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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Conceição Evaristo em Admiráveis Conselheiras

Assisti a entrevista com Conceição Evaristo para o programa Admiráveis Conselheiras na GNT. Quem entrevista é Astrid Fontenelle. O programa começa com a apresentadora no carro, falando que a equipe segue para a Pequena África no Rio de Janeiro, onde mora Conceição Evaristo e onde a escritora tem sua biblioteca, a Casa de Escrevivência, que era um dos seus sonhos, ter livros ao acesso de todos, principalmente de autores afrodescendentes e promover conversas, debates com autores.

Eu amo essa escritora, suas entrevistas e amei sua obra Becos da Memória. Estou com outro aqui a ler. Sim, li pouco ainda, alguns poemas por aí, trechos por ali, mas livro mesmo por enquanto um só. A entrevista foi incrível. Linda a sala de leitura da Conceição. A escritora comentou que alguns livros saíram dali pra ir para a sua biblioteca. Astrid presenteou a escritora com uma coleção completa belíssima das obras de Machado de Assis. Depois as duas seguiram a pé para a biblioteca. Que lugar charmoso, lindo, quanto conhecimento em tão pouco tempo de entrevista. Fiquei encantada!
Conceição Evaristo estava com uma linda túnica amarela pintada a mão. Que mulheres maravilhosas! Que entrevista!

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 1 de abril de 2014

Entrevista com Augusto Zacchi

Entrevistei o ator Augusto Zacchi que está no elenco da peça Toda DonzelaTem Um Pai Que É Uma Fera em cartaz no Teatro Folha que vi e comentei aqui.

O seu personagem na peça, o Porfirio é leal ao amigo Joãozinho, aceitando esconder a namorada no apartamento. A lealdade continua mesmo quando ele lhe pede para não desmentir os equívocos seguintes para o pai da moça.
Você, Augusto Zacchi, acha que essa forma de amizade existe nos dias de hoje?
Amizade é amizade em qualquer época ou lugar....agora tudo depende da situação, cada caso é um caso, não dá pra generalizar. Tem roubadas vindas de amigos que dá pra salvar, já outras ...

Você já tinha trabalhado com algum texto de época?
Já sim. Já passei por Jorge Andrade (A Moratória), Oscar Wilde, Artur Azevedo (As Viúvas), Martin Sherman (BENT) e August Strinberg  (Senhorita Julia)

Qual gênero teatral que mais trabalhou?
Drama

Tem alguma preferência?
Sempre priorizo a qualidade do texto, independente do gênero.

Na novela Poder Paralelo da TV Record, você tinha ideia do percurso do seu personagem?
Não esperava...Novela é uma obra aberta. Tínhamos uma base inicial , mas o personagem seguiu um caminho bastante diferente da sinopse original ...isso é bastante comum.

Estava previsto aquela ampliação na trama?
Acredito que não. Há muita coisa envolvida na duração de uma novela...que independe um pouco na historia inicial criada pelo autor.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de março de 2014

