terça-feira, 16 de julho de 2024

Monster

Assisti Monster (2023) de Hirokazu Koreeda no TelecinePlay. Queria muito  ver esse filme pelos elogios e prêmios que recebeu. Não é um filme fácil de ver, vi bem aos poucos porque sofri bastante. O excelente roteiro é de Yuji Sakamoto.


 

Um garoto tranquilo vive sozinho com a mãe, Sakura Andô. Com o tempo ela percebe mudanças de comportamentos no filho e procura a escola que é péssima. O filme é dividido em três partes. Três vezes a mesma história por outro personagem. O primeiro é a mãe tentando saber o que acontece e sendo blindada na escola.

O segundo é o professor o protagonista, Eita Nagayama, que tenta entender o que acontece com o garoto. Aí que vemos a escola impedindo dele falar diretamente com a mãe. A escola faz de tudo pra abafar o caso e com isso não ajuda ninguém. Não enfrenta o problema de frente, muito menos tenta descobrir de fato o que acontece.


A terceira parte é que vemos o que realmente acontece. Os dois meninos, Sory Kurokawa e Hinata Hiragi, atuam demais, é emocionante! Os dois estudam na mesma classe. O menor sofre horrores dos colegas. A escola nunca vê. Dizem que ele tem cérebro de porco. Então o outro amigo pede que eles finjam não ser amigos na escola. Ninguém sabe então da intensa amizade entre eles que elegem um esconderijo, um vagão de trem abandonado. Lá eles criam um universo próprio, brincam, desenham, se divertem muito. Mas na escola não. É por essa convivência que descobrimos que o menor mora com o pai que quer a cura do menino. Diferente do outro, ele é pouco cuidado. Como diz o maior, ele nunca leva lanche. Mas com o tempo percebemos que ele sofre mais ainda porque o pai é violento com ele. É de cortar o coração quando vemos ele todo machucado. 
Eu achei que o final ficou em aberto. Sim, depois da terra cair no vagão, eles saíram por outro lugar. Alegres e felizes. Mas eu tive outra interpretação. Eles não se salvaram do desabamento, e a liberdade e a felicidade é porque eles não estão mais vivos. Me emocionei muito.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 15 de julho de 2024

O Sequestro do Voo 375

Assisti O Sequestro do Voo 375 (2023) de Marcus Baldini no Star+ na Disney. Esse filme vem ganhando muitos prêmios e resolvi ver. Fiquei perplexa de ver que é uma história real que desconhecia por completo.

Em 1988 um desempregado sequestrou um avião que ia de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, para que o piloto levasse o voo até Brasília pra jogar o avião no Palácio do Planalto e matasse o Sarney, presidente da época. Maranhense, o sequestrador sofria com a miséria que assolava o país, e ainda assola A confusão econômica da época, mudanças de moeda, inflação galopante, vulnerabilizavam ainda mais quem nada tinha. Jorge Paz está inacreditável. O piloto de Danilo Grangheia também está incrível. Que interpretações. Que filme de ação bem realizado.
O filme foi realizado em um avião da Vasp de colecionador. O elenco é incrível Cesar Mello, Roberta Gualda, Juliana Alves Wagner Santisteban, Claudio Jaborandhy, Diego Montez, Adriano Garib e Teca Pereira

É uma história tão surreal que parece que foi inventada por hollywood. Um homem armado, sozinho, consegue embarcar em um voo comercial, com uma única arma. Por regras do Ministério da Defesa, decidem que o avião será abatido no ar, por um caça, matando os 100 civis a bordo. O avião ruma pra Brasília, mas por manobras de negociação e truques, pousa em Goiânia. Falam que após esse episódio o sistema de segurança nos embarques foram mudados radicalmente.
Beijos,

Pedrita

domingo, 14 de julho de 2024

The Creator

Assisti The Creator (2023) de Garet Edwards no Star+ na Disney. Eu adoro ficção científica. Me emocionei muito com esse que fala muito de intolerância, violência e desamor. É um filme deslumbrante em imagens, algumas locações são na Tailândia.

É uma trama bastante complexa. Robôs são criados e vivem na sociedade. Até que os robôs acham que podem resolver as questões da humanidade matando vários. Passam a ser dizimados e só sobram alguns no Norte da Ásia. Soldados americanos vão lá matar os que sobraram e o protagonista segue junto já que viveu na região e conhece bem o local, ele é o incrível John David Washington. Logo que ele chega no norte da Ásia ele percebe que os locais vivem em harmonia com os robôs, até mais que isso. Alguns são casados com robôs. E há vários que são um misto de robô e gente.
Como a fofa Alphie, vivida por Madeleine Yuna Voyles. Ele quer achar sua amada Maya e saber de seu filho. Maya é a deslumbrante Gemma Chan. Me emocionei muitas vezes.

Os americanos chegam e não querem saber se tem mulheres, crianças e idosos. Querem destruir os robôs e pouco se importam com os locais. É uma verdadeira chacina, de cortar o coração. Tão parecido com as guerras atuais. A atualidade do filme me impactou muito.


