Assisti Covil (2026) de Rodrigo Lages no TelecinePlay. Esse filme estava entre os disponibilizados no sinal aberto. Nunca tinha ouvido falar e achei que era um filme de fantasminha. Não é, mas é muito bom, muito violento, mas muito bom.
Uma jovem herda uma casa e vai à noite com o namorado. Só depois que ele fica sabendo que ela vendeu o apartamento e que vai querer viver naquela casa caindo aos pedaços. Seria bem mais interessante ela ficar no apartamento e reformar a casa antes, mas também não sabemos se ela tem algum dinheiro. O filme é bem escuro boa parte do tempo, tenso, angustiante, muito bem realizado. Ela é Julia Lourenção e ele Daniel Rocha.
Até que eles descobrem que tem uma mulher na casa. Ela é Vitória Strada. Eu achei que ela era fantasminha, mas não é. Muito bem construído o roteiro.
Assisti a 5ª Temporada de Miss Scarlet (2025) de Rachel New na Film&Arts. Essa série se chamava MissScarlet e Duke, mas com a saída do ator que faz o Duke, Stuart Martin, passou a ser somente Miss Scarlet. Essa é a primeira que ele não aparece mais nenhuma vez. Antes ele já tinha começado a sumir em alguns episódios, mas ainda surgia. Ele seguiu para Nova York e nessa ele envia uma carta para Scarlet dizendo que ficará por lá e se ela não ia querer se juntar a ele. É meio estranho ela decidir não ir, mas tem lógica, já que ela deu continuidade ao escritório de detetive do pai.
Escolheram um bonitão para o lugar do Duke. O tenente agora é Tom Durant Pritchard. Para o inferno de Scarlet, ele não atua com detetives, acha todos traiçoeiros, que sonegam informações em benefício próprio. E claro que Scarlet vai dobrando ele com a sempre maravilhosa Kate Phillips.
Desde que Duke começou a aparecer menos, a governanta de Cathy Belton aumentou o destaque. Nesse então ela é muitas vezes a personagem central. O namorado de Simon Ludders quer casar, ela está insatisfeita com os serviços domésticos. Scarlet percebe e arruma uma vaga pra ela na delegacia, é bem emocionante o capítulo.
Gosto muito do ajudante da Scarlet, Paul Bazely e gostei muito dos dois último episódios. Um compositor é morto e ele é sócio de um escritor. Os dois são renomados. O escritor que é preso e acusado do assassinato, Scarlet é contratada secretamente pela viúva. Esse episódio tem cenas em teatros, com músicos.
E o último é bem emocionante. É um caso que envolve o pai do amigo da Scarlet, o policial Fitzroy de Evan McCabe. A última temporada ainda não está disponível no canal.
Assisti a peça Meu Deus (2026) de Anat Gov no Teatro das Artes. A direção é de Elias Andreato. Eu tinha visto exatamente essa montagem com outros atores em 2015, a última peça que vi com minha mãe. Interessante como cada elenco dá o seu tom, o seu colorido. O texto é o mesmo, mas a entoação, o que cada um entrega ao personagem é único. Foi um bonito espetáculo que só pode ser realizado pelo patrocínio do Laboratório Cristália através da Lei Rouanet.
Gosto muito de Bianca Bin e Sérgio Guizé. Ele é Deus e ela a psicóloga. Ele a procura no consultório, está desgostoso. Ela não sabe que ele é Deus e quando sabe, não acredita. Como eu, ela é ateia, mas tem uma Bíblia em casa. Ela atende na sala de casa. Eu não tenho bíblia em casa. Na outra peça, o fato de tratarem a bíblia como algo real, como fatos, me incomodou, o mesmo aconteceu nessa. É tudo alegoria, mas dá pra ser transformado em análise. Deus se mostra então impiedoso, ele se incomoda profundamente com o livre arbítrio de suas criações. A ateia sabe passagens de cor da bíblia, aquele monte de lenda sendo transformado em verdade é muito desconfortável. Talvez quem é religioso vai gostar, mas não sei analisar o pensamento religioso, porque podem achar que é desacato.
Foto de Caio Oviedo
Enzo Morente faz o filho autista da psicóloga que não fala. Fui na estreia, evento badalado, lotado, dia de festa. Meu Deus fica em cartaz até 1 de novembro. É preciso comprar os ingressos com antecedência porque está lotando.
Assisti Pierre Le Fou (1965) de Jean-Luc Godard no Telecine Cult. O filme é baseado no livro Obsessão de Lionel White e é um clássico da Nouvelle Vaugue.
Eu adoro filmes nonsense. Minha mãe adorava o Jean-Paul Belmondo. Ele tem uma pacata vida com esposa e filhos. Divertidíssimas as cenas na festa. Todos falam textos de comerciais de laquê, carros...
Ele se apaixona pela babá com a bela Anna Karina e resolvem fugir para viver aventuras. Adorei a cena do acidente de carro, mas são muitas cenas engraçadas e sem nexo. Quando eles vão viver um amor em uma cabana o filme se arrasta um pouco e a relação da filmagem com os animais me incomodam profundamente. Depois eles voltam a se arriscar e são fugas em barcos, iates, dinheiro, armas, bombas, é bem divertido.
Assisti A Empregada (2025) de Paul Feig no Telecine Pipoca. Dia 21 abriu o sinal dos Telecines e corri pra ver esse. Recentemente o Telecine disponibiliza poucos filmes quando abre o sinal, mas dá pra procurar na grade o que vai passar e ver alguns outros. Esse é baseado no livro de grande sucesso de Freida McFadden que quero ler. Comprei outro da autora, vou ler em breve porque gostei do estilo. Esse filme foi muito criticado, mas queria ver mesmo assim e gostei muito. A trama é muito boa, mesmo que com alguns furos.
Uma jovem, Sydney Sweeney, vai tentar uma vaga de empregada em uma mansão. Logo descobrimos que ela está em liberdade condicional e estranhamente consegue o emprego. A dona da casa, Amanda Seyfried, parece muito doce, e tudo parece perfeito. Logo desconfiei que um casal riquíssimo contratar alguma ex-presidiária tinha alguma coisa errada. A jovem não conta, mas difícil imaginar um casal milionário que não verificasse antecedentes criminais. E imaginei que algo devia estar muito errado e está.
O marido, Brandon Skelar, é um belo e sedutor homem. Eles ainda vivem com uma filha, Indiana Elle. A esposa é muito destemperada, quebra louças, é grosseira com a empregada, o marido tenta proteger a empregada. É uma trama interessante, com umas viradas interessantes e uma gama de furos, mas funciona. O eixo todo e a construção é muito boa e todos estão ótimos.