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terça-feira, 26 de maio de 2015

A Espuma dos Dias

Assisti A Espuma dos Dias (2013) de Michel Gondry no Telecine Play. Eu olhava os filmes que estavam disponíveis no Telecine Play e vi que esse é francês e com dois atores que adoro Audrey Tautou e Romain Duris. Também no elenco o ator de Intocáveis, Omar Sy. E que bela surpresa, que filme lindo e surreal. A Espuma dos Dias é baseado no livro de Boris Vian que quero ler.

A história é básica e bem óbvia, não é esse o grande encantamento de A Espuma dos Dias e sim a surrealidade. Tudo é mágico. A campainha da casa que anda e que tem um desfecho diferente a cada pisada. O rato que vive na casa deles. As indústrias e suas cenouras de metal. A casa que após o casamento passa a ficar redonda. Enfim, dá pra ver inúmeras vezes de tantos detalhes.

Um dos amigos do protagonista é viciado em livros do Jean-Paul Partre, interpretado por Philippe Torreton. Ele gasta todo o dinheiro em objetos e livros do escritor, inclusive o dinheiro que ganhou para casar. Ele é interpretado por Gad Elmaleh. Esse ator é de Morocco. As outras moças por Aïssa Maïga, atriz do Senegal e Charlotte Le Bon, atriz canadense.

A Espuma dos Dias é um filme muito surreal, mas só dá pra ter uma ideia assistindo, vou ver se consigo um vídeo que dê uma ideia. A Espuma dos Dias ganhou César de Melhor Design de Produção. Merecidíssimo!

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Delicadeza

Assisti Delicadeza (2011) de David Stéphane Foenkinos no Telecine Cult. Tinham dois filmes que queria ver, esse não em animava muito pela sinopse. Não gosto muito com filmes que tem tragédias no meio, que possam seguir para algo piegas e de melodrama barato, mas adoro a Audrey Tautou, resolvi arriscar. E tive uma grata surpresa, é um filme lindo, delicado e engraçado depois de um certo momento.

Começa com nossa protagonista conhecendo o seu primeiro amor. Ele é interpretado por Pio Marmaï. É bonitinha a forma como conta o romance, ágil, especial. Um amor comum, os dois jovens e belos, um casamento feliz e tranquilo. Até que ele é atropelado e morre. Ela se enfia no trabalho e por três anos vive exaustivamente para trabalhar. Linda e talentosa, é alvo de todos na empresa, mas nem percebe tão focada no seu mundo. Ela ouve uma colega de trabalho elogiar a dedicação que depois da tragédia só quer saber de trabalhar, e resolve por fim a sua solidão.

Ela faz algumas tentativas meio frustradas de conhecer outras pessoas, até que beija repentinamente um colega sueco de trabalho. Um rapaz desajeitado, um pouco careca. É muito engraçado quando a notícia se espalha. Nem os colegas de trabalho dele, da sala do lado da dele sabiam quem ele é, já que ele é daquelas pessoas que ninguém presta atenção. Começa então uma peregrinação na sala dele, com perguntas estapafúrdias de trabalho, só pra saberem quem é o sortudo. Ele é interpretado por François Damien. Alguns outros do elenco são: Bruno Todeschini, Mélanie Bernier e Joséphine de Meaux. Delicadeza é um filme muito bonitinho.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Thérèse Desqueyroux

Assisti Thérèse Desqueyroux (2012) de Claude Miller no Max. Eu tinha amado o livro que foi inspirado esse filme do François Mauriac. A complexidade dos personagens, a condução da trama, surpreendentes. A excelente Audrey Tautou que interpreta Thérèse. Ela lê muito e tem muitas inquietações, mas acredita que o casamento vai apaziguá-la.

O livro não é linear, o filme sim, mas é tão entrecortado quanto o livro. São pinceladas onde vamos percebendo um pouco da natureza dessa mulher. Esse filme é tão maravilhoso quanto o livro. Muito bem dirigindo, foi o último desse diretor, belíssimos figurinos, direção de arte, reconstituição de época, fotografia. O lugar escolhido para as filmagens é lindíssimo. A trilha sonora também é belíssima. Entre os melhores filmes que já vi.

 O marido é interpretado por Gilles Lellouche. Anne é interpretada por Anais Demoustier. Alguns outros do elenco são Catherine Arditi, Francis Perrin, Jean Claude-Calon, Max Morel, Françoise Goubert e Stanley Weber.

