domingo, 24 de maio de 2026

Foi um Péssimo Dia de Natalia Borges Polesso

Terminei de ler Foi Um Péssimo Dia (2023) de Natalia Borges Polesso da Dublinense. Após muitas resenhas elogiosas, quis ler. Comprei na última Festa do Livro da USP. Gostei bastante!

O marcador de livros é magnético e de clipes.


 

Obra (1986) de Antonio Henrique Amaral 

O livro conta a história de uma menina entre a infância e a adolescência, na década de 80. A autora mostra esse universo onde não tinha cinto de segurança, as brincadeiras nas ruas, a bala Soft. Seu pai era mais sonhador e com isso eles viviam com poucos recursos. A vida melhora quando vão para uma casa afastada e onde ela pode plantar a árvore no quintal. O pai compra uma piscina de plástico onde ela e o irmão adoravam brincar.

Obra (1980) de Maria Lídia Magliani

Na adolescência, a personagem começa a descobrir seus sentimentos. E é quando os seus pais começam a se separar. Inicialmente sua mãe se muda e eles ficam com o pai. É uma bela obra.

Beijos,
Pedrita

sábado, 23 de maio de 2026

O Homem das Castanhas: Hide and Seek - 2ª Temporada

Assisti a 2ª Temporada de O Homem das Castanhas: Hide and Seek (2026) na Netflix. Eu adoraria participar das produções e saber detalhes, mas como não é possível, resta especular. Eu acho que nunca pensaram em uma segunda temporada dessa série, já que o nome era do serial killer, um homem das castanhas, ele deixava sempre uma castanha no assassinado. A primeira foi um sucesso estrondoso e criaram uma segunda, talvez até por pressão da própria Netflix. A série continua chamando Homem das Castanhas e eu pensava como iam solucionar isso. Eles colocaram : e completaram com a marca do serial killer dessa, Hide and Seek. O serial killer atual utiliza versos de esconde esconde ou pique esconde. Inclusive eu acho que deram um jeito de inviabilizar uma nova continuação. Curiosa pra saber quem primeiro não queria continuar, mas pelo formato acho que todos estavam de acordo.

O protagonista de Mikkel Boe Folsgaard volta a cidade. Seu irmão está em coma. Eu gosto dessa série dinamarquesa porque tenho muita identificação em comportamentos repletos de silêncios. Sou muito, mas muito reservada e na série muitos personagens são assim. Diferente dessa exposição onde a pessoa coloca na rede tudo o que é íntimo. Uma pessoa morre e é encontrada em um ninho, e chamam o policial afastado pra ajudar nas investigações.
Na primeira ele teve um breve relacionamento com a outra policial da dupla. Danica Curcic é maravilhosa. Ele não conta nem pra ela porque voltou a cidade. Há uma tensão entre eles, um desejo, mas ficam muito silenciosos. Essa temporada é triste demais, confesso que não estava preparada.
Em paralelo há uma mãe, Sofie Grabol, que não consegue encerrar o luto da perda de sua filha. Ela quer que o assassino seja preso, mas ninguém sabe quem é. Horrível como a família a trata. Os filhos ingratos que não são mais tão crianças pra cobrar tanto a mãe e condenar ela ainda estar muito triste e viver do passado. Se fossem pequenos ela teria que ajudar mais e dar amor, mas eles sendo maiores deveriam entender. O marido se separou e constituiu nova família. O filho ingrato vai viver com eles. E a mãe não está parada, ela vai em um grupo de ajuda, está tentando retomar a vida, é nítido o esforço. Vai conversar com o filho na casa do pai, na escola. Ela não desiste, só não está dando conta de tudo e dos seus sentimentos. Eu fiquei com muita raiva da família dela. Logo no começo eu já adivinhei quem era o assassino. Um pouco porque tenho prática nesses roteiros, mas também a série facilitou muito. Tem pouco personagem que poderia ser suspeito. Gostei que fala muito sobre justiça com as próprias mãos, tão estimulado hoje em dia.
A filha da policial, Ella Josephine Lund Nilsson, é adolescente agora. Ela se aproxima do ex da mãe. A mãe conta que a filha sofreu muito com a separação deles. Ela tem um grande entendimento com o ex da mãe. O final me emocionou muito.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Interestelar

Terminei de ler Interestelar (2016) de Jonathan Nolam na Prime. Eu comentei com um amigo os altos preços dos Kindles, então ele disse que assim que descontinuaram o dele, ele baixou o app da Kindle no celular. Resolvi fazer o mesmo. Como a Prime Video integra o meu pacote de TV a cabo sem custo adicional, eu tenho direito a alguns livros gratuitos. Esse é interessante porque o livro veio do filme. Jonathan Nolan escreveu o roteiro e depois o transformou em livro. Eu vi o filme na HBO, tem na Prime, mas não sei se está incluído no pacote.

