terça-feira, 31 de março de 2020

A Intervenção

Assisti A Intervenção (2019) de Fred Grivois no TelecinePlay. O nome americano e no Brasil, além de não ter nada a ver, é péssimo, 15 Minutos de Guerra. Não são 15 minutos. É um filme quase secreto, não achei praticamente nada sobre ele. Só registros em sites de filmes, mas não matérias comentando o conteúdo.

O filme é baseado em um fato histórico. Na década de 70, o país Dijibouti é uma colônia francesa. O país fica ao norte do Continente Africano e tornou-se independente uns anos depois desse fato narrado. Mais um país do Continente Africano que nunca tinha ouvido falar. Alguns homens sequestram um ônibus para que chegue na fronteira da Somália. O ônibus levava crianças para a escola.
Um grupo de atiradores do mundo todo é reunido para resgatar as crianças. O exército está no local também, e somalianos na fronteira do outro lado. Há muito conflito de ordens entre franceses e americanos. Esse grupo de atiradores foi reunido pela primeira vez, depois passaram a ser procurados para resolver vários conflitos semelhantes. A professora é interpretada por Olga Kurylenko. O líder dos atiradores por Alban Lenoir. O líder dos sequestradores por Kevin Layne. O militar do país por Vincent Perez. O motorista por Claudio dos Santos.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 30 de março de 2020

Este Lado do Paraíso de Scott Fitzgerald

Terminei de ler Este Lado do Paraíso (1920) de Scott Fitzgerald da Cosac Naify. Mais um livro que comprei quando a editora fechou e passaram a ser vendidos com descontos de mais de 50%. Eu gosto muito desse autor e tinha amado Suave é a Noite. Esse li no momento errado. Sempre que eu termino de ler um livro, eu me sento ao lado da estante com livros a ler e fico decidindo qual será o próximo. Adoro esse momento das escolhas e em geral fico satisfeita com o que escolhi. Esse foi lido em um momento totalmente equivocado. O protagonista de Este Lado do Paraíso é um jovem mimado e egocêntrico, até alguns capítulos o título tem duas vezes a palavra egocêntrico. Nesse período tão complexo, em que precisamos tanto de solidariedade, coletividade, foi muito difícil ler uma obra que o personagem só pensava nele mesmo. Me causou muito desconforto.
O marcador de livro é magnético com Lauren Bacall e Humphrey Bogart.
Obra Sunlight on Brownstones (1956) de Edward Hopper

A mãe do protagonista o mimou muito. Depois ele segue para fazer curso preparatório e em seguida para a faculdade. Não se dedica. Sua mãe acaba falecendo, doa boa parte da herança pra igreja e ele fica com uma pequena renda. Então não consegue casar-se com a mulher que sonhava. Este Lado do Paraíso é o primeiro livro de Scott Fitzgerald. Inicialmente ele não conseguiu que editores o publicassem. Futuramente acabou se debruçando na obra, fazendo alterações e publicando. Logo tornou-se um best seller. Sim, Scott Fitzgerald escreve muito bem, acho fascinante como constrói diálogos longos. Tem muita desenvoltura na escrita. Mas não me identifiquei com a obra, me irritei na verdade.

Beijos,
Pedrita

domingo, 29 de março de 2020

Cemitério Maldito

Assisti Cemitério Maldito (2019) de Kevin Kolsch e Dennis Widmyer no TelecinePlay. Amo esse gênero, queria muito ver esse filme. Não vi o anterior, nem li o livro do Stephen King que adoro. Gostei demais desse filme!

Estava muito preocupada com a imagem negativa do gato. Não sei se no livro ou na outra versão foram cuidadosos como nessa. O gato é companheiro, doce e lindo. Até que é atropelado. O vizinho sugere que  o enterrem em um lugar específico e o gato volta, mas não é mais o gato.

Começa com a família mudando-se para uma casa maravilhosa no campo. O pai é médico, eles queriam uma vida mais pacata. Estranho que a estrada por onde passam caminhões assassinos é em frente a casa. Um lugar tão maravilhoso tão perto de uma estrada.

