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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

M-8 Quando a Morte Socorre a Vida

Assisti M-8 Quando a Morte Socorre a Vida (2018) de Jeferson De na Netflix. Queria muito ver esse filme! Que filme lindo! Que filme triste!

Um jovem acaba de entrar na faculdade de Medicina. Ele se incomoda na aula de anatomia, onde é o único negro da turma, mas todos os corpos para estudos são negros. Gosto demais do Juan Paiva e da Mariana Nunes. A cena da mãe falando pro filho não desistir, que texto, que interpretação!
Ele acaba tendo contato com esses grupos de mulheres que procuram seus filhos desaparecidos. Esse núcleo é encabeçado pela Tati Tibúrcio. De cortar o coração ele querendo ver as fotos para ver se alguém é o M-8. M-8 era a identificação do corpo que estava na aula de anatomia interpretado por Raphael Logan.

O elenco é inacreditável, eu ficava sem fôlego a cada aparição. Trabalham na faculdade os personagens de Zezé Motta, Aílton Graça, Alan Rocha, Pietro Mário e Henri Pagnoncelli. Fazem participações Léa Garcia, Dhu Moraes, Malu Valle, Rocco Pitanga, João Acaiabe, Lázaro Ramos e Aramis Trindade. Alguns outros do elenco são Giulia Gayoso, Bruno Peixoto e Fábio Beltrão.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

O Novelo

Assisti O Novelo (2021) de Claudia Pinheiro no Festival de Cinema de Gramado do Canal Brasil. Que filme lindo! O delicado roteiro é de Nanna Castro. Eu estava ansiosa pra ver esse filme tanto que ele é mencionado no instagram. 

Um homem desacordado é levado ao hospital e tem o telefone da casa de cinco irmãos no bolso. Eles acham que é o pai e acabam aparecendo. O filme conta a história desses cinco irmãos, muda entre passado e presente. É tão especial!
Eu amo o elenco e estão ótimos: Nando Cunha, Rocco Pitanga, Rogério Britto, Sérgio Menezes e Sydney Santiago Kuanza. Cada irmão teve uma trajetória. Um é psiquiatra famoso, outro um policial, esses dois ficaram muito bem de vida. Os outros três vivem na casa da infância e batalham muito pra sobreviver.

Demais também o elenco da família com as crianças pequenas. Os pais são os maravilhosos André Ramiro e Isabel Zuááá. A crianças algumas já estão despontando por aí:r Caio Patricio, Fernando Lufer, Gustavo Bispo, Michel Gomes, Miguel Lucca, Victor Alves, Caio Oliveira, Kaik Pereira, Thomas FerreiraPedro Guilherme.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Pitanga

Assisti ao documentário Pitanga (2017) de Camila Pitanga e Beto Brant no Canal Brasil. Quis ver inclusive nos cinemas. A trajetória de Antônio Pitanga confunde-se com a história do cinema brasileiro.. Sou fã desse ator.

Antônio Pitanga com Luíza Maranhão em A Grande Feira

O documentário mostra Pitanga na praia, depois segue para Salvador, onde ele encontra com profissionais que trabalhou. Contador de histórias, seus encontros são riquíssimos em conteúdo, uma aula de cinema brasileiro. Ele fala com Ruth de Souza, Léa Garcia, Zezé Motta, Milton Gonçalves, Lázaro Ramos, Othon Bastos, Gésio Amadeu, Ney Latorraca, Tamara Taxman e Ítala Nandi. Com os diretores Cacá Diegues, Neville D´Almeida, Walter Lima Jr. e Hugo Carvana. Os músicos Maria Bethânia, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Paulinho da Viola e Caetano Veloso.

Antônio Pitanga em Barravento

Pitanga conta que Glauber Rocha ficou muito bravo com ele porque uma produção atrasou e o ator foi trabalhar com teatro. O documentário entra com uma linda entrevista do José Celso Martinez Corrêa e sobre teatro. Capoeirista, suas interpretações tinham muitos movimentos, eram muito viscerais.

No final as conversas são com os filhos. Camila Pitanga agradece muito ao pai o carinho com sua mãe, Vera Manhães. Em uma entrevista contam a beleza desse casal.

Muito emocionante as cenas do Pitanga com o filho Rocco e seus netos, que momentos delicados. O carinho e união de todos emociona.

