Assisti a 5ª Temporada de Miss Scarlet (2025) de Rachel New na Film&Arts. Essa série se chamava MissScarlet e Duke, mas com a saída do ator que faz o Duke, Stuart Martin, passou a ser somente Miss Scarlet. Essa é a primeira que ele não aparece mais nenhuma vez. Antes ele já tinha começado a sumir em alguns episódios, mas ainda surgia. Ele seguiu para Nova York e nessa ele envia uma carta para Scarlet dizendo que ficará por lá e se ela não ia querer se juntar a ele. É meio estranho ela decidir não ir, mas tem lógica, já que ela deu continuidade ao escritório de detetive do pai.
Escolheram um bonitão para o lugar do Duke. O tenente agora é Tom Durant Pritchard. Para o inferno de Scarlet, ele não atua com detetives, acha todos traiçoeiros, que sonegam informações em benefício próprio. E claro que Scarlet vai dobrando ele com a sempre maravilhosa Kate Phillips.
Desde que Duke começou a aparecer menos, a governanta de Cathy Belton aumentou o destaque. Nesse então ela é muitas vezes a personagem central. O namorado de Simon Ludders quer casar, ela está insatisfeita com os serviços domésticos. Scarlet percebe e arruma uma vaga pra ela na delegacia, é bem emocionante o capítulo.
Gosto muito do ajudante da Scarlet, Paul Bazely e gostei muito dos dois último episódios. Um compositor é morto e ele é sócio de um escritor. Os dois são renomados. O escritor que é preso e acusado do assassinato, Scarlet é contratada secretamente pela viúva. Esse episódio tem cenas em teatros, com músicos.
E o último é bem emocionante. É um caso que envolve o pai do amigo da Scarlet, o policial Fitzroy de Evan McCabe. A última temporada ainda não está disponível no canal.
Assisti A Casa do Patrão (2026) de Boninho na TV Record e Disney+. Eu quis olhar o primeiro episódio para ver como seria por ser do grande Boninho e para ver os participantes. Passava ao vivo na Record, e dava pra acompanhar 24 horas pela Disney+. Eu via um pouco o dia a dia, assistia mais os dias de provas e acompanhava as redes sociais. Logo me encantei com a Sheila e não larguei mais. Minto, larguei quando JP saiu e vi a final. Sheila foi professora de matemática, é formada em Psicologia e Capitã da Polícia Militar da Bahia, onde faz trabalhos sociais nas comunidades. Fã de realities, ela criou estratégias para ela e seu grupo chegarem na final. Foi emocionante de ver!
A Casa do Patrão tinha características muito peculiares. Com baixo orçamento, Boninho criou um programa popular. Uma casa era a dos encontros ao vivo. Uma era dos parças e a outra do trampo. Eu e muito do público achou que seria arriscado dividir a casa em serviçais e moradores, uns seriam servidos por outros. Uma prova definia o Patrão que escolhia quem ia pro trampo e para os parças. No trampo dividiam as atividades de cozinhar, lavar louça, roupa, limpar a casa dos parças, servir. Mas não é que funcionou? Ser do trampo tinha muitas vantagens. Só o trampo participava de provas com alguns parças. Sheila logo percebeu e começou a articular com o grupo para que pudessem permanecer no trampo e estar sempre nas provas. A Casa do Patrão sofreu inúmeras críticas, mas eu gostava como os macacões cinza do trampo. Quem era do trampo tinha uniforme, mas era tão completo que tinha maiô, shorts pra piscina, tudo cinza, como reclamaram muito, surgiram camisetas coloridas para cada função e calça jeans, também gostei.
Massacraram os estagiários que eu adorava, até descobrir que muita gente gostava. Boninho voltou com os ninjas, mas os pedidos foram tantos que os estagiários voltaram. Eu adorava o lado tosco do programa. Como os recursos eram baixos, Boninho avisou que as provas seriam simples. O público da Record está habituado as provas de A Fazenda, que eu não gosto, e chiou muito. Mas eu me divertia, Sheila também, mas Sheila nunca ganhou a Prova do Patrão.
