Assisti ao recital A Música de Câmara Brasileira- Paisagens Sonoras do Centro de Música Brasileira na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Quem se apresentou foi o Trio Le Donne com as ótimas musicistas Ana Lucia Benedetti (mezzo-soprano), Gretchen Miller (violoncelo) e Nancy Bueno (piano).
O repertório era muito bonito, belas canções:
Melodia Sentimental das Quatro Canções da Floresta Amazônica de Heitor Villa-Lobos – Letra de Dora A. Vasconcellos e arranjo de Alexandre F. Travassos
Sob o Céu Tão Azul de Helza Camêu – Letra de Onestaldo de Pennafort
Minha Mãe para canto e piano de Osvaldo Lacerda – Letra de Guilherme de Almeida
Guarda-Noturno da Suíte Cantante para Seis Trabalhos de Amor de Kilza Setti – Letra de Luís Milanesi
Eclipse para canto e piano de Renée Fonna Sizudo
Soneto para canto e violoncelo de Nilcéia Baroncelli – Letra de Beatriz Brandão
Noturno n° 2 de Emília de Benedictis – Letra e arranjo para trio de Nilcéia Baroncelli
Papagaio Azul de Edmundo Villani-Côrtes
Cantilena para violoncelo e piano de Fernando Cupertino
Vocalise para meio-soprano, violoncelo e piano de Fernando Cupertino
Saudade para canto e piano de Osvaldo Lacerda – Letra de diversos autores
Ária (Cantilena) das Bachianas Brasileiras n° 5 de Heitor Villa-Lobos – Letra de Ruth V. Corrêa
No bis tocaram
Lua Branca de Chiquinha Gonzaga – Arranjo para trio de Nilcéia Baroncelli
Assisti ao Recital de Piano do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Foram dois pianistas que ficaram em terceiro lugar no Concurso de Piano Hotel Toriba 2024. Primeiro tocou Isabella Perazzo. Gosto muito dessa pianista e amei a escolha do repertório. A pianista é da Paraíba, então costuma incluir no repertório compositores do seu estado, como José Siqueira, que adoro. Dele, ela interpretou divinamente Cantiga e Sonatina nº 5. Muito bonita as duas obras de Emilia de Benedictis, a compositora era também pianista. Perazzo tem participado das comemorações de 90 anos do compositor José Alberto Kaplan (1935-2009), então tocou dele a Sonata.
Programa
José Siqueira
Cantiga
Sonatina nº 5 (Allegro brilhante, Devagar – Modinha e Allegro non troppo – Dança)
Emília De Benedictis
Berceuse
Recordação (Noturno nº 1)
J. A. Kaplan – Sonata (Allegro Enérgico, Scherzo – Presto, Lento – Livremente quase Cadenza e Alla Toccata)
Com Jordan Alexander, tocaram a Brasiliana nº 8 de Osvaldo Lacerda para piano a 4 mãos.
Jordan Alexander tocou obras de Édson Santana, Lorenzo Fernandes e Villa-Lobos. O recital foi gratuito.
Programa
Édson Santana
Toccata
Fantasia das Flores
Poetina 1
Lorenzo Fernandez – 3 estudos em forma de Sonatina
Assisti ao recital do Centro de Música Brasileira na Universidade Presbiteriana Mackenzie em Higienópolis. Primeiro tocou o pianista João Pedro Sigoli que ganhou essa apresentação como prêmio pelo 2º lugar no Concurso de Piano Hotel Toriba 2024. Ele começou com a belíssima Estudo nº 7 de Osvaldo Lacerda. O pianista gosta de repertórios instigantes como as obras de Brasílio Itiberê II e Camargo Guarnieri que interpretou brilhantemente.
Programa
Osvaldo Lacerda: Estudo nº 7 e Ponteio nº 5
Brasílio Itiberê II: Suíte Litúrgica Negra
Camargo Guarnieri: Sonata
Depois tocou o Duo Cerri-Botelho com Sérgio Cerri na flauta e Flávia Botelho ao piano. E que repertório lindo, me emocionei várias vezes. Flávia falou dos dois primeiros compositores. Nelson Salomé nasceu em Minas Gerais e a obra interpretada tem características de choro. Altino Pimenta que é do Pará e a obra tinha elementos do jazz. De Mignone, Cerri disse que ia tocar uma obra que o compositor assinou como Chico Bororó. Era comum compositores eruditos usarem pseudônimos quando suas obras tinham algumas características consideradas populares, linda demais a Céo de Rio Claro. Outro elemento é que o compositor escreveu céu errado propositalmente para se aproximar de pessoas mais simples, outra característica da época. Cerri é de Rio Claro e disse que a cidade é chamada de Cidade Azul pela seu céu. Fiquei curiosa em conhecer a cidade. Eu gosto muito de Poemeto de Osvaldo Lacerda.
