quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Versailles - 2ª Temporada

Assisti a Segunda Temporada de Versailles (2017) de Jalil Lespert na GNT. Vi no Now, eu tinha adorado a primeira, mas demorei um tempo para começar a ver a segunda e outro pra terminar. Mas igualmente gostei, é sempre incrível, uma direção de arte de Denis Seiglan maravilhosa, elenco incrível!

Luís XIV (George Blagden) está agora com problemas com sua amante, com os venenos que infestaram Versailles e com a influência funesta da igreja que só se preocupa com os ricos. O nobres começaram a adquirir poções do amor, da virilidade e a descobrir que tinham venenos que os ajudavam a se livrarem de problemas. Há uma dificuldade enorme em descobrir quem fornecia o veneno, a trama era grande e a adesão maior ainda. A Marquesa de Montespan (Anna Brewest) está manipulando o rei mais do que nunca. Vários comentam que é ela que comanda.

O rei acha que seu irmão (Alexander Valhos) deve casar e claro, casamentos arranjados vendo a possibilidade de ampliação de territórios e alianças. Surge então uma bela personagem na série, a Palatina, interpretada por Jessica Clark. Diferente da corte e seus refinamentos, ela não tenta imitar, mantém sua personalidade e consegue convencer o esposo a consumar o casamento e ter relações até ela engravidar.

Essa temporada é muito tensa, com muitos assassinatos, realmente os integrantes de Versailles se descontrolam. A bruxa (Suzanne Clément) ensina seus seguidores a promover discórdias, fazer mexericos, difundir boatos para desestabilizar a corte provocando graves desentendimentos. Outros destaques do elenco são: Tygh Rynyan, Maddison Jaizani, Elisa Lasowski, Evan Williams, Harry Hadden-Paton, Lizzié Brocheré, Catherine Walker, Pip Torrens, Steve Cumyn, George Webster e Joe Sheridan.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Verdade ou Desafio?

Assisti Verdade ou Desafio? (2018) de Jeff Wadlow no TelecinePlay. Um amigo comentou que tinha odiado e adiei pra ver, que pena, o filme é ótimo, adorei. Eu amo esse gênero e o filme é redondinho, tudo se encaixa e tem vários elementos que gosto.

Um grupo vai curtir no México e acaba indo a uma igreja abandonada, fazendo a brincadeira de Verdade ou Desafio muito popular, que eu conheço como Verdade ou Consequência e acabam entrando em um jogo macabro.

O filme é ágil nos acontecimentos, como cada um vai passar pelo jogo há vários segredos. Além da parte de terror tradicional, tem a nossa curiosidade sobre quais segredos esses jovens escondem. O filme não tentou forjar nada, não tem elenco top em aparição relâmpago pra atrair público enganando-o, são atores pouco conhecidos, mas cumprem bem os seus papéis: Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane, Hayden Szeto, Sophia Ali, Nolan Gerard Funk, Sam Lerner, Tom Choi e London Liboiron. Também não ficou declarando na promoção do filme teorias profundas, é do gênero e bem feito, sem mentiras pra atrair o público.

Gostei da solução final, coerente e claro, deixou aberta para continuação. Terão que ser muito bons na construção do roteiro pra ficar interessante, mas como cada personagem tem um segredo, se forem bons segredos que não podem ser revelados pode ficar interessante.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Mostra São Paulo de Cultura Indígena

Fui na palestra de abertura da Mostra São Paulo da Cultura Indígena com Marcos Aguiar da ONG Opção Brasil na Refinaria Teatral. Participaram ainda Avani Fulni-ô e Leila Di Castro. A comunidade indígena Fulni-Ô é de Pernambuco.

