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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Coleção de Livros - Estadão

Assisti ao programa Coleção de Livros do Estadão no Youtube. Descobri esse programa por um acaso e já vi vários. A equipe vai na casa de alguém para mostrar a biblioteca dela, que fascinante. Eu sou louca por bibliotecas. Até agora me identifiquei mais com a biblioteca do Itamar Vieira Jr. Não com as estantes e a belíssima sala, mas com os livros. Temos livros semelhantes nas estantes. Do autor só li até agora Torto Arado que amei e tenho o seguinte na estante a ler. 
Amei que ele mostrou edições dos seus livros em outros idiomas. Os livros de Itamar rodam o mundo. Ele começou falando do Paciente Inglês que amo, ele comprou com 17 anos, eu um pouco depois de ver o filme que é igualmente maravilhoso. Os livros do autor estão com os Jabutis na frente que ele ganhou. Itamar comentou que essa organização na estante foi do companheiro que faz mais marketing que ele. E com esses vídeos, minhas listas de livros a ler só aumentaram.

Eu amei também o do Ignácio de Loyola Brandão, são os preferidos até agora. É uma biblioteca enorme, cheia de corredores e salas com estantes de livros, inúmeros históricos, que ele ganhou de amigos autores, foi fascinante. Ele também adorou a biografia da Viola Davis. Ignácio gosta muito das biografias do Lira Neto que preciso ler. Ele é fascinado por Cartas de Théo do Van Gogh que não li.

Depois vi o vídeo da biblioteca da Marina Person. Adorei a frase inicial, ela diz que perguntam o que precisa para a profissão de cineasta, ela diz que para qualquer profissão é preciso ler e muito, e penso o mesmo. A biblioteca da Marina é dividida por gêneros. Há uma prateleira de livros de ficção que são os que amo. Ela comentou como os livros vão chegando e no começo parecia fácil distribuí-los ali naquela prateleira até que não cabem mais. Aqui isso acontece muito. Ela disse que o marido (Gustavo de Rosa de Moura) indica livros e ela falou de um que fiquei com vontade de ler também de Alejandro Zambra. Engraçado que às vezes ela diz que ela e o marido leram juntos, mas ele leu e eles comentaram. Eu fazia isso com minha mãe, eu lia e falávamos sobre o livro, eu contava trechos, ela pedia pra eu continuar a contar a história. É muito bom compartilhar leituras. Marina falou de livros que faltam na estante, que ela emprestou e não devolveram, que ela gosta de emprestar, acha bom os livros circularem, mas como eu parece que não gosta se eles não voltam. Marina não comentou, mas eu vi Equador de Miguel Sousa Tavares na estante, a mesma edição que tenho e amo.
O último vídeo que vi foi do Nelson Motta, vou querer ver outros. Na foto ele segura Noites Tropicais que li, não lembro se emprestado ou de uma biblioteca. Tinha estranhado a pequena estante e poucos livros, mas ele contou que a filha disse que ele não ia ler mais, pra que ficar com os livros que eram mais de 800. Eu matava que dissesse isso pra mim, meus livros são meu tesouro, o que tenho de mais caro em casa. Mas minto, já me falaram muitas vezes. A que mais fala isso vive me ligando pra pedir livro emprestado ou porque precisa ou porque deu o que tinha. Ela está inclusive com dois livros meus. Nelson falou de biografias de músicos, várias do Tom Jobim e qual mais gosta. Dos amigos. Do Glauber Rocha que foi amigo e escreveu uma biografia. Ele contou sobre o livro Canto de Sereia que virou série, elogiou Ísis Valverde como cantora e falou que a série ficou muito melhor que o livro.
Fiquei pensando quantas bibliotecas quero conhecer, espero que façam vídeos com esses autores Bernardo Carvalho, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Milton Hatoum, Cristovão Tezza, Miguel Sanches Neto, Manuel da Costa Pinto, Jefferson Tenório, Ana Maria Machado, Adriana Negreiros, Daniela Arbex, Miriam Leitão, Matheus Leitão, Lilia Moritz Schwarcz e tantos outros.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Knight and Day

