Assisti A Mulher Secreta (2026) de Barbara Topsoe-Rothenborg na Netflix. É baseado no livro policial de Anna Ekberg e descobri que essa autora é um pseudônimo de uma dupla de escritores dinamarquesesAnders Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich.
Uma mulher (Natalie Wolfsberg Madueño) vive em uma cidade litorânea belíssima na Noruega. Tem um restaurante com uma amiga, um belíssimo namorado (Pal Sverre Hagen) com quem fica noiva. É uma vida bucólica, tranquila e linda.
Um homem aparece no restaurante e a chama por outro nome. Ela resolve investigar e descobre que é riquíssima. Ah, ela tem a clássica e providencial amnésia. O pai é dono de uma empresa poderosíssima. Ela vê uns flashes da morte dele. Na casa dela vive o marido (Claes Bang), a mãe dele (Stina Ekblad) e um filho pra lá de traumatizado com o sumiço no passado da mãe. Tem dois anos que a mãe sumiu. A protagonista é meio burrinha. Um dia ela acorda atordoada, como não percebeu que foi dopada? E continua aceitando o que o marido dá pra ela beber. Só quando encontra uma parte do remédio no café é que desconfia.
O atual noivo vai atrás e começa a investigar. Ele descobre que tudo do pai da jovem, e dela mesma, desapareceu, que não tem em arquivo nenhum, não aparece na internet. Não dá pra entender porque eles investigam em separado e não chamam um ao outro pra dar cobertura. Providencialmente muito burros. Eles tem sorte que os algozes são bem burros também. A trama é interessante, dá pra ver, mas a capacidade do filme de subestimar o público incomoda bastante.
Assisti Angela (2023) de Hugo Prata na PrimeVideo. Esse filme foi lançado muito antes da série. Apesar das críticas negativas, eu queria ver. O roteiro é de Duda Almeida.
O filme conta parte da história da Ângela Diniz. Começa quando ela conhece Doca Street em uma danceteria. Ela já está separada, vive no Rio de Janeiro e luta para receber as visitas de seus três filhos que ficaram com o pai em Minas Gerais. Ângela é interpretada muito bem por Isis Valverde e Doca é Gabriel Braga Nunes que está igualmente bem.
Quando os dois se conhecem, Ângela estava com Ibrahim Sued, colunista social, interpretado por Gustavo Machado. E Doca estava casado.
Os dois tem uma paixão avassaladora. Ângela compra uma casa em Búzios e começa a reformá-la para receber os filhos no verão. O filme foca bastante a relação do casal em Búzios. As cenas na praia foram gravadas em Porto Seguro. O filme mostra bem a escalada da violência. Começa com Doca querendo saber com quem Ângela falava ao telefone. Também mostra a tentativa de Doca de ter o controle do dinheiro dela. Quem tinha dinheiro e muito era a Ângela e ele tem que ficar pedindo pra pagar a reforma e outras questões, então pede uma conta conjunta e para administrar o dinheiro dela. Mas Ângela não cede.
Alice Carvalho faz a funcionária que é contratada por Ângela para cuidar da casa.
Bianca Bin é a amiga casada com Moreau de Emilio Orciollo Netto. A mãe de Ângela é a Chris Couto.
As brigas vão ficando cada vez mais violentas, tapa na cara, aperto nos braços, até violência física generalizada, quando Ângela manda Doca embora, fala que ele pode ir com o carro dela. Ele vai, mas volta um tempo depois tentando a reconciliação. Como não consegue, dá 4 tiros nela. É quando o filme termina. Depois vem textos falando do julgamento, de Doca receber uma pena branda por legítima defesa da honra, argumento que foi possível ser usado até bem recentemente. O texto fala do movimento quem ama não mata que surgiu logo após a pena branda do Doca e que permitiu um novo julgamento. Doca foi finalmente condenado pelo crime a 15 anos de prisão.
Assisti In Fabric (2018) de Peter Strickland na HBOMax. Estava procurando um filme, fiquei curiosa com esse que sairá logo do catálogo. O diretor também assina o roteiro. É bem divertido, surreal e inteligente! Mesmo não sendo o melhor filme que vi, a experiência é muito interessante! Tem fantasminha? Claro que não? Mas algo assombra? Claro que sim! Um vestido é o perigo do filme e é de terror, mas tem momentos cômicos também.
Apesar do filme ser recente, todo o estilo é de filme mais antigo. São muitos closes, cenas estranhas. Uma belíssima mulher compra o tal vestido vermelho e fica mais linda ainda. Marianne Jean-Baptiste está maravilhosa. Achamos que ela ficará o filme todo, mas ele é dividido em duas partes. O filme é cheio de entrelinhas. O vestido foi usado por uma belíssima modelo, tem a revista com a modelo com ele, que usa 36. Ela morreu tragicamente depois. Apesar do vestido ser 36 e a personagem dizer que não serve, o vestido serve perfeitamente. Ela quer um vestido porque liga pra homens que anunciam no jornal procurando conhecer alguém. Ela vai jantar com o Adonis que é um pavor, que homem horroroso, ela desiste dele no jantar mesmo.