Assisti ao recital do Centro de Música Brasileira com a pianista Maria José Carrasqueira e com o flautista Edson Beltrami no Mackenzie Higienópolis. Adoro essa pianista que é excelente. E o repertório foi incrível! Ela tocou a obra da Lina Pires de Campos, 7 Variações sobre o tema Mucama Bonita. Carrasqueira contou que Lina era sua professora e contou que uma pianista, a Eudóxia de Barros, que é presidente do CMB e estava na plateia, começava a incentivar a música erudita brasileira, promovendo concertos. O CMB comemora esse ano 40 anos de existência com Eudóxia a frente do grupo. E que essa música que a pianista interpretou foi feita em homenagem a Eudóxia. Lindo demais o repertório, as interpretações, foi uma noite memorável.
Flauta está entre meus instrumentos preferidos. Foi uma noite de muitas lembranças. Edson Beltrami disse que participou de um concurso quando tinha 10 anos e que tocou com Maria José Carrasqueira na apresentação. E que era a primeira vez que tocavam novamente juntos a música.
Programa completo
Júlio Reis – Ondina (Valsa Poética)
Alvorada Das Rosas (piano e flauta)
Lina Pires de Campos – 7 Variações sobre o tema Mucama Bonita
Nilcéia Baroncelli – O Fio de Ariadne (Dedicada a Maria José Carrasqueira)
Osvaldo Lacerda – Brasiliana nº 7 (Samba e Valsa)
Poemeto (piano e flauta)
Edmundo Villani-Côrtes – Sonata nº 1 (Lenda, Cantinela e Corrupio)
Águas Claras (piano e flauta)
Radamés Gnattali – Sonatina (Allegro Moderato e Espressivo Allegro) – Lembrando Pixinguinha (piano e flauta)
Camargo Guarnieri – Sonatina (Allegro, Melancólico e Saltitante) (piano e flauta)
Fui ao concerto doCentro de Música BrasileiraemHomenagem a Osvaldo LacerdanoMackenzie Higienópolis. Osvaldo Lacerda(1927-2011) foi um importante compositor brasileiro com inúmeras obras. Começou com Eudóxia de Barros, ela interpretou a Toada Opus 2.
Depois a pianista tocou com Rodrigo Nagamori no oboé. Eles tocaram Variações sobreCarneirinho Carneirão.
Foto de Rafael Salvador
Por último Eudóxia de Barros tocou com a mezzo-soprano Denise de Freitas que lembrou a época das gravações do CD Lembrança de Amor, que comentei aqui. Quando ela, Eudóxia e Osvaldo prepararam esse repertório até as gravações. Várias obras tem lindos poemas de Manuel Bandeira, Gregório de Mattos, Olavo Bilac e Guilherme de Almeida. Elas encerraram com a linda Menino Doente com texto de Manuel Bandeira, fiquei muito emocionada.
Assisti ao encerramento da Temporada 2023 do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Foi um lindo concerto! Primeiro Antônio Carlos de Magalhães tocou cravo. Ele tinha várias músicas históricas no repertório como uma do Padre José Maurício. E uma do Dom Pedro I que no futuro se transformou no Hino da Independência. Nos guardados do Imperador acharam o hino e mais duas outras obras, que podem ser de Dom Pedro I. Acreditam que o hino integrava um grupo de obras pra dançar. Antonio tocou as três que pareciam mesmo dançantes. Muito bonitas as outras obras de Nelson Salomé, Emília de Benedictis e Osvaldo Lacerda. De Villa-Lobos ele fez uma adaptação para o cravo da belíssima Cantilena. Por ser muito apaixonado pelo instrumento, Antonio finalizou com chorinhos e disse que queria mostrar as possibilidades do cravo.
Programa
José Maurício Nunes Garcia – Lição 5ª (2ª parte) Dom Pedro I – Hino da Independência, Contradança e Valsa
* transcrições para cravo realizadas por Antonio Carlos de Magalhães
Foto de William Dias
Foi escolhido um número menor de participantes do Coro Osvaldo Lacerda então alguns cantaram em quartetos, duos, solos e em alguns momentos o grupo todo. Eles escolheram músicas que falavam de saudade no repertório. O regente comentou que não somente músicas tristes sobre saudade. Que repertório lindo! Osvaldo Lacerda tem várias e lindas músicas sobre saudade. Todos ótimos, mas que voz linda da Jacqueline Domingos.
Programa
Osvaldo Lacerda –
Suíte 6 – I Mãe e II Saudade – Coro Feminino à capella
Suíte 2 – II Modinha – Coro Feminino à capella
Saudade – Voz e Piano Bel Quintela
Suíte Coral nº 8 (1 Trovas De Amor E 2 Tudo Passa) – Quarteto Masculino à capella
Babi de Oliveira – Singela Canção de Maria – Voz e Piano Marcelo Loborni
Luciano Gallet – Suspira Coração Triste – Voz e Piano Guilherme Aquino
Camargo Guarnieri – Penso em Você – Voz e Piano Jacqueline Domingos
Barrozo Neto – Canção da Felicidade – Voz e Piano Maxime Godard
Alberto Nepomuceno – As Uyáras – Coro Feminino e Piano
Dorival Caymmi – Suíte dos Pescadores – Arranjo Cozzella – Coro Misto à capella
Fui ao recital do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Que apresentação linda! Que repertório! Primeiro apresentaram-se Sandro Bodilon e Scheilla Glaser. Eu adoro Claudio Santoro e fiquei encantada com a Amor em Lágrimas que tem o poema de Vinícius de Moraes. Em piano solo, Glaser tocou uma obra de Guilherme Bernstein, inspirada e em Tom Jobim, muito linda. No bis tocaramSingela Canção de Maria de Babi de Oliveira.