No blog eu falei de alguns filmes que Antônio Pitanga participou:

O Pagador de Promessas

Tocaia no Asfalto

O Homem que Desafiou o Diabo

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Rock Story

Assisti Rock Story de Marília Helena Nascimento na TV Globo. A direção era de Dennis Carvalho. Que novela incrível, inesquecível! Em geral não assisto novela das 19h. Só acompanho mesmo às das 18h porque o horário é mais favorável. Mas agora posso gravar, então o que eu perdia eu via no dia seguinte. Em geral sempre vejo o início de todas as novelas, às vezes só o primeiro capítulo. Mas essa me pegou logo e ansiava a hora de começar mais um capítulo diariamente. Que saudades!

Foi muito bem feita a parte musical. Com vários clipes, shows, muito bem realizados. Gordo (Herson Capri) é sócio da Som Discos com sua filha Diana (Alinne Moraes) que é casada com um famoso roqueiro, o Gui Santiago (Vladimir Brichta) que está em decadência. Estourado, ele faz cada vez menos shows. 

A vida de Gui vira do avesso. Um cantor pop, Léo Régis (Rafael Vitti) rouba sua música. Ele descobre que sua esposa está de caso com o rapaz e um filho adolescente que ele não tinha contato é preso e fica sob sua guarda. Muito bem feita a parte empresarial da novela. Lázaro (João Vicente de Castro) era seu empresário.

Surge então Lorena (Nathália Dill), na verdade Júlia, acusado de tráfico e começa a mudar a sua vida. Gui lança então a 4.4. Muito bem feita a construção da banda, o início dos ensaios, a profissionalização dos garotos interpretados muito bem por Nicolas Prattes, João Vitor Silva, Danilo Mesquita e Maicon Rodrigues. Depois um outro integrante apareceu na trama interpretado pelo Enzo Romani. Só a parte erudita é sempre um equívoco. Inacreditável que pesquisam tudo, todo o universo da música, mas acham que sabem como funciona o mercado erudito e cometem uma sucessão de erros. Deviam procurar consultoria exatamente como nas outras áreas.

Linda demais a relação da Gilda (Suzy Rêgo) com o Haroldo, o Coelhão (Paulo Betti). Casados há muitos anos, eles adoravam apimentar a relação e viver personagens. Muito fofo! O filho esconde deles que tem câncer. Inclusive muito bem feitas as cenas, sem exageros de músicas melodramáticas. Com bastante realismo. Mostrou a dureza do tratamento, mas sem sensacionalismo e melodrama. Haroldo era dono da Boi Inimigo, afinal, não há um único boi que seja amigo de uma churrascaria. Lá se apresentava a Rebola Embola, grupo musical que tocava em geral samba com apresentação específica para turistas. Gostei de Rock Story mostrar várias formas de se viver de música.

E vários outros clichês foram quebrados. Gui passa a viver sozinho com o filho. Volte e meia ele prepara lanches para a filha, interpretada pela fofa Lara Cariello, conversa com eles na cozinha lavando louça. Júlia mesmo fica sentada na mesa enquanto Gui prepara o lanche, lava louça. Quando todos vão morar juntos no ap, todos tem funções. Há vezes que o filho está lavando louça. E inclusive em uma cena Gui colocava roupa na máquina e Júlia lavava a louça.

Vários negros integraram o elenco e fora de esteriótipos. Nanda (Kizi Vaz) era o braço direito de Gordo na gravadora e muito talentosa. Ela se apaixona por ele e precisa de tratamento. O advogado (Rocco Pitanga) e o médico (Rodrigo dos Santos), pena que esses dois personagens não tinham histórias completas, atuavam sozinhos, não mostravam família. Mas Luizão (Thiago Justino) era o tio do JF. E sustentava o garoto para que ele pudesse estudar piano. Luizão era o maître da churrascaria.

Amei que Dona Néia ficou com o Ramon. Eu e vários internautas queriam #ForaAlmir. Almir (Evandro Mesquita) era o ex da Néia. Ele era casado, mas mesmo quando ficou viúvo não quis saber dos filhos. Só quando viu que eles viviam a larga em uma casa enorme. Um interesseiro. Ramon já gostava de verdade da Néia. Ajudava a Nèia em tudo o que ela precisava. Muito engraçado os dois fazendo faxina. Ela era muito brava, um dos grandes trabalhos da Ana Beatriz Nogueira. Gabriel Louchard que fez o Ramon também estava muito bem. Ele era explorado pelo Lázaro que o chantageava. Muito bacana mostrar várias famílias com formatos diferentes. Léo Régis que era o dono da mansão e levou a mãe e a irmã pra viverem com ele. A mãe era machista e conservadora.

