sábado, 7 de novembro de 2026

A Nobreza do Amor

Assisti A Nobreza do Amor (2026) de Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr. na TV Globo e GloboPlay. Como amei essa novela! Já estou com saudade! Tudo primoroso, cenários, figurinos, roteiro, direção, luz, elenco!

A novela tinha principalmente dois cenários. Batanga, um país promissor do Continente Africano com o Rei Caymann II (Welket Bengué) e a Rainha Niara (Erika Januza). Eles eram justos, ela cuidava das escolas em Batanga. Ele era generoso com o povo, tinha a padaria pra quem quisesse buscar pão. Todos eram guerreiros. O primeiro ministro era o Jendal (Lázaro Ramos) que acaba fazendo um acordo para casar com a princesa Alika (Duda Santos) quando ela alcançasse os 18 anos. Ela vai percebendo a índole dele, na verdade a falta de índole, e convence o pai a desfazer o casamento. Jendal dá um golpe de estado e toma o poder. Alika e Niara fogem ao Brasil para onde vive o irmão do rei. Chinua (Hilton Cobra) era o conselheiro do rei e amigo confidente de Kênia. 

A cidade fictícia é Barro Preto, no interior do Rio Grande do Norte, e seus personagens cativantes. Como a família Borges. Danton Mello é o banqueiro da cidade, um homem justo, como isso seria possível. E sua maravilhosa Marta (Emmanuelle Araújo). Determinada, moderna e decidida, ela tem momentos marcantes. Ela descobre uma traição do passado do marido e a filha que ele escondeu. Para eles reatarem, ela exige que ele assuma a menina que é a melhor amiga (Júlia Salarini) da filha pequena deles (Antonella Benvenutti). E ainda ajuda no processo. É tudo lindo demais. As crianças da novela são adoráveis. 

Niara agora como uma professora viúva consegue com a ajuda de umas mães reativar a escola da cidade e ser a professora. Alika, como Lúcia, agora monta um ateliê com a tia costureira, a doce Teresa (Ana Cecília Costa), inicialmente de alta costura. As mulheres da novela são fortes, batalhadoras, e sempre ajudam umas as outras a conquistar suas autonomias financeiras. O marido é o Engenheiro José (Bukassa Kabengaele) que tinha abdicado do trono por amor a Teresa.
E tinha o Engenho do Coronel (Cássio Gabus Mendes). Um homem bom, generoso com seus funcionários, com os filhos e sua mulher (Fabiana Karla) deslumbrada e oportunista. Ana Maria (Júlia Lemos) era apaixonada por Manoel (Daniel Rangel) que tinha vergonha dela e só queria namorar escondido. Gostei que não transformaram a jovem. Linda e talentosa ela se liberta indo trabalhar de professora na escola. Ela já ensinava algumas crianças do engenho.

