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sábado, 13 de dezembro de 2025

Os Rejeitados

Assisti Os Rejeitados (2023) de Alexander Payne na Netflix. Eu tinha alta expectativa em ver esse filme porque um amigo disse que era o melhor filme que ele tinha visto naquele ano. Gostei, mas não é pra tanto. É um belo filme sobre a solidão! Sobre os rejeitados. O roteiro é de David Hemingson. O trio é maravilhoso  Paul Giamatti, Da'vine Joy Randolph, Dominic Sessa. Que atores!

Vai ser Natal e Ano Novo. Os alunos, professores e funcionários vão pra suas casas. Sempre um professor precisa ficar. O que está no momento dele ficar inventa uma mentira e o sempre solícito e odiado professor é que fica. Os pais de um garoto não o querem com eles. Uma cozinheira em luto finaliza o trio. Todos tem histórias difíceis. Muito triste a solidão em datas. As pessoas são muito cruéis. É um belo filme.
Beijos,
Pedrita

sábado, 7 de outubro de 2017

Morgan

Assisti Morgan (2016) de Luke Scott no Telecine Play. Que filme interessante! Nunca tinha ouvido falar. Gostei muito! É mais de ficção científica. Gostei demais da abordagem filosófica do roteiro que é de Seth W. Owen.

Começa com uma executiva chegando em uma casa isolada. Ela fala ao celular e recebe instruções da sua missão. Há um protótipo que está dando problema. O chefe quer que ela avalie o grupo que cuida dessa criação que tinha agredido violentamente uma mulher. A executiva é interpretada por Kate Mara e a criação por Anya Taylor-Joy.

Logo essa investigadora descobre que o grupo que cuida da criação misturou os sentimentos. Tratam a criação como filha. Ela nasceu no local. Está com 5 anos mas já tem aparência de adolescente. Então o grupo todo releva a violência que a criação provocou. Tem pena e uma infinidade de sentimentos paternais. Ainda no elenco estão: Michael Yare, Rose Leslie, Toby Jones, Vinette Robinson, Boyd Holdbrook, Michelle Yeoh, Jennifer Jason Lee e Paul Giamatti.

As discussões filosóficas são muito interessantes. A executiva é hostilizada o tempo todo por tratar friamente a criação. E o desfecho é muito surpreendente. Gostei demais!

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 21 de março de 2017

Madame Bovary

Assisti Madame Bovary (2014) de Sophie Barthes no TelecinePlay. Eu li o livro há anos. Era daquela coleção vermelha da Editora Abril. Gostei muito. Eu vi uma adaptação do Chabrol que amei e comentei aqui. Gostei bastante dessa versão também, é com a maravilhosa Mia Wasikowska, como gosto dessa atriz.

Essa história sempre me incomoda muito. Nossa protagonista casa com um médico de uma cidade muito pequena. Logo cedo ele sai e só volta tarde da noite. Aos domingos eles passavam juntos. 

Bovary parecia uma mulher que vivia em um vestido apertado. Tinha uma vida que nunca sonhou. Talvez se ela tivesse vivido em uma cidade com mais atividades, tivesse amigas, um pouco de vida social, não se perderia em tantas loucuras. Mas também talvez não conseguisse participar de concertos, peças, já que na época só pessoas de posse o faziam porque precisavam roupas novas a cada evento, detalhes da moda para não parecer provincianas. As atividades culturais não eram para pobres.

Bovary acaba sendo alvo de pessoas inescrupulosas que fazem tudo para ela cometer desatinos. Gastos que nunca poderia pagar, romances fortuitos com homens oportunistas. É muito angustiante o desespero dela quando os erros começam a aparecer e com eles as reprimendas.

Belíssima a adaptação, lindos cenários, figurinos, detalhes. Começa com a protagonista no convento, lindas as cenas das moças aprendendo todas as prendas necessárias a moças casadoiras. 

O marido é interpretado por Henry Llody-Hughes. Seu amigo químico por Paul Giamatti. Outros do elenco são: Erza Miller, Rhys Ifans, Laura Carmichael e Logan Marshall-Green.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 2 de março de 2017

O Congresso

Assisti O Congresso (2013) de Ari Folman no HBO On Demand. Eu vi esse filme no Now, mas não com esse pôster. Gosto de ficção científica e um dia comecei a ver. Uma atriz estava em reunião com seu agente e uma produtora de filmes. Estava esquisito, precisei parar de ver e estava na dúvida se continuava. Fui olhar na internet e levei um susto porque vi que tinha animação no meio. O diretor é israelense.

