Assisti ao recital de canto e piano do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Primeiro José Carlos Vasconcellos tocou lindamente. O pianista disse que o repertório que o escolhe e enquanto preparava o programa lembrou de um CD de Eudóxia de Barros e resolveu homenageá-la. Ele tocou sem pausas e as músicas pareciam se unir, se ligar, impressionante. E que precisão!
Ao todo os músicos tocaram obras de 16 compositores diferentes. Segue o belo repertório interpretado por José Carlos Vasconcellos:
Sequência
“Este Brasil que tanto amo” (Tributo a Eudóxia de Barros)
Alberto
Nepomuceno – Prece (transcrição de Barrozo Neto)
Henrique
Oswald - Valsa Lenta
Leopoldo
Miguez - Noturno opus 10
Ernesto
Nazareth - Coração que sente
Babi
de Oliveira - Tu, doce poema
Osvaldo
Lacerda - Metrônomo dodecafônico (de Cromos, vol. 5)
Villa-Lobos
- Canto do cisne negro (transcrição de Mignone)
Francisco Mignone -
Prelúdio nº 6 (Caiçaras)
Improviso (transcrição de J. C. Vasconcellos)
Na segunda parte se apresentaram Adriana Bernardes no canto e Antônio Eduardo ao piano. Foi um belo e encantador repertório:
Emílio Correia do Lago - Último
Adeus de Amor (poesia de A.B. Júnior)
Carlos Gomes - Quem
sabe!? (poesia de Francisco Leite de Bittencourt Sampaio)
Xisto Bahia - A Mulata
Villa-Lobos - Melodia
Sentimental (poesia de Dora Vasconcelos)
Chiquinha Gonzaga - Lua
Branca de (poesia retirada da peça Forrobodó)
Osvaldo Lacerda - Ponteio
nº 10 – piano solo
Receita para o Amor (poesia de Marina Tricânico)
Gilberto Mendes - A
Mulher e o Dragão (Fragmento de “O
Apocalipse” de São João)
Branco Bernardes - Canção
(poesia de Paulo Leminsky)
Claudio Santoro - Acalanto
da Rosa (poesia de Vinícius de Moraes)
Nesta Rua – folclore
popular – harmonização de José Siqueira
Camargo Guarnieri - Azulão
(poesia de Luiz Peixoto)
Assisti ao recital A Música de Câmara Brasileira- Paisagens Sonoras do Centro de Música Brasileira na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Quem se apresentou foi o Trio Le Donne com as ótimas musicistas Ana Lucia Benedetti (mezzo-soprano), Gretchen Miller (violoncelo) e Nancy Bueno (piano).
O repertório era muito bonito, belas canções:
Melodia Sentimental das Quatro Canções da Floresta Amazônica de Heitor Villa-Lobos – Letra de Dora A. Vasconcellos e arranjo de Alexandre F. Travassos
Sob o Céu Tão Azul de Helza Camêu – Letra de Onestaldo de Pennafort
Minha Mãe para canto e piano de Osvaldo Lacerda – Letra de Guilherme de Almeida
Guarda-Noturno da Suíte Cantante para Seis Trabalhos de Amor de Kilza Setti – Letra de Luís Milanesi
Eclipse para canto e piano de Renée Fonna Sizudo
Soneto para canto e violoncelo de Nilcéia Baroncelli – Letra de Beatriz Brandão
Noturno n° 2 de Emília de Benedictis – Letra e arranjo para trio de Nilcéia Baroncelli
Papagaio Azul de Edmundo Villani-Côrtes
Cantilena para violoncelo e piano de Fernando Cupertino
Vocalise para meio-soprano, violoncelo e piano de Fernando Cupertino
Saudade para canto e piano de Osvaldo Lacerda – Letra de diversos autores
Ária (Cantilena) das Bachianas Brasileiras n° 5 de Heitor Villa-Lobos – Letra de Ruth V. Corrêa
No bis tocaram
Lua Branca de Chiquinha Gonzaga – Arranjo para trio de Nilcéia Baroncelli
Fui a abertura da Temporada 2026 do Coro da Osesp na Estação Motiva Cultural. O tema foi Ponte Brasil e Alemanha, com belíssimas obras, muitas sacras, desses dois países. Foi maravilhoso!
A carismática regência foi de Thomas Blunt. Lindas as vozes do coro!
Repertório
JEAN BERGER Salmos brasileiros
DENISE GARCIA Dos Salmos
FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY Seis motetos
RONALDO MIRANDA Belo belo [Texto de Manuel Bandeira]
CLARA SCHUMANN Drei Gemischte chöre [Três coros mistos]
MAX REGER Der Einsiedler [O eremita]
HEITOR VILLA-LOBOS Duas lendas ameríndias em nheengatu
ERNANI AGUIAR Psalmus 150
Os solistas eram Fernando Tomimura ao piano e o barítono Erick Souza.
Como são bonitas as obras de Mendelssohn e Clara Schumann. Belo Belo de Ronaldo Miranda com texto de Manuel Bandeira foi ovacionada, tanto que cantaram no bis, como essa música é potente. Muito bonita a ligação da incrível obra de Villa-Lobos com a de Ernani Aguiar. Foi uma noite memorável e inesquecível! Fiquei muito emocionada!