Beijos,

Pedrita

domingo, 17 de agosto de 2014

Amor Não Tem Preço

Assisti ao DVD Amor Não Tem Preço (2006) de Pierre Salvadori. Esse DVD foi um presente do 007 e gostei muito, é uma deliciosa comédia. Audrey Tatou está em um hotel luxuoso com um homem mais velho, Gad Elmaleh interpreta um garçom do hotel. Hord de Prix é bem surpreendente, o tempo todo surpreende, o tempo da comédia é ótima. Me diverti bastante.

Participam ainda do filme a bela Marie-Christine Adam e Vernon Dobtcheff, Annelise Hesme e Jacques Spiesser.

Beijos,
Pedrita

domingo, 28 de outubro de 2012

Coco Antes de Chanel

Assisti Coco Antes de Chanel (2009) de Anne Fontaine no Max. Eu queria muito ver esse filme, inclusive nos cinemas, mas não consegui, também demorei a poder ver desde que estreou na tv a cabo. Coco Antes de Chanel é uma co-produção entre França e Bélgica. Gostei demais! Fala de Gabrielle Chanel, um pouco de sua infância e sua história antes de montar o seu ateliê. Eu conhecia muito pouco de sua história. Ela e a irmã foram deixadas pequenas em um orfanato pelo pai, todo domingo, dia de visita, ela ia esperar o pai para ver se ele ia visitá-las, mas ele nunca foi.

Depois o filme salta para o período que ela e a irmã cantavam em um bar, foi a música que deu o apelido de Coco para Gabrielle. De dia Gabrielle fazia serviços em ateliês de costura, pequenos reparos. A irmã se apaixona por um oficial e Coco, sempre prática, percebe que um outro teria muitas conexões e que seria interessante se aproximar. Ele era um homem mais liberal, muito rico, ela fica um período na casa dele onde conhece atores e pessoas ricas. Ela nunca gostava dos exageros das roupas da época, muitas flores, laços, cores, e sempre arruma suas próprias roupas. Começa a arrumar chapéus de palha que ficam famosos entre as mulheres que frequentavam a casa.

Gostei muito que apesar do histórico familiar, Coco Chanel nunca se vitimou, era até um pouco ranzinza, determinada, de forte personalidade, mas não falava de seu passado e nem manobrava as pessoas se fazendo de coitadinha. Sempre tinha uma firmeza e presença muito marcante. Audrey Tautou está ótima como Coco Chanel. Os outros atores também são ótimos: Benoît Poelvoorde, Alessandro Nivola,  Marie Gillain e Emmanuelle Devos. Os cenários (Nathalie Roubaud), figurinos  (Catherine Leterrier) e fotografia (Christophe Beaucarne) são muito bonitos.



Beijos,
Pedrita

sábado, 11 de agosto de 2007

Código Da Vinci

Assisti Código Da Vinci (2006) de Ron Howard na HBO. Nunca me interessei pelo livro. Não gosto de oportunismos comerciais. O autor de Código Da Vinci pega uma série de suposições sobre a vida de Cristo e claro que polêmicas pra vender, coloca tudo junto numa maçaroca, insere um suspense e pronto, ganha uma fortuna. Adoro os livros do Umberto Eco, um historiador que coloca fatos em seus livros densos, mas ele não vende, porque ele não é oportunista, ele é um historiador e escritor. E ele quase ninguém lê, porque os textos dele não são fáceis, são densos, principalmente pelo detalhismo histórico. Então fico com as obras dele e não me interesso por esses alpinistas que usam a cultura para fazer fortuna, usurpando da história, escrevendo superficialmente para vender. Minha irmã ganhou o livro e leu e disse que realmente o texto é superficial. É um bom livro de suspense e nada mais. Mas eu não tenho vontade de ler o livro.

Mas ver o filme que passa na TV a cabo eu vejo. Não quis dar bilheteria pra essa farsa, mas ver na TV, eu vejo.

Infelizmente o filme Código Da Vinci é bem ruinzinho. Entendi agora porque o diretor Ron Howard foi indicado ao Franboesa de Ouro. Eu adoro o Tom Hanks e a Audrey Tautou, mas os dois estão canastrões demais. Veja os olhares deles nessa foto. É assim o filme todo. Fora que acabaram com o cabelo dos dois. Há uma cena que a Audrey Tautou está com uma arma na mão que é de chorar. Não entendo porque o diretor não repetiu ao cansaço para ficar melhor.
Um livro de tanto sucesso poderia pelo menos ter um bom filme blockbuster. Outra cena patética é quando a personagem da Audrey Tautou anda de ré em alta velocidade por ruazinhas. Bem filminho de ação vagabundo.

