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domingo, 12 de janeiro de 2025

Jurado nº 2

Assisti Jurado nº 2 (2024) de Clint Eastwood no Max. Eu vi muitos elogios na internet, estava curiosa, mas acostumada com filmes em sequência, achei que esse era o segundo e não lembrava se tinha visto o primeiro. Até que um vislumbre de lucidez através da postagem de um conhecido, me toquei do fora e fui ver. Sim, é um bom filme de julgamento, mas bem tradicional, não muito original. O roteiro é de Jonathan A. Abrams e lembra bastante Doze Homens e uma Sentença com algumas variações.

O protagonista é intimado a ser jurado. Na prévia para a seleção dos jurados ele avisa que a esposa está no final da gravidez de risco e é ele que a ajuda. O machismo impede que eles o liberem. Cuidar de uma esposa no final de gravidez de risco é tão fundamental quanto ser jurado. Mas se tivessem deixado não teria o filme. Nicholas Hout está ótimo. Ela é Zoey Deutch e aparece menos já que o filme passa mais no julgamento.
No primeiro dia do julgamento, o protagonista entende o que aconteceu. Ele procura um conselheiro, Kiefer Sutherland, em sigilo que o orienta a se silenciar porque fatalmente seria preso por muitos anos. E é o que ele faz. Aí que começa a semelhança com Doze Homens e uma sentença. Ele é o único que diz que o homem é inocente. Eles começam então a conversar sobre o caso, em vez de votar rapidamente e finalizar a obrigação. Eu tenho que concordar com o protagonista, mesmo nós não sabendo nada, o homem estava sendo condenado pelo seu passado, porque não tinham provas, só suspeitas. O homem, Gabriel Basso, brigou com a mulher no bar, o dois estavam bêbados, chovia torrencialmente e era de noite. Ela resolve ir andando pra casa, ele sai logo depois de carro. Sim, poderia ter sido ele a matá-la, mas podia ter sido qualquer outra coisa. Alguns acham atropelamento, mas podia ter sido abordada e morta por outro homem. Um vê um homem na estrada fora do carro, mas pela chuva e escuridão, não daria pra reconhecer quem seria. Tudo era suposição. O homem foi condenado a prisão perpétua só por suposições. Li que queriam mostrar como a justiça é falha. Se a justiça dos Estados Unidos condena um homem sem provas, tenho que concordar. Os filmes e séries policiais americanas são bem criteriosos na investigação, bem diferente desse filme. 

O rapaz quer que todos mudem o voto para inocente, então eles ficam argumentando. Todos votam conforme seus históricos, seus pré-conceitos. Quem foi injustiçado está tentado a achar o réu inocente, quem teve alguma tragédia por algum criminoso, quer culpá-lo. Praticamente todas as decisões são por questões pessoais e não fatos.

Pra piorar a advogada de acusação, Toni Collette, concorre a uma vaga como promotora, então ela tem todo o interesse em vencer para ajudar na promoção. Alguns outros do elenco são Cedric Yarbrough, J.K. Simmons e Chris Messina. O final fica em aberto. Muitos acostumados com filmes em sequência acham que o filme vai resultar em uma sequência. Eu acho que não já que é um filme de Clint Eastwood. Acho que a advogada quis deixar bem claro que ela sabia, uma forma de intimidar futuros crimes. Mas é puro achismo, como disse, o filme termina em aberto.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A Mula

Assisti A Mula (2018) de Clint Eastwood na HBO Go. Eu queria muito ver esse filme. Depois a Liliane do Paulamar comentou no blog dela. Eu esperei o filme entrar em cartaz no canal que eu tenho incluído no meu pacote. É um bom filme. Clint Eastwood tem feito filmes diferentes, que abordam temas pouco convencionais. Esse é baseado em um artigo sobre um homem de 90 anos que se torna Mula. Passa a levar drogas a longa distância.

O protagonista trabalhava com flores, participava daqueles eventos chatos de concorrência de flores, ganhava a maioria. Aqueles eventos com bailes cafonas. Com a internet, ele perde clientes e é despejado do sítio que cultivava as flores.

O personagem tinha uma vida conturbada com a família. Ele se afastou de todos e passou a viver só para o cultivo de flores e dos eventos pelo país. Abandonou a família. No filme, ele vai com sua caminhonete caindo aos pedaços no noivado da neta, era a única que tinha um pouco de contato com ele. 