Gostava muito também da família da Edith, em um grande personagem para Viviane Araújo. Ela era casada com Nelson (Thelmo Fernandes). Ele era o vocalista do Rebola Embola, ela tinha sido a primeira morena do grupo, mas escolheu ser dona de casa e cuidar da família e dos filhos. Ela que percebe que sua filha Vanessa (Lorena Comparato) tem uma paixão fora do normal por Diana, e com cuidado consegue ajudar a filha a ver que essa relação só faz mal a menina, que acaba se apaixonando por Bianca (Mariana Vaz). Para ajudar no faturamento, Edith fazia doces para a churrascaria e para outras pessoas.

Amava os patetas Romildo (Paulo Verlings) e William (Leandro Daniel). Fiquei feliz que eles foram para o interior cuidar de um bebê.  Sim, eram bandidos, mas nunca gostei tanto das trapalhadas desses dois. Eles bem que tentaram arrumar trabalho, serem honestos, mas não conseguiam. E a tia do William? Outros grandes momentos!! E gostei que não transformaram Mariza (Júlia Rabello) em uma mãe zelosa quebrando o clichê do instinto materno. Ela não estava nem aí para o filho, só engravidou para tirar dinheiro do Haroldo, já tinha tentado isso de outros. E foi embora do país largando o filho sem sofrimento. 

Os shows eram demais. Em entrevistas, o elenco contava que tinha todo um trabalho de preparação vocal, ensaios. Adorava a dupla Miro (Guilherme Logullo) e Nina (Fabi Bang). Atores conhecidos de musicais. A história deles também era muito boa. Eles começaram a cantar quando crianças e durante a trama descobrimos que eles não eram irmãos, mas namorados. E que mentiam para o público há anos. Bonito que o público os perdoa depois de um tempo e eles voltam a ativa. Ótimas as apresentações de Laila (Laila Garin), adoro essa atriz. Pena que a personagem não valia nada.

Adorava a Yasmin (Marina Moschen). Irmã de Léo Régis, tinha sido muito pobre e estava deslumbrada com o que o dinheiro poderia comprar. Lindo o romance dela com o Zac. Várias personagens eu adorava: Luana (Joana Borges), Zuleica (Cristina Müllins), Stefany (Giovana Cordeiro) e Astrid (Júlia Marini). Bacana também o personagem do Paçoca (Max Lima). Ele começa ajudando a banda e depois é contratado como técnico na Som Discos. Gostei que mostraram que nem todos se tornam artistas, mas nem por isso as profissões são desinteressantes. Não gostei no final que Lázaro mandou entregar convites gratuitos para lotar o show e colocar a culpa no Gui. Mesmo que ficou provado depois, dificilmente um artista se livra dessa mancha. Muitos vão achar que o Gui comprou alguém pra levar a culpa. E ainda teve uma morte. Foi pesado demais. 

Mas gostei de inovarem no casamento final. Gui e Júlia já tinham casado, inclusive todos os casamentos da novela foram lindos e caprichados. Até mesmo o não casamento da Diana. O casamento final foi do Gordo com a Eva (Alexandra Richter).  Eva era uma psicóloga talentosa.  Adorava os clipes, a trilha, a música de abertura com a Pitty. Foi lindo demais o final primeiro com Vladimir Brichta e Milton Nascimento cantando. Depois os que interpretaram músicos na novela e por último todo o elenco. Foi lindo demais! Inesquecível! Sou fã do Milton Nascimento, mas quem não é?

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Promessas de Amor

Assisti Promessas de Amor de Tiago Santiago na TV Record. Eu sempre gostei dessa novela e das suas inovações. Recente-mente é uma das novelas que mais inova e mais ousou. Essa foi a terceira da série. Falei aqui de Caminhos do Coração, a primeira é a que mais segui. Depois veio Os Mutantes. E a última foi essa. A intenção e a orientação é que o autor não falasse mais dos mutantes. Então o autor criou uma proibição federal e caça aos mutantes, então eles passaram a esconder os seus poderes. Vi só o primeiro capítulo, talvez mais algum, achei muito melada e chata e parei de ver. Pelo jeito não fui só eu e orientaram que os mutantes voltassem. Até remodelaram o nome e passou a se chamar Promessas de Amor -Os Mutantes. O ibope voltou a subir e eu voltei a assistir. Voltei a me divertir. Como essa novela é engraçada. Eu achei que o Tiago Santiago fosse retornar aos poucos com os mutantes, mas ele sempre surpreende então foi uma enxurrada de novas mutações genéticas. Atores que tinham sido escalados pra ser sem mutações começaram a apresentar poderes especiais. Surgiram então Ogros, novamente os dinossauros, mas agora eram vários, muitos vampiros que voavam, moça que faz neve e tempestade, os mutantes que já existiram justificaram que conhecendo os poderes e evoluindo-os surgiam novas mutações, homem que soltava teias nas mãos, mulher rã e muitos outros.
Adorei que o casal final foi a Nati e o Valente. Eles já vinham de Os Mutantes e era uma das histórias que mais gostava. O Valente é o viajante do futuro que veio em uma missão de salvar as crianças da profecia. Ele se apaixona pela policial da Depecom. Eu adoro essa atriz, a Maitê Piragybe, gostei muito do trabalho dela em Cidadão Brasileiro e gostei dela ter bastante
destaque em Os Mutantes. Embora os dois não fossem o casal principal, eles agradavam bem mais que os escolhidos para essa versão. Gostava da ideia de trazer um outro
homem do futuro pra destruir o Valente. chegou na praia então, como veio ao mundo, mais lindo do que nunca o personagem do Raphael Colomeni. Também gosto muito da atriz que fazia neve e estreou nessa última versão.

Tinham casais que sempre me faziam ver a
novela. Eu não seguia direta-mente, e acho que o autor sabia que o público dessa novela era mais flutuante, ainda mais que atraía jovens que em geral fazem várias coisas ao mesmo tempo. Assistem a televisão, navegam na internet, zapeiam muito com o controle remoto. Então no início do capítulo sempre passava um resumo do dia anterior. E algumas histórias levavam semanas para acontecer. Um casal que adorava era a Gór e o Metamorfo. Achei lindo que o Tiago Santiago fez os dois terem um filho no final. Eles eram da Liga do Mal, mas a Gór só era uma mulher que tinha sofrido muito, vivido sem amor e que ficou amarga. O autor fez os dois encontrarem o amor, texto recorrente em Promessas de Amor e ficarem bonzinhos. Eu adoro essa atriz, a Julianne Trevisol, desde Paixões Proibidas, ela é muito talentosa. Ele era interpretado pelo Sacha Bali. Gostava muito também o elenco e os casaias que formaram pra recriar o reino de Agarta, liderado pelo personagem do Elcio Monteze.


Nessa última apareceram vários atores que gosto muito. Criaram um colégio como X-Men, mas os Mutantes ficavam escondidos. Eu gostei muito da ideia do colégio, já que há muitos atores adolescentes e crianças talentosas em Os Mutantes. Eram outras cenas que gostava de ver. Surgiram então muitos atores que admiro. Françoise de Furton fazia duas irmãs gêmeas. Uma amante do diretor da escola e uma advogada homossexual. Uma era a amante do diretor da escola e outrauma advogada homossexual. Paulo Figueiredo era o amante e a mulher dele outra atriz talentosa e linda, Sylvia Bandeira. Luciano Szafir e Renata Dominguez faziam par romântico, apesar deles serem o casal principal, era um núcleo que não me agradava. Outros novos no elenco foram: Léo Rosa, Adriano Reys, Nathalia Lima Verde, Bianca Castanho, Carla Diaz, Celson Bernini e Gorete Milagres. No final apareceram outros atores fazendo participações como a Darlene Glória, o retorno pela terceira vez do Walmor Chagas como o Reptiliano Chefe. Outros atores que gosto e estavam também nas versões anteriores são: Juan Alba, Patrícia de Jesus, Mário Frias, Sérgio Malheiros, Pedro Malta, Juliana Xavier, Giselle Policarpo, Lígia Fagundes e Rocco Pitanga.