Chegando em casa ela está com uma alergia pavorosa no seio, resolve por o vestido na máquina. Imagina, um vestido delicado desse na máquina e com outras roupas pretas. A máquina enlouquece, ela vai tentar parar e se machuca seriamente. Ela mora com o filho Jaygann Ayeh que tem uma namorada esquisitíssima que não sai da casa deles. Ela é a maravilhosa Gwendoline Christie. A protagonista é caixa de um banco. As inquisições dos superiores sobre quantas vezes foi ao banheiro, quanto tempo ficou lá e uma infinidade de abusos são desconcertantes.
A loja é esquisitíssima também! Mas isso é bom descobrir assistindo! Sidse Babett Knudsen é a vendedora. O filme fala bastante sobre consumismo, é bem interessante.
A segunda história é de um técnico de máquina de lavar roupa e já imaginam o que vai acontecer. Ele compra o vestido para ele, para uma festa pavorosa com os amigos. Ele é o ótimo Leo Bill e claro que o vestido 36 fica perfeito nele. Ele tem uma namorada há séculos, ela é insuportável e é Hayley Squires. Ela é a última a usar o vestido. Divertido ele ser tão expert em conserto de máquina de lavar roupas que é procurado para falar dos defeitos que ela fala infinitamente e todos entram em transe, o filme é bem engraçado. E os abusos trabalhistas também aparecem. Ele é pressionado pelos mesmos chefes da outra história, mas agora a queixa é que ele foi denunciado por uma vizinha porque estava consertando a própria máquina de lavar roupa, que é proibido.
Assisti a série Apenas um Olhar (2025) na Netflix. Desde que vi uma série baseada no livro de Harlan Coben, a Netflix me indica outras regularmente. Resolvi ver essa polonesa. É boa!
A série começa com um casal lindo, na praia, com filhos mais lindos ainda. Harmoniosos, felizes, parceiros, dá gosto de ver o amor da família toda. Ela é a incrível Maria Debska. Ela vai buscar as fotos reveladas e junto vem uma foto antiga. O marido vê, pega a foto e desaparece.
A protagonista tem uma amnésia muito providencial. Ela seria a única sobrevivente de um incêndio em uma casa de shows na juventude. E ela não lembra de nada. É comum amnésia temporária após um trauma, um acidente, mas não dura décadas. E claro que oportunistamente ela vai lembrando um pouco durante a trama. É isso que não gosto desse autor, ele ajusta a trama falsamente segundo os seus interesses, mas eu gostei da série. O incêndio na boate, as inúmeras mortes, me lembrou o horror da Boate Kiss.
Nós acompanhamos o que aconteceu com o marido de Cesary Lukaszewicz. Ele foi sequestrado por um homem violentíssimo, interpretado por um ator muito conhecido, Miroslaw Haniszewisk. A cena do marido na plantação, fugindo, é bem sofrível também, não dá pra conceber alguém tão burro. Novamente a trama se ajeitando pra favorecer a continuidade.
Os dois policiais são atores conhecidos também Magdalena Osinska e Miroslaw Kropielnick. Um fator interessante tem a ver com a foto que colocam pra aquela família ver. Um pai desesperado pra saber da morte da filha, coloca muitas pessoas em risco e provoca muitos assassinatos. Em vez de procurar autoridades pra investigar.
O final também foi bem providencial. O marido estava muito envolvido no crime na juventude e continuava com os benefícios dos crimes. Não sei se o livro escolheu esse resultado, mas na série simplifica bem as questões éticas. Com a morte dele, a família feliz que continuaria, não precisaria o desconforto de fingir que nada tinha acontecido no passado e seguir adiante como se nada tivesse acontecido.
Assisti O Alecrim e o Sonho (2022) de Valério Fonseca na PrimeVideo. Desconhecia por completo esse filme. Achei por um acaso. Amei esse pôster, é lindo, mesmo eu não sendo fã de passarinho na gaiola. É lindo e poético demais! Daqueles que quero indicar pra todo mundo!
Vicente é um professor aposentado e mora sozinho em um apartamento confortável, mas simples, no bairro de Alecrim, em Natal. Fernando Teixeira arrasa, que ator. O filme é ele, fiquei muito impactada. A filha e a neta mal o veem. Ele vai visitar a filha, uma vez ela não está, na segunda vemos ele sozinho em uma sala moderna, em um apartamento de dois andares. E depois no Natal elas o visitam. Mal convivem com ele. É de cortar o coração.
São as pessoas próximas que convivem com ele. A diarista que vem a cada 15 dias com a maravilhosa Vadinéia Soriano. A trama dela é muito impactante e triste. O porteiro de Zé Maria e sua família.
O animador de uma loja. É nessa loja que vemos a passagem do tempo. Alguns sonhos são com a maravilhosa Zezita Matos e compreendemos que é a esposa falecida.
E um senhor que vende algo em uma embalagem prateada que eu não sei do que se trata. Eles tomam café juntos, jogam dominó, é uma graça. Ele foi interpretado pelo Baixinho do Pandeiro. O protagonista é um homem muito generoso e afetivo. Stepan Nercessian faz uma participação.
Um funcionário do mercadinho e padaria é muito violento com o Vicente. Os abusos são frequentes e revoltantes. O ator é Enio Cavalcante.