De qualquer forma, Código Da Vinci traz aquele amontoado de teorias e suposições sobre a vida de Cristo tudo junto, que poderia ter resultado em um bom filme de suspense. Fala muito do Santo Graal, que o Wally deve um dia explicar no seu blog Camelot or What?. O duro é a explicação que o filme dá. Bem forçadinha. Espero que ele comente a versão do filme no post sobre o assunto.

O elenco é bom, alguns atores são: os ótimos Jean Renó, Ian McKellen e Alfred Molina.


São patéticas as cenas com o personagem do Paul Bettany. Logo no início, quando ele tira a roupa, tem a corrente na perna e está com marcas de chicote, imaginei que ele é daqueles religiosos que se auto flagelam. Mostrar um pouco pra quem não entendeu vá lá. Mas é apelativa o tempo que fica mostrando ele se auto flagelar. Ridículo. Esperando o sangue escorrer. Digno de filme de terror.
Código Da Vinci é o típico filme de um diretor medíocre que não consegue nem ganhar dinheiro com o sucesso milionário de um livro oportunista.


Beijos,


Pedrita

sábado, 4 de agosto de 2007

Eterno Amor

Assisti ao filme francês Eterno Amor (2004) de Jean-Pierre Jeneut no Cinemax. Esse título não tem muito a ver, mas não consegui um significado para o título original: Long Sunday of Engagement. Fui ver mesmo porque está no elenco a ótima Audrey Tautou e ela arrasa em Eterno Amor e é do mesmo diretor de Amélie Poulain. Quase que o Cinemax me demoveu de ver esse filme, eles são péssimos em sinopses, dão sempre um ar auto-ajuda medíocre. A sinopse era tão ruim, naquela voz empostada medíocre que quando começou o filme, achei que tinham errado e colocado outro.


Eterno Amor começa na Primeira Guerra Mundial. Cinco militares franceses são condenados à morte pelos franceses porque mutilaram uma de suas mãos acidentalmente ou propositadamente. Eterno Amor começa com eles nas trincheiras, sendo levados a outra trincheira para serem executados. É doloroso quando o mais jovem diz que é noivo e que foi bom que ele foi para a execução, já que ao final da execução ele poderá voltar mais cedo para seu lar para se casar.

Antes deles serem executados, cada um seleciona um presente a alguém querido. Naquela confusão da guerra os franceses querem se livrar de matar esses franceses. Então eles, de forma cruel, tiram esses homens das trincheiras, entre os franceses e o exército alemão, para que morram mortos pelos alemães ou de fome, deixando-os à própria sorte. É de uma crueldade medonha.

Então, essa caixa, com os cinco presentes chegam a noiva do mais jovem, interpretada maravilhosamente por Audrey Tautou. A personagem teve poliomelite na infância, conseguiu sair da cadeira de rodas, mas manca. Como ela trabalhou bem. Ela então, em meio a dor do presente do seu noivo, fica incumbida de localizar cada uma daquelas pessoas e entregar os objetos.

Ela tem uma dificuldade enorme de localizar essas pessoas. Uma porque é a guerra e outra porque algumas eram amantes, prostitutas, amigos, que com a guerra desapareciam, morriam e ela não conseguia informações. Com essa busca ela tenta entender o que aconteceu, ela quer saber se algum daqueles soldados sobreviveram e se o noivo dela está vivo.

Eterno Amor é um filme lindo, com aquela linguagem característica do diretor Jean-Pierre Jeneut. O elenco também é maravilhoso: Gaspar Ulliel, Jean-Pierre Becker, Dominique Bettenfeld, Clovis Cornillac, Marion Cotillard, Jean-Pierre Darroussin, Julie Depardieu, Jean-Claude Dreyfus, André Dussollier, Tchéky Karyo, Jérôme Kircher, Denis Lavant, Chantal Neuwirth, Dominique Pinon e Ticky Holgado. Jodie Foster faz uma participação. É uma das pessoas que Audrey Tautou tem que encontrar.

Eterno Amor ganhou merecidamente 5 César de Melhor Atriz Coadjuvante (Marion Cotillard), Melhor Revelação Masculina (Gaspard Ulliel), Melhor Fotografia, Melhor Desenho de Produção e Melhor Figurino. Realmente a fotografia é maravilhosa, assinada por Bruno Delbonnel. Também gostei muito da trilha sonora, é linda.











Bejios,











Pedrita