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terça-feira, 30 de junho de 2026

Geologia da forma: obras dos anos 90

Fui a exposição Geologia da forma: obras dos anos 90 de Germana Monte-Mór na Galeria Leme. Eu tinha gostado muito da exposição Pinturas dessa artista, estava muito curiosa para ver esse trabalho.
 

Esse trabalho é bem diferente do anterior. Germana utilizou asfalto em várias superfícies: lona de algodão, papel manteiga, papel de arroz e papel de seda. Conforme o material, o efeito muda bastante, muito interessante. Ao todo são 36 obras na mostra.

Eu tenho muito fascínio em obras feitas em lona. Gosto muito do efeito. Geologia da forma: obras dos anos 90 fica em cartaz até 21 de agosto e a mostra é gratuita.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Vigília de Jorge Enciso

Vi a exposição Virgília de Jorge Enciso na Galeria Leme. Infelizmente perdi a abertura, fiquei encantada com o belíssimo trabalho. A curadoria foi de Tiago Sant´Ana, outro artista que gosto muito e comentei aqui. Jorge Enciso é de Assunção, Paraguai.
 

Obras Espiritu Curvado (2025) e Curvas de lo invisibile de Jorge Enciso

Eu fiquei encantada com as 24 esculturas em cerâmica. E a montagem está igualmente linda. Como as obras combinaram com o espaço.
Obra Evidência (2025) de Jorge Enciso
Obras Lengua de un corazon antiguo I e II

A mostra Vigília de Jorge Enciso é gratuita e fica em cartaz na Galeria Leme até 18 de dezembro.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Zanele Muholi: Beleza Valente

Fui na exposição Zanele Muholi: Beleza Valente no Instituto Moreira Sales. Mais uma linda mostra de fotografia no IMS. Zanele é da África do Sul e especialista em fotografia LGBTQOAP+. São 100 obras na mostra.

Foto Somnyama Ngonyama II, Oslo, Noruega (2015) de Zanele Muholi

Eu tinha ficado impressionada com as fotos quando avisaram da abertura da mostra. São de uma potência inacreditável. E na exposição são enormes. Como muitas estão em molduras com vidros, as minhas fotos ficaram péssimas, peguei as imagens de divulgação. 
 
Foto de Apinda Mpako e Ayanda Magudulela, Parktown, Joanesburgo, África do Sul, 2007 de Zanele Muholi

Na entrada do IMS tem uma escultura feita por Zanele Muholi.

A mostra Zanele Muholi: Beleza Valente fica em cartaz até 22 de junho e é gratuita.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 20 de maio de 2025

Luiz Braga - Arquipélago Imaginário

Fui na exposição Luiz Braga - Arquipélago Imaginário no IMS Paulista. Eu adoro esse fotógrafo e ele recebeu uma mostra à altura do seu trabalho. São dois andares no IMS com inúmeros trabalhos, 258 fotografias, sendo 190 inéditas. Eu fui com um amigo, interessante que nós dois fizemos fotos do que gostamos e eram cliques e escolhas completamente diferentes. Nem parecia que tínhamos ido na mesma exposição. E interessante que eu sempre vou com amigos no IMS. Em geral eu passeio sozinha, 99% das vezes estou sozinha, mas no IMS nunca fui só. Na mostra foi lançado um livro com obras do artista que está disponível pra venda na Livraria Travessa que tem no local.

Luiz Braga é especialista em fotografia do Pará. Eu gosto muito dessa seleção de fotos da mata e dos moradores com a mata.

Eu adoro as fotos com redes. Luiz Braga chegou a participar no passado de uma mostra no CCBB com redes e algumas fotos estão no IMS. Há vídeos com o fotógrafo na mostra, várias cronologias, textos comentários, é uma bela exposição. Luiz Braga - Arquipélago Imaginário fica em cartaz até setembro e é gratuita.

Beijos,
Pedrita

domingo, 13 de abril de 2025

Casa Mário de Andrade

Fui na Casa Mário de Andrade. Tinha curiosidade em conhecer esse espaço. É um belo museu, muito bem equipado, com vários itens de acessibilidade. Modernizaram toda parte elétrica, então tem boa iluminação e climatização. O espaço costuma abrir palestras e apresentações. 

A casa de Mário de Andrade era somente um desses sobrados. A Barra Funda era no passado um local de vila operária e indústrias. Hoje o quarteirão está mais isolado em meio a inúmeras grandes avenidas. Tem ainda alguns resquícios de sobrados, igualmente descaracterizados. Mário de Andrade voltou a morar com sua família em um desses sobrados onde viviam sua mãe e sua tia e foi lá que ele faleceu. Três sobrados eram da sua família, os três germinados lado a lado. O último, o da esquina era de outro morador. Após sua morte conseguiram todas as casas e transformaram  no museu bem equipado. Eu sinto falta de terem deixado ao menos uma fachada original para termos ideia. E particularmente não gosto nada desse excesso de vidros na fachada, mas o espaço já está tão descaracterizado que não faz muita diferença. 

