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sábado, 22 de agosto de 2026

Argylle

Assisti Argylle (2024) de Matthew Vaughn na AppleTV. Eu procurava um filme pra ver e me deparei com esse pôster, os oficiais são azuis. E foi exatamente esse que me fez querer ver. A mochila, o gatinho e a protagonista, Bryce Dallas Howard. É baseado nos livros de Elly Conway.
 
A protagonista é a escritora do livro Elly Conway. Ela está no quarto livro do Argylle, um herói tipo 007, em missões secretas. O filme é irregular, muito longo, mas diverte. Começa com uma ação mirabolante do agente de Henry Cavill. Aí vemos que Elly está lendo o livro pra uma plateia no lançamento do 4º livro da série e já promete o quinto. Esse começo por ser muito idealizado é esquisito, quase larguei, insistam que fica engraçado.
Elly agora está em sua belíssima mansão com seu gato Alfie escrevendo o 5º volume. Sua mãe (Catherine O´Hara) lê e comenta com a filha que está ótimo mas o final precisa ser alterado e sugere que ela vá até a casa deles.

É quando ela conhece o personagem de Sam Rockwell. Ele começa a ser atacado no trem até ela descobrir que o alvo é ela. Achei que ela tinha dormido e o filme ia acabar com ela acordando, mas não, estava acontecendo mesmo. Ela volte e meia vê no lugar do agente, o agente do seu livro. É engraçado ver os personagens se alternando. Os agentes são padrões, belíssimos, magros, os reais são mais imperfeitos.
Ela passa a viver o que escrevia nos livros, sempre com seu gato. Fiquei pensando se em algum momento se o gato existiu de fato. Acho que fizeram imagens do gato pra ele ser projetado nas cenas, então o gato efetivamente não sofre nada porque não atua de fato. É uma graça ver ele sempre dentro da mochila, mas sabemos que não é um gato. É bem feito, mas dá pra imaginar que não é um gato de fato. 
O elenco é enorme e estrelar: Samuel L. Jackson, Bryan Cranston, Dua Lipa, Ariana De Bose e John Cena. São inúmeras locações.
As cenas de dança são uma delícia. Alternando entre românticas e engraçadas. São momentos muito divertidos!


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mulheres Imperfeitas

Assisti a série Mulheres Imperfeitas (2026) de Annie Weisman na AppleTV+. Descobri por um acaso, gosto muito do elenco e foi uma grata surpresa. É um suspense curto de 8 episódios que fala muito da amizade de três mulheres pra lá de imperfeitas. A série é baseada no livro homônimo de Araminta Hall.


 

A série começa com um encontro das três amigas e são as ótimas Elisabeth Moss, Kerry Washington e Kate Mara. Nancy desabafa com uma só que está sendo importunada por um homem violento e ela aparece morta.
Os episódios começam então a contar um pouco mais a história de cada uma. A primeira é Eleanor da Kerry. Alta executiva, uma mulher livre, está em um relacionamento com um funcionário. Os segredos são muitos e vão se desdobrando, é muito interessante.

Nancy era casada com um marido rico de Joel Kinnaman porque a família é rica. E tem uma filha adolescente. Nancy de Kate era do subúrbio, mas por ter marido rico passou a dar festas, e participar da alta sociedade.

Mary de Elizabeth é a perfeita dona de casa. Tem 3 filhos, um adolescente e duas meninas. O marido está sempre com problemas financeiros e de emprego. Kate a apresenta para um grupo de dança e ele passa a trabalhar com eles em um evento específico. Ele é Corey Stoll. Os homens da série são bem tóxicos. Não só os dois maridos, mas sogro, irmão, é muita gente controladora, essas mulheres estão muito mal servidas. 
Elas também se atrapalham bastante entre si. Tem suas questões e dificuldades de relações e de amizade. Enfim, Mulheres Imperfeitas. E foi algo que gostei. Elas são muito diferentes entre si, com histórias diferentes, mas se amam, apesar dos atos e das traições.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 19 de junho de 2026

A Dama do Lago

Assisti a minissérie A Dama do Lago (2024) de Alma Har´el no AppleTV+. Que grata surpresa! É baseado no livro de Laura Lippman. Quero ler alguma obra dela. Boa parte dos livros da autora em português só em sebo. Não achei esse. São só sete episódios. Eu nunca tinha ouvido falar nessa série e fiquei muito impactada com esse cartaz. Eu adoro a Natalie Portman e fiquei encantada também com Moses Ingram. As duas são belíssimas e talentosas!

