Mostrando postagens com marcador Tim Roth. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tim Roth. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de julho de 2023

O Cântico dos Nomes

Assisti O Cântico dos Nomes (2019) de François Girard na Netflix. O filme é baseado no livro do jornalista Norman Lebrecht, sobre um violinista prodígio que desaparece.

Os pais deixam o filho com uma família em Londres pra desenvolver a arte de tocar violino. Lá tem um garoto de praticamente a mesma idade. Os dois ficam muito próximos. É a época da Segunda Guerra Mundial, a família do violinista volta pra Polônia e ele fica muito preocupado com eles. Eu achei que o ator dessa fase Luke Doyle é violinista. E ele realmente é. Toca muito bem. Os outros encenam. Ele é interpretado depois por Jonah Hauer-King e por Clive Owen. Bem ruins as cenas do Clive tocando, dá pra ver claramente que não é ele, dá muita agonia.
Tim Roth faz o amigo que começa a busca. Os outros atores que interpretam ele mais jovem são Misha Handley e Gerran Howell. É um bonito filme! O violinista podia ter voltado depois, mas fez questão de ficar sumido, mas também viveu uma história trágica. Triste o amigo não conseguir se desligar de quem os abandonou. Fica obstinado mesmo em saber o que aconteceu. Eu sou assim também. O Cântico dos Nomes é a canção judaica que judeus cantavam pra guardar nomes de judeus mortos na guerra, para que não fossem esquecidos.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os Oito Odiados

Assisti Os Oito Odiados (2015) de Quentin Tarantino na HBO On Demand. Finalmente consegui ver esse filme. Quando estreou nos cinemas, eu tinha outros filmes que queria ver antes. Foi um mês de grandes filmes estreando. Esse era o terceiro que não cheguei a ver. Uma pena porque na telona deve ser mais genial ainda. Só vi dois no cinema naquele mês, o que em geral é muito. Não chego a ir mensalmente ao cinema. Atualmente então piorou, com os ingressos caríssimos, proibitivos. melhor não sair. Inacreditável que o nome do filme é o mesmo no Brasil. É raro aqui manterem o nome.

Logo vi que é um filme longo, mas cada segundo é sensacional! Que filme genial! Os Oito Odiados vai sendo construído aos poucos. O frio é tanto que eu mesma comecei a congelar. Uma carruagem segue e dois homens são incorporados. Com muita dificuldade, porque o contratante da carruagem não quer aceitar ninguém. Mas o dinheiro e alguns outros objetivos falam mais alto.

Parece confuso? Isso mesmo! O filme é cheio de idas e vindas que vão montando as histórias. Os dois primeiros que se encontram são caçadores de recompensas. Um gosta de levar os procurados vivos e o outro, mortos. É um dos grandes personagens do Samuel L. Jackson, ele está impressionante. Ele gosta de levar os procurados mortos e está levando três. O que está na carruagem leva uma procurada viva e é interpretado por Kurt Russell e ela por Jennifer Jason Leigh. Incríveis os diálogos a cada capítulo. Falam muito de poder, dinheiro, comando. Muito engraçado o cocheiro que comanda os cavalos, nós o ouvimos o tempo todo e são bem engraçadas as palavras que se misturam aos diálogos de vez em quando, parece que complementam, tudo inteligente demais, genial demais. Surreal Os Oito Odiados só levou prêmio da música que é do Ennio Morricone. 

Eles chegam então em um armarinho onde vão passar a noite porque a nevasca está muito forte e só vão seguir depois. Há umas pessoas lá, os donos do estabelecimento viajaram para visitar parentes. Tudo é inteligente demais. O elenco continua incrível: Tim Roth, Walton Goggins, Michael Madsen, Bruce Dern, Demián Bichir e Channing Tatum. Como sempre os filmes do Quentin Tarantino são violentos, exagerados e com muito sangue.

Outras postagens do filme de blogueiros amigos:
Em Perspectiva do Marcelo Keiser
Cinema Filmes e Seriados do Hugo

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Selma

Assisti Selma (2014) de Ava DuVernay no TelecinePlay. Eu vi que esse filme tinha entrado na programação do Telecine e como soube que é sobre o Martin Luther King quis ver. O roteiro é de Paul Webb. Triste período da história. O mais triste desse filme é ver como ele fala do Brasil de hoje. Diferente em alguns aspectos, algumas frases pareciam que eu ouvia ser sobre o Brasil.

Selma é uma cidade do sul dos Estados Unidos. Havia lei que permitia que os negros votassem, mas os cartórios inviabilizavam as inscrições criando todo o tipo de impedimento, de questionários. Martin Luther King vai ver se a cidade poderá ser um bom lugar para o protesto e vê a forte segregação racial. Algumas frases lembram muito o Brasil: que adianta o negro poder entrar em uma lanchonete se ele não tem dinheiro para pagar o lanche. Que adianta o negro querer estudar se não há escolas para negros. No Brasil há escolas para pessoas sem recursos, mas são muito precárias e infinitamente diferentes das escolas particulares. É só ver o número de negros que chegam as universidades. Também muitos param de estudar pela precariedade nas escolas, mas para trabalhar e ajudar a família. O número de negros jovens assassinados no Brasil é absurdo.