Eu achei que podia não embarcar na história. Amo ficção científica, mas leio pouco o gênero. Com o tempo eu fique muito envolvida e acabei lembrando porque gostei tanto. Tem inúmeras surpresas, muitos segredos, é muito bom.

No livro o mundo está cada vez mais insalubre, o ar cada vez mais rarefeito. Um astronauta é convencido que há vida em outra galáxia e que ele precisa salvar o futuro dos filhos. A filha não se conforma com o abandono do pai. É de cortar o coração quando ele descobre que foi enganado, que só queriam a pesquisa da viagem e que nada poderia ser mudado. É muito inteligente. Gostei muito.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Nitrido ou a dramaturgia de Cavalo

Assisti Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo de Laís Cafari no Céu Três Pontes. Que espetáculo! Impactada até hoje! Tudo é tão inacreditável, tão genial, inesquecível! Queria que todos pudessem assistir.

Essas fotos maravilhosas são da Trinity

O elenco tem múltiplas performances, atuações, expressão corporal, canto. Gostei muito que os intérpretes de libras, Ricieri Palha e Will Belarmino, estão misturados ao grupo. Eles surgem quando terá texto. O grupo é formado por Abraão Kimberley, Dante Preto, Janderson Fundação, Jefferson Silvério e João Carlos. Abraão inclusive toca lindamente Trompete em alguns momenhtos.

A peça faz um paralelo da alimentação na periferia com cavalos. Nitrido é o ato de relinchar. O texto diz que os alimentos que chegam na periferia são os feios, amassados e que é preciso escolher muito para não comprar alimentos estragados. 

O cenário de Wanderley Wagner da Silva é todo móvel. Caixotes e carrinho de feira e muitos objetos.  A belíssima luz é de Nayka Alexandre. Vários profissionais trabalharam o corpo do grupo. 
Preparação corporal: Gisele Calazans.
Preparação vocal: Tâmara David.
Provocadora de elenco: Jhonnã Bao
Provocação corporal: Nina Giovelli, Verônica Corpo Santos
Coreografia “Das trocas”: Claudiana Honório
Coreografia “Capoeira”: Rafael Oliveira e Laís Cafari
A equipe é incrível e extensa. Cada detalhe foi milimetricamente pensado.
 
Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo é gratuito e está em circulação. As próximas apresentações são

22 de maio, sexta-feira, às 10h e às 15h
23 de maio, sábado, às 15h com Libras

CEU São Miguel
R. José Ferreira Crespo, 475 – Jardim Sao Vicente, São Paulo – SP, 08021-480

Junho

12 de junho, sexta-feira, às 21h
14 de junho, domingo, às 18h com Libras

Teatro Arthur Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo – 03115-020

18 de junho, quinta-feira, às 20h
20 de junho, sábado, às 20h com Libras
21 de junho, domingo, às 19h

Centro Cultural Penha
Largo do Rosário, 20 – Penha de França, São Paulo – SP, 03634-020

Fiquei encantada com o Céu Três Pontes.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 19 de maio de 2026

Anátema

Assisti Anátema (2024) de Jimina Sabadú na HBOMax. Porque sábado é dia de fantasminhas. O começo estava muito tosco, até estranhei, faz tempo que esses filmes ficaram sofisticados e bem acabados. A época da tosquice já passou, mas eu adoro filmes de terror toscos. Anátema fica muito bom, bem realizado, bom roteiro, ótimas locações, gostei bastante.
 

Acontecem assombrações em uma igreja. Depois uma freira é incumbida de ir a essa igreja tentar desvendar o que aconteceu. Ela é arquiteta, exímia restauradora e segue com sua assistente ao local. Embaixo da igreja algo muito ruim acontece. Leonor Watling está muito bem. Eu não gosto muito de filmes de terror com religião, mas esse é bem anti religião, tanto que a freira abandona o ofício ao final. Um padre também, tão desiludidos que ficam. Uma das locações é o Mosteiro de Santa Maria El Paular e a Caverna de Pozalagua na Espanha.
Beijos,
Pedrita