sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Só se for por amor

Assisti a série Só se for por amor (2022) de Luciano Patrick na Netflix. Não tinha ideia desse projeto e que surpresa linda. É uma série musical com música que não acaba mais. Inúmeros arranjos de músicas bonitas de vários gêneros. Gostei que eles não se fixaram em um estilo só.

A série é redondinha e impecável. Gostei que eles foram buscar atores que cantam e cantores que atuam, dando qualidade nos números musicaos.
Elenco incrível. Lucy Alves é a protagonista. Além de atuar muito bem, ela não só canta como toca muitos instrumentos. E é esse talento que chama a atenção de uma produtora que começa a investir nela em carreira solo. 

Eles preparam ela. Bom que mostrou como essa indústria funciona. Aulas de dança, fono, figurinos, compra de músicas exclusivas, maquiagem, cabelo, marketing, até o que ela come eles definem e levam marmitas. O bom da série é que é tudo muito bem editado e ágil.
Enquanto ela larga a banda e trabalha no seu lançamento. A banda segue no ônibus fazendo shows, procura uma nova vocalista. Adorei que o Micael Borges tá no elenco. Ele canta e atua muito bem. O par da mocinha é outro ótimo ator, Filipe Bragança. Juntam-se a eles os personagens de Adriano Ferreira e Giordano Castro. Gostei que todos tem características musicais próprias.

Juntam-se a eles as personagens da Eva e Roberta. Agnes Nunes é demais, linda, talentosa, como canta. Ela é uma das protagonistas. Ela quer vender a sua música para um cantor de sucesso. Roberta toca nas ruas e é interpretada por outra linda atriz que igualmente canta muito, Luiza Fitipaldi.

Os produtores são interpretados por ótimos e lindos atores Gustavo Vaz e Ana Mametto. Mas o elenco incrível continua: Laila Garin, Jennifer Nascimento, Bruno Fagundes e Clarissa Müller. Reparem que a maioria também canta. Marcélia Cartaxo faz uma participação. 
O trailer tem uma pegada bem sertaneja, mas não é. É muito mais eclético que eu imaginava.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Corpo da Alma por Celina Portella

Vi a mostra Corpo da Obra de Celina Portella no Sesi. Quando fui ver a peça Mary Stuart vi essa exposição. Fantástica!
 

Adoro trabalhos que me instigam, que me tiram do lugar. Cada obra tem uma surpresa, um novo olhar que em primeiro momento nem percebemos. Tudo tão genial! Olhem sempre uma segunda vez.

A mostra Corpo da Obra fica em cartaz até 30 de outubro e é grátis!


Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Mary Stuart

Assisti a peça Mary Stuart no Teatro Sesi. Impressionante! Estou até agora impactada! Tudo absolutamente inacreditável! A começar pela direção maravilhosa de Nelson Baskerville e do incrível cenário de Marisa Bentivegna. O texto maravilhoso do alemão Friedrich Schiller e é adaptado por Robert Icke.

Um dos motivos de querer ver esse espetáculo era pelo elenco, amo esses atores, mas não tinha ideia que seriam interpretações inesquecíveis. Virgínia Cavendish é Mary Stuart. Não sabia que a Rainha da Escócia ficou presa 18 anos pela sua prima Elizabeth I, a Rainha da Inglaterra, interpretada pela Ana Cecília Costa. Que atrizes! Mas todos os personagens são densos, dúbios e difíceis. Que raiva do personagem do César Mello, idem do Fernando Pavão, por motivos díspares. O tempo todo temos dúvidas de que lado os personagens estão, como o do Iuri Saraiva. A personagem de Chris Couto é quem fica ao lado de Mary Stuart, junto com Letícia Calvosa. O de Genézio de Barros tenta diplomaticamente, sem sucesso, diminuir os conflitos e as iras. São muitos interesses, manipulações, jogos de poder. Ainda estão no elenco Joelson Medeiros, Fernando Vitor e Alef Barros.

Tempos que não deviam voltar, mas algumas semelhanças com os dias de hoje incomodam muito. É a época que religião e política se misturavam. Elizabeth I é protestante, Mary Stuart, católica. O papa claro que apoia Mary Stuart. 

As fotos são de Priscila Prade

Eu amo os videomapping de André Grynwask e Pri Argoud, somados a belíssima iluminação de Wagner Freire. Que lindos os figurinos de Marichilene Artisevskis. Essa montagem traz uma versão contemporânea da história. Mary Stuart fica em cartaz até 27 de novembro. É grátis! Só precisa reservar com antecedência no site do teatro.

Beijos,
Pedrita