uma verdadeira chacina nas pessoas. Mães que esqueceram de alimentar os filhos que morreram de fome, pessoas se jogando das escadas. Bernard não morreu, se uniu aos rebeldes e começa a orientar também com o que sabe dos segredos da sala do robô. Inclusive no passado vemos o irmão agora quase um robô, totalmente manipulado. E que o esquecimento faz dele um verdadeiro monstro, frio e calculista. Ele perde praticamente toda a capacidade de sentir, de compaixão, vira um robô, assustador. É muito interessante os debates sobre o esquecimento. 

Camille de Alexandria Riley é determinante nesse episódio. Ela é a chefe e vai acatando todas as ordens do robô e colocando em risco todo o Silo. A série é impressionante!

Eu tenho algumas especulações. Se vocês sabem ou leram a série de livros de Hugh Howey não me contem. Comecei a achar que o mundo não ficou inabitável. Que eles se sufocam ao sair dos Silos porque o Silo 1 os mata. Isso fica perceptível quando o Silo 17 sai e ninguém sufoca, a não ser quando drones que eles não veem os matam. Acho que os Silos são na verdade colmeias humanas de pesquisa, enquanto no mundo ainda pode-se viver livremente. 

Pedrita

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Criaturas Notadamente Brilhantes

Assisti Criaturas Notadamente Brilhantes (2026) de Olivia Newman na Netflix. Tinha curiosidade em ver de tanto que falavam. Essa diretora é de um dos filmes e livros que mais amo na vida, Um Lugar Bem Longe Daqui. A natureza é sempre um personagem. Esse filme é bem bonitinho e emociona! E é baseado no livro de Shelby Van Pelt.

 

A narração do filme é feita por um polvo gigante e por Alfred Molina. Sally Field trabalha em um aquário, ela limpa-o à noite, prefere ficar sozinha, depois que sua vida ficou difícil. Ela perdeu o filho e o marido. Ela vive em uma pacata cidade litorânea. O filme foi realizado no Canadá, em Colúmbia Britânica. A casa dela é a coisa mais linda!
Até que aparece na cidade um jovem procurando o pai. Ele é Lewis Pullman. São relações delicadas e bonitas. 
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Valentina Lisitsa no Festival Chopin

Assisti ao recital de Valentina Lisitsa na abertura do Festival Chopin na Sala São Paulo. Foi algo inacreditável, inesquecível! Que pianista! Ela tocou só Chopin e ininterruptamente! Depois fez um intervalo de 20 minutos e novamente tocou ininterruptamente por bastante tempo. Ela ainda voltou para dois bis! 

A Sala São Paulo estava lotada e o público ovacionava intensamente! Valentina Lisitsa é ucraniana e vem regularmente ao Brasil se apresentar. Tinha acabado de voltar de um recital no Rio de Janeiro. Fiquem atentos as programações porque ela pode aparecer em sua cidade e é imperdível! Agora ela volta para a Europa e toca na Itália e em Bratislava na Eslováquia.

Foto de Daniil Rabovsky

O repertório foi todo de Chopin. Entre as obras estavam:
Polonaise Heróica opus 53
Polonaise nº 5, opus, 44
Scherzo nº 2 em Si Menor, opus 31

Valentina Lisitsa voltou ao palco duas vezes para o bis.
Uma obra era o Piano Concerto nº 2 em Fá Maior, opus 102 de Shostakovich

Outra que causou muita comoção foi a Ave Maria de Schubert, na versão de Liszt para piano solo.

Foto de Denise Andrade

O Festival Chopin acontece em todos os sábados de outubro. Serão 5 concertos em vários teatros. Ansiosa! 




Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Holland

Assisti Holland (2025) de Mimi Cave na PrimeVideo. Não estava muito animada em ver esse filme porque detesto a Nicole Kidman, sempre ruim e ainda faz uma vozinha infantil para a caracterização da personagem que fica pior ainda. Gostei muito da construção do roteiro de Andrew Sodroski. Mas o filme é bom! Gostei bastante!
 

Eu divido o filme em duas partes. A primeira me promoveu reflexões muito interessantes. Depois o filme muda, vem muito, mas muito sangue, fica violento e muito bom também, mas acabou ficando em partes no meu pensamento. Nicole interpreta uma esposa exemplar. Ela é dona de casa, mãe, e dá aulas no colégio de culinária pras meninas. Os meninos aprendem marcenaria.
Ela tem uma família feliz. No começo ela é a narradora. O filme é todo muito inteligente. Ao final é o mesmo texto, mas dois narradores. Ela nos conta que o casamento a estabilizou, não entendemos muito bem porquê, não sabemos o passado dela. Que deu um sentido, uma unidade a ela. Essa paz que se instala no lar, os esfria. Eles se desinteressam por suas vidas medíocres, controladas e programadas. Um perde o interesse no outro. O marido é Matthew Macfadyen. O chato do filho é Jude Hill. É muito interessante como o castelo dessa dona de casa vai desmoronando. Logo no começo some um par dos seus brincos. Como não poderia deixar de ser, ela culpa e demite a funcionária. Só que ela continua procurando o objeto e começa a achar coisas estranhas do marido na casa.

Ela então se desabafa com o personagem misterioso do Gael Garcia Bernal. Ele é colega dela na escola, é o professor de marcenaria e tem um passado secreto que não descobrimos. Como ele é latino é perseguido na escola. E o acusam de ser gay. Típico desse universo preconceituoso. Os dois começam a investigar os objetos do marido. Como disse, o filme da metade pro fim vira um incrível thriller, é um bom filme.
O pai fica com o filho construindo uma cidade miniatura. É assustador como essa cidade influencia na trama.
Beijos,
Pedrita