sábado, 3 de janeiro de 2026

Deadtectives

Assisti Deadtectives (2018) de Tony West na HBOMax. O nome é tão ruim quanto o filme. Dá pra ver? Dá. Gosto de fantasminhas, de terror, esse é meio comédia sem graça, meio tosco. No Brasil o nome consegue ser pior que o original, Caçadores de Almas Perdidas. 

Um grupo pra lá de picareta tem um programa de TV onde eles fingem caçar fantasmas. O pior é que as pessoas que chamam o grupo acreditam neles e quem assiste também. É a melhor discussão no filme, o quanto na TV tudo cabe e o quanto temos que desconfiar de sua veracidade. No elenco Chris Geerem Tina Ivlev, David Newman, José María de Tavira e Martha Higareda. O programa vai acabar, está mal de audiