terça-feira, 27 de julho de 2021

Néboa

Assisti a série Néboa (2020) de Alberto Guntín, Xosé Moraes e Victoriano Serra Ferreiro da RTVE no Claro Vídeo. Eu estava olhando o que tinha no Claro Vídeo no Now, faz tempo que nada aparece por lá, sempre os mesmos e vi essa série. Me surpreendi na busca depois que é do ano passado. Estranho ter entrado direto na Claro Video que praticamente só coloca série de anos atrás, a estreia são sempre em outros canais. Confesso que não entendi.

Uma jovem aparece morta em um buraco de pedras na praia. A série passa-se em uma ilha fictícia. As locações são deslumbrantes, algumas na região de Ortegal na Espanha. Uma policial de fora da ilha vem investigar com a polícia local.
É época de Carnaval, todos usam uma máscara ou comprada ou até mesmo feito em casa. Nos dias de Carnaval na ilha há sempre a névoa. O estilo da morte da jovem é igual a outros assassinatos em série na ilha em 1919 e 1986. A diferença agora é que teve tentativa de estupro. Nos outros anos as pessoas só foram mortas, uma em cada dia das festividades. É uma clássica série de assassinatos em sequência com ótimo elenco. 

A policial que vem de fora é interpretada por Emma Suárez. Os policiais locais por Isabel Naveira e Cesar Cambeiro. A policial leva a filha pra ilha, a adolescente sofreu violência do namorado e a mãe leva ela pra ficar mais protegida, que linda a atriz Alba Galocha. Todos os jovens são muito bonitos Nacho Nugo e Jorge Varandela. A jovem assassinada do começo é interpretada por Denisse Peña. Ainda no elenco estão: Xabier Dave, Antonio Durán Morris, Maria Vásques, David Seijo, Santi Prego, Sabela Aran, Dénis Gomes, Eva Férnandez, Luísa Merelas e Alfonso Agra.

Gostei demais da série, muito bem conduzida. Um ricaço é quem mantém a ilha sob o seu comando. Ele que emprega praticamente todos os moradores na indústria de produtos de peixe. Compra os peixes dos pescadores. Desde o começo é a família que controla tudo e mantém o silêncio das pessoas ou com dinheiro ou ameaçando com seus segredos. A ilha é toda cheia de silêncios, todos tem segredos que são manipulados pelos moradores, todos se silenciam e atrapalham a investigação. Eu suspeitei logo de um morador que devia ser preso tantos crimes que comete por vingança. Só perto do final que percebi o rumo que seguia, no penúltimo episódio, mas não tinha ideia do desdobramento surpreendente, fiquei chocada. Excelente! Ótima série!

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Malicious

Assisti Malicious (2018) de Michael Winnick no TelecinePlay. No Brasil chama O Chamado do Mal. É razoável!

Um jovem casal muda-se para uma cidade. Ele vai ser professor da universidade, ela está grávida. A casa por fora é lindíssima, por dentro é assustadoramente sombria. Mal tem iluminação que falha o tempo todo, antiquada, móveis pesados e escuros. Há muitas cenas assustadoras, mas eu me assustei mesmo com os espelhos, que não reproduzem o que você está fazendo. O você do espelho faz outra coisa, muito assustador. A esposa é interpretada por Bojana Novakovic, o marido por Josh Stewart. O aluno por Ben VanderMey, o professor Delroy Lindo e a irmã da grávida Melissa Bonona.
As cenas mais assustadoras me assustaram menos. Nossa, o final dá muita raiva, mas é muito bem feito. Ficou com cara que terá continuação.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Coisa Mais Linda - 2ª Temporada

Assisti a segunda temporada de Coisa Mais Linda (2020) de Giuliano Cedrone e Heather Roth na Netflix. Eu tinha gostado muito da primeira que comentei aqui e que acaba de modo catártico. 

No Ano Novo, na praia, o marido (Gustavo Vaz) de Lígia (Fernanda Vasconcellos) atira nela e na amiga. Começa a segunda temporada com Maria Luíza (Maria Casadevall) acordando depois de quase ter morrido e descobrindo que sua melhor amiga não resistiu ao tiro. A série fala muito de questões femininas, mais difíceis ainda na época que é ambientada. A mulher que se separa, mas na verdade o homem que desapareceu, a que canta na noite, a mãe que é dona de um clube noturno, enfim, são muitos temas delicados e profundos.

