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Assisti
O Homem do Ano (2003) de
José Henrique Fonseca no
Canal Brasil. O
roteiro é baseado no livro
O Matador de
Patrícia Melo, adaptado por
Rubem Fonseca. No todo o filme é bom, o problema mesmo é o roteiro, tem vários furos, e ainda achei uma visão meio burguesa de como funciona a periferia brasileira e esteriotipada de homens ricos de direita.
Murilio Benício está excelente como O Matador. Ele conta que acabou se tornando matador por uma acaso, que sempre quis ter uma vida cotidiana normal, mas é o que todos sempre contam, meio que pra justificar os caminhos que escolheram. Ele perde uma aposta e teria que pintar o cabelo de loiro. Um grande bandido ri da cara dele e eles marcam um duelo. Ele acaba vencedor, vira herói na região e começa a ser procurado por ricos para matar por encomenda. Homens de direita que acham a Pena de Morte uma solução para crimes. Mas é tudo muito caricato e esteriotipado.
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Jamais um matador teria um endereço fixo, viveria sem seguranças. Mesmo que ele tivesse acordos com policiais, nem todos os policiais são corruptos. Nem todo homem rico que acha a Pena de Morte uma solução é mal, ensebado e grosseiro. E no final o furo é maior ainda. Pra ele desaparecer e fugir, ele somente pinta o cabelo de preto, mas continua andando com seu carrão importado de uma cor que ninguém tem. Péssimo!
Cláudia Abreu está mais linda do que nunca, mas ela também tem uma personagem ruim. Em um péssimo texto dito pelo personagem do Paulo César Peréio ele comenta que toda mulher que casa começa a tratar mal o marido, come muito e fica gorda. Aí pra fortalecer esse clichê medíocre e preconceituoso, depois de casada, ela só aparece comendo. Natália Lage também está muito bem e é igualmente linda. O elenco é enorme, alguns são: Jorge Dória, Lázaro Ramos, André Gonçalves, Agildo Ribeiro, Mariana Ximenes e José Wilker.
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Beijos,
Pedrita