Assisti Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore (2022) de David Yates no HBO Go. Estava muito ansiosa por ver esse filme. Eu amo essa série. O texto maravilhoso é de J. K. Rowling.
Mas principalmente porque a Maria Fernanda Cândido está no elenco. Como é linda e talentosa! Ela é uma das candidatas a liderar o mundo bruxo.
O filme começa com o nascimento do Qilin. É de uma tristeza profunda. Foi difícil assistir. E tudo se passa atrás desse animal. Eu amo os animais do filme, é o que gosto mais e fico sempre com a impressão que apareceram pouco, nesse tive mais ainda essa sensação. Não sei se é porque gosto muito deles que fico sempre querendo mais ou porque eles apareceram pouco mesmo. A dança dos escorpiões é apaixonante.
Nosso vilão mor é o apaixonante Madds Mikkelsen. Tudo tem que ser confuso porque os vilões conseguem saber o futuro. Então nem os mocinhos sabem os passos, cada um só sabe a sua parte e mesmo assim sem detalhes. Esses mistérios dão uma magia especial nesse episódio.
O elenco dessa série sempre impressiona. Adoro o protagonista Eddie Redmayne. Jude Law também é um dos principais. Mas é só ator bom: Dan Fogler, Oliver Masucci, Erza Miller, Alison Sudol, William Nadylam, Jessica Williams, Callum Turner, Katherine Waterson, Victoria Yeats e Poppy Corby-Tuech.
Assisti O Julgamento dos 7 de Chicago (2020) de Aaron Sorkin na Netflix. Continuo vendo os filmes que concorrem ao Oscar, esse é o melhor que vi até agora. Em 1968 várias pessoas seguiram para Chicago onde aconteceria a Convenção do Partido Democrata para protestar contra a Guerra do Vietnã. Os Estados Unidos tinham intensificado o recrutamento de americanos pra guerra que muitos eram contra.
Uma série de incidentes levaram ao confronto violento da polícia nos jovens. Alguns conservadores resolveram usar uma lei local que nunca tinha sido aplicada pra punir os líderes dos grupos, mas pra isso precisariam provar que todos se organizaram em quadrilha, que se conheciam. Só que os grupos eram muito diferentes. Na época muitos eram contra um dos maiores erros do Estados Unidos, a Guerra do Vietnã, que dizimou não só muitos soldados americanos como inúmeros civis vietnamitas.
O julgamento é absurdamente antidemocrático. Os advogados eram diferentes, porque os acusados eram diferentes. Tinham hippies, interessados em política, pacifistas e o grupo Pantera Negra. Só o negro foi preso e ele só estava palestrando em outro local. Ele era o único que entrava algemado. O advogado dele estava doente no hospital e o negro avisava o tempo todo que estava sendo julgado sem o direito constitucional de ter um advogado. A condução toda do julgamento é deplorável. No final um texto diz que o juiz tinha sido considerado por inúmeros casos o mais parcial. O desrespeito é assustador.
O filme é muito bem realizado e conduzido. O elenco é incrível: Sacha Baron Cohen, Jeremy Strong, Yahya Abdul Mateeen II, Eddie Redmayne, John Carrol Lynch, Frank Langella, Mark Rylance, Alex Shar, John Doman, Joseph Gordon Levitt, Michael Keaton e J.C. Mackenzie. Muito importante que a história seja contada.
Assisti Animais Fantásticos: Crimes de Grindelwald (2018) de David Yates na HBOGo. Eu gostei muito do primeiro da série, curiosa pelos livros de J.K. Rowling. Nesse Johnny Deep e Jude Law aparecem, Law um pouco menos, mas imagino que mais na próxima sequência já que a trama termina com um segredo dele.
Eu adoro os animais, o entrar e sair da mala, dessa vez entraram e saíram até de um balde. Gosto demais do grupo principal interpretado por Eddie Redmayne, Dan Fogler, Alison Sudol e Katherine Waterston. Ainda no elenco Erza Miller, Zoe Kravitz, William Nadylam, Claudia Kim e Callum Turner.
Assisti Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016) de David Yates no HBO. Estava ansiosa por esse filme e amei. Amo animais e são demais, fantásticos mesmo. É baseado no livro do J. K. Rowling e já estão previstas várias continuações que valem a pena ser vistas no cinema.
E é de época que adoro e fala de magia, outro tema que adoro. Nosso protagonista chega em Nova York na década de 20. Na cidade a bruxaria está proibida, animais fantásticos também. Ele é bruxo e traz animais na mala e que mala encantada. Gostei do tema que falou muito sobre opressão de sentimentos que acontecem muito hoje em dia. Claro, o tema da proibição é a bruxaria, mas poderia ser qualquer tema como homossexualidade, religião, agressividade, impulsividade, ser diferente.