Thereza acaba indo trabalhar em uma rádio dirigida pelo personagem do Eduardo Semerjian. O outro radialista é interpretado por Alejandro Claveaux. Aparecem nessa temporada os personagens de Kiko Bertholoni e Ângelo Paes Leme. Continuam no elenco Alexandre CiolettiEsther Góes, Ondina Clais, Gustavo Machado, Sarah Vitória e Leandro Lima.

 

Surge uma nova cantora, Ivone, irmã de Adélia (Pathy de Jesus). Como Larissa Nunes canta. Nesse núcleo aparece o pai delas interpretado por outro ator que adoro, Val Perré. Nesse núcleo tem ainda Ícaro Silva e Eliana Pittman

Eu amo essa série que novamente acaba catártica. Tinham confirmado a terceira temporada, mas agora, só depois da pandemia é que vamos conseguir saber quais projetos vão resistir a esse tsunami, mas espero sinceramente que volte.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Eu sou todas as meninas

Assisti Eu sou todas as meninas (2021) de Donavan Marsh na Netflix. É um filme importante que fala sobre tráfico de crianças, mas não é um grande filme. No final fala da infinidade de crianças todos os dias que são sequestradas no mundo. Acho importante mostrar que nem sempre o bom homem, o idoso importante, o político influente, não tem algo escondido, não é um criminoso perverso. Muitos acham que pessoas más, pedófilos, tem cara de gente má e não está inserido na sociedade, vive à margem.
 

Uma equipe policial investiga o sequestro de crianças, mas sempre que chega ao local dos cativeiros não há mais ninguém. Fica claro que há informantes e gente poderosa envolvida. Eu fiquei curiosa pra entender a polícia da África do Sul. O chefe (Mothusi Magano) diz que sem prisões, os responsáveis não vão investir na investigação. Fiquei na dúvida se eram uma polícia independente, ou se há diferenças em regras policiais nesse país.
As duas policiais são lindas: Hlubi Mboya e Erica Wessels. Uma pena que elas não tem uma romance de fato, fica clara a tensão e atração entre elas, mas o máximo que elas falam é que se amam, mas não assumem de fato a relação. Também não fica muito clara a época do filme, mas que é a época que é proibido uma branca ir na zona que vivem negros. Também não sei se é proibido relações inte-raciais. Sei que alguns países foi ou é proibido.

O que mais me incomodou é a inexistência da imprensa. O filme é baseado na história de um homem que desapareceu com 6 crianças. O filme amplia essa história que é baseada e fala de uma rede enorme de tráfico internacional de crianças repleto de poderosos. Um mascarado vai matando esses poderosos que aparecem exatamente onde a criança desapareceu e tem letras diferentes em sangue no peito de cada um. Logo após o primeiro famoso morto, a imprensa ficaria em cima especulando, seguindo e investigando. Muito esquisito o filme ser uma realidade paralela, deslocada da sociedade. Ampliaram muito o tráfico, com gente demais envolvida, famosos mortos, mas a sociedade alheia a tudo, esquisito.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Cuidado com o que desejas

Assisti Cuidado com o que desejas (2020) de Agustín Tapia na Netflix. Sábado é dia de filme de fantasminhas! Esse é razoável! No Brasil está com o péssimo nome Quando Ninguém Vê.
 

Uma família vai a uma belíssima casa de caça comemorar o aniversário da filha. O tio vai junto e presenteia a menina com um arlequim que comprou em uma casa de antiguidades, junto veio o teatro. A menina, como eu, ama filmes de terror, então o arlequim já vem com uma cordinha pra ser enforcado e uma história macabra de sua origem. O arlequim ganha vida quando a família  não está olhando e com os outros bonequinhos conta histórias para a menina.
A questão é que o arlequim conta pra menina o que os seus familiares estão fazendo. Conta que o tio e a mãe dela querem matar o pai pra ficar juntos. Depois ela descobre que na verdade a mãe está enganando o tio e a mãe e o pai que querem matar o tio. Na verdade a menina precisa mesmo é de uma família nova. As reviravoltas são muitas e bem inteligentes. É um bom filme.

A menina é interpretada por Valery Sais. Os parentes por Fernanda Castillo, Ruan Ríos e Ivan Arana.

Beijos,
Pedrita