Assisti Knight and Day (2010) de James Mangord na Sony Channel. Enquanto eu lia a biografia da Viola Davis, comecei a querer procurar filmes que não tinha visto com ela e ela mencionava no livro. Na busca do Now localizei esse. É bem difícil achar no streaming filmes de 2000. Esse filme é muito engraçado, quase uma paródia aos filmes como Missão Impossível. Esse dá de dez a zero nas mirabolâncias, é muito engraçado. Nunca tinha visto nada nesse canal. No Now o acervo é bem pequeno, uns 25 filmes, mas parece que há rotatividade, vou ficar mais atenta a sua programação. Esse filme está no acervo da Disney também.

Tom Cruise e Cameron Diaz estão mais lindos que nunca. Ele dá um jeito de impedir que ela vá em um avião, sem ela saber, mas ela acaba conseguindo embarcar. O voo só tem bandido, então quando ela está no banheiro dá um tiroteio, isso mesmo, um tiroteiro com o avião no ar, é tiro pra tudo quanto é lado, mas a pressurização continua perfeita porque nenhum tiro sai "errado". O avião fica sem pilotos, claro que Tom Cruise que salva os dois e ela se vê envolvida nessa ação, passa a ser perseguida, sem nem ao menos saber porquê.

Tem muita cena de corrida de carros. São hilárias as cenas do Tom Cruise andando em cima dos carros em alta velocidade, os carros se chocando, tudo é propositalmente exagerado e falso. Viola Davis faz uma pequena participação como agente da CIA que trabalha junto com Peter Sarsgaard. Paul Dano é o cientista.

Beijos,
Pedrita

sábado, 9 de novembro de 2024

Em Busca de Mim de Viola Davis

Terminei de ler Em Busca de Mim (2022) de Viola Davis da BestSeller. Eu gosto demais dessa atriz, queria muito ler essa biografia. Essa capa é linda, como ela é linda! Vocês conseguem saber os filmes que vi com ela na #violadavis Depois de ler a biografia tenho procurado filmes e séries com ela. É difícil achar nos streamings filmes dos anos 2000, praticamente desapareceram. Os mais recentes, inclusive séries, eu já vi a maioria.

Nenhuma criança devia passar o que Viola e suas irmãs passaram, fome, miséria, violência. Pai alcoólatra, ele era repetidamente violento com a mãe. Pela miséria elas viviam em um apartamento repleto de ratos. Sem água quente, tinham que lavar as roupas dentro de casa no inverno e vesti-las molhadas para ir a escola, onde eram hostilizadas pela falta de higiene, mas como Viola diz, como tomar banho frio no inverno? Ninguém queria saber da dificuldade delas. Como acontece muito em famílias pobres, os filhos são separados. Uns irmãos ficavam com a avó. A mãe percebe que não estava sendo bom pra eles e os trás, mesmo com tanta dificuldade. A irmã mais velha vem e passa a mostrar as irmãs que se elas querem ter um destino menos miserável que os dos pais, a saída é estudar. Ela passa a ajudar as irmãs na escola. E é um divisor de águas pra Viola que começa a se dedicar profundamente aos estudos.

Logo de pequena Viola já começa a despontar no teatro. Em atividades na escola, em concursos. Nos Estados Unidos tem um projeto de pré vestibular para pessoas desfavorecidas. Jovens vulneráveis não tem as mesmas oportunidades dos que vivem mais confortável e sem fome. Tem acesso a cursos complementares de idioma, esportes, intercâmbio. Esses cursos tentam diminuir essas diferenças. Na Julliard, Viola passa a cursar teatro. Viola faz muitos, mas muitos testes, mas tem uma dificuldade grande de conseguir personagens. É considerada muito retinta e sem sexy apple. Não consigo imaginar que alguém possa não achar linda a Viola. Ela consegue muitos pequenos papéis e começa a ter uma vida com menos privações e ajudar um pouco sua família.