Um homem da festa dá um cartão e fala pra ele ligar para o número do cartão caso precise de trabalho. Ele resiste mas procura o trabalho. Era pra levar drogas em longas distâncias. Como ele era um motorista exemplar, sem nenhuma multa, idoso, acaba sendo muito bem sucedido e passa a levar cada vez mais drogas. O dinheiro farto o conquista. Ele consegue comprar uma caminhonete chiquérrima, reaver o sítio, reformar o clube que fazia os bailes e os eventos das flores. O filme começou a me dar uma agonia enorme, eu ficava o tempo todo pensando que ele poderia ser pego.

Dentro dessa trama o filme aborda muitas questões. Boa parte das pessoas que estão no crime são imigrantes. Quando dois criminosos passam a seguir A Mula, eles que são revistados, porque "eles tem cara de suspeitos". Além de ser idoso, o protagonista era branco. Quando o policial vai procurar uma caminhonete preta no percurso, nem suspeita daquele idoso. No Brasil já usam muito idosos para crimes, grávidas também, porque atraem menos olhares. Embora agora já são alvos de blitz, em aeroportos, já que a prática de contratá-los tem sido grande. Os imigrantes são interpretados por Victor Razuk, Cesar de Leon, Patrick le Reyes, Noel Gugliemi, Roberto LaSardo e Gustavo Munoz. O chefe do tráfico é interpretado por Andy Garcia.
O filme também fala muito de perdão, família, envelhecimento, legalidade e informalidade. A própria filha do Clint, Alison Eastwood, faz a filha do personagem. A família do personagem é interpretada por Dianne West, Taissa Farmiga e Austin Freeman. Os policiais são interpretados por Bradley Cooper, Michael Peña e Laurence Fishburne.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

15:17 Trem Para Paris

Assisti 15:17 Trem Para Paris (2018) de Clint Eastwood na HBO on Demand. Eu tinha uma certa curiosidade de ver esse filme por ser dirigido pelo Clint Eastwood que escolhe trabalhar em filmes diferentes. O filme é protagonizado pelos próprios autores da história: Anthony Sadler, Alex Skarlatos e Spencer Stone. Três rapazes que conseguiram imobilizar um homem armado que iria matar centenas de pessoas em um trem. O filme passa muito rapidamente nesse momento no trem. Fala mais da vida desses três rapazes desde a infância.

Os três rapazes não são heróis, muito pelo contrário. O filme é muito americano. Os três cresceram em uma cidade pequena, conservadora, estudaram em colégios religiosos extremamente preconceituosos e sofreram muito preconceito, suas mães inclusive. Os dois brancos eram criados sozinhos pelas suas mães, o preconceito na escola e os rótulos que colocavam por serem criados sem o "correto", famílias com patriarcas, é assustador. Uma professora inclusive quer indicar remédios para os meninos, isso mesmo, ela não indica médicos para ajudar os meninos a lidar com suas questões, ela quer medicar diretamente e os rotulam. A escola inclusive diz que um deles tem que viver com o pai o que acaba acontecendo. O machismo é assustador. Se pensarmos que no Brasil a maioria das mulheres criam seus filhos sozinhas porque os pais, na grande maioria, dão no pé e vão fazer filhos com outras e sumir de novo também. E aqui também andam rotulando mulheres que criam seus filhos sozinhos, o que acontece assustadoramente pelo machismo. O obscurantismo religioso é igualmente assustador. A escola pressiona que as crianças não são criadas nos preceitos cristãos. O mesmo obscurantismo que vem se espalhando que nem uma praga no Brasil.

