Assisti ao concerto de Mateusz Krzyzowski no Festival Chopin no Teatro Cultura Artística. Mais uma noite mágica! Na apresentação só obras de Chopin, foi tudo lindo demais!
Mateusz Krzyzowski é polonês e vencedor de vários concursos como Warsaw
Piano Grand Prix (1º Prêmio, 2023), o Concurso Internacional de Piano
Ignacy Jan Paderewski em Bydgoszcz (1º Prêmio e prêmios de melhor interpretação
de um concerto de Wolfgang Amadeus Mozart e de melhor performance por um
polonês, 2022), e o 12º Concurso Internacional para Jovens Pianistas "Arthur
Rubinstein in memoriam" em Bydgoszcz (1º Prêmio e prêmios especiais
de melhor interpretação de uma obra de Karol Szymanowski e melhor interpretação
de um concerto, 2021).
Programa piano solo
F. Chopin - 1810/1849
Polonaise em Fá sustenido
menor, Op. 44,
Noturno em Dó menor, Op. 48 nº
1,
Noturno em Fá sustenido menor,
Op. 48 nº 2,
Mazurca em Si maior, Op. 56 nº
1,
Mazurca em Dó maior, Op. 56 nº
2,
Mazurca em Dó menor, Op. 56 nº
3,
Polonaise em Lá bemol maior,
Op. 53
Fotos de Denise Andrade
Na segunda parte, Mateusz Krzyzowski tocou com o ótimo Quinteto São Paulo Chamber Soloists. Eles tocaram Concerto para piano e
orquestra em Fá menor, Op. 21 (Versão para quinteto de cordas) de Chopin. Eu adoro grupos de câmara e foi um belíssimo concerto!
Assisti É Tempo de Amoras (2025) de Anahí Borges no Canal Brasil. Eu queria muito, mas muito ver esse filme desde que ouvi falar da estreia nos cinemas. Não imaginam a alegria que fiquei quando avisaram que ia passar no canal! E é lindo demais! Poesia pura!
Eu adoro a Rosamaria Murtinho, amei o nome do filme. Ela vive em uma instituição de longa permanência muito agradável, mas quer ir rever um antigo namorado então foge. As instituições como essas no Brasil são muito atrasadas, verdadeiros cárceres. Essa ainda é mais leve, não impõe aos idosos em ficar parados em frente a televisão o dia inteiro. Nessa elas tem atividades manuais, jardim, uma vida mais confortável e livre, mesmo que sejam impedidas de sair. Nesse núcleo estão Bárbara Bruno, Vanessa Goulartt e Agnes Zuliani.
Ela resolve fugir para rever um antigo namorado que é interpretado pelo Antonio Pitanga. Ele vive em uma linda casa. As locações são lindas, me deu saudade de ruas arborizadas, cheias de casas com jardins, a própria instituição fica em uma linda casa. Ele vive com a esposa de Zezé Motta. E lá está um neto. É de cortar o coração quando ele pergunta se ela tem netos e ela diz que sim mentindo. Ela é totalmente sozinha, sem filhos, netos. Só tem um sobrinho que vive fora do país e que não parece ter proximidade.
Ela fica muito abalada com o encontro, senta em uma loja onde conhece as crianças de Analu Reis e Rafael Pereira, amei as crianças. E se estabelece uma amizade entre eles. Analú é Pety e tem uma atividade na escola para levar fotos e histórias dos avós, mas ela não tem. Ela pede pra Pasqualina ser a avó dela. É tudo muito delicado e bonito. A professora é Luci Pereira. O elenco todo é incrível. Para levantar o material dos avós para a aula, a menina tem contato com os objetos e histórias da "avó". Eu amo objetos e mexeram muito comigo. Sou fascinada em revisitar a vida das pessoas e os objetos que trazem suas histórias e memórias.
A mãe se assusta um pouco com a aproximação repentina das crianças com essa idosa, mas aos poucos vai entendendo a solidão da filha. Eu adoro essa atriz, a Jessica Córes. E os figurinos são lindos. A mãe trabalha muito, se separou, então a menina fica muito sozinha. A menina quer adotar a avó. A mãe permite aos poucos a aproximação, elas passam a visitar a avó na instituição, é tudo lindo demais! É muito bonito como a história toda é costurada, gradativamente, afetivamente, tudo a seu tempo e muito realista.
A avó adotada tinha estudado ballet e piano, então a música do filme é sempre ao piano e interpretado pela ótima Karin Fernandes.
Assisti Animals (2026) de Ben Affleck na Netflix. Não estava muito animada porque as críticas são muito negativas. Só assistindo que descobri que é baseado no clássico japonês o Céu e o Inferno (1963) de Akira Kurosowa que já passou da hora de conhecer. Vai ser difícil achar pra ver. Esse mesmo filme japonês que inspirou o de Spike Lee que eu não gostei muito. O do Spike Lee começa muito bem, mas na metade se desvirtua completamente. Animals não. Eu gostei muito mais do que o do Spike Lee. O filme é sobre dilemas morais e esse tema vai até o final, o que não aconteceu com o do Spike Lee.
