domingo, 12 de julho de 2026

Hedda

Assisti Hedda (2025) de Nia DaCosta na PrimeVídeo. Eu descobri esse filme em um instagram de indicações. Eu sigo instagram que são mais parecidos comigo, mas de vez em quando arrisco indicações de desconhecidos. Esse é baseado na peça Hedda Gabler (1890) de Henrik Ibsen. Eu quis ver porque adoro a Tessa Thompson que está majestosa como Hedda.

A direção de arte é inacreditável. Os figurinos são belíssimos! A mansão é Flintham Hall, em Notthingham, na Inglaterra. Enorme, cheia de cômodos, jardim, lago. Quero rever muitas vezes porque fiquei atenta a trama instigante e perdi detalhes da casa. A festa tem música ao vivo, as faixas são maravilhosas, e tem na Spotify. É um filme completo.

Hedda casou há pouco e quer uma festa para apresentar os seus amigos e os de seu marido de Tom Bateman. Ela contrata um séquito de empregados e prepara uma festa suntuosa. Ele está prestes a alcançar uma bela posição no meio acadêmico e a ostentação da festa pode ajudar. Hedda é muito ambiciosa, tanto que entendemos que ela está investindo e depois vai pagar tudo o q investiu na festa com a promoção do marido.
Uma ex de Hedda vem a festa. É uma escritora de sucesso e concorre ao mesmo cargo do marido de Hedda. A tensão se instala. Ela é a incrível Nina Hoss. Antes chega sua companheira tentando evitar o desastre, de Imoogen Poots.

Hedda é uma mulher livre e ambiciosa, que não mede esforços para conseguir o que quer. O juiz de Nicholas Pinnock é outro que ela seduz para conseguir o que quer. O filme é tenso, belo, incrível, inesquecível!
Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Enola Holmes 3

Assisti Enola Holmes 3 (2026) de Philip Barantini na Netflix. Eu tinha gostado muito dos anteriores, me animei em ver. Não gostei tanto, deu sono.
 

É o casamento de Enola, o noivo, Louis Partridge, já espera no altar e ela está atrasadíssima. Que vestido maravilhoso! Enola está belíssima! E sim, ela não chega ao casamento. Ela é atacada na carruagem e descobre que seu irmão, o Sherlock Holmes de Henry Cavill, foi sequestrado. Millie Bobby Brown está maravilhosa como sempre!
A futura sogra, Hattie Morahan, também é sequestrada. O filme é bastante confuso, rocambólico, mal amarrado, definitivamente não é um dos melhores da série. Inclusive eu nem lembrava que era filme, achei que eram temporadas de séries.
Tudo circula em torno de Moriarty de Sharon Duncan-Brewster e o tesouro de Malta. O filme tenta fazer uma reparação histórica colonizadora. Após o tesouro ser localizado, resolvem devolver aos seus verdadeiros donos, o Afeganistão. O que nunca acontecia com colonizadores.

 O filme teve muitas críticas por furos na reconstituição de época, eu não ligo muito porque é um filme de ação, até mais modernizado, com mudanças de comportamentos de época, lutas impossíveis, então não ligo muito para as licenças poéticas.




Mas fiquei revoltadíssima ao final e não achei nada a respeito.
Helena Bonham Carter aparece um pouco mais nesse. Ela é mãe de Enola e ajuda nas pistas. Enola volta a casar de modo não convencional ao final e a mãe diz que não sabia que presente dar a filha, que tinha pensado em joias, flores e aí Susan Wokama aparece. É isso mesmo? A mãe dá a amiga de presente a filha como se ela fosse um objeto? Uma coisa? Quer algo mais racista que isso? Fiquei chocada. Eu entendi errado?


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O Uivo da Gaita

Assisti O Uivo da Gaita (2013) de Bruno Safadi no Canal Brasil. Nunca tinha ouvido falar nesse filme. Passou na Quarta Sapatão. Belíssima essa arte!

E que filme poético, contemplativo! Sem diálogos, com uma ou outra narração, o filme acompanha os personagens. E com as maravilhosas Leandra Leal e Mariana Ximenez.