Beijos
Pedrita

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Agulha no Palheiro Temporal

Assisti Agulha no Palheiro Temporal (2021) de John Ridley no TelecinePlay. Que filme lindo! Fiquei muito emocionada! Adoro filmes de viagem no tempo!

O casal é lindo! Adoro Cynthia Erivo, ele é o principal, Leslie Bloom Jr., lindo e talentoso. Demoramos um pouco pra compreender o que acontece. Em uma reunião ele vê uma onda vindo, o nariz dele sangra. Logo ele liga pra esposa pra saber se ela ainda lembra dele. Achei que tinha a ver com as mudanças climáticas, que provocavam transformações, mas não.
O personagem do Orlando Bloom é um revoltado. Ele perdeu seu grande amor para o seu ex melhor amigo. Ele nega, mas percebemos que ele tem feito viagens no tempo pra mudar o passado e o futuro, o que é proibido. As viagens no tempo são caríssimas, nas regras nada pode ser mudado, e ele muito, mas muito rico, abusa desse privilégio. Acho difícil essa regra ser respeitada pra qualquer pessoa. Dois outros recorrentes no elenco são Freida Pinto e Jadyn Wong. A trilha sonora é linda.

Quando o protagonista volta pra casa percebemos que alguma mudança aconteceu. De manhã ele tinha um cachorro e passeou com ele, de noite ele chega em casa e é um gato com o mesmo nome. Ele estranha ter um gato porque nunca gostou de gatos, e ama cachorros, mas não lembra que tinha um cachorro de manhã. Só nós sabemos que algo mudou e o animal de estimação também. E ficamos pensando o que mais pode ter mudado nas outras vezes. É um filme bem triste, me emocionei bastante.
A maldade do que não se conforma de perder sua esposa incomoda muito. Sem escrúpulos algum ele não se importa em nada de tentar mudar o passado e o futuro. E ainda nega que o faça. Ele se aproveita, que em geral eles se esquecem do que viveram, pra mudar o passado. 
Eu fiquei me perguntando o que gostaria de mudar no meu passado, e fiquei bem confusa.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 9 de julho de 2024

Corpolítica

Assisti Corpolítica (2022) de Pedro Henrique França no Canal Brasil. No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ o canal programou o documentário e eu gravei.

Desde que saíram as primeiras fotos da produção eu queria ver. Fiquei acompanhando pelas redes sociais as gravações, os processos. Demorei demais pra assistir. Marco Pigossi assina a produção com o diretor.

Foto Liz Dórea

O filme acompanha políticos e candidatos. É a eleição de 2020, todos precisam fazer campanhas de máscaras. É a Erika Hilton na foto. E o documentário termina após as apurações. Erika foi a mulher mais votada no Brasil. Acompanhamos os candidatos vendo as apurações, me emocionei muito. Também contou um pouco da vida de alguns. Erika foi expulsa de casa aos 15 anos. Sua mãe ficou muito, mas muito religiosa, e achou que era o certo. Ela claramente se arrepende, porque ela na época não se preocupou como a adolescente ia se virar que precisou ir às ruas. Muito triste que uma religião pregue tanto desamor e violência contra os seus, só porque são diferentes. Venho acompanhando a gestão da Erika na Câmara e volte e meia ela está defendendo pautas que acredito, muito orgulho de seu trabalho.

Há anos eu voto preferencialmente em mulheres. Um país com maioria feminina e negra, não pode continuar a ter políticos majoritariamente homens, brancos e héteros. O documentário pega um segmento mais específico, o LGBTQIAPN+. Enquanto não tivermos políticos diversos, vamos continuar engolindo pautas elitistas e excludentes. E tem pouco tempo que votamos, precisamos muito, mas muito mesmo, debater política. Admiro muito projetos que conversem sobre os temas. Na foto Andrea Bak que não foi eleita nessa eleição.
Mônica Benício é outra candidata que acompanham. Ela foi eleita. Indo tomar posse ela estava muito emocionada e chorei também. Ela contou que em 2020 Marielle Franco concorreria a eleição. Muito triste que uma parlamentar tão importante tenha sido morta por opiniões divergentes. Sobre como o brasileiro lida com as diferenças recomendo o filme O Nome da Morte que comentei aqui. Os projetos da Mônica eu acompanho pouco porque ela é do Rio de Janeiro.
Entre os já eleitos entrevistou Tammy Miranda, aquele que votou pela mudança das leis de aborto, que vulnerabilizam ainda mais crianças estupradas. Como a menina de 11 anos que na época dessa votação era levada pela família, já que é uma criança, de hospital em hospital, pra conseguir que a lei fosse respeitada e ela tivesse sua vida preservada, já que uma criança de 11 anos tem sérios riscos de não sobreviver a um parto, bem como a criança. Criança não é mãe e criança não pode gerar outra criança.
Jean Wyllys também participa. Ele acabou tendo que se exilar fora do país pelas ameaças de vida que recebeu. Erika Hilton anda com seguranças pelas inúmeras ameaças contra sua vida que recebe. Corpolítica é um documentário urgente e necessário e acaba de entrar na GloboPlay.

Beijos,

Pedrita