terça-feira, 30 de junho de 2026

Geologia da forma: obras dos anos 90

Fui a exposição Geologia da forma: obras dos anos 90 de Germana Monte-Mór na Galeria Leme. Eu tinha gostado muito da exposição Pinturas dessa artista, estava muito curiosa para ver esse trabalho.
 

Esse trabalho é bem diferente do anterior. Germana utilizou asfalto em várias superfícies: lona de algodão, papel manteiga, papel de arroz e papel de seda. Conforme o material, o efeito muda bastante, muito interessante. Ao todo são 36 obras na mostra.

Eu tenho muito fascínio em obras feitas em lona. Gosto muito do efeito. Geologia da forma: obras dos anos 90 fica em cartaz até 21 de agosto e a mostra é gratuita.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 29 de junho de 2026

O Mensageiro do Último Dia

Assisti O Mensageiro do Último Dia (2020) de David Prior na Disney+. Porque sábado é dia de fantasminhas! O filme é baseado no livro de HQs de Cullen Bunn e Vanesa Del Rey. E gostei muito! Foi uma grata surpresa!

Quatro adolescentes bem babacas vão fazer trilha até uma montanha muito alta. Seria em algum país oriental, mas foi filmado na África do Sul. Eles passam por vários lugares sagrados e desrespeitam o local, debocham. Até que um entra em transe. Tudo meio que se resolve rapidamente e eu fiquei pensando como o filme seguiria a partir dali. Vem a abertura.
E o filme começa dali em Missouri. Jovens desaparecem e um ex-policial resolve investigar. Ele conhece a filha de uma amiga que desaparece. Ele é James Badge Dale, ela é Marin Ireland e a jovem que some, Sasha Frolova.

O filme é baseado em uma lenda em ponte. Em cima da ponte é possível chamar seres obscuros. Uma instituição utiliza a lenda para manipular jovens. Claro, é filme de fantasminha, então passa bem do ponto, mas gostei de abordar instituições que utilizam o sobrenatural para atrair pessoas e manipulá-las.

Beijos,
Pedrita

domingo, 28 de junho de 2026

O País dos Outros de Leila Slimani

Terminei de ler O País dos Outros (2020) de Leïla Slimani da Intrínseca. Eu quis muito ler esse livro já que tinha adorado Canção de Ninar. Essa autora escreve divinamente e em meio aos seus textos, debate questões urgentes. Por enquanto no Brasil são três livros traduzidos.
 

O marcador de livros é em tecido.

A coruja em pedra brasileira.

Obra de Mohamed Melehi

A autora é marroquina e se inspirou na história de sua avó para criar esse livro. Amei tanto a obra que já estou com saudade dos personagens. O livro começa na Segunda Guerra Mundial. Mathilde é francesa e conhece o soldado marroquino Amine. Eles se apaixonam e se casam. Eles seguem para o Marrocos onde Amine tem uma fazenda. Ainda não está adequada para receber a esposa, então eles ficam um tempo na casa da mãe. Sem saber o idioma ela passa boa parte do tempo na cozinha tentando aprender o nome dos objetos e ingredientes. O livro fala muito da dificuldade de adaptação de pessoas de cultura tão diferentes. Marrocos é colônia da França.
Obra de Abderrahim Jaouad

Eu não sabia que o Marrocos é um grande produtor de laranja. Eu amei a capa do livro e só na leitura entendi o motivo da laranja. Amine demora mais tempo para começar a produzir árvores frutíferas. Ele já estudava muito plantações antes de ir colocar em prática na fazenda, mas inicialmente faz muitas escolhas ruins e vive perdendo tudo. Mathilde tem muita dificuldade de viver na escassez e no isolamento da fazenda. Por bastante tempo ela e o marido se dão muito bem, mesmo que tenham dificuldade de compreender as suas culturas. Emociona a tentativa deles de se adaptarem um ao outro. Quando sua filha nasce ela insiste que a menina estude em um colégio católico francês. A menina sofre muito preconceito na escola já que é uma mistura da mãe francesa e do pai marroquino. Mathilde cuida de um doente da fazenda e passa a receber um séquito de doentes. Ela até procura o médico da cidade e explica que muitas mulheres pela cultura austera, jamais deixariam ser examinadas por um médico. Mathilde vai se aperfeiçoando, estudando e ajudando muito feridos e doentes da região.
Obra Como um Pássaro (2024) de Omar Mahfoudi