Ben Affleck dirige e protagoniza Animals. O personagem é um candidato a prefeito em Los Angeles e conhecido por ter aproximação com imigrantes e os defendê-los. Eu gosto muito da Kerry Washington que faz a esposa dele. O elenco todo é muito bom. Pela campanha, ele assina um documento sem conversar com a esposa onde ele perderia e ficaria com uma dívida milionária caso perdesse as eleições. Eles tem um filho.
O filho vai com a babá e o filho dela na festa de Halloween e é sequestrado. A babá é Adriana Paz e o marido Luis Gerardo Mendez. O marido é imigrante ilegal.
O assistente dele contrata quase uma mercenária. O candidato precisa de uma fortuna em dinheiro pra pagar o resgate, e essa mulher sem nome pode resolver isso. Gosto muito também desses atores Steven Yeun e Gillian Anderson. Essa profissional é muito dura, achei pavorosa. Conversa e orienta como agir com o sequestrador e tudo sempre é muito arriscado e violento. Até que eles descobrem que o filho que foi sequestrado é o da babá. Aí as conversas só pioram. O candidato não pode recusar pagar o sequestrador porque pode ser nocivo para a campanha. Ele não pode recusar salvar o filho de um imigrante, porque é o que defende em sua campanha. Não porque ele está preocupado com o garoto.
Gostei muito do final que é muito, mas muito surpreendente. As questões morais vão até o último segundo. Tem frases fortes que estou pensando até agora. É inteligente!
Fui ao recital de Piotr Alexewicz no Festival Chopin no Teatro Cultura Artística. Eu gosto demais desse pianista, tem uma técnica delicada, com impressionante precisão. Foi um belíssimo concerto!
O pianista polonês começou com Debussy, entre as obras a icônica Clair de Lune e seguiu para Rachmaninoff. Na segunda parte tocou só Chopin. Foi maravilhoso! Ovacionado, voltou para dois bis. Foi lindo!
Programa
C. Debussy (1862–1918)
Suite bergamasque, L. 75
Prélude
Menuet
Clair de lune
Passepied
S. Rachmaninoff (1873–1943)
Études-tableaux, Op. 33
F. Chopin (1810–1849)
Noturno em Sí bemol menor, Op. 9 No. 1
Noturno em Mí bemol maior, Op. 9 No. 2
Andante spianato e Grande Polonaise brilhante em Mí bemol maior Op.22
É vergonhoso, mas foi a primeira vez que fui ao Teatro Cultura Artística depois da reforma. Está moderno, equipado, a sala diminuiu um pouco de tamanho, mas está muito bem projetada, confortável. Foi muito emocionante poder pisar novamente nesse teatro.
O Festival Chopin vai até o final de outubro. O próximo é novamente no Teatro Cultura Artística. Estou ansiosa!
Assisti Barbarian (2022) de Zach Cregger na HBOMax. Esse filme está pra sair do catálogo desse streaming. É muito tenso e assustador! O roteiro me surpreendeu! Acaba falando muito de questões sociais!
Uma jovem aluga uma casa por temporada. Chega à noite, com uma chuva torrencial, tem uma certa dificuldade com o código, mas quando consegue abrir o dispositivo, a chave não está lá. Volta ao carro, liga pra quem alugou e cai na caixa postal. Ela vê uma luz na casa, bate na porta e um jovem abre. Ela fica muito assustada, mas ele também alugou mas por outro lugar, confere tudo, o telefone, parece mesmo que os dois alugaram. Georgina Campbell está excelente!
Ela fica muito desconfiada do rapaz, tenta hotel, mas há uma convenção na cidade e tudo está lotado. Resolve ficar. Ela não aceita o chá que ele fez pra ela. Ele é Bill Skarsgard.
Quando ela acorda, ela se arruma e vai a entrevista de emprego. É só aí que ela vê o bairro e se assusta. Tudo degradado, abandonado. A casa que ela alugou é uma graça, equipada, simpática mesmo, mas nada no bairro parece bom. A que a entrevista fala pra ela sair correndo de lá. A jovem volta pra casa, acabou o papel higiênico e só tem no porão embaixo. Lá ela começa a achar, portas, cativeiro, e mais portas e mais andares abaixo. Um horror. O jovem volta, ele vai olhar embaixo e não volta, ela vai atrás. Comecei a ficar apavorada. Em um momento ela consegue fugir e chamar a polícia, que a vê suja, naquele lugar, nem liga pras denúncias. Entendemos que bairros degradados não tem a proteção da polícia.
O filme ainda estava no começo e eu pensando que ela iria passar o filme no cativeiro em sofrimento, mas o roteiro é muito inteligente. O filme corta pra uma estrada belíssima na praia e um ricaço muito feliz dirigindo. Ele é um boçal, se envolveu em um escândalo de estupro, jura que é mentira, mas para pagar o advogado, precisa vender alguns de seus bens. E sim, um é a casa que a jovem estava. Ele é Justin Long. Tudo muito interessante. E tem outro corte no filme com outro personagem. Gostei bastante! Mas é muito, mas muito assustador.