Voltei a ver, é bem interessante. É baseada na obra do polonês Stanislaw Lem. Essa atriz vinha fazendo filmes duvidosos. Tinha tido uma carreira maravilhosa, mas andava aceitando filmes ruins. Ela tem a chance agora de aceitar em contrato ser escaneada e ser feito uma cópia dela. Essa cópia poderá ser feita uns 10 anos a menos. Ela está com 44 anos. E ficar por anos jovem e talentosa. E a atriz poderá viver fora dos holofotes, inclusive é uma regra do contrato. Robin Wright interpreta essa atriz. Ela tem um filho doente, que ficará surdo e cego, ela vê uma boa oportunidade para cuidar dele. O contrato é assinado por 20 anos. No contrato sua cópia não poderá fazer uma série de filmes como pornográficos. Apesar da resistência, ela aceita que sua cópia faça ficção científica porque o valor do contrato fica bem melhor. A produtora tem o símbolo muito parecido com a Paramount. O dono da produtora é interpretado por Danny Huston, que aparece depois como desenho animado. O agente por Harvey Keitel. O filho por Kodi Smit-McPhee.

20 anos se passam e ela vai a um congresso. Sua cópia é uma grande heroína de filmes de ação. No congresso a atriz deveria assinar novo contrato. É tudo muito maluco. Ela vai participar como animação no congresso. Toma um frasco e vira uma animação. É tudo muito genial, impressiona bastante, muitos questionamentos. A animação lembra um pouco filmes antigos, há vários personagens de filmes antigos. Desse momento em diante não sabemos o que realmente está acontecendo, nem ela. Ela nem sabe se é tudo da cabeça dela, se as animações que ela interage ela criou ou existem. É fantástico! Desconfortável! Quando ela vai assinar o novo contrato, outro ator como anime está lá também. Ele informa que os dois são os últimos com matrizes que existem realmente. Que todos os outros atores agora são criados sem matriz real. Segundo o que ela está vivendo, que não sabemos se é real ou imaginação, ela aspira uma bomba, fica congelada um tempo. 

Quando acorda ela quer voltar a virar gente para reencontrar o filho. Anos se passaram, no mundo real tudo é miséria, sujeira, fome e doença. Só alguns tem uma vida melhor e claro, são os militares. Lá ela acha o médico do filho e descobre que o filho cansou de esperá-la. O médico é interpretado por Paul Giamatti. O filho esperou 19 anos e resolveu ser animação. Ela resolve voltar mesmo sabendo que dificilmente eles irão se encontrar. O filme fica muito melancólico, muito triste, dói muito. Não sabemos que o que ela passa a viver como animação ela criou na cabeça dela, ou se realmente está acontecendo. 

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 6 de março de 2014

12 Anos de Escravidão

Assisti no cinema 12 Anos de Escravidão (2013) de Steve McQueen. Eu e minha mãe íamos inverter a ordem, ver antes esse e depois A Menina que Roubava Livros. Mudamos e acabamos indo ver um dia depois de vencer o Oscar, óbvio que o cinema estava lotado. Por sorte compramos os ingressos com antecedência na internet. Gostei demais! Não era o meu favorito para ganhar o Oscar, mas é um belíssimo filme. Me incomodou que a mídia dizia que era a primeira vez que um diretor negro ganha um Oscar, mas esse texto está errado. Foi a primeira vez que um filme dirigido por um diretor negro ganhou um Oscar, porque o preconceito da Academia continuou já que o diretor mesmo não ganhou o prêmio.

Solomon Northup vive em 1841 com sua família no norte dos Estados Unidos. Ele é violinista, casado e tem dois filhos. Ele é enganado por dois supostos artistas que o contratam e o sequestram para vendê-lo como escravo no sul do país. Solomon realmente existiu e esse filme é baseado no livro que ele escreveu e quero ler. Concordo quando dizem do quanto é realista esse filme, não só por ser baseado em fatos reais, mas pela forma como o filme é retratado.

O adaptador do roteiro não teve receio de mostrar a religiosidade dos senhores de terras e de escravos. Da hipocrisia deles rezando missa, lendo a Bíblia para os escravos, mas não os libertando. Há várias cenas com preceitos religiosos hipócritas desses monstros. 12 Anos de Escravidão mostra ainda a indiferença das esposas, que às vezes até se incomodavam, mas que viviam praticamente alienadas. Olhavam os maus tratos, mas continuavam suas vidas sem o menor sofrimento. A escravidão é horrível para qualquer um, não minimiza o fato dele ter sido livre, mas por ele ser livre e estudado ele acabou compreendendo melhor o que vivia. No final o texto conta que depois de retornar a liberdade ele se uniu para a Abolição e passou a dar palestras sobre o tema.