Programa
Carmen Vasconcellos Solidão (texto de Emílio Moura) Presença (texto de João Etienne Filho) Ismália (texto de Alphonsus de Guimaraens) Isto é meu… (texto de João Etienne Filho) Os oinho dela (texto de Luiz Peixoto)
Cláudio Santoro Três Canções Populares (texto de Vinícius de Moraes) Luar de meu bem, Amor em lágrimas e Cantiga do ausente
Guilherme Bernstein Jobiniana (piano) Música (texto de Cecília Meireles) Cantiga (texto de Cecília Meireles) Lua cheia e O teu pranto, Aurora (textos de Cassiano Ricardo)
Osvaldo Lacerda Viola de Lereno, com texto de Domingos Caldas Barbosa Declaração de Lereno Efeitos da saudade Amar não é brinco É bem feito, torne a amar
Obra Marinha (1954) de José Pancetti
Amor em Lágrimas
Vinicius de Moraes, Claudio Santoro
Ouve o mar que soluça na solidão
Ouve, amor, o mar que soluça
Na mais triste solidão
E ouve, amor, os ventos que voltam
Dos espaços que ninguém sabe
Sobre as ondas se debruçam
E soluçam de paixão
E ouve, amor, no fundo da noite
Como as árvores ao vento
Num lamento se debruçam
E soluçam para o chão
Deixa, amor, que um corpo sedento
como as árvores e o vento,
no teu corpo se debruce
e soluce de paixão!
Na segunda parte tocou o pianista Max Barros. Nasceu e vive nos Estados Unidos, foi criado no Brasil e é grande defensor da música erudita brasileira. Lindíssima a interpretação dele do Estudo nº 7 de Osvaldo Lacerda. Gosto muito de Villa-Lobos e ele interpretou belas obras, Choro nº 5 e Impressões Seresteiras. Instigantes as obras de Guarnieri e Amaral Vieira. No bis tocou Acalanto Singelo de Osvaldo Lacerda. O recital foi gratuito.
Programa
Heitor Villa-Lobos Choros no. 5 do Alma Brasileira Impressões Seresteiras do Ciclo Brasileiro
Fui ao concerto do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Só grandes músicos. Primeiro tocaram Fabio Cury no fagote e Luiz Guilherme Pozzi ao piano. Gosto muito de Claudio Santoro. Lindíssima a obra de José Siqueira.
Programa
Claudio Santoro – Duo for bassoon and piano
José Siqueira – Três Estudos para Fagote e Piano (Ad libitum/allegro, Tempo di Modinha, Allegro scherzos)
Aylton Escobar – Cantares para Airton Barbosa
Osvaldo Lacerda – Sonata para fagote e piano (Moderato, Andantino con Moto e Allegro)
Crédito
das fotos
Fabio
Cury - Heloisa Bortz
Luiz
Guilheme Pozzi – Cida Demarchi
Duo
Palheta ao Piano – Raphael Montes
Depois teve o Duo Palheta ao Piano com Jairo Wilkens no clarinete e Clenice Ortigara ao piano. Eles também tocaram uma obra de José Siqueira. Belíssimas obras de José Guerra Vicente, Osvaldo Lacerda e Radamés Gnatalli.
Programa
José Guerra Vicente – Cenas Cariocas para Clarinete e Piano (Valsa Seresteira, Modinha e Choro)
Edmundo Villani-Côrtes
Luz
Águas Claras
José Siqueira – Sonatina (Allegro molto, Dolentemente e Allegro)
Osvaldo Lacerda – Valsa-Choro
Radamés Gnattali – Sonatina em Ré Maior para Flauta e Piano (Allegro Moderato, Expressivo e Allegro: Lembrando Pixinguinha)
Sempre tenho muita emoção em montar a Retrospectiva 2022 do blog e esse ano foi mais impactante ainda com a volta dos eventos presenciais. Antes até tiveram alguns, mas bem pontuais, poder voltar e ver eventos foi indescritível. Por esse motivo vou começar com o teatro que tiveram peças incríveis, várias entre as melhores peças que já vi na vida. Eu separo por temas, então cada um pode olhar só o segmento que interessa.
Mas o streaming foi ainda predominante companheiro. O trabalho retomando devagar, vi inúmeros filmes. Os melhores foram os brasileiros, uma lista infindável com os melhores filmes que já vi na vida. Inclusive foi difícil definir quais eram os que mais gostei pra por na imagem, porque são muitos.