Uma graça os três meninos que interpretam os protagonistas: Bryce Gheisar, Paul-Mikéi Williams e William Jennings. A infância deles é americana demais, chega a incomodar. Eles amam brincar de armas. Aposto que a escola não ia achar estranho que eles amassem brincar de armas. O negro passa pelos preconceitos da raça. Um colega joga propositalmente a bola na cabeça do garoto que xinga, mas é o que xinga que tem que ir a diretoria receber reprimenda, não o que joga a bola na cabeça de propósito, ou o mais correto, os dois. Todos os detalhes que mostram, a violência na infância e o culto às armas estão ali, mostrando porque ficamos tão chocados com adolescentes e crianças que atiram em coleguinhas na escola como acontece infelizmente, muito mais do que deveria, nos Estados Unidos.
As mães são interpretadas por Judy Greer e Jenna Fisher. No final fica meio esquisito elas jovens ainda como eram quando tinham os filhos pequenos, por sorte passam mais rapidamente.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Sniper Americano

Assisti Sniper Americano (2014) de Clint Eastwood na HBO On Demand. Faz tempo que via esse filme na pouca relação da HBO. Mas por ser de guerra, por ser um filme americano sobre a Guerra do Iraque, eu tinha ressalvas. Só vi mesmo porque admiro o Clint Eastwood. É um bom filme. Claro, é a visão americana sobre a Guerra do Iraque, mas o diretor foi cuidadoso e mostrou algumas semelhanças entre os seres humanos.

O filme é baseado na vida de Chris Kyle, a Lenda. Ele foi um dos soldados que mais matou no Iraque. Em geral ele fazia cobertura as tropas e matava as pessoas sozinho em locais isolados. Não ia a frente de combate. 

Há várias análises para se fazer do filme, é um importante objeto de estudo e de debates. Logo no início o filme reforça a premissa da violência em armas nos Estados Unidos. O pai do Chris era muito violento e ensinou logo o filho a saber atirar e a desejar a morte de sua presa. Assustador! Mas era outra geração. Assusta mais ainda, que mesmo após tudo o que o Chris Kyle passou na guerra, ele ensina igual ao pai o gosto de ver o sangue na presa ao seu filho pequeno. A questão das armas nos Estados Unidos, a paixão por ter armas em casa, brincar com armas, está presente o tempo todo no filme. Chris Kyle brincava com arma na mão em casa com a família, rindo, era uma brincadeira. Outra questão é como o filme mostra o olhar do americano que estava defendendo os Estados Unidos do terrorismo, sem fazer distinção de cidadãos comuns. O filme mostra os soldados americanos protegendo as tropas e não dizimando. Não mostra o lado negro de toda a guerra. E Chris Kyle é mostrado como justo o tempo todo, que tenho minhas dúvidas que tenha sido assim sempre. Há uns anos surgiram muitas denúncias de tortura que os americanos praticaram nos iraquianos, o filme finge que não teve nenhum abuso dos americanos.

Gostei da forma como o diretor mostrou o atirador iraquiano, como o Chris Kyle. Era um medalhista olímpico, o preparo físico ajudava em saltos entre telhados, agilidade, e ele tinha uma bela esposa e um bebê. Essa humanização do outro lado gostei. Continua um filme com o olhar americano, de um americano sobre a guerra, onde não foram mostradas as inúmeras torturas que muitos soldados americanos fizeram ao inimigo, só mostraram o contrário. 

Muito triste a forma como Chris Kyle foi morto. Eu tinha quase certeza que seria na hora da emboscada no final, que ele ia morrer em combate. Irônico ele ter voltado para casa e como forma de reabilitação ele tentava ajudar ex-soldados a se reequilibrarem. Ele mesmo tinha muita dificuldade de viver em paz com sua mulher e seus dois filhos. Achava que tinha que voltar a guerra. E ajudar os soldados que voltavam era uma forma de se sentir útil pelo país. E é um veterano de guerra que o mata. Muito triste.

No final mostraram a comoção no enterro do Chris Kyle, ruas lotadas. Foram inúmeros botons colocados no caixão de pessoas que ele salvou. Nas fotos do Chris Kyle dá pra ver o fascínio, que parecia até obsessão, por armas.