O pai é médico e acredita que com a nova rotina vai ter mais tempo para a família. Ele vai trabalhar na pacata cidade próxima. O filme é muito, mas muito assustador. Com final frustrante mas coerente. O pai é interpretado por Jason Clarke. O vizinho por John Ligthgow. A garota por Jeté Laurance. A mãe por Amy Seimetz.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 27 de março de 2020

Em Nome dos Pais

Assisti a série documental Em Nome dos Pais (2020) de Matheus Leitão Netto na HBO Mundi. Faz tempo comprei o livro mas ainda não li. Até pensei em gravar a série e ler primeiro, mas queria muito ver do documentário. Acho muito corajoso quem tenta contar parte dessa história que ninguém quer que seja contada, até mesmo muito perigoso.

Matheus Leitão Netto queria conhecer mais a parte da história dos seus pais na época da Ditadura Militar. Seus pais foram presos e torturados em Vitória entre 1972 e 1974. Sua mãe com 19 anos, Míriam Leitão, estava grávida do irmão dele. Míriam Leitão fazia alguns trabalhos de resistência, pichar muros, entregar panfletos. Seu pai ficou 9 meses preso, passando fome, sendo torturado. Os policiais levaram os pais deles para o quartel, sem avisar ninguém, sem direito a visitas, advogados, julgamentos. No silêncio de uma confidencialidade perversa, pessoas decidiam como seriam os interrogatórios, quais torturas usar e se as pessoas teriam direito ou não a vida.
Não há direito a reparação da história. É proibido ter acessos aos documentos, como é proibido não entendo, já que há a lei de acesso a informação. Mas uma minoria se acha no direito de impedir que a história seja contada. Com os documentos de prisão dos pais, por 13 anos, Matheus Leitão Netto pesquisou os nomes das pessoas que assinaram esses documentos, tentou visitar o quartel, mas não teve autorização. Estranhamente o quartel, um lugar público, pode ser alugado pra festas, festas de formaturas, casamentos, mas não pode servir para pesquisa histórica. Fiquei pensando quais são as licitações que autorizam que um espaço público possa ser alugado e qual o destino do dinheiro.
Um dos torturadores de Míriam Leitão foi Paulo Malhães. O documentário lembra que o coronel confessou as torturas na Comissão Nacional da Verdade e foi assassinado logo depois. O coronel diz não ter culpa do que fez. O olhar sádico e perverso é assustador. Um prazer no olhar em falar da tortura, mesmo que o discurso não seja empolgado.

Pelo fato de todos serem jornalistas, conhecerem os direitos dos entrevistados e pessoas nas ruas, o documentário é muito cuidadoso em preservar a imagem das pessoas que não querem aparecer. O documentário mostra que vários países já fizeram a reparação. Eu vi o filme do Mandela: O Caminho para a Liberdade e lá na África do Sul os torturadores ficavam em uma mesa e um a um dos torturados iam ao microfone relatar os fatos, só isso, e que foi fundamental para a reconstrução da nação. E se achavam que os comunistas precisavam ser parados, que usassem a lei com prisões, julgamentos, jamais com desaparecimentos, torturas e mortes. Se os comunistas não podiam matar, sequestrar, roubar pela causa, os militares também não. O exército tentou impedir a realização do documentário.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 25 de março de 2020

Intruso

Assisti Intruso (2016) de Paulo Fontenele no Canal Brasil. Que filme interessante! Tinha vagamente ouvido falar nesse filme, quando vi no canal, coloquei pra gravar e esqueci. Ontem olhando as gravações, o reencontrei.

Estranhamente e desconfortavelmente esse filme reflete demais o momento atual. E que elenco: Eriberto Leão, Genézio de Barros, Lu Grimaldi, Danton Mello, Juliana Knust, Karla Muga, Charles Daves e Ingrid Clement.

Muito bem feito o clima de tensão. Um homem chega na casa de uma família. Eles estão em uma casa afastada e o aguardavam, serão avaliados. Pouco sabemos do que acontece. Algumas poucas informações vão surgindo. Eles não podem mudar a rotina e não sabem quando tempo esse homem ficará na casa. Também precisam ficar na casa, estão proibidos de sair. Todos começam a ter comportamentos estranhos pelo pânico, tensão e confinamento.
Intruso acaba tendo um orçamento enxuto, um excelente elenco em uma única casa. O final responde um pouco nossas perguntas, fiquei muito ligada na trama, muito bem desenvolvida, gera muita tensão e curiosidade, mas acho que o desfecho permite inúmeras conjecturas. Eu preferi achar que é o Apocalipse, o dia do juízo final, quando somos julgados por nossos atos. Embora não acredita nem em apocalipse, nem dia do juízo final. E no caso do filme, analisados para os vereditos.

Beijos,
Pedrita