O vídeo de Belo Belo é com o Coro Contemporâneo de Campinas.
Outro de um concerto do Coro da Osesp do ano passado.
E o último a obra de Clara Schumann com o GHOSTLIGHT Chorus
Assisti ao recital de Kevin Chen na Sala São Paulo. O pianista canadense foi o segundo lugar no Concurso Chopin de Varsóvia. E que interpretação! Belíssimo repertório com obras de Chopin. Ele tocou os 12 estudos. É raro um pianista se aventurar nesse extenso repertório, mas ele ainda tocou várias outras obras belíssimas do compositor. Foi maravilhoso!
Kevin Chen tem somente 21 anos e aos 9 já ganhou um concurso. A Sala São Paulo estava abarrotada, nunca tinha visto tão cheia assim. Foi maravilhoso demais!
Fui ao recital de Eudóxia de Barros na Sociedade Brasileira de Eubiose. Que belíssima apresentação!
Fotos de Leandro Armbrust
Como eu, a pianista gosta de valsas e ela colocou belíssimas obras na apresentação. Ela ouviu na internet uma valsa de Shostakovitch e foi atrás da partitura, é muito linda mesmo. Nilcéia Baroncelli ficou muito emocionada com a interpretação de sua valsa, disse que Eudóxia abrilhantou ainda mais a sua música e elogiou sua interpretação. Tiveram ainda lindas valsas de Osvaldo Lacerda, Fernando Cupertino e Camargo Guarnieri.
Programa
Bach – Liszt – Grande Fantasia em sol menor
Schumann – Estudos Sinfônicos opus 13
Shostakovitch – Florian Noack – Valsa nº 2
Osvaldo Lacerda
Brasiliana n٥ 3 (Cururu, Rancheira, Acalanto e Quadrilha)
Três Valsas Brasileiras
Fernando Cupertino – Primeira Valsa
Nilcéia Baroncelli – Convidativa
Camargo Guarnieri – Valsa nº 9
Ernesto Nazareth – Escorregando (tango)
Fructuoso Vianna – Dança de Negros op. 2 nº 1
Eudóxia de Barros é uma grande intérprete Ernesto Nazareth. Em 1963 ela se debruçou e gravou o icônico LP Ouro Sobre o Azul com obras do compositor. Depois viajou pela Brasil interpretando sua obra e ainda gravou mais dois LPs posteriormente. De Ernesto Nazareth, a pianista tocou Escorregando, que gosto demais. O álbum está disponível nas plataformas.
A pianista terminou o recital com uma lindíssima obra de Fructuoso Vianna, Dança de Negros, opus 2, nº 1. O teatro estava bem cheio e o recital belíssimo foi gratuito.
Ouvi a Restrospectiva Spotify 2025. Nossa, como gosto, na verdade continuo ouvindo. Cada ano eles inventam uma moda mais legal que a outra, é sempre uma delícia! É um momento muito, mas muito aguardado.
Esse ano fizeram clubes pra gente. Eu sou dos Cronicamente Suaves. Acho engraçada a subjetividade, mas e daí? Amei a florzinha vibe hahahaha.
Desde o ano passado eu comecei a criar playlists para o ano. Não tem o número do ano e sim um nome que tem a ver com o sentimento do ano. Continuo ouvindo as playlists anteriores, mas acabo ouvindo mais a nova. A do ano tem as músicas que mais estou gostando de ouvir, e as que vou angariando em filmes, entrevistas. Emgraçado que algumas músicas não vingam no ano seguinte, eu passo a não querer mais ouvi-las. Outra mania recente é colocar e tirar músicas da fila. Gosto do aleatório da playlist do momento, mas também gosto de por e colocar. Até o álbum da série Maria e o Cangaço que é maravilhosa, não costuma entrar em mais ouvidas, aleatoriamente, não aparece no instagram, então se não for com o recurso de colocar pra ouvir as músicas não aparecem. Esse costume é bem recente, talvez influencie na Retrospectiva do ano que vem.
Zaz e Polo & Pan são basicamente os artistas desse ano, os dois são franceses e vão fazer shows em São Paulo no ano que vem. Já vinha ouvindo antes, mas se concentraram mais nesse ano, tem lógica estarem entre os mais ouvidos. Pauline Croze e Benjamin Clementine são os artistas do ano passado e que ainda amo. Nina Simone é a artista da vida.
Engraçado que Música Popular Brasileira foi o gênero mais tocado, mas as músicas não entraram nos mais ouvidos. Queria entender esse mistério.
Ri muito da idade do som. Foi a brincadeira do ano mais zoada. E no meu caso foi esquisita também. Todos os músicos e músicas que ouvi e estão na retrospectiva são recentes, com pouca exceção. Talvez a idade musical tenha a ver com o fato de às vezes eu ouvir música clássica, mas reparem que não apareceram, só nos álbuns surgiu um de idade musical mais antiga.