Finalmente ela descobre o amor com Januário (Italo Martins), funcionário do Engenho que sempre a amou.  Viúvo criava com muita dignidade seu filho Vitalino (Levi Assaf).
Zezé Motta interpretava a sábia de Barro Preto. Eram lindas as cenas em que ela se unia aos seus para rezar por alguém. A novela respeitava o sincretismo religioso. Quando alguém estavam em risco, Dona Menina e o Padre Viriato (Marcelo Médici) rezavam com os seus e suas crenças pelo restabelecimento do enfermo.
Linda demais a família libanesa de Salma (Rayssa Bratilierri). Seus pais (Kika Kalache e Eduardo Mossri) arranjam um casamento com Fuad (José Fernandes).
Com as reviravoltas da trama, Salma se apaixona pelo turco Omar (Rodrigo Simas). Os pais inicialmente são contra porque os turcos, no passado, dizimaram os libaneses. Omar diz que ele e a mãe nunca foram coniventes com aquela guerra. Os casamentos foram lindos, o deles foi deslumbrante, sem falar nos figurinos.
Outro casamento belíssimo foi de Alika e Tonho (Ronald Souto) em Batanga. Tonho se descobre um descendente de Chakra, que foi sequestrado e escravizado no Brasil. Apesar dele também ser nobre como Alika, é ela que se torna rainha e ele seu rei consorte. Para o casamento convidaram celebridades brasileiras. Eu estava tão imersa na novela que achei o máximo eles irem até Batanga, esqueci que o cenário é nos Estúdios Globo. Foram ao casamento Conceição Evaristo, Tony Tornado, Elisa Lucinda, Daiane dos Santos, Péricles, MC Cabelinho, entre tantos outros, foi emocionante.
E como não amar Kenia (Nikolly Fernandes). A mimada filha de Jendal vai se transformando na trama. Ela começa a se indignar com a tirania do pai, a fome do povo e ainda se apaixona pelo chefe da guarda, Dumi (Licínio Januário) que depois se une a resistência. A novela contratou dois atores da Angola. Licínio.
E Lesliana Pereira, a bela Binta. As cenas das pretendentes a rainha foram belíssimas. Elas criaram números para impressionar o rei e foi deslumbrante o de Binta. Ela conseguia ser mais gananciosa que Jendal.
Maria Helena (Quitéria Kelly) tinha uma história de muito sofrimento. Na juventude foi afastada de seu amado, o pianista Manoel (Breno da Matta). Ela também amava ser pianista. E obrigada a casar com o delegado (César Ferrario) de Barro Preto. Com seu filho adulto, ela resolve fugir com seu amado. Passa a dar aulas de piano e tocar chorinho com ele em turnê.

E Maria Helena consegue tudo ajudada pela sua melhor amiga, a primeira dama Dora (Vitória Rodrigues). As amizades emocionavam. Mulheres parceiras, protetoras, fortes, determinadas, sempre com a mão estendida, sem julgamentos, umas as outras. Dora também tem uma triste história que se apresenta durante a trama.
Foram tantos personagens que não gostaria de deixar de mencionar. Luciano Quirino dá golpe com Dhara Lopes com a falsa Alika. Ele acaba como guarda do rei, marido de Kenya e amante de Binta.

Adorava Dona Geralda (Carol Badra). Empreendedora de mão cheia, ela era dona da única pensão que servia como hotel em Barro Preto e dona da pequena loja de doces. Cozinhava divinamente. Ela e Carrapato se apaixonaram. Ele um cangaceiro que não valia nada. Queria que os dois ficassem juntos. Eu até não gostei quando Carrapato surgiu, mas ele também tinha seus segredos, era pai da doce Belmira (Raíssa Xavier) e queria ver a filha.

Dr. Onildo (Paulo Lessa) se apaixonou por Niara. Um médico justo e dedicado. Não gostei do médico que foi substituí-lo e menos ainda que se casou com Graça. Ela merecia sofrer muito, mas muito mais depois das maldades que fez.
Caetana (Cyria Coentro), mãe de Tonho, mulher digna e exímia cozinheira do Engenho. Ela ganhou um amor tão digno quanto ela ao final da trama.

Eu gostava muito de Mundica (Samantha Jones) que sempre quis um futuro melhor. E conseguiu, passou a ser sócia do ateliê em Barro Preto. Mas eu queria mais pra ela que sempre quis ganhar o mundo.


Ladissa (Rita Camacho) e Akin (André Luiz Miranda) faziam parte da resistência de Batanga. As cenas de luta impressionavam.

Taís Araújo fez uma participação como a Rainha Menemi do reino de Zinga. Rainha justa e dedicada aos seus súditos. Marco Ricca fez o pai de Omar. Nilo Peçanha foi interpretado por Deo Garcez. Outro personagem muito importante era o poço das serpentes. Muitos personagens acabaram suas histórias por ali. E as cobras se vingaram.
Batanga Livre!

Beijos,
Pedrita

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