Uma mulher mantém várias crianças longe do que consideram um grande pecado, a magia, como disse, poderia ser qualquer coisa, agressividade, indisciplina, raiva, mal aluno. Para manter as crianças e jovens obedientes até violência física é permitida e muita reza. Então, crianças oprimidas de sentimentos escuros, ficam obscuras, praticando magia do mal. Muito interessante! O quanto algumas religiões atuais impedem sentimentos escuros, não aceitando a sua existência e tudo o que é escondido pode virar uma bomba relógio, algo perigoso. Todos nós temos sentimentos difíceis de lidar, negá-los só pioram, já que precisamos administrá-los, não escondê-los ou serem reprimidos de forma violenta. Essa mulher é interpretada pela Samantha Morton. O rapaz oprimido por Erza Miller. Lindas as crianças, uma é interpretada por Faith Wood-Blagrove. Todas as crianças desse núcleo são tristes.
Uma graça a trupe que se une ao mágico para ajudá-lo a resgatar um animal que fugiu de sua mala. Três são bruxos, um quer montar uma padaria. Eu estava estranhando Eddie Redmayne como protagonista. Tinha amado ele em A Garota Dinamarquesa, não entendia muito porque tinha se envolvido em um filme fantástico. Ele está genial, combinou com o filme, embarca na fantasia, e logo já não lembrava mais de seu personagem anterior. Muito fofa a bruxa interpretada por Katherine Waterston.
E que casal fofo interpretado pela bela Alison Sudol e pelo carismático Dan Floger. O mau é interpretado por Colin Farrell. A prefeita de Nova York é negra e interpretada por Carmen Ejogo. Animais Fantásticos e Onde Habitam ganhou Oscar de Melhor Figurino para Collen Atwood. Merecidíssimo!!! São lindos!!! E ganhou Bafta de Melhor Direção de Arte, também merecidíssimo!
Os efeitos especiais dos animais são fantásticos, tanto que no final são intermináveis os nomes das equipes que trabalharam nas tecnologias. Adorei os bichinhos. Quero revê-los várias vezes.
Assisti A Garota Dinamarquesa (2015) de Tom Hooper no Telecine Play. Queria muito ver esse filme, inclusive nos cinemas. Mas estreou em uma época excelente de filmes que eu queria ver e não deu tempo de ver esse. É um filme lindo, delicado e com uma direção de arte primorosa.
O filme é baseado no livro de David Ebershoff inspirado na vida do pintor Einar Wegener. Muito interessante que o filme começa com uma exposição das pinturas de Einar Wegener. Ele é um pintor famoso, respeitado.
É casada com a pintora Gerda Gottilieb. Muito interessante a parte artística do filme. Einar é muito famoso, ela não consegue emplacar suas obras. Até que ela começa a pintar Einar se vestindo de mulher. Ele passa a gostar e a se transformar. As pinturas tendo como modelo a prima dinamarquesa Lili Elbe é que fazem sucesso e ela consegue ganhar dinheiro com sua arte, ser convidada para exposições.
É lindo o amor desse casal. Ela por ser artista vai compreendendo o marido, mas sim, os dois sofrem muito porque eles se amam muito. Mas no momento que Einar passa a ser Lili ele passa a não ter mais desejo pela esposa. No filme eles eram um casal sexualmente intenso, difícil saber o que era mesmo.
Não deve ser fácil amar profundamente alguém que está se transformando e ver o sofrimento do outro. Einar sofria muito e imagino como devia ser terrível a transformação naquela época. Se já é difícil hoje, imagine naquela época. Quando Einar passa a ser Lili ele não consegue mais pintar. Lili fica muito, mas muito feliz de se tornar uma vendedora de loja feminina e é muito bem sucedida e dar dicas para mulheres com o que há de mais moderno em Paris. É então que Gerda passa a pintar Lili e ela mesma e fazer muito sucesso. Essa mudança artística das duas é muito impactante. Einar que era famoso, vendia quadros e era convidado para exposições. Com a transformação de Einar em Lili, Gerda passa a pintar Lili e só daí passa a vender, receber convites para exposições e fazer sucesso. Só Einar era famoso, não Lili, só Gerda era famosa porque Lili existia. Incrível as especificidades da arte conforme os seus momentos. Como não há regras. Como o que vai ficar famoso, alcançar o sucesso é imprevisível. Gerda sofria perdendo Einar, mas profissionalmente ganhava ascensão.