Boninho anunciou o Hassum como apresentador antes do programa começar. Achei péssimo, critiquei e no primeiro dia do programa eu já adorava a apresentação do Hassum, que foi muito massacrado pelo público, mas eu gostei. Sim, ele exagerou algumas vezes, mas por decisões da edição, ele fez o que o script decidiu, não dá pra culpá-lo. Quem acompanhou Boninho no BBB sabe como é ele quem decide. Boninho cismou com as estratégias da Sheila, resolveu interferir. Até uma data todos votavam no aberto, Boninho criou uma cabine de votação, Hassum era rígido demais com os participantes, tentaram forçar outra trajetória. E misteriosamente JP saiu, que não sairia em nenhuma enquete com ampla vantagem. Sim, pode ser que as torcidas se dividiram, mas todos duvidaram. Como nesse momento o reality ficou pesado, perseguiam a Sheila, Bianca era sempre a doce e Sheila sempre a malvada, abandonei. Só votava pra Sheila ficar e vi a final.
O grupo que se uniu com a Sheila era muito especial. Gostei que o tom popular também chegava nos participantes. Mari, carioca, é trancista e ficou como filha da Sheila, a amizade delas era tocante. Bianca, de São Marinho no Rio Grande do Sul, foi Miss, é massoterapeuta e modelo. Matheus, de Campo Grande, é marido de aluguel e lutador de MMA. Interessante ele ser lutador já que é bastante calmo e doce. Luiza é de Ouro Preto do Oeste, é revendedora de cosméticos. JP é carioca e entrou de sopetão após uma desistência, ele é gerente de loja.
Mas o outro grupo também tinham ótimos personagens. A ambulante Nataly, casada, de Recife, ela e Vivão quando começavam a falar não paravam mais. Vivão é estilista da Bahia e também é casado, só em uma dinâmica que vimos seu companheiro em um vídeo. Nataly provocava muito como Sheila, um dia bateu panela no quarto do trampo, Sheila acordou assustada e passou mal, me emocionei com Nataly cuidando dela, mesmo sendo rivais e brigando tanto. Jackson era um participante a parte em todos os sentidos. Ele resolveu jogar sozinho e eram divertidas as brincadeiras com o spa do Jackson. Ele só comia e ficava na academia. Jackson é de Curitiba e Policial Civil. Por todos serem batalhadores, eles não tinham frescuras, Tanto que nem queriam pegar todos os ovos nas compras, comiam muitas verduras, legumes, amavam frutas. Como eles mesmo que cozinhavam, eram pratos caseiros, parecia mesmo que estávamos em casa com amigos e familiares. Eu gostava muito desse clima caseiro. E os do trampo escolhiam marmitas. E todos comiam com gosto macarrão com salsinha, arroz, feijão. Não tinhau frescura nas atividades do trampo. Sim, brigavam muito por isso, irritavam demorando pra fazer as tarefas, mas não como frescura, e sim como arma de jogo.
Foi lindo o vídeo de Sheila ao final, lá mesmo nos estúdios ainda, e diz que há 26 anos queria entrar em um reality e que finalmente tinha conseguido no reality do pai dos realities, foi uma linda homenagem ao Boninho que precisa mesmo agradecer a Sheila que carregou o reality nas costas, sim, eu adorava boa parte dos participantes, mas as análises, estratégias e provocações da Sheila deram um tom todo especial A Casa do Patrão. Espero que A Casa do Patrão continue, que o Hassum continue, os estagiários engraçados e com esse clima quintal da minha casa, com pessoas comuns e batalhadoras.
Assisti a 1ª Temporada da série Se é Terça-Feira, é Assassinato (2026) de Carlos Vila na Disney+. Que delícia de série! Eu soube dessa maravilha pelo Miguel Barbieri, ele disse que tinha uma pegada Agatha Christie que amo, corri pra ver. E é isso mesmo! Estou querendo adotar esse slogan: Se é Terça-Feira, é Assassinato.
Um grupo de turistas em excursão vão conhecer Lisboa. Tudo está diferente do combinado. O ônibus não seria aquele.
E o hotel? O que iam ficar está lotado, eles precisam seguir para um antigo, muito pitoresco, que delícia de cenário.
Um homem aparece morto em uma banheira, a polícia diz que foi infarto, um grupo duvida e começa a investigar. O quarteto é muito diverso entre si. Uma senhora casada que viaja sozinha com a maravilhosa Ana Wagener. Um gênio adolescente de Biel Montoro que viaja com os pais e tem uma mãe super protetora. E dois suspeitos Inma Cuesta e o galã Alejandro García. Em meio a investigação vamos conhecendo um pouco mais desse grupo.