Um casal vive em uma belíssima casa. Fui procurar e é a Casa das Canoas de Oscar Niemeyer. Ele é Jiddu Pinheiro. Quando eles colocam música para ouvir, ouvimos outros sons, quando conversam, só vemos eles conversando, não ouvimos as conversas. Muito do som é ambiente, mas alguns são criados em estúdio, muitos são só ruídos. Gostei demais da estética!

Até que aparece a personagem da Leandra Leal. Inicialmente os três curtem momentos juntos. As cenas de praia é em Niterói. Tem muitas cenas contemplativas no porto. A fotografia de Ivo Lopes Araújo é deslumbrante.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 7 de julho de 2026

Se é Terça-Feira, é Assassinato - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada da série Se é Terça-Feira, é Assassinato (2026) de Carlos Vila na Disney+. Que delícia de série! Eu soube dessa maravilha pelo Miguel Barbieri, ele disse que tinha uma pegada Agatha Christie que amo, corri pra ver. E é isso mesmo! Estou querendo adotar esse slogan: Se é Terça-Feira, é Assassinato.
 

Um grupo de turistas em excursão vão conhecer Lisboa. Tudo está diferente do combinado. O ônibus não seria aquele. 

E o hotel? O que iam ficar está lotado, eles precisam seguir para um antigo, muito pitoresco, que delícia de cenário. 

Um homem aparece morto em uma banheira, a polícia diz que foi infarto, um grupo duvida e começa a investigar. O quarteto é muito diverso entre si. Uma senhora casada que viaja sozinha com a maravilhosa Ana Wagener. Um gênio adolescente de Biel Montoro que viaja com os pais e tem uma mãe super protetora. E dois suspeitos Inma Cuesta e o galã Alejandro García. Em meio a investigação vamos conhecendo um pouco mais desse grupo.
Em meio aos passeios turísticos eles vão tentando descobrir o assassinato. Uma delícia ver Lisboa e seus museus. A fotografia é belíssima. A série é deliciosa e já deixou aberta que terá uma segunda temporada, espero que sim, porque adorei.
Beijos,
Pedrita

domingo, 5 de julho de 2026

Uma Voz Humana

Assisti a peça Uma Voz Humana de Jean Cocteau no Teatroiquè. Eu adoro a Larissa Nunes, ela é uma artista completa, então queria muito ver esse espetáculo. A excelente direção é de José Fernando Peixoto de Azevedo. E também queria conhecer esse novo teatro pertinho de casa. Que peça maravilhosa! Genial! Inesquecível!

Fotos de José de Hollanda

Esse texto de Jean Cocteau é muito bom, uma mulher conversa com seu ex ao telefone. Eu tinha visto uma ópera de Francis Poulenc, a música é belíssima, queria muito ver essa adaptação. Gostei muito da utilização da tecnologia. 

O Teatroiquè é um estúdio, faz muitos vídeos, comerciais, então tem
equipamentos de ponta. A peça utilizou inúmeros recursos tecnológicos e ficou incrível! Há um telão e câmeras que pegam ângulos diferentes. Temos o teatro ao vivo e as câmeras com outros ângulos. Tem música ao vivo, a técnica também fica no palco. Uma enorme equipe para mostrar o sofrimento e tensão dessa mulher com seu ex ao telefone. Gostei muito da adaptação e atualização do texto. E como é ambientado aos dias de hoje, é tudo pelo celular, pelo fone de ouvido.
Larissa Nunes canta muito, então há algumas músicas que ela interpreta. Excelente escolha das músicas, diversas, intensas e diferentes entre si. A direção musical é de Eloiza Paixão. Tem uns vídeos do romance da protagonista que é interpretado por Sidney Santiago Kuanza, também responsável também pelo belíssimo e prático figurino. Tudo é muito milemétrico e excelente! Deram mais potência ainda a gigante Larissa Nunes. Uma Voz Humana fica em cartaz até 20 de julho.

O Teatroiquè tem tido uma programação diversa e interessante. A tecnologia e os equipamentos são os diferenciais. E é perto de casa. No terraço e no subsolo tem tido programação de festas. Tem bar com bebidas alcóolicas e música alta. Também realiza cursos. O espaço não tem acessibilidade.

Vou colocar um vídeo de uma interpretação da Larissa Nunes, não do espetáculo.
 

Beijos,
Pedrita