Viola é casada e tem uma filha adotiva. Família linda. Ela e o marido fundaram uma produtora para que ela possa protagonizar filmes, ser heroína, a bela esposa, sem precisar ser recusada em papéis de destaque. 
O livro fala de filmes que amo como Dúvida, Solaris e Histórias Cruzadas.



O livro termina com o protagonismo em Fences, no Brasil como Um Limite de Nós, quando Viola Davis ganhou o seu primeiro Oscar. Tem um vídeo da Viola viralizando onde ela diz que tem o mesmo talento que atrizes brancas como ela, com a mesma quantidade de filmes, mas que ela não tem os mesmos prêmios, muito menos os mesmos cachês.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Blackhat

Assisti Blackhat (2015) de Michael Mann na Star+ na Disney. É mais uma produção da Hulu. No Brasil está com o nome de Hacker. Aqui há divisões também entre o invasor do bem e o do mal, mas não usamos o termo Blackhat. Eu tenho uma certa ressalva nessa separação, porque tudo é bem relativo. É um bom filme de ação, como muitos do gênero, recheados de furos, mas funciona.


O filme teve inúmeras críticas negativas, mas achei uma injustiça. É um filme muito bem realizado, com um bom roteiro. Elenco deslumbrante! Um hacker invade uma usina nuclear na China que explode. Um especialista em crimes cibernéticos é chamado. Ele tem uma irmã igualmente fera no tema. Os dois são lindos de viver, Tang Wei e Leehom Wang. Eu gosto muito de tramas de hackers. Acho muito complexa essa relação de invasão, crimes. Não acredito em privacidade nas redes. Em perfis privados, que só servem pra impedir a gente de ver, porque quem entende um pouquinho de internet vai saber driblar a privacidade e espalhar o conteúdo. Eu tenho uma regra pessoal que se não é pra uma pessoa ver eu nem coloco.
Os Estados Unidos são envolvidos na trama e o hacker diz que só conseguirá desvendar de onde veio o crime com a ajuda de um hacker que está preso, o lindo Chris Hemsworth. Claro que um casal deslumbrante se forma. Com isso o filme é realizado em vários países. No final agradecem a Malásia que acaba tendo um grande percentual de investimento. Sim, é esquisito os dois hackers virarem agentes policiais, atirando, tendo habilidade de perseguições. Viram agentes secretos do nada. Mais estranho os casal deslumbre ficar sozinho e conseguir sozinho desbaratar a organização criminosa ultra organizada. E mais esquisito ainda o Chris passar despercebido em um país oriental. Único loiro ultra alto e ninguém estranha nem o acha "escondido" na multidão.
Viola Davis é agente americana.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 13 de junho de 2023

A Mulher Rei

Assisti A Mulher Rei (2022) de Gina Prince-Bythewood na HBOGo. Queria muito ver esse filme porque acompanhei as matérias sobre a realização, as entrevistas no lançamento e principalmente a visita que Viola Davis fez ao Brasil na época da estreia. Queria inclusive ter visto nos cinemas.
 

O roteiro é muito bem construído. É um filme de ação inspirada nas guerreiras Agojie no reino de Daomé, hoje Beijn, na África Ocidental. No filme elas lutam pela libertação dos escravos. Na história elas foram responsáveis pela escravização de muitos habitantes do país. Beijn é um dos países que mais tem descendentes no Brasil, já que foi muito grande o número de sequestrados e extraditados ao Brasil para serem escravizados.
No filme, as guerreiras estão recrutando novas adeptas. Algumas são órfãs, outras as famílias enviam as jovens por motivos variados. Elas fazem treinamento e depois são selecionadas as melhores. Elas não podiam casar e ter filhos, viviam para servir ao reinado. Demais a personagem de Thuso Mbedu que é sul-africana. Elas são lindas demais e que preparo físico. Viola comentou do treinamento corporal que tiveram para interpretar essas guerreiras. Entre elas ainda estão Lashana Lynch, Sheila Atim e Masali Baduza. 

Mesmo com a licença poética histórica, é muito bom ver um grupo de mulheres lutando por um bem comum. É um filme inspirador, com uma fotografia belíssima. As filmagens foram na África do Sul. Agora consigo entender a empolgação de Viola Davis nas entrevistas e ela está maravilhosa! Todas estão!