Natalie Portman costuma participar de projetos complexos, muitas vezes que falem da condição da mulher. Essa série é ambientada nos anos 60, nos Estados Unidos. Conta a história de duas mulheres em momentos muito difíceis de suas vidas. A personagem de Natalie, Maddie, é judia, e é humilhada pelo marido que joga toda a comida que ela cozinhou com esmero no lixo. E faz isso na frente das visitas. Ela resolve sair de casa e vai viver em um minúsculo apartamento no bairro negro. Moses sempre teve uma vida difícil. Ela se desdobra pra sustentar a família, marido, dois filhos e a mãe. Nessa foto é quando as duas se cruzam. Cleo é manequim em uma loja de luxo, e Maddie precisa urgente de um vestido para aquele fatídico jantar. Ela comprou cordeiro casher que sujou de sangue sua roupa. Não tem outro vestido além do que está na modelo e ela insiste que quer aquele. A série o tempo todo mostra preconceitos. A gerente e as vendedoras tentam demover Maddie já que a modelo estava bastante tempo vestida com a roupa. E Maddie não liga a mínima. O filme tem vários momentos constrangedores. É incrível! Roteiro inteligente.
Maddie acaba descobrindo onde uma menina desaparecida estava. Ela estava morta no lago. A polícia não entende porque Maddie desconfiou que poderia estar ali. Com o tempo vemos na série porque Maddie achou o lugar e porque conhecia tão bem o local. Maddie é jornalista, consegue dados para uma matéria sobre o caso, escreve em parceria com um jornalista, mas seu nome não é creditado. Ela inclusive não consegue vender o seu carro porque na época precisava autorização do marido e não consegue penhorar a aliança pelo mesmo motivo. É a época inclusive que era proibido relações inter-raciais. Se a jornalista fosse pega romanticamente com um homem negro seria presa.
Maddie fica muito doente e delira de febre, com isso ela tem sonhos incríveis. A direção de arte da série é belíssima! Maddie investigava obsessivamente o sumiço de Cleo, então tudo o que aparece no sonho é fruto do que estava em seu inconsciente, do que estudava, misturado a suas experiências. Achei genial a estrutura da série. A trilha sonora é incrível e alguns do elenco cantam na trama como Moses.

Cleo sempre teve uma vida muito difícil. Ela acaba trabalhando na contabilidade de uma casa clandestina de apostas. Seu filho tem anemia falsiforme e o outro a desobedece e também trabalha com apostas. É brilhante como a trama costura a relação das duas mulheres. E gostei muito do desfecho. Mesmo as duas sendo muito amadas pelos seus companheiros, elas resolvem seguir sozinhas.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Fancy Dance

Assisti Fancy Dance (2023) de Erica Tremblay na AppleTV+. Eu procurava filmes de um diretor e não entendo porque o sistema me indicou esse filme, não tinha nada a ver. A diretora divide o roteiro com Miciane Alise, as duas são descendentes de indígenas.

Na foto da busca vi a maravilhosa Lily Gladstone, eu tinha amado o trabalho dela em Assassinos da Rua das Flores, então corri pra ver. Ela está maravilhosa! A irmã desapareceu, ela vive em uma reserva indígena com muita dificuldade. No filme vemos o jeito torto dela em sobreviver, é ela que sustenta a irmã e a sobrinha. Obstinada, ela incomoda a cidade com os cartazes da irmã desaparecida. A falta de empatia local é assustadora. A polícia não tem a mínima intenção de investigar o paradeiro da irmã. Mas perseguir imigrantes, indígenas, com violência, isso sempre há tempo.
Pra piorar os avós brancos da adolescente resolvem pegar a guarda da menina de uma forma violenta. Acusando e vitimizando ainda mais essas mulheres e essa família vulnerável que vive esse drama. A tia pede mais uns dias, mas eles são pavorosos, então as duas fogem pra procurar a irmã-mãe. A jovem é Isabel Deroy-Olson e está ótima. Os avós nunca foram presentes, não entendem e não tem a mínima vontade de entender os rituais indígenas. O filme mostra as diferenças formas de pensar conforme suas tradições, outro olhar e tem camadas e mais camadas de reflexões. Abre muitas frentes de questões e é dilacerante!
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 23 de março de 2026

Luta de Classes

Assisti Luta de Classes (2025) de Spike Lee na AppleTV+. Eu andava ignorando esse filme até que vi que é desse ótimo diretor, talvez devesse continuar ignorando. É livremente inspirado no filme Céu e Inferno de Akira Kurosawa que acho que não vi.