O museu está com duas exposições. Uma é Estúdio de uma vida com os móveis de Mário de Andrade que integram o Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB, na USP. Mário de Andrade pedia móveis sob medida, em madeira escura, confesso que achei eles sóbrios demais, escuros demais.

Ele encomendava muitas estantes para livros.

A outra exposição é Eu Mesmo, Carnaval, com figurinos de carnaval.

Mas o que eu gosto mesmo em espaços como esses são os objetos. Também gosto muito de ver como as pessoas viviam. Tanto que adorei ver as máquinas de escrever.
Gosto de cada detalhe.

O museu tem um jardim interno que estava fechado para visitantes, só era possível ver através de portas e janelas. Nesse jardim está um painel da exposição Amarelo, a obra é Toka da Onça Oka de Tamikuã Txiki.

Há várias estantes com objetos de Mário de Andrade, fotos, livros, cartas, cartões postais. São várias salas com estantes como essas e objetos.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 3 de abril de 2025

De Mim para Nós

Fui na abertura da exposição De Mim para Nós de Jaume Plensa na Galeria Leme. Eu fiquei atônita de descobrir que essa bola já estava nesse lugar e que eu não tinha visto quando passei. É muito interessante porque é completamente diferente de ver pessoalmente. Há outra obra dentro da bola, mas só é perceptível na movimentação. É fascinante. O nome é Self Portrait (2029) e é feita de aço inoxidável. O artista é espanhol e já exibiu suas obras no mundo todo, várias em áreas externas, tem as fotos no instagram dele.

Obra Blue Ermite (2024)

A mostra tem três obras impactantes. Elas geram uma infinidade de sensações. Fiquei abismada com a força delas. 
É definitivamente uma mostra para ser ver presencialmente. A mostra De Mim para Nós fica até 10 de maio e é gratuita.

O vídeo acho que dá uma melhor dimensão do trabalho do artista.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 1 de abril de 2025

Camponeses

Assisti Camponeses (2023) de DK Welchman no Max. Não tinha ideia desse filme, fui até pesquisar antes. É literalmente uma obra de arte. As cenas do casamento são deslumbrantes! Há muita dança e música belíssimas que tem inclusive no Spotify.

O filme foi realizado, depois mais de 100 pintores fizeram a animação. Nos créditos vi que eram pintores da Sérvia, Ucrânia, Lituânia e Polônia. O efeito é inacreditável!

Fiquei atônita também em ver que o filme extremamente transgressor é baseado no livro homônimo (1904-1909) de Wladyslaw Reymont que ganhou Prêmio Nobel por esse livro que não tem no Brasil e é em vários volumes. Eu fiquei bem chocada do livro ser de 1900 e tão transgressor. Uma jovem é cobiçada por toda uma aldeia e tem má reputação. Um homem mais velho acaba de ficar viúvo e ela é obrigada a se casar com ele.
Mas ela está apaixonada pelo filho dele. Eles tem um romance, mas ele é casado e com filhos. A aldeia maltrata demais essa mulher, é um absurdo o que fazem com ela, mas os homens, esses não, a culpa é sempre dela. Como o filme é pintado posteriormente, há um ótimo elenco, ela é a belíssima Kamila Urzedowska, pai e filho são Miroslaw Baka e Robert Gulacyzyk.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Fulgor Atlântico de Tiago Sant´Ana

Fui na abertura da exposição Fulgor Atlântico de Tiago Sant´ana na Galeria Leme. A obra do cartaz é O azul da distância (2024) em acrílica sobre tela. O artista é baiano, de Santo Antônio de Jesus e é formado em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia.

A mostra toda é linda, mas eu fiquei encantada com essas obras em azul. A técnica é lápis azul sobre papel de algodão com elementos de tradições iurobanas. Eu e minha amiga amamos a cor azul magnífica. Essas são Itutu XVII (2024) e Itutu XV (2024). Itutu em iorubá quer dizer "legal". As obras procuram evocar a serenidade como forma de resistência.

Essa, Itutu XXII (2024), é a minha preferida, tenho fascínio por folhas e a beleza do olhar, do rosto e a força da mão são é muito impactantes. Ao todo são 35 obras expostas. Fulgor Atlântico fica em cartaz até 22 de março e é gratuita.

O vídeo mostra outros trabalhos do artista. Ele costuma produzir vídeos com instalações e movimentos, há um vídeo em exposição na Galeria Leme também.

Beijos,
Pedrita