Em meio aos passeios turísticos eles vão tentando descobrir o assassinato. Uma delícia ver Lisboa e seus museus. A fotografia é belíssima. A série é deliciosa e já deixou aberta que terá uma segunda temporada, espero que sim, porque adorei.
Assisti a minissérie A Dama do Lago (2024) de Alma Har´el no AppleTV+. Que grata surpresa! É baseado no livro de Laura Lippman. Quero ler alguma obra dela. Boa parte dos livros da autora em português só em sebo. Não achei esse. São só sete episódios. Eu nunca tinha ouvido falar nessa série e fiquei muito impactada com esse cartaz. Eu adoro a Natalie Portman e fiquei encantada também com Moses Ingram. As duas são belíssimas e talentosas!
Natalie Portman costuma participar de projetos complexos, muitas vezes que falem da condição da mulher. Essa série é ambientada nos anos 60, nos Estados Unidos. Conta a história de duas mulheres em momentos muito difíceis de suas vidas. A personagem de Natalie, Maddie, é judia, e é humilhada pelo marido que joga toda a comida que ela cozinhou com esmero no lixo. E faz isso na frente das visitas. Ela resolve sair de casa e vai viver em um minúsculo apartamento no bairro negro. Moses sempre teve uma vida difícil. Ela se desdobra pra sustentar a família, marido, dois filhos e a mãe. Nessa foto é quando as duas se cruzam. Cleo é manequim em uma loja de luxo, e Maddie precisa urgente de um vestido para aquele fatídico jantar. Ela comprou cordeiro casher que sujou de sangue sua roupa. Não tem outro vestido além do que está na modelo e ela insiste que quer aquele. A série o tempo todo mostra preconceitos. A gerente e as vendedoras tentam demover Maddie já que a modelo estava bastante tempo vestida com a roupa. E Maddie não liga a mínima. O filme tem vários momentos constrangedores. É incrível! Roteiro inteligente.
Maddie acaba descobrindo onde uma menina desaparecida estava. Ela estava morta no lago. A polícia não entende porque Maddie desconfiou que poderia estar ali. Com o tempo vemos na série porque Maddie achou o lugar e porque conhecia tão bem o local. Maddie é jornalista, consegue dados para uma matéria sobre o caso, escreve em parceria com um jornalista, mas seu nome não é creditado. Ela inclusive não consegue vender o seu carro porque na época precisava autorização do marido e não consegue penhorar a aliança pelo mesmo motivo. É a época inclusive que era proibido relações inter-raciais. Se a jornalista fosse pega romanticamente com um homem negro seria presa.
Maddie fica muito doente e delira de febre, com isso ela tem sonhos incríveis. A direção de arte da série é belíssima! Maddie investigava obsessivamente o sumiço de Cleo, então tudo o que aparece no sonho é fruto do que estava em seu inconsciente, do que estudava, misturado a suas experiências. Achei genial a estrutura da série. A trilha sonora é incrível e alguns do elenco cantam na trama como Moses.
Cleo sempre teve uma vida muito difícil. Ela acaba trabalhando na contabilidade de uma casa clandestina de apostas. Seu filho tem anemia falsiforme e o outro a desobedece e também trabalha com apostas. É brilhante como a trama costura a relação das duas mulheres. E gostei muito do desfecho. Mesmo as duas sendo muito amadas pelos seus companheiros, elas resolvem seguir sozinhas.
Assisti a entrevista de Buhr no podcast Desculpincomodar no Youtube. Tem tempos que eu vejo trechos desse programa nas redes sociais, mas nunca tinha ido no Youtube ver uma entrevista inteira. Muitas das entrevistas viralizam e passam a dar conteúdo para inúmeros sites e redes sociais. Tem tempo que tenho visto muitos trechos de entrevistas e adorado. Eu gosto demais da Buhr, então corri pra ver. a entrevista completa Conheci as músicas da Buhr tem pouco tempo, na trilha do filme Era Uma Vez eu Verônica. Suas faixas viraram hits nas minhas playlists no Spotify.
Entrevistam os músicos os ótimos Sérgio Martins e DJ Zé Pedro. Brilhante ideia de juntá-los porque Zé Pedro tem uma irreverência e leveza fantásticas, que se unem a profundidade crítica e analítica de Martins. Sem falar que os dois são bibliotecas ambulantes, como são informados sobre o tema.