E os tratamentos médicos? Horror dos horrores. Pessoas com esses distúrbios eram tratadas como duplas personalidades e internadas em manicômios, tratamentos com radioterapia, remédios pesados, considerados esquizofrênicos que na época era loucura. Por sorte sua esposa choca-se com tudo isso e o tira daqueles horrores. Leva Einar para Paris, mas Einar tenta tratamentos também, um pior que o outro. Até que acham um médico que não tinha ainda realizado mudança de sexo porque um paciente fugiu no dia. Einar se anima. É avisado dos inúmeros riscos. Se hoje já é uma cirurgia muito delicada, imagine antigamente. Seria inclusive a primeira do médico e Einar teria muito dor. Seriam duas cirurgias. A primeira corre tudo bem. A primeira é a retirada dos órgãos masculinos. A segunda que era a construção da vagina. Einar tem infecção e morre. Doloridíssimo o filme. Eu adoro Alicia Vikander, cada vez estou mais impressionada com o desempenho dessa atriz. Alicia Vikander ganhou Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. E Eddie Redmayne está incrível como Einar e Lili, que ator. Outros do elenco são Mathias Schoenaerts, Ben Whishaw, Pip Torrens, Amber Heard e Emerald Fennel.
Aqui a imagem de Einar Wegener e Lili Elbe.
Essa é a imagem de Gerda Gottlieb. Na internet ela aparece também como Gerda Wegener.
Assisti Savage Grace (2007) de Tom Kalin no Telecine Cult. Vi no site que o filme era espanhol e com a Julianne Moore, resolvi assistir. Na verdade é uma co-produção entre Espanha, Estados Unidos e França. Depois de ver o filme li um comentário do Merten onde ele dizia que achava melhor que quem fosse assistir, fosse puro, sem informações do filme e concordo, eu fui dessa forma e desarmados acabamos penetrando nessa complexa história, com sentimentos tão controversos. No Telecine Cult está como Pecados Inocentes, mas nas buscas já vi com outras traduções, preferi manter o nome original. Savage Grace é um filme para adultos.
Vou falar detalhes do filme: Savage Grace fala da vida conturbada de uma família. O narrador é o filho. A mãe é afetiva e impulsiva, o pai é mais frio e distante. A relação do casal é sempre muito agressiva e só piora com o tempo. A mãe dedica então todo o seu afeto a seu filho. Tudo é complexo. Mas esse casal vive de forma intempestiva. Por terem uma situação financeira tranquila, rica mesmo, não trabalham. Ela é tudo um pouco e nada. Tentou ser atriz, tentou ser pintora, tentou ser escritora. Aos poucos vamos percebendo que apesar desse ambiente ter potencializado os desequilíbrios do filho, ele é muito mais perturbado do que imaginamos. Eu mesma me surpreendi com os desajustes dele. Aos poucos esse rapaz vai dando sinais de perturbação, mas inicialmente eu só o via como alguém mimado. Só no final que comecei a unir todos os desequilíbrios, obsessões e depressão desse rapaz.
Julianne Moore está mais linda que nunca. Gostei demais do rapaz que interpreta o filho dela adulto:Eddie Redmayne. O marido é inter-pretado por Stephen Dillane. Alguns outros do elenco são: Elena Anaya, Unax Ugalbe, Barney Clark e Martin Huber. Há o envelhecimento dos personagens com o passar dos anos. Escolheram fazer mais na mudança dos cabelos e dos figurinos, o que ficou bem definido, mas sutil. Gostei muito do olhar do diretor e do desempenho dos dois protagonistas. São cenas difíceis, mas muitas vezes ele só mostrava e seguia para outra, como disse, aos poucos vamos compreendendo esse universo tão diferente.
Assisti O Bom Pastor (2006) de Robert De Niro no Telecine Premium. Gostei bastante, principalmente porque adoro o Matt Damon e ele está excelente. O roteiro de Eric Roth fala das organizações secretas de investigações que culminaram na criação da CIA. Mostra bastante o quanto os Estados Unidos estavam aficcionados com a idéia de que haviam homens perigosos que seriam na maioria os comunistas, cubanos ou russos e que eles precisavam proteger o país daquele mal. Com isso cometem uma série de equívocos prepotentes e um número alto de preconceitos contra os seus semelhantes.
O personagem do Matt Damon acaba se casando meio que forçado com uma mulher de um importante senador. Ela é interpretada pela Angelina Jolie e o senador por Keir Dullea.
Eu não gostei da participação do personagem do Robert De Niro, achei muito caricato e não vi necessidade dele atuar em seu próprio filme. Adoro esse ator mas seu personagem era bastante artificial.
Há uma série de parceiros e informantes próximos ao protagonista e estão todos muito bem: Alec Baldwin, Billy Crudup, William Hurt e Timothy Hutton.
Gostei muito do ator que interpreta o filho do personagem do Matt Damon, Eddie Redmayne. E também a atriz que interpreta a primeira paixão do protagonista, Tammy Blanchard.
O Bom Pastor ganhou o Urso de Prata de Melhor Contribuição Artística, no Festival de Berlim.