Algo que gosto muito nas novelas da TV Record é que não há uma divisão clara entre raças e sexo. Em outras emissoras, quando há atores negros, muitas vezes são para falar das raças ou ficam no elenco de apoio, sem história própria e par romântico. Na TV Record os atores não são separados dessa forma. Conforme a
afinidade entre um grupo o autor forma os casais, principalmente o Tiago Santiago. Me surpreendi bastante no final, onde o personagem do Felipe Folgosi não fica o diretor da Depecom. O autor coloca ele como o Secretário da Segurança e uma policial mulher e negra que assume a Depecom, interpretada pela Roberta Valente. Seria muito bom que na realidade acontecesse o mesmo, onde mulheres competentes assumissem cargos importantes. E que bom que uma novela mostra essa possibilidade e não separa raças, sexo e idade. Eu gostava também da rotatividade do elenco. Se algum mutante não agradava, com o excesso de confrontos, ele desaparecia. Se agradava ficava na novela. Ou até mesmo se o ator não podia assumir compromissos por muito tempo.
Assim o autor deu oportunidade pra muitos atores novos na profissão. Vou colocar no youtube o final do último capítulo.

Youtube: Promessas de Amor - 03/08/09 (5/5)





Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Caminhos do Coração

Assisti Caminhos do Coração na TV Record, escrita por Tiago Santiago e dirigida por Alexandre Avancini. Adorei! Kitsch, tosca, engraçada e criativa. Concordo quando alguns falam que o texto era ruim e no início acentuava bastante a repetição de frases de auto-ajuda. Não variava. E ficou assim até o final, que não foi final. O que eu mais me diverti é quando li na Folha que com a aparição da transformação do lobisomem, o ibope subia. O autor não se apertou e começou a fazer o menino lobo morder mais pessoas e surgir mais lobisomens. Foi aí que tudo ficou muito, mas muito divertido. Eu ria tanto, ia dormir feliz. Eu considero essa uma novela que inovou muito e quebrou uma série de estruturas desse estilo de linguagem.
A trama central de Caminhos do Coração era bem inteligente, mas patinava no mesmo lugar, ia mal de ibope. Então começaram a diminuir os personagens, falavam no fracasso da novela e veio o lobisomem. Eles compraram excelentes efeitos especiais. Como os mutantes começaram a agradar mais do que a trama central, eles começaram a se multiplicar. Eu gostei do autor não se incomodar, talvez por ser bastante jovem, ele não se incomodava de mudar tudo, criar muito. A ação começou a ser o forte. Até concordo que demoravam algumas cenas, enrolavam mesmo, mas a edição começou a ficar ágil e impecável. Eu li que já eram uns 38 mutantes, o autor falou um número menor. Pouco menor, uns 35. Se caía no gosto popular, o mutante poderia continuar ou até mesmo seguir para a continuação, isso também se o ator desejava continuar na trama. Pois é, com tanto sucesso, Caminhos do Coração passou a ser Os Mutantes e agora sobe um ponto no ibope a cada dia diminuindo os pontos da novela da concorrente. Inclusive mudou de horário, era às 10h30 e agora começa às 8h40.


O final foi mais divertido ainda. Nos últimos três capítulos praticamente recontaram toda a trama. Acho que eles perceberam que o público vê alguns capítulos e precisava compreender novamente o roteiro central. No primeiro de Os Mutantes parecia mais o último. O último terminou: Continua...

Eu acho que o autor encontrou o seu caminho, não tem como não rir de tanta bagunça. A criatividade para criar os mutantes, a genialidade para escolher o elenco, tornava tudo ágil e enigmático. Na foto está uma parte do elenco infantil que cresceu bastante durante a novela. Eles continuam em Os Mutantes.
Quando o autor descobriu que o público gostava da ilha, começou a mandar os personagens pra lá. Ele não se preocupava em explicar muito e isso fazia tudo ficar mais divertido ainda. Pelo fato da ilha ser o local dos mutantes perigosos ele pode inventar muito. O ex-cigano Igor, Ricardo Macchi, veio como o gigante. Eu não via muito os capítulos, não o vi mais, não sei o que aconteceu. Espero que ele tenha só desaparecido e não porque não tenha agradado. Estava muito simpático seu personagem desajeitado. Surgiu então dinossauro, minotauro, mulher-aranha, homem-gelo, vampiro, mulher que atravessa parede, homem que faz fogo, menino luz, um que envelhecia rápido demais, esse inclusive foi um dos mais sortudos, teve três namoradas, até uma que encantava os homens e os levava para o mar. A turma da Malhação passou a estar em peso na novela. Com a justificativa que na ilha não haviam roupas e estavam a séculos lá, começaram a aparecer de roupas minúsculas, muitos bíceps a mostra e começou a ter muito beijo na boca.