Agora a empresa é uma gravadora. Denzel Washington é um arrogante empresário que ficou rico descobrindo talentos da música, principalmente negros. Com a expansão do seu negócio e a mudança no segmento está precisando se reorganizar.

Até que seu filho é sequestrado e ele tem que levantar milhões para conseguir libertá-lo. Ele mora em uma belíssima cobertura em São Francisco, seu apartamento fica lotado de policiais ajudando nas negociações. Os policiais infernizam o tio Paul, braço direito do empresário, ex-presidiário, o tem todo insinuam que sequestros costumam acontecer por pessoas próximas, ele é interrogado como criminoso.

O filho é localizado e descobrem que erraram e sequestraram o filho do braço direito do empresário, o tio Paul de Jeffrey Wright. Agora o empresário não quer mais levantar o dinheiro do resgate. E aí os policiais não se importam mais já que o filho não é mais de um rico empresário. Ninguém se solidariza com a agonia desse pai, ninguém se desculpa por ter desconfiado dele. O filho do empresário volta e ele não é diferente do pai. O sequestrado era o melhor amigo dele, conviveram juntos, são inseparáveis, mas o filho está preocupado com a negativa do pai em pagar o resgate porque está perdendo seguidores nas redes sociais, está pegando mal pra ele. Em momento algum ele implora pela vida do amigo e sim pelo restabelecimento dos seguidores e de seu faturamento. Até a metade do filme tudo é incrível, essas conversas, os silêncios, a hipocrisia.
Na outra metade o filme desanda completamente. O empresário aceita levantar o dinheiro só pra ganhar tempo. E os dois pais, empresário e braço direito, passam a perseguir o sequestrador. 

O final também é esquisito. O empresário resolve abrir mão da grande gravadora e começar como foi no início, focando na música e buscando novos talentos. Ter uma pequena gravadora. Agora é fácil, ele já é milionário, deve ter levado uma fortuna com a venda da sua parte na gravadora, dá pra brincar de empresário idealista. Uma jovem vai cantar uma bela música e ele fala que ela vai ter que lidar com a fama, com muito dinheiro, depois perder tudo, como se todo músico que se investe vai ficar milionário quando é uma minoria que tem essa sorte. A grande maioria vai fazer uma carreira mediana ou vai desistir no meio do caminho.
Beijos,
Pedrita

sábado, 17 de janeiro de 2026

Pluribus - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de Pluribus (2025) de Vince Gilligan na AppleTV+. Essa série vem ganhando muitos elogios e é incrível. Rhea Seehorn arrasa tanto que ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz de Série de Drama. Eu gosto muito do AppleTV+, principalmente das séries. É um acervo pequeno, mas volte e meia estão entre os melhores que vi. Esse canal está incluso no meu BoxTV da ClaroTV que me fez economizar R$ 100,00 e ainda me deu vários streamings badalados juntos, alguns com comerciais que não tem me incomodado.

É bom ir descobrindo aos poucos, eu não li nada antes e fui entendendo assistindo. Carol está em um bar com a companheira. Quando saem, Helen começa a passar mal. Carol vai procurar ajuda no bar e todos estão tendo a mesma crise esquisita. Ela pega Helen e leva para o hospital, e todos lá estão igualmente em crise ou esquisitos. A dor dela é dilacerante. Carol sofre demais com a morte da Helen e seus desdobramentos. Elas tem uma bela e confortável casa em uma espécie de vila que foi construída especificamente para a série.
Carol e nós demoramos pra entender o que acontece. Pelo telefone ela vai recebendo instruções. Descobrimos que só 12 pessoas não estão com o alienígena no corpo. Os alienígenas falam em conjunto pelas pessoas. Parecem sempre felizes, good vibes, até que Carol vai percebendo que não é bem assim. Carol se revolta muito com tudo, quer entender, não se conforma. Eu sou muito parecida com ela e a série mexeu muito comigo.