Álbuns foi outra novidade esse ano. Eu que gosto de ouvir música no modo eclético, ouço pouco álbuns. Zaz eu adicionei várias, mas em geral de álbuns diferentes.
Eu gosto muito que artistas que mais ouvimos enviam vídeos de agradecimento. Adorei que o Jota Pê estava na relação de vídeos que também tinha Billie Ellish, Aurora, Lady Gaga. Esse quadro é mais recente. É muito gostoso ouvir um agradecimento de um artista como se fosse exatamente pra vc e fiquei feliz de ter um brasileiro que adoro esse ano. Também há uma seção de vídeos dos que mais gostamos de ouvir.
Eu ouvi 3229 músicas esse ano. Eu tenho conhecido músicas diferentes também porque semanalmente o Spotify cria o Descobertas da Semana inspirado no que gostamos de ouvir e algumas músicas eu curto e ponho na playlist.
E ouvi 57.894 minutos. Foi o ano que ouvi mais minutos. A playlist com as músicas que mais gostei de ouvir em 2025 tem 6h e 16 minutos. Estou terminando de ouvir tudo.
E lá vou eu ler as retrospectivas anteriores pra ver o que mudou.
Assisti ao concerto de Kate Liu no encerramento do Festival Chopin na Estação Motiva Cultural. Já estou com saudades e em crise de abstinência. E que pianista. Kate Liu é de Singapura e vive nos Estados Unidos. A pianista ficou em terceiro lugar no Concurso Chopin de Varsóvia.
Kate Liu interpretou divinamente Scriabin, César Frank e Chopin, no bis tocou Cantate BWV 106 - "Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit": Actus de Bach.
Assisti ao concerto de JJ Jun Li Bui no Festival Chopin na Estação Motiva Cultural. Esse pianista canadense ganhou 6º lugar no Festival Chopin de Varsóvia quando tinha apenas 17 anos. Eu tinha gostado muito quando ele veio nesse festival há uns anos e eu e o público ficamos impressionados mais ainda com ele dessa vez, que interpretação. O teatro estava lotado!
O estilo delicado e preciso do pianista, uniu-se a uma sofisticação impactante. E que repertório! Li Bui começou com Bach, seguiu para Schubert e Beethoven e após o intervalo nos estarreceu com os 24 Prelúdios de Chopin. Ovacionado, acabou voltando e nos surpreendemos com A Valsa de Ravel de 15 minutos. Em geral o bis não é mais do que 2 minutos, mas Li Bui foi muito, mas muito mais além, que obra e que interpretação. Os comentários ao final emocionavam mais ainda.
Programa
J.S. Bach (1685/1759)
Cantata BWV 147 Jesus alegria dos homens -Transcrição Hess para piano. 4’
F. Schubert: (1797/1828)
Impromptu Op. 90, No. 4 em Lá bemol maior. 8’
L Van Beethoven – (1770/1827)
Variações Heroica em Mi bemol maior, op 35. 23’
F. Chopin – (1810/1849)
24 Prelúdios Opus 28. 40m’
No. 1: Dó maior
No. 2: Lá menor
No. 3: Sol maior
No. 4: Mi menor
No. 5: Ré maior
No. 6: Si menor
No. 7: Lá maior
No. 8: Fá sustenido menor
No. 9: Mi maior
No. 10: Dó sustenido menor
No. 11: Si maior
No. 12: Sol sustenido menor
No. 13: Fá sustenido maior
No. 14: Mi bemol menor
No. 15: Ré bemol maior (“Raindrop”)
No. 16: Si bemol menor
No.17: Lá bemol maior
No.18: Fá menor
No. 19: Mi bemol maior
No. 20: Dó menor
No.21: Si bemol maior
No. 22: Sol menor
No. 23: Fá maior
No. 24: Ré menor
Foto de Isadora Vitti
Já estou começando a entrar em crise de abstinência, faltam só mais dois concertos do Festival Chopin, Ingrid Uemura, piano e Rafael Cesário ao violoncelo, dia 20 de setembro e Kate Liu, no dia 27 de setembro, ambos na Estação Motiva Cultural. Ainda tem alguns ingressos.
Assisti ao concerto do Andrzej Wierciński no Festival Chopin na Estação Motiva Cultural. Foi uma belíssima apresentação do pianista polonês.
Wiercińskiescolheu só tocar Chopin e obras maravilhosas! Que interpretação!
Programa
Polonaise Fantasia em Lá bemol maior, Opus 61 no 2
Noturno em Mi bemol maior, Opus 55
Prelúdios Opus 28, nos 13 a 28
Balada em Fá menor, Opus 52 no 4
3 Mazurkas, Opus 59
Sonata em Si menor, no 3 Op. 58. Allegro majestoso
Scherzo molto vivace Largo
Finale: Presto ma non tanto — Agitato
Gostei demais de conhecer a Estação Motiva Cultural. Fica ao lado da Sala São Paulo, a entrada e o estacionamento caríssimo é o mesmo. O espaço é ótimo para música de câmara. Sou uma privilegiada em viver em uma cidade repleta de espaços culturais.