Eu gostava bastante do elenco. Muitos não estão mais, alguns nem sei porquê. Gabriel Braga Nunes continua. A atriz que fez a Dra. Júlia, a Itála Nandi, rejuvenesceu com mais uma de suas experiências genéticas e é agora a Babi Xavier em Os Mutantes. Os casais que mais gostava eram: Bianca Rinaldi e Leonardo Vieira, Thaís Fersoza e Jean Fercondini, Angelo Paes Leme e Mônica Carvalho, André Segatti e Lana Rodes, Cláudio Heinrich e Fernanda Nobre, Liliana Castro e Paulo Nigro, Sebastião Vasconcelos e Helena Xavier, Toni Garrido e Gabryela Moreira. Atores e personagens que gostava eram: Rafaela Mandelli, Cássio Scapin, Rocco Pitanga, Ana Rosa, Preta Gil, Anna Markun, Patricya Travassos, Tuca Andrada, Zé Dumont, Maria Ceiça, Angelina Muniz , Felipe Folgosi, Taumaturgo Ferreira, André di Biase, Eduardo Lago, Andréa Avancini, Guilherme Trajano e Alexandre Barilari. Os adolescentes e crianças também eram muito fofos: Cássio Ramos, Juliana Xavier, Julia Maggessi, Letícia Medina, Shaila Arceni, Pedro Malta, e Sérgio Malheiros. Da nova leva estão: Julianne Trevisol, Rômulo Arantes Neto, Sacha Bali, Suyane Moreira, Fábio Nascimento, Amandha Lee e Patrícia de Jesus. Devem ter faltado muitos, mas alguns estão aqui.
Música do post e da novela: 06 - Procurando A Estrela - Zé Ramalho

06 - Procurando A ...

Youtube: Caminhos do Coração - Maria e Marcelo



Youtube: Mutante Gór - Julianne Trevisol




Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

As Filhas do Vento



Assisti As Filhas do Vento (2004) de Joel Zito Araújo no Canal Brasil. Sempre quis ver esse filme, tentei inclusive ir ao cinema, mas só conseguir ver Vida de Menina que estreou na mesma época. Assim que vi que ia passar no Canal Brasil avisei minha mãe, que amou o filme tanto quanto eu e me ligou no final igualmente emocionada. É um lindo roteiro de Di Moretti sobre uma família, suas lutas e vitórias. A edição de Isabela Monteiro de Castro é toda entrecortada.
Começa com a morte do pai, no velório na igreja e As Filhas do Vento entrando. Depois segue para a história dessa família. Um pai austero, como todos da época. Agravado pelo trauma de uma esposa que o abandonou por uma vida "melhor" na cidade grande. O pai é interpretado maravilhosamente por Milton Gonçalves.

O elenco é simplesmente maravilhoso: Ruth de Souza, Léa Garcia, Taís Araújo, Maria Ceiça, Dani Ornellas, Thalma de Freitas e Rocco Pitanga. São duas irmãs com escolhas e vidas diferentes, com filhos e netos iguais. A intolerância pelas escolhas dos outros, pelos desejos e anseios dos outros. É um filme muito feminino. Adorei um lindo texto que o Milton Gonçalves fala sobre As Filhas do Vento. Também uma personagem é escritora e ela declama um poema que adoro da Elisa Lucinda, Aviso da Lua que Menstrua.
As Filhas do Vento foi premiado do 32º Festival de Gramado - Cinema Brasileiro e Latino com Joel Zito Araújo - melhor diretor; Milton Gonçalves - melhor ator; Léa Garcia - melhor atriz; Ruth de Souza - melhor atriz; Taís Araújo - melhor atriz coadjuvante; Thalma de Freitas - melhor atriz coadjuvante; Rocco Pitanga - melhor ator coadjuvante e Prêmio Da Crítica.
Música do post: Iara Mãe D'água - Milton Nascimento. Não achei a música desse compositor que toca no filme que é belíssima. Coloco essa que é igualmente bonita.



Beijos,


Pedrita