Gostei muito de conhecer mais sobre Buhr. Compositora, cantora, atriz e instrumentista, ela começou compondo com tambor. Também não sabia que ela começou no grupo Comadre Florzinha, ou i um pouco no Spotify, vou explorar mais depois, gostei bastante. Ela conta como falavam pejorativamente do grupo pelo nome. Também contou que é atriz e participou por bastante tempo no Teatro Oficina, não podia imaginar. Buhr é como muitos artistas de sua geração, plurais, que atuam em várias áreas. Buhr contou que participou de tributos a Ney Matogrosso e Belchior. Que as músicas interpretadas por Matogrosso ela lembrava mais então foi mais tranquilo. Que embora ouvisse Belchior, não era tão próximo ao seu trabalho. Fui atrás de músicas comentadas no programa e incluí mais algumas em minhas playlists.
Martins lembrou da trilha de Maria e o Cangaço que está atualmente entre minhas músicas preferidas, Ouço direto. Buhr contou que ainda não tinha trechos da série, só a sinopse e que a música foi saindo e compôs mais do que estava previsto.
Gostei demais do programa e de conhecer mais de Buhr que fiquei mais fã ainda. Vou agora maratonar outros.
Assisti a 1ª Temporada de Tremembé (2025) na PrimeVídeo. Tem um tempo que ando vendo essa série. Não sou muito fã de true crime, mas pelo sucesso dessa série resolvi assistir. São só 5 episódios curtos que mostram um pequeno período na prisão, alternado por trechos curtos do passado dos presidiários. É uma série muito bem realizada, com ótimo elenco e boa produção.
O Complexo Tremembé é conhecido como A Prisão dos Famosos, que é inclusive o subtítulo da série. E muitos desses presidiários ficaram famosos pela mídia, principalmente sensacionalista, que deu excesso de visibilidade a seus crimes e criminosos. Tremembé devia ser um modelo de prisão. Diferente da maioria tem melhor qualidade de vida, estimula estudo, os presos tem funções na terra, em costura, mecânica e não há superlotação. Não é tão romantizada como na série, mas é infinitamente superior as outras prisões O Complexo Tremembé fica na cidade de Tremembé, interior de São Paulo, cercada por mata.
A série foca em Suzane von Richthofen interpretada por Marina Ruy Barbosa. A presa convenceu os irmãos Cravinhos a matar os seus pais para ficar com a herança. No Complexo Tremembé há alas femininas e masculinas e os irmãos Cravinhos aparecem na masculina e são interpretados por Felipe Simas e Kelner Macêdo. A produção enfatiza que nenhum criminoso ganhou dinheiro com a série, mas voltaram ao foco e ao interesse da mídia, e isso pode gerar renda para eles. É um tema complexo. A série não poupa a mídia sensacionalista. Há um bom tempo com a entrevista criticadíssima de Gugu Liberato com Suzane e sua companheira de prisão na época. Ela recebeu um bom dinheiro pra aceitar a entrevista. Dinheiro e notoriedade. A série não poupa Gugu interpretado por Paulo Vilhena. No intervalo das gravações no presídio, Gugu comemora o ibope da entrevista.
Outras presidiárias famosas do período que Suzane estavam em Tremembé são Anna Carolina Jatobá de Bianca Comparato e Elize Matsunaga de Carol Garcia. Sandrão é interpretada por Letícia Rodrigues. Gostei que a série mostra a diferença de personalidade dos detentos. Suzane é muito inteligente, calculista, ela organiza da melhor forma que pode as suas questões. Seduz Sandrão pra ter sua proteção, com isso vira rival de Elize que era a companheira de Sandrão. E depois seduz um pastor para ter vantagens nas saidinhas. Carolina Jatobá é mais medrosa e está em crise com a família do marido de Lucas Oradovschi e seus filhos. Elize ama demais e tenta o direito de ver seu filho. Todos em Tremembé são assediados pela mídia e audiovisual que promete pagamentos vultuosos pra conseguir entrevistas, documentários, depoimentos. Presos famosos são altamente rentáveis comercialmente.
