Assisti ao concerto do Quaternaglia da Série Violão do Cultura Artística no MUBE - Museu Brasileiro de Cultura. O Quaternaglia é formado por Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Thiago Abdalla e Sidney Molina.Que apresentação! Primeiro o grupo tocou uma obra Quatro para Tango do Piazzolla, escrita para quarteto de cordas e adaptada para o de violões por Fabio Ramazzina. Gostei muito, bem diferente do que conheço do compositor. Fiquei muito impactada com a adaptação das Danças Sinfônicas de Leonard Bernstein de West Side Story. Que preciosidade, que arranjo de Thiago Tavares. Eu gosto demais da Suíte nº 3de Ronaldo Miranda, não canso de ouvir, adoro esse compositor. Fiquei encantada com Um Anjo do Egberto Gismonti, que foi feita para o filme Quarup do Ruy Guerra, só li o livro há anos que amei. Quero muito ver o filme, mas é raro passar, mesmo no Canal Brasil. O quarteto terminou o concerto com a incrível Sobre um tema de Gismonti do Chrystian Dozza, outra obra que não canso de ouvir. No bis tocaram a deliciosa Frevo e Fuga do Paulo Bellinatti. Que concerto!
Foto de Gal Oppido
Assisti ao recital de Eudóxia de Barros no MUBE - Museu Brasileiro de Escultura. Que pianista! Que repertório! Que energia! Sempre me surpreendo com a quantidade de obras que essa pianista apresenta em seus recitais. Não há economia de obras, de dificuldades. Sempre são inesquecíveis! Eudóxia de Barros começou com duas obras do compositor Eduardo Souto que eu não conhecia. Belíssimas! Tocou também obras bem conhecidas de compositores que adoro Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Villa-Lobos. Dificílimas as obras de Osvaldo Lacerda, que técnica. Tocou ainda lindas obras de Camargo Guarnieri e Francisco Mignone, outros dois compositores que adoro. Eudóxia de Barros terminou o recital com a Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro de Gottschalk, obra que é muito conhecida nas interpretações dessa grande pianista!
Programa:
EDUARDO SOUTO ( 1882 – 1942 ) :
O Despertar da Montanha ( tango )
Um chôro na Praia Grande ( para mãos cruzadas )
OSVALDO LACERDA ( 1927
– 2011 ) Em homenagem aos 90 anos,
que teria feito em 23 de Março :
- Estudo nº 4 - veloz - para estudo dos stacattos
( dedicado a Fritz
Jank )
- Estudo nº 10 - ligeiro - com tercinas
- Estudo nº 12 - arrebatado e rubato - estudo das oitavas ( dedicado à Eudóxia de Barros )
CHIQUINHA GONZAGA (
1847 – 1935 ) : Em homenagem aos seus 170
anos
- Gaúcho
- Atraente
VILLA-LOBOS ( 1887 -
1959 ) : - Nesta
rua ... nesta rua ( nº 11 das Cirandas ) -
em homenagem aos seus 130 anos
FRANCISCO MIGNONE (
1897 – 1986 ) :
- Congada - em homenagem
aos seus 120 anos
CAMARGO GUARNIERI (
1907 – 1993 ) :
- Dansa Brasileira - em
homenagem aos seus 110 anos
Assisti ao recital de piano de Renato Figueiredo no MUBE - Museu Brasileiro de Escultura. Belíssima apresentação, lindo repertório. O pianista falou sobre as obras, sobre semelhanças de obras de Camargo Guarnieri e Osvaldo Lacerda com músicas de Mozart, Debussy e Chopin. Contou que Osvaldo Lacerda foi aluno de Camargo Guarnieri e um dos seus mais representativos discípulos. Os Cromos de Osvaldo Lacerda sempre trazem sons, na interpretada foram de metrônomo, ventilador, caixinha de música e máquina de escrever, muito espirituosas. Durante as explanações tocou as obras, que lindo recital, que lindas músicas, belas interpretações.
Segue o programa completo que está na ordem das obras, influências e semelhanças:
Fui a exposição Aquém do Concreto do alemão Jan Siebert no MuBE -Museu Brasileiro de Escultura. A curadoria é de Lilian Heitor. Gostei muito do trabalho desse artista plástico. Ele pintou ruas no centro de São Paulo com uma perspectiva e realismo surpreendente. São grandes telas ainda mais vistas de longe.
O pintor reproduziu a Praça Roosevelt, o Minhocão, o prédio dos Correios, muitos grafites e a população do centro à noite. A mostra traz 30 telas pintadas a óleo, é gratuita e fica até 22 de agosto.
Fui a exposição da Fritz Dobbert em comemoração aos 60 anos da fábrica no MuBE - Museu Brasileiro de Escultura. Na exposição estavam pianos e cartazes com fotos da história da Fritz Dobbert e imagens dos cartazes de divulgação da fábrica nesse período. Fiquei sabendo que a fábrica em Pirituba sofreu muito com as enchentes na década de 60, há inclusive um cartaz que mostra o boletim de ocorrência da delegacia com a foto. A fábrica perdeu 400 pianos na época. Fico imaginando o quanto uma fábrica de pianos em um país tão instável economicamente e culturalmente, a indústria deve ter lutado para sobreviver e superar os obstáculos. Tanto que atualmente é a única fábrica de pianos da América Latina. No dia que fui o pianista Thiago Pinheiro apareceu e tocou para o público.
Achei genial a ideia da Fritz Dobbert de colocar um piano branco na exposição para ser ilustrado ao vivo pelos Mulheres Barbadas. Nessa foto eles ilustram a parte interna do piano. O piano foi ilustrado inteiro durante a exposição. O evento foi gratuito.
Nesse vídeo do youtube há um trecho da obra do Nepomuceno e o Odeon de Ernesto Nazareth.