sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Lima Barreto Ao Terceiro Dia

Assisti Lima Barreto Ao Terceiro Dia (2019) de Luis Antonio Pilar no Canal Brasil. Esse filme passou no Dia da Consciência Negra, não entrou no streaming do Now. Assisti voltando pelo controle remoto porque eu vinha acompanhando pelo elenco as matérias sobre a realização do filme. E que filme! Obra de arte! Inacreditável! Que roteiro, que texto, que interpretações, viscerais! 


 

Começa com Lima Barreto chegando ao hospício, Luís Miranda está impressionante! Ele divide a cela, porque sim, o hospício parece uma prisão, com Felipe. Adoro Eduardo Silva e que personagem difícil. Há um texto de Lima Barreto com o médico (Ronny Kriwat) que virei do avesso, questionando o "tratamento", na verdade, a falta de tratamento, a forma desumana e sistemática como tratam dos doentes mentais, abandonados. Felipe encontra em Lima Barreto um amigo, é muito lindo. Felipe desenha na parede. O filme é muito filosófico, os diálogos são muito filosóficos, lindos demais!
O filme alterna nos momentos de Lima Barreto jovem quando escreve Triste Fim de Policarpo Quaresma, com a história do livro e os momentos no hospício. Sydney Sampaio Kuanza, outro ator que adoro, interpreta lindamente Lima Barreto jovem. Ainda cheio de ilusões. Há inclusive diálogos entre ele e o Lima desiludido do futuro. O filme fala muito da falta de perspectiva, das impossibilidades da vida, da arte que pouco vale, que não sustenta, que não liberta, porque pra libertar é preciso sobreviver da arte. 

Fernando Santana é o amigo de Lima jovem. Igualmente alcóolatra busca na bebida alento pras suas dores e frustrações. Que cenas! A iluminação é linda!
Ótimos atores também no núcleo do Policarpo Quaresma que é interpretado por Orã Figueiredo.

A irmã por Gisele Fróes. A mãe de Ismênia por Cristiane Amorim, o pai por Camilo Bevilacqua.
Ismênia por Maria Clara Vicente.

Recentemente eu li Diário do Hospício e O Cemitério dos Vivos de Lima Barreto que comentei aqui.

15 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Já assisti Eduardo e Mônica no cinema. Bom filme. Curti bastante. Bjs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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  2. O Lima Barreto era muito consciente das dificuldades que o cercavam, das opressões que lhe eram infligidas. É difícil manter a sanidade e o equilíbrio rodeado por essas coisas.

    Beijo e bom fim de semana

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    1. marly, dói ver a frustração que ele encontra no fim da vida. sim, tinha um olhar crítico fantástico. e mais triste ainda q não foi reconhecido em vida.

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  3. Boa tarde e bom sábado. Obrigado pela dica maravilhosa.

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  4. Olá, Pedrita!

    É a primeira vez que entro em seu blog e há muito para se ler.
    A sinopse desse filme está muito bem feita. Não conheço os atores e atrizes, mas a temática do filme é muito interessante.
    Sou portuguesa.
    Beijinhos e bom domingo.

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    1. céu, obrigada pela visita, vou visitar o seu cantinho. lima barreto é um grande escritor.

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  5. Pedrita, obrigada por sua visita e comentário. Beijos.

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  6. A leitura de "Triste fim de Policarpo Quaresma" marcou bastante meu fim de adolescência e início de vida adulta. Lima Barreto é um dos meus autores favoritos, daqueles que quero ler sempre mais. Não sabia da existência desse filme, já quero vê!

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  7. Que resenha maravilhosa!
    Quero muito assistir esse filme.
    A biografia de Lima Barreto tem um viés filosófico que prende a atenção e nos insere em seu mundo pessoal pela narrativa psicológica e poética.

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A arte salva!