Martin Luther King é interpretado por David Oyelowo. Coretta por Carmem Ejogo. Eu vi um filme sobre a Coretta e comentei aqui. Oprah Winfrey está no elenco. Alguns do elenco são: André Holland, Colman Domingo, Jim France, Tom Wilkinson, Lorraine Toussaint, Henry G. Sanders, Giovanni Ribisi, Charity Jordan, Cuba Gooding Jr. e Tim Roth. Eu sempre fico chocada com o IMDB. Os atores brancos sempre aparecem antes dos negros. Nesse filme foi diferente nos protagonistas. Mas em geral o negro pode ser o ator coadjuvante, mas terá o nome lá no final depois até de alguns figurantes.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Grande Hotel

Assisti Grande Hotel (1995) no Maxprime. Eu sempre tive vontade de ver esse filme pela turma que o compõe. É como o filme abaixo, uma turma talentosa, mas Grande Hotel é desprezível. Eu adoro o Quentin Tarantino e ele dirige um dos episódios e o que achei mais precário. Gosto muito do Tim Roth, que é o protagonista e está em todos os episódios, mas pediram que ele ficasse muito caricato, afetado. São quatro episódios em um Hotel. Tim Roth interpreta um mensageiro em seu primeiro dia de trabalho. Aí em cada episódio é uma história em um quarto. Há alguns poucos e bons momentos, mas na maioria é exagerado em clichês, medíocre mesmo.

Quentin Tarantino dirigiu O Homem de Hollywood que tem o Bruce Willis no elenco. É de uma afetação só, e não gostei nem um pouco do cenário, porque não parecia um quarto em hipótese alguma. Robert Rodriguez dirigiu Os Pestinhas, foi o episódio que mais gostei, as crianças são umas graças, mas o Antonio Banderas interpretou o seu clichê mais temível nos filmes de ação, o amante latino e mafioso. Alexandre Rockwell dirigiu O Homem Errado. Allison Anders, O Ingrediente Que Faltava, esse também é péssimo. Um grupo de mulheres bruxas precisam desfazer um feitiço. É bastante sexual e de muito, mas muito mal gosto. A Madonna contracena nesse episódio e Ganhou o Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante. Alguns outros do elenco são: Salma Hayek, Marisa Tomei e Jennifer Beals.


Colocaram no ar uma participação minha no blog O que elas estão lendo?

Música do post: 04 Four Rooms And Path
Get this widget Track details eSnips Social DNA




From Mata Hari e 007


Beijos,


From Mata Hari e 007

Pedrita

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Estrela Solitária

Assisti Estrela Solitária (2005) de Wim Wenders no Telecine Cult. Eu adoro esse diretor e o Marcelo Janot já havia avisado que o canal iria fazer uma homenagem Wim Wenders passando vários filmes dirigidos por ele. Não deixem de olhar na programação. Marcelo Janot comentou no vídeo inicial que Estrela Solitária reportava muito a Paris Texas, mas me lembrou muito também Asas do Desejo. A solidão dos personagens, seus pensamentos profundos. Quase quis anotar um diálogo, mas na TV a cabo não é possível infelizmente.

O roteiro é bastante surreal, mas reporta muito aos dias de hoje, apesar de passar em cidadezinhas no interior dos Estados Unidos. Nosso protagonista é um famoso ator de westerns, já meio decadente, tem uma crise e desaparece do set. Resolve se refugiar então na casa da mãe que não via há 30 anos. Fiquei imaginando como alguém pode abandonar por tanto tempo alguém querido. Lá ele descobre que possivelmente tem um filho e resolve procurá-lo. Todos em Estrela Solitária são sozinhos, vive despregados do mundo, vivendo suas vidas em abandono.

O roteiro é do mesmo autor de Paris Texas, Sam Sheppard, que também é o protagonista de Estrela Solitária. A fotografia é maravilhosa, o filme parece uma pintura, a direção é de Franz Lustig. Os cartazes de divulgação do filme também são maravilhosos, não deixem de ver as várias opções.

O restante do elenco tambem é incrível, a maravilhosa Jessica Lange, o excelente Tim Roth. Gostei muito de dois atores que fizeram os adolescentes Sarah Polley e Gabriel Mann. Adorei também a atriz que faz a mãe de nosso protagonista interpretada por Eva Marie Saint.
Vou querer rever trechos de Estrela Solitária inúmeras vezes, é uma obra de arte.
Beijos,
Pedrita