Beijos,
Pedrita

domingo, 26 de junho de 2022

The First Lady

Assisti a série The First Lady (2022) de Aaron Cooley no Paramount+. A direção é de Susanne Bier. Eu só via elogios das minhas amigas a série. Corri pra ver e que grata surpresa. Uma das melhores séries que já vi na vida. Tudo brilhante, a começar pela abertura.

The First Lady conta a história de três primeiras damas dos Estados Unidos, Eleannor Roosevelt (1929-1932), Betty Ford (1973-1974) e Michelle Obama (2009-2017). Três primeiras damas revolucionárias e a frente do seu tempo. Todas as três atrizes estão impressionantes: Gillian Anderson, Michelle Pfeiffer e Viola Davis. Só a história da Michelle eu conhecia mais antes e depois de ler o livro dela.

A edição e os fatos escolhidos são impecáveis. As três histórias são contadas ao mesmo tempo, estranhamente tiveram fatos parecidos. No começo mais óbvio, o casamento, ser primeira dama. Mas tem os menos óbvios como os engajamentos, as tragédias. Todas as três igualmente foram desacreditadas em suas funções de primeira dama. Os assessores dos presidentes faziam de tudo para neutralizá-las e deixá-las restrita a ala doméstica da casa branca. Cada uma desacreditada por um preconceito diferente.
Eu não conhecia nada de Eleannor Roosevelt. Ela era muito estudiosa e diferente das jovens da sua idade, não queria casar. Acabou conhecendo Franklin e se tornando grandes parceiros intelectuais de vida. Ela sempre auxiliava ele nos discursos, nos posicionamentos, sempre que algo muito complexo acontecia, ele a procurava. Ela se uniu as sufragistas pelo direito ao voto. Peitou o marido ferrenhamente quando ele impediu que refugiados judeus desembarcassem nos Estados Unidos. Após a morte de Roosevelt, ela elaborou a Declaração Universal de Direitos Humanos e presidiu a ONU de 1946 a 1952.
Quando Eleanor é traída pelo marido, a sogra impede ela do divórcio, mas eles se afastam como marido e mulher. Ela então tem um romance bastante longo com uma jornalista sufragista. Os detetives da casa branca descobrem, avisam o marido que continuava tendo casos, só as mulheres são vigiadas. O marido, altamente compreensível, emprega a jornalista, ela passa a viajar muito, mas ter um quarto ao lado do da Primeira Dama que se acessava por uma porta secreta.

Ford assumiu quando Nixon foi acusado de corrupção. O casamento com Ford foi o segundo de Betty. Ela era divorciada, tanto que ficou afastada dele até assumi-la depois quando concorreu a cargos políticos. Antes de ser primeira dama ela já tinha sido dependente química. Nessa época tinha-se remédio pra tudo, pra ficar desperta, pra dormir, receitava-se sem o menor cuidado, que Betty misturava compulsivamente com bebida. Mas na casa branca, mesmo bebendo bastante, as atividades a mantiveram focada. Ela teve câncer de mama quando era primeira dama e apesar de todas as pressões pra esconder, ela falou abertamente com os americanos, impulsionou inúmeras mamografias. Que mulher forte. Quando Ford perdeu a eleição eles se aposentaram em uma casa no campo, mas Ford a largava o tempo todo em conferências, viagens, ela se afundou novamente nas pílulas e bebida. Orgulhosa, forte e determinada, recusou muito tempo que precisava de ajuda, mas quando aceitou, se tornou uma grande porta voz na causa. Criou e construiu na região onde morava uma clínica para dependentes.
Interessante que na série o pensamento das filhas de Michelle aparecem muito. O quanto a família sempre promovia novos olhares, cobranças e posicionamentos. Michelle corretamente poupou as filhas no livro, mas gostei muito de conhecer o pensamento delas pela série. Fiquei admirada. Sim, filhas de dois grandes estudiosos, advogados e estadistas, não poderiam ser diferente, mas foi lindo de ver.
São dez episódios e os dois últimos muito tristes. Há a Segunda Guerra no primeiro, a dependência química da Betty e a eleição de Trump. Mostraram claramente a luta de Michelle e Obama para que Hillary vencesse, mesmo que eles não gostassem dela, mas o atraso veio mesmo assim. 
O elenco enorme e incrível. Franklin (Kiefer Sutherland), Ford (Aaron Eckhart) e Obama (O-T Fagebenle). Alguns outros são: Dakota Fanning, Regina Taylor, Lily Rabe, Clea Duvall, Lexi Underwood, Jayme Lawson, Michael Potts e Ellen Burstyn. 
E sim, Betty Ford dançou na mesa oficial da casa branca.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 14 de março de 2022