Chiwetel Ejiofor está incrível como o Solomon. Eu gosto muito do Paul Dano e ele está incrível como o carrasco da propriedade. Merecido o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Lupita Nyong´o. Ela nasceu no México, mas é do Quênia. O elenco é muito grande, já que são 12 anos e ele passa por vários momentos e propriedades. Michael Fassbender está ótimo como o alucinado latifundiário.


Muito bem também o outro senhor de escravos, esse mais sensível, interpretado por Benedict Cumberbatch. Paul Giamatti faz uma participação. Brad Pitt é produtor e faz também uma participação. As mulheres dos escravocratas foram interpretadas por Sarah Paulson e Liza J. Bennett. A esposa do Solomon por Kelsey Scott. Alguns outros do elenco são Chris Chalk, Michael K. Williams, Alfre Woodard e Adepero Oduye.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Tudo Pelo Poder

Assisti Tudo Pelo Poder (2011) de George Clooney no Telecine Touch. Resolvi ver porque tenho lido que o George Clooney tem investido em projetos que questionam o meio em que vive. Achei estranho do filme estar no Telecine Touch e fiquei com receio de ser muito banal, mas é excelente! No início George Clooney interpreta um candidato a governador. Ele faz um discurso, eu estava com sono e fiquei com receio que o filme todo ia ser por aquele caminho e que ia deixar pra ver outro dia. Mas Tudo Pelo Poder toma um rumo interessantíssimo. O nome original é mais interessante mas não serve no Brasil, The Ides of March, mas o nome encontrado no Brasil é péssimo.

George Clooney não aparece tanto. Boa parte do filme passa com os responsáveis pela campanha. Dois grandes atores Ryan Gosling e Philip Seymour Hoffman. O personagem do Ryan Gosling acredita muito no candidato, trabalha por paixão. Ele é convidado pelo Philip Seymour Hoffman a trabalhar na campanha. Me incomoda essa transformação de políticos em heróis nas campanhas. São pessoas comuns que representam na política, esse exagero de palmas, como se fosses deuses, me incomoda profundamente.

O roteiro é muito bom e é baseado no livro Beau Willmon, Farragut North. O elenco continua incrível. Paul Giamatti interpreta um profissional da oposição. Evan Rachel Wood a estagiária. Alguns outros são Jeffrey Wright, Marisa Tomei e Max Minghella.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cosmópolis

Assisti Cosmópolis (2012) de David Cronenberg no Telecine Premium. Eu adoro esse diretor, queria muito ter visto no cinema. É incrível, não-convencional, filosófico, assustador. O trailer mostra uma ação que é praticamente inexistente no filme. O roteiro é de Don DeLillo. Cosmópolis fala muito das relações econômicas, de moeda, ações, é desconfortável vermos as relações que promovem o sucesso financeiro de nosso protagonista riquíssimo, interpretado por. Robert Pattinson que passa quase todo o filme dentro de uma limousine. Ele é um homem sem expressão, parece que não sente nada.

Começa o filme ele querendo cortar o cabelo do outro lado da cidade. Os seus seguranças não aconselham. O presidente está na cidade, é arriscado, mas ele insiste. O filme passa então a acontecer nessa trajetória. Nosso protagonista passa a ter reuniões e encontros amorosos no trajeto. Há muitas participações. Ele é casado há um mês, mas ainda não tiveram relações íntimas, ela é interpretada por Sarah Gadon. Desfilam então atores incríveis em pequenas aparições: Juliette Binoche, Abdul Ayoola, Kevin Durand, Samantha Morton,  Mathieu Amalric, Patrícia McKenzie, George Touliatos, Goucht Boy e Paul Giamatti.

Cosmópolis pode ser lido de várias formas, há várias interpretações ou nenhuma. Tudo é surreal, intrigante e fascinante. Vou falar detalhes do filme: Eu fiquei com a sensação que o nosso protagonista encontra-se com ele mesmo. Vê o seu futuro e a sua decadência, mas ele mesmo parece não perceber. Claro, pode ser uma livre interpretação minha.