Avani veio pra São Paulo há muitos anos. No evento estava sua filha e netos. Atualmente ela palestra em eventos, participa de várias instituições e conselhos e é de comissões de avaliações de projetos, inclusive culturais. Marcos Aguiar contou que existem 62 etnias indígenas na Grande São Paulo. Falou da invisibilidade. Eu não tinha ideia que tinham tantas etnias só na Grande São Paulo. Todos os sábados até 2 de março terão eventos na Refinaria Teatral na Zona Norte de São Paulo com comunidades indígenas. Vão participar duas comunidades Guarani Mbya do Jaraguá e Parelheiros e a comunidade Kaingang do Alto Tietê. Todos os eventos serão gratuitos.
Beijos,
Pedrita

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Cem Anos de Perdão

Assisti Cem Anos de Perdão (2016) de Daniel Calparsoro no Telecine Premium.Há um ano gravei esse filme e só agora fui ver. Então não sei se vocês vão achar pra assistir. O filme parte da frase: "Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão".

Assaltantes vão roubar um banco. Logo percebemos que há algo mais. Muitas pessoas estão preocupadas que foi guardado no cofre de um banco provas de muita gente importante. O texto faz várias críticas aos bancos e a políticos.

A trama é toda muito intrincada. Em determinado momento começamos a torcer pelos assaltantes. O roteiro é muito inteligente. O elenco é ótimo: Luis Tosa, Rodrigo de la Serna, Raúl Arévalo, Jose Coronado, Patricia Vico, Joaquím Furriel, Luis Callejo. É um filme onde o elenco é extenso e a maioria é peça chave na trama. 

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

15:17 Trem Para Paris

Assisti 15:17 Trem Para Paris (2018) de Clint Eastwood na HBO on Demand. Eu tinha uma certa curiosidade de ver esse filme por ser dirigido pelo Clint Eastwood que escolhe trabalhar em filmes diferentes. O filme é protagonizado pelos próprios autores da história: Anthony Sadler, Alex Skarlatos e Spencer Stone. Três rapazes que conseguiram imobilizar um homem armado que iria matar centenas de pessoas em um trem. O filme passa muito rapidamente nesse momento no trem. Fala mais da vida desses três rapazes desde a infância.

Os três rapazes não são heróis, muito pelo contrário. O filme é muito americano. Os três cresceram em uma cidade pequena, conservadora, estudaram em colégios religiosos extremamente preconceituosos e sofreram muito preconceito, suas mães inclusive. Os dois brancos eram criados sozinhos pelas suas mães, o preconceito na escola e os rótulos que colocavam por serem criados sem o "correto", famílias com patriarcas, é assustador. Uma professora inclusive quer indicar remédios para os meninos, isso mesmo, ela não indica médicos para ajudar os meninos a lidar com suas questões, ela quer medicar diretamente e os rotulam. A escola inclusive diz que um deles tem que viver com o pai o que acaba acontecendo. O machismo é assustador. Se pensarmos que no Brasil a maioria das mulheres criam seus filhos sozinhas porque os pais, na grande maioria, dão no pé e vão fazer filhos com outras e sumir de novo também. E aqui também andam rotulando mulheres que criam seus filhos sozinhos, o que acontece assustadoramente pelo machismo. O obscurantismo religioso é igualmente assustador. A escola pressiona que as crianças não são criadas nos preceitos cristãos. O mesmo obscurantismo que vem se espalhando que nem uma praga no Brasil.

Uma graça os três meninos que interpretam os protagonistas: Bryce Gheisar, Paul-Mikéi Williams e William Jennings. A infância deles é americana demais, chega a incomodar. Eles amam brincar de armas. Aposto que a escola não ia achar estranho que eles amassem brincar de armas. O negro passa pelos preconceitos da raça. Um colega joga propositalmente a bola na cabeça do garoto que xinga, mas é o que xinga que tem que ir a diretoria receber reprimenda, não o que joga a bola na cabeça de propósito, ou o mais correto, os dois. Todos os detalhes que mostram, a violência na infância e o culto às armas estão ali, mostrando porque ficamos tão chocados com adolescentes e crianças que atiram em coleguinhas na escola como acontece infelizmente, muito mais do que deveria, nos Estados Unidos.
As mães são interpretadas por Judy Greer e Jenna Fisher. No final fica meio esquisito elas jovens ainda como eram quando tinham os filhos pequenos, por sorte passam mais rapidamente.

Beijos,
Pedrita