Os protagonistas se alternam. Começam com Mathilde e Amine, seguida por sua filha, mas vários outros surgem na trama. Com o passar do tempo a tensão no país se intensifica. O irmão de Amine é revolucionário e luta pela libertação de Marrocosda colonização. O livro termina em 1956 na independência do Marrocos, com a queimada das fazendas.
O livro é mágico, emocionante, amei acompanhar o dia a dia desses personagens, suas lutas e diferenças. 
O País dos Outros é o primeiro de uma trilogia sobre raça, resiliência e independência. Quero ler todos.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O Esquema Fenício

Assisti O Esquema Fenício (2025) de Wes Anderson na PrimeVideo. Como eu amo esse diretor. Fiquei eufórica de achar mais um filme dele. Durante essa cena aparecem os créditos. Nesse banheiro escritório sala de estar jantar, funcionárias dão injeção, refeição, atendem telefone. Inúmeras mulheres em inúmeras funções e nós acompanhando de cima. O roteiro é assinado junto com Roman Coppola.

Esse é o trio de protagonistas e como em todos os filmes desse diretor é ator famoso que não acaba mais. Benício Del Toro é o magnata Zsa-Zsa que criou o Esquema Fenício. Ele resolve eleger como sua herdeira inclusive do esquema sua filha que é noviça. Ela não quer nada disso, só quer ser noviça. Amei Mia Threapleton. Só agora que vi que ela é filha da Kate Winstlet. Ela é ótima. É dificílimo atuar em filmes do Wes Anderson, bom, eu acho. Porque precisa de muita concentração, mudar as feições muito rapidamente. E eu teria enorme dificuldade de não cair na risada. Completa o trio Michael Cera. Ele vai ser tutor dos filhos do protagonista, são muitos filhos, biológicos e adotados. O rapaz é louco por biologia, insetos, como seu patrão.
Zsa-Zsa apresenta a sua herdeira o Esquema Fenício. Inúmeras caixas de papelão e sapatos, cada uma com uma missão mais maluca que a outra. Com isso eles vivem viajando. As cenas no avião são divertidíssimas. Como eles viajam muito, são personagens que não acabam mais. O filme é uma delícia, com um roteiro muito rocambólico. Não entendi boa parte. O protagonista é um homem de negócios com vários projetos enormes em vários países e muitas questões burocráticas em cada um deles. Amei!
Sim, Scarlett Johansson é uma delas e Zsa-Zsa pede ela em casamento. 
São inúmeras cenas de ação sem ação. Wes Anderson é sempre genial. Todos vivem tentando matar o protagonista. Ele vive sobrevivendo por muito pouco. Richard Ayoade é o revolucionário.
Tom Hanks é um dos primeiros que aparece, com Bryan Cranston. Eles cuidam do trem que passa nas minas e precisam negociar.

Há cenas em pxb que seriam do céu e Bill Murray é deus.
Ainda aparecem Jeffrey Wright, Willem Dafoe, Riz Ahmed, Steve Park, Rupert Friend, Benedict Cumberbatch Charlotte Gainsbourg, Mathieu Amalric e Donald Sumpter.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A Passagem do Cometa

Assisti ao curta A Passagem do Cometa (2017) de Juliana Rojas no Canal Brasil. O canal fez uma Maratona Juliana Rojas com alguns de seus filmes, esse abriu a mostra. Coloquei dois que não vi pra gravar.

A Maratona foi um pouco depois da entrevista de Gilda Nomacce para o Persona da TV Cultura onde ela contou sobre esse curta, que foi selecionado em Berlim. Eu gostei demais. Gilda faz uma médica que faz abortos em seu consultório. O curta é uma tarde desse consultório.
Ivy Souza faz a paciente. Mariza Junqueira é a atendente. A amiga é Helena Albergaria. Em um momento aparece uma jovem mal e sangrando e a médica a atende e depois informa que o sangramento foi controlado e ela está fora de perigo. Mais tarde elas visualizam o Cometa Halley que passou em 1986, período que o curta é ambientado.

Beijos,
Pedrita