Pedrita

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Última Estação

Assisti A Última Estação (2009) de Michael Hoffman no Max. Tinha visto que os canais HBO estavam com esse filme de época e quis assistir. É sobre os últimos momentos da vida do grande escritor Leon Tolstói. Todos os conflitos que ele se enfiou no fim da vida. Algumas pessoas muito mal intencionadas perturbaram ainda mais esse período. Ele teve um casamento maravilhoso, mas resolveu colocar suas idéias em prática no fim da vida e começou a entrar em confronto direto com sua esposa com quem viveu intensamente e feliz. É triste ver esse casal se desentendendo tanto e ver pessoas ao redor adorando e estimulando mais ainda esse confronto, desumano.

Eu tenho pavor dessas pessoas que ficam gravitando em volta de personalidades ou celebridades, incapazes de fazer algo significativo por elas mesmas, ficando tentando roubar da celebridade um pouco do seu brilho e notoriedade. Incrível como essa prática é atual e assustador como muitas personalidades não percebem essa manipulação perversa. Um rapaz é contratado por esse manipulador para interferir e atrapalhar mais os desejos da esposa do Tolstói, uma mulher que realmente conhecia a obra do marido e o amava realmente. Aos poucos o rapaz vai percebendo a manipulação sórdida e começa a apoiar a esposa. Tolstoi queria colocar algumas de suas idéias em prática e sem essa influência malígna teria incomodado a esposa, mas muito provavelmente não teria ido tão longe e criado tanto conflito desnecessário depois de uma vida de tanta cumplicidade e união. Christopher Plummer interpreta Tolstói. Helen Mirren sua esposa. O rapaz é interpretado pelo James McAvoy, esse rapaz interpreta Valentin que se tornou um escritor posteriormente. Outros do elenco são: Paul Giamatti, Anne-Marie Duff e Kerry Condon.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O ilusionista

Assisti O Ilusionista (2006) de Neil Burger na HBO. Sempre quis ver esse filme, inclusive no cinema, fiquei com mais vontade ainda quando a Marion publicou em seu antigo blog sobre o filme. Eu nunca leio em muitos detalhes as matérias, mas tinha lido que era original, que era um filme inovador e não é nada, faz tanto tempo que li que era inovador que nem me lembro onde foi. Fiquei frustrada. É um belo filme, esteticamente muito bonito, mas o roteiro de Steven Millhauser é um folhetim clássico. Uma moça rica que se apaixona por um moço pobre e aparece um vilão.


A fotografia de Dick Pope é belíssima, a direção de arte de Stefan Kovacik e Slasta Svoboda impecável. O casal protagonista também é muito bonito interpretados pelo Edward Norton e Jessica Biel. Não gosto do Paul Giamatti. O belo vilão é interpretado por Rufus Sewell. Achei esses dois últimos muito caricatos.
Música do post: Life in the mountain (The illusionist) de Philip Glass

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Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Dama da Água

Assiti A Dama da Água (2006) de M. Night Shyamalan no HBO. Continuando a minha sessão pipoca do fim de semana, assisti A Dama da Água. Eu me lembro de ter visto o trailer no cinema e de ter caído na risada. Sim, é engraçado. O pior é que querem falar sério. O 007 comentou que, dos filmes ruins do M. Night Shyamalan, esse é o melhorzinho. Não sei, o filme é tão tolinho.

Me lembrou Rios Vermelhos que comentei aqui. Tenta parecer que é mais profundo, mas fica na superfície. Há uma fábula no início de que os seres humanos da água em uma época falavam com os da terra. E que só voltariam se fosse por algo importante. Mas o filme A Dama da Água existe pra ajudar a mocinha, eternamente nua, a voltar ao seu lugar de origem. Então criam charadas patéticas e mirabolantes pra conseguir no último instante enviá-la e aí? É como Rios Vermelhos. Bom, aí o filme acaba e que importa o mundo? Sendo que o discurso de salvar o mundo se passa no filme todo. Enfim, uma grande bobagem. E os textos de auto-ajuda eram de amargar. Como o roteiro é raso e desinformado.

Os protagonistas estão patéticos, são eles Paul Giamatti e Bryce Dallas Howard. A coitada passa o filme inteiro pelada. Nós não vemos nada, mas é tão tolinho. Porque não deram ao menos uma maiô pra ela ficar no chuveiro? E as cenas de todos do lado de fora falando com ela dentro do box do chuveiro são ridículas. E tadinha, ela é tão bonitinha. Há outros no elenco, mas acho que os dois já se bastam. Ainda bem que a A Dama da Água ganhou 2 Framboesas de Ouro, de Pior Diretor e Pior Ator Coadjuvante (M. Night Shyamalan), merecidíssimos!!!



Beijos,
Pedrita