Bradley Cooper está incrível como Chris Kyle. A reconstrução da guerra é muito impressionante. Filme muito bem realizado, editado e dirigido. No elenco ainda estão: Cory Hardrict, Owain Yeoman, Joel Lambert, Tony Nevada, Sienna Miller, Kyle Gallner, Cole Konis, Ben Reed e Keir O´Donell.
Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 15 de março de 2013

J. Edgar

Assisti J. Edgar (2001) de Clint Eastwood na HBO. Fiquei muito curiosa em ver esse filme. Adoro o Clint Eastwood e o Leonardo Di Caprio. Gostei demais! Conta a história do diretor do FBI, J, Edgar Hoover (1895-1972). Claro, uma história recheada de segredos, lendas, difícil saber o que realmente foi, politicamente controverso, mas bem interesse fazerem um filme sobre J. Edgar. Leonardo Di Caprio está incrível. Como passa por um longo período, J. Edgar Hoover foi diretor do FBI por 48 anos, envelheceram os atores para que fizessem eles mais velhos. Confesso que não sei se seria a melhor solução, ficaram estranhos, meio artificial, mas não consegui pensar que outra solução e que ficasse melhor.

Apesar de toda intransigência de J. Edgar, ele teve dois amigos fiéis a vida toda. Um se tornou vice-presidente do FBI, e outra foi sua secretária. Interessante que alguém com tantos segredos, tão intransigente e de temperamento forte, tivesse amigos  fiéis pessoalmente e profissionalmente pela vida toda e que esses amigos compartilhassem os seus segredos. Suspeitavam que J. Edgar e o seu amigo Clyde Tolson tinham um romance, no filme essa possibilidade é sutil, mas mais marcante, por suposição, achavam, mas realmente é algo difícil de provar, só eles mesmo que deveriam saber detalhes. Armie Hammer interpreta Clyde Tolson e a secretária é interpretada por Naomi Watts. Judi Dench interpreta a mãe de J. Edgar. David A. Cooper interpreta Franklin Roosevelt e Jeffrey Donovan interpreta Robert Kennedy. Gostei muito de J. Edgar. Bela direção, ótimo elenco e um roteiro instigante, mesmo que fiquemos na dúvida sobre a realidade dos fatos.

Beijos,
Pedrita

domingo, 7 de novembro de 2010

A Troca

Assisti A Troca (2008) de Clint Eastwood no Telecine Touch. Alguns telecines mudaram de nome, como o Light passava filmes muito dramáticos, resolveram colocar Touch e criar mais um telecine, o Fun. Agora eles podem passar mais filmes dramáticos e por sorte A Troca não era dublado porque me recuso a ver filmes dublados e os canais andam dizendo que há preferência por filmes dublados sem avisar antecipadamente e nos dando péssimas surpresas e estragando minha programação, porque eu não vejo filmes dublados. Eu queria muito ver esse filme, eu sabia que se tratava de uma mãe que reencontra o filho, mas não é seu filho, mas eu não sabia que é a própria polícia que tenta empurrar a criança alegando que a mãe que não queria mais o filho ou que estava desequilibrada e não conseguia reconhecê-lo.O roteiro é de :J. Michael Straczynski baseado em uma história real, não dá pra saber o quanto modificaram.

Angelina Jolie, assustadoramente magra, está magnífica como essa mãe desesperada e obstinada em achar seu filho.  A polícia sofria muitas denúncias de incompetência e quer muito se promover positivamente com o surgimento do falso filho. Querem calar essa mãe incansável. Como não conseguem fazem infelizmente o que até hoje acontece, internam essa mãe em um manicômio. É um filme que mostra muito a fragilidade de uma mulher sozinha e trabalhadora. O quanto a sociedade resolve suas questões livrando-se do incomôdo, ainda mais quando esse incômodo é uma mulher.

Incrível que quem a ajuda é um reverendo de uma outra paróquia, não a que a mãe frequentava. É ele que consegue levar a mãe em pessoas que poderiam atestar que o outro menino não era o filho dela, que une pessoas para tirá-la do manicômio. Se não fosse ele, ela seria mais uma mulher violentada , maltratada e destruída, como várias sãs que ela conhece no manicômio. Ele é interpretado pelo excelente John Malkovich. Ainda no elenco estão Gattin Griffith, Michelle Martin, Michael Kelly, Frank Wood, Jeffrey Donavan, Jason Butler Harner e Amy Ryan.