Imperdoável

Assisti Imperdoável (2021) de Nora Fingscheidt na Netflix. Eu queria muito ver esse filme porque adoro a Sandra Bullock e ela está realmente maravilhosa como a ex-presidiária. Eu gostei, mas o final estraga todo o conceito. O filme é baseado na série Sally Wainwright.
 

A protagonista sai da prisão e quer rever a irmã. O filme é suspense, então pouco sabemos o que aconteceu. Só sabemos que ela matou um policial e ficou 20 anos presa por isso. Os EUA são bem rígidos com quem ganha liberdade condicional, auxiliam bastante no processo de reintegração. Arrumam moradia coletiva, ela vai para um local onde ex-presidiárias dividem quartos, ela fica em um quarto com mais três e tem regras rígidas. Arrumam também um emprego, ela tem que limpar peixes em uma fábrica. E toda semana ela em um encontro em quem ficou encarregado de acompanhar todo esse processo. No elenco ainda estão: Rob Morgan,Vincent D´Onofrio, John Bernthal, Tom Guiry, Aisling Franciosi, Richard Thomas, Linda Emond, Will Pullen, Neli Kastrinos e Viola Davis.
Eu gostei da complexidade do filme. Ela quer rever a irmã que foi adotada, porque as duas são órfãs e a irmã tinha só 5 anos quando ela foi presa. Ela tem o direito de ver a irmã mesmo sendo assassina, até porque já pagou por isso. Ela pede ajuda a um advogado que reluta pelo crime que ela cometeu, mas acaba aceitando. Os pais da irmã estão certos de não querer uma aproximação com uma ex-presidiária. Tem ainda os filhos do policial assassinado que estão revoltados que ela já foi solta após 20 anos. Eles tem direito a revolta, não a vingança. Pelas imagens do conflito no passado, as irmãs pra serem despejadas e os policiais indo fazer a lei ser cumprida, ficou bem claro a inabilidade de negociação dos policiais. Eles também são responsáveis pelo destino trágico. Nunca se subestima pessoas acuadas, mesmo que sejam mulheres. A jovem dizia que estava armada e os policias subestimam os riscos e não tentam proteger todos. Eles foram também responsáveis pelo desastre que aconteceu, até porque deveriam ser treinados pra isso.

Todos tem os seus motivos, por isso o final estraga. Seria muito melhor continuar como estava, cada um com os seus conflitos. Enfraquece demais ela ser inocente. Aí tudo bem ela ser perdoada, não foi ela. Ela sendo culpada e já tendo pago com a justiça, promovia debates muito mais profundos. Acho muito importante um filme debater o quanto todos nós somos punitivos e vingativos, manter distância ok, mas condenar é abominável. Existem leis pra isso, nem sempre justas, mas nós temos o mal hábito de ter pensamentos vingativos com o outro. Todos de alguma forma cometem ou tentam cometer crimes com essa mulher porque ela merecia, como se uma maldade justificasse outra. Ruim o filme inocentá-la porque aí pensamos, ah tá, ela merece perdão porque é inocente. Quando seria muito mais produtivo ela ser assassina, compreender essa irmã e aceitar a aproximação mesmo com todos os receios e cuidados. Para pensarmos mais em empatia.

Beijos, 

Pedrita