Na ala masculina tem ainda destaque Roger Abdelmassih de Anselmo Vasconcelos condenado por estuprar inúmeras de suas pacientes de fertilização. Ele passa a série tentando provar que está doente para conseguir prisão domiciliar, algo muito comum entre presos famosos. Forjar doenças pra obter benefícios, regime semiaberto, redução de pena ou prisão domiciliar. Na ala masculina ainda passa rapidamente Gil Rugai de Leôn Moreno que matou os pais, Lindemberg Alves de Edu Rosa que assassinou Eloá, Terremoto de Miguel Nader, um matador de aluguel e Antonio Pimenta que matou a namorada a queima roupa e conseguiu aguardar em liberdade por 10 anos até ser preso.
Fiquei feliz em ver que Débora Fernanda está no elenco. A personagem está presa porque matou o enteado. No final da temporada ela se casa novamente com o pai da criança que ela matou interpretado por Daniel de Almeida. Suzane é a madrinha. Até os presos querem os mais famosos para ser padrinhos. E a religião evangélica é muito forte nos presídios porque acredita que se o preso se arrepender firmemente e pedir perdão de coração está perdoado, quando não é bem assim. Inclusive muitos presos se aproximam da religião não por fé, mas para redução de pena, aceitação social ou oportunismo mesmo.
O elenco todo é muito bom. Vinícius de Oliveira faz o pastor. Ilana Kaplan a diretora do presídio. João Pedro Mariano como Luka. Pedro da Matta como o jornalista de TV. Marcos de Andrade é o Acir Filó, político e jornalista preso que escreve dentro da prisão os depoimentos que ouviu.
Assisti a 2ª Temporada de O Homem das Castanhas: Hide and Seek (2026) na Netflix. Eu adoraria participar das produções e saber detalhes, mas como não é possível, resta especular. Eu acho que nunca pensaram em uma segunda temporada dessa série, já que o nome era do serial killer, um homem das castanhas, ele deixava sempre uma castanha no assassinado. A primeira foi um sucesso estrondoso e criaram uma segunda, talvez até por pressão da própria Netflix. A série continua chamando Homem das Castanhas e eu pensava como iam solucionar isso. Eles colocaram : e completaram com a marca do serial killer dessa, Hide and Seek. O serial killer atual utiliza versos de esconde esconde ou pique esconde. Inclusive eu acho que deram um jeito de inviabilizar uma nova continuação. Curiosa pra saber quem primeiro não queria continuar, mas pelo formato acho que todos estavam de acordo.
O protagonista de Mikkel Boe Folsgaard volta a cidade. Seu irmão está em coma. Eu gosto dessa série dinamarquesa porque tenho muita identificação em comportamentos repletos de silêncios. Sou muito, mas muito reservada e na série muitos personagens são assim. Diferente dessa exposição onde a pessoa coloca na rede tudo o que é íntimo. Uma pessoa morre e é encontrada em um ninho, e chamam o policial afastado pra ajudar nas investigações.
Na primeira ele teve um breve relacionamento com a outra policial da dupla. Danica Curcic é maravilhosa. Ele não conta nem pra ela porque voltou a cidade. Há uma tensão entre eles, um desejo, mas ficam muito silenciosos. Essa temporada é triste demais, confesso que não estava preparada.
Em paralelo há uma mãe, Sofie Grabol, que não consegue encerrar o luto da perda de sua filha. Ela quer que o assassino seja preso, mas ninguém sabe quem é. Horrível como a família a trata. Os filhos ingratos que não são mais tão crianças pra cobrar tanto a mãe e condenar ela ainda estar muito triste e viver do passado. Se fossem pequenos ela teria que ajudar mais e dar amor, mas eles sendo maiores deveriam entender. O marido se separou e constituiu nova família. O filho ingrato vai viver com eles. E a mãe não está parada, ela vai em um grupo de ajuda, está tentando retomar a vida, é nítido o esforço. Vai conversar com o filho na casa do pai, na escola. Ela não desiste, só não está dando conta de tudo e dos seus sentimentos. Eu fiquei com muita raiva da família dela. Logo no começo eu já adivinhei quem era o assassino. Um pouco porque tenho prática nesses roteiros, mas também a série facilitou muito. Tem pouco personagem que poderia ser suspeito. Gostei que fala muito sobre justiça com as próprias mãos, tão estimulado hoje em dia.
A filha da policial, Ella Josephine Lund Nilsson, é adolescente agora. Ela se aproxima do ex da mãe. A mãe conta que a filha sofreu muito com a separação deles. Ela tem um grande entendimento com o ex da mãe. O final me emocionou muito.