Beijos,


Pedrita

quarta-feira, 25 de março de 2009

Gran Torino

Assisti no cinema ao filme Gran Torino (2008) de Clint Eastwood. Minha mãe me convidou para fazermos nosso passeio de almoçar e ir ao cinema. Ela adora. Estava difícil achar um filme pra assistir. Como eu e ela gostamos do Clint Eastwood, fomos assistir, gostamos bastante, mas não é maravilhoso, é só um bom filme com esse grande ator somado a direção e a produção. Começa com o personagem do Clint Eastwood no enterro de sua esposa. Ele é um homem ranzinza, preconceituoso, impaciente e metódico. A relação com os filhos e os netos também é péssima. Não há afeto. Até entendo que muito seja porque ele não dá espaço, mas também os filhos e netos deviam ser mais tolerantes no mínimo por respeito aos mais velhos.

Esse personagem insiste em continuar morando na casa que sempre viveu, no bairro que hoje foi tomado por orientais do povo hmong. Os americanos foram se mudando. E acaba tendo contato com gangues e tentando ajudar, de forma atrapalhada, uma família que mora na casa ao lado. Fiquei pensando se os Estados Unidos está realmente dividido como mostrou o filme. Se há um bairro de negros ao lado do que você mora, lá você não pode passar, se não quiser sofrer violências. Se o país está realmente dividido em gangues, muito se explica do ódio que alguns nutrem as violências e a razão porque perdem a cabeça e saem atirando, não justifica, mas explica. Não vejo essa divisão tão clara aqui no Brasil. Esse tipo de violência só reparei em favelas onde os grupos ficam no comando e quem quiser viver em paz precisa aceitar as ordens e as regras.

Gostei bastante do elenco. Os atores hmong foram selecionados em comunidades de Detroit, no Michigan; Saint Paul, em Minnesota; e Fresno, na Califórnia. Nenhum deles, com exceção de Doua Moua, já havia atuado em um filme. Estão ótimos: Ahney Her e Bee Vang. Alguns outros são: Christopher Carley, Brian Haley, Geraldine Hughes e Dreama Walker.

Youtube: Gran Torino - Trailer (legendado)




Beijos,

Pedrita

domingo, 15 de junho de 2008

Cartas de Iwo Jima

Assisti Cartas de Iwo Jima (2006) de Clint Eastwood na HBO. Eu queria muito ver esse filme de tanto que falavam. Excelente! O 007 também gostou muito. Só depois que assisti que fui saber que há outro sobre a mesma história só que do outro lado. Cartas de Iwo Jima é a luta dos japoneses na Segunda Guerra Mundial para manter uma ilha sagrada para o povo japonês em seu poder. O outro, A Conquista da Honra é o filme do lado americano. Nunca tinha ouvido falar nesse segundo, o 007 disse que é bem ruim, mas eu quero ver. Clint Eastwood filmou os dois filmes ao mesmo tempo, com elenco diferente. Ele não conseguiu autorização para fazer o filme na ilha de Iwo Jima. Acabou fazendo em uma ilha na Irlanda que tem o mesmo solo que Iwo Jima de areia negra e solo vulcânico.


Eu sempre acho a guerra uma insanidade, a luta por essa ilha me parecia mais insana ainda. Era uma ilha que tinha água contaminada, com péssimas condições de vida. Os japoneses inclusive ficam abandonados a própria sorte. Pela guerra estar no seu apogeu, junho de 1944, os japoneses dessa ilha não conseguem reforços de navios, aviões ou mesmo militares. Sabem que vão morrer afinal são barcos e mais barcos americanos, inúmeros aviões, milhares de soldados, contra alguns miseráveis de sede e fome, e muitos doentes que morriam antes mesmo do exército americano chegar. É de uma insanidade absurda defender um pedaço de terra praticamente sem utilidade. Como se vidas valessem o que os humanos acharam por determinar ser sagrado.
Cartas de Iwo Jima mostra bastante a incoerência da guerra, onde todos lutam por sua pátria, vendo o outro como o inimigo, quando na verdade são homens matando homens por questões inconcebíveis. Há japoneses e americanos bons e maus, insanos e sadios. Nesse período foram enterradas cartas que não chegaram a ser enviadas as famílias dos soldados e são nessas cartas que o filme é baseado e na obra de Tadamichi Kuribayashi. O elenco é excelente: Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara, Ryo Kase, Shido Nakamura, Hiroshi Watanabe, entre outros.

Cartas de Iwo Jima ganhou Oscar de Melhor Edição de Som e Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.


Música do post: Toru Takemitsu, compositor japonês: A Way a Lone

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Beijos, Pedrita