Entrevista com Gil Veloso

Hoje, dia 4 de março, o livro A Pedra Encantada faz 3 anos de existência, a mesma data de aniversário da Editora Dedo de Prosa. Como é esse livro que traz a protagonista com o meu nome, resolvi comemorar a data também e entrevistar o autor Gil Veloso.
Na foto Gil Veloso com a gatinha Canja-canjica. Crédito da foto: Dan de Faria.
1- Quando criança você lembra o que queria ser quando crescesse?
1- Da época de criança lembro de uma coisa estranha, de ter 8 anos e não querer sair desta idade, fazer 9, 10... Um certo apego a sei lá o quê.   Recordo-me até do dia e de onde estava quando tive tal vontade, bastante esquisita, convenhamos. Se bem que de certo modo até hoje não abandonei completamente meus 8 anos, rs. E agora já estou mais para os 80. Mas acho que isso não é resposta a sua pergunta.
Eu quis ser muitas coisas, jogador de futebol e quando jovem, cantor, locutor de rádio -minha juventude inteira foi sintonizada em alguma rádio- Mas o que mais desejava ser era artista de circo, trapezista. Até hoje sou fascinado por circo.
2- Quando resolveu ser escritor?
2- Nunca resolvi ser. Acho mesmo que nem sou. Escrevo, é fato, mas isso é apenas um detalhe, não devoto ou dedico pra isso espaço especial no dia a  dia. Talvez tudo ocorra como na Metamorfose, o sujeito acorda e se vê transformado num inseto... Então acho que ainda não me transformei num inseto, rs.
3- Por que escrever livros infanto-juvenis?
3- Escrevi alguns livros e algumas pessoas acharam que alguns deles são infanto-juvenis. Então deixei que sejam. Deve isso ter a ver com aqueles meus 8 anos, vai ver que escrevo para agradar aquele menino dos eternos 8 anos.
4- Quando surgiu a ideia de escrever o livro A Pedra Encantada e como chegou ao nome da Pedrita?
4- Foi assim: de repente andei distraído e me senti uma menina que gostava de colecionar pedras. E ela ficava como que me soterrando com pensamentos e ideias de pedras-palavras e quando percebi havia construído uma história para tal menina, que nem nome tinha. Pedrita era o apelido e apareceu de repente, mas não fui eu que a chamei assim. Foram os outros personagens que a apelidaram Pedrita. O seu verdadeiro nome apareceu só no fim, um pouquinho antes do ponto final.

 5- E como chegou na ilustradora Nara Amélia?
5- Vi uma exposição no Centro Cultural São Paulo e pensei: quero esta artista ilustrando o meu livro! Eu não sabia quem era, onde morava nem nada. Então descobri, mandei e-mail... e ela aceitou. 
6- Você tem uma ideia do público que lê os seus livros?
6- Não tenho exatamente o que se poderia chamar de "público". Eu acho que ninguém lê, quero dizer, uma meia dúzia ou meia dúzia e meia deve ter lido... o que já está de bom tamanho. A estes agradeço e serei eternamente grato.

 7 - Quanto livros publicou pela Dedo de Prosa e como é a sua relação com a editora?
Tenho 3 livros com a Dedo de Prosa, o primeiro foi este A Pedra Encantada, o segundo foi O menino Arteiro, com artes do Guto Lacaz, e o terceiro Pois ia brincando... com desenhos do Alex Cerveny.

A Pedra Encantada, com a personagem Pedrita, inaugurou a editora, que agora faz 3 anos, ou seja, foi a pedra fundamental, um tanto bíblica, não? Na tradição cristã, pedra, petros, aquele que abre, que recebe as chaves... e simbolicamente tem o papel de iniciação, laços com a alquimia etc. Talvez também por isso Pedrita é toda mística e o livro é feito um ritual de passagem, iniciático. Claro que nada disso foi intencional. Apenas a intuição encontrou espaço para se expressar; assim é minha relação com a Dedo de Prosa.
Fiz também algumas perguntas com a editora Silvia Fernandes da Dedo de Prosa
Quando surgiu a ideia de fundar a Dedo de Prosa?
Fui professora durante 20 anos. Depois da aposentadoria, utilizei minha experiência para conceber uma editora, com publicações destinadas a alunos e professores do Ensino Fundamental e Médio.

Qual era o sonho inicial e como se formaliza hoje?

O objetivo é colocar ideias desafiadoras no papel. A meta, estabelecer intercâmbio constante de práticas e reflexões. Os resultados foram gratificantes. Mas isso é apenas o começo...

Como conheceram o Gil Veloso?

Duas pessoas, profissionais da área de música, nos aproximaram. No primeiro encontro, Gil apresentou o texto da Pedrita e leu alguns de seus poemas. Total empatia! Hoje, há 3 títulos de Gil Veloso no catálogo da Dedo de Prosa. Trabalho conjunto com harmonia e emoção.
Em conversas com Gil Veloso, autor dos livros Travessuras – Histórias para anjos e marmanjos, Fábulas Farsas e A Pedra Encantada, que li e adorei, ele me sugeriu uma entrevista.

Não sei se o blog Mata Hari e 007 passará a ter entrevistas, mas resolvi essa  primeira.
Beijos,
Pedrita