Carol resolve se reunir com os que permaneceram humanos. Um está no Paraguai incomunicável. Diabaté é o que está mais confortável com a situação e é compreensível. Ele pode viajar para onde quer, ter as mulheres que quiser, carros, jatos, hotéis de luxo, cassinos, restaurantes caros. Pra ele está ótimo como está. Os outros estão mais em negação e ilusão. Alguns parentes continuam com eles, mas não são mais seus parentes, são os alienígenas neles, até mesmo as crianças que não são mais crianças, mas eles preferem viver com seus parentes, mesmo não sendo mais eles do que reagindo ao que aconteceu.
Carol está muito revoltada, é de cortar o coração quando a isolam. Ela fica bem vários dias, até que não aguenta mais a solidão e pede que voltem. Gostei muito como a série fala da solidão. Eu me irrito muito como a Carol e me irrito como as pessoas elogiam e simplificam a solidão sem nunca terem vivido ela de fato. Me emocionei muito com o envolvimento dela com Zozia da maravilhosa Karolina Wydra.

O paraguaio resolve lutar com Carol, no momento em que Carol desistiu de lutar. Ele viaja do Paraguai de carro, a pé, com outros veículos. Carlos-Manuel Vesga está ótimo, como dá raiva dele. Essa temporada termina com Carol voltando a se revoltar e se unindo a ele. A segunda já está confirmada.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025

Em 2025 li mais que a média, um dos motivos é que vários eram pequenos. Li 20 livros no ano e esses são 10 os que mais amei. Foi difícil fazer a triagem porque foram livros incríveis. A ordem está pela leitura, começa com o último, em modo decrescente.

O Céu Entre Mundos de Sandra Menezes

A mais recôndita memória dos homens de Mohamed Mbougar Sarr da Fósforo

Arrastados de Daniela Arbex da Intrínseca.

Objetos Cortantes de Gillian Flynn da Intrínseca

Moçambique com Z de Zarolho de Manuel Mutimucuio da Dublinense

Abraço Apertado de Émile Ajar da Todavia

Eileen de Ottessa Moshfegh da Todavia

Sanga Menor de Cintia Lacroix da Dublinense

 Após o Anoitecer de Haruki Murakami da Alfaguara

O Enigma do Quarto 622 de Jöel Dicker da Intrínseca

Foi um ano que fui mais ao cinema, ainda vou pouco, principalmente pelo alto preço dos ingressos, acabo preferindo ir ao teatro, mas não só fui como estão entre os melhores filmes que vi no ano.

O Último Azul

Ainda Estou Aqui

A Melhor Mãe do Mundo

Em música, os melhores foram

Uma Viagem Utópica com o SIGMA Project na Estação Motiva Cultural

Ronaldo Miranda - Piano Concerto pela Naxos

JJ Jun Li Bui no Festival Chopin na Estação Motiva Cultural

Concerto Realidades Imaginárias da OCAM - Orquestra de Câmara da USP no Auditório Camargo Guarnieri na USP
Solista Edelton Gloeden

Kate Liu no encerramento do Festival Chopin na Estação Motiva Cultural

João Pedro Sigoli, pianista e o Duo Cerri-Botelho no Centro de Música Brasileira

Foi um ano de novelas incríveis




E eu ainda revi uma novela da minha vida, Além do Tempo 1 e 2 na 
Globoplay Novelas
Em teatro as melhores foram duas do Encontro Paulista de Teatro de Grupo

Cícera do Contadores de Mentiras

A Menina Passarinho da CTI - Teatro Baile

E ainda

Traição do Núcleo de Teatro de Imersão

Foi o ano que vi muitas séries. Por uma confusão da ClaroTV e inúmeras trocas de decoders, a última mudou o plano para Claro Box, passei a economizar R$ 100,00 e ainda vieram muitos streamings com comerciais Netflix. AppleTV, HBOMax. E depois a Disney abriu o sinal que termina agora dia 31.



Silo 1 e 2 na AppleTV

Ripley na Netflix
 
Paradise na Disney+

Depto Q na Netflix


Gostei demais do Libertárias no Canal Curta!

Nossa, como vi filmes, difícil escolher os melhores



Perfect Days na Netflix

Manas no TelecinePlay

Aftersun na Netflix

Mothering Sunday na Netflix

Close na Netflix

Camponeses na HBOMax

La Cocina na HBOMax

Napoleão na AppleTV

The HouseMaid na PrimeVideo
Em exposições destaco

Na Galeria Leme

De Mim para Nós de Jaume Plensa

Fulgor Atlântico de Tiago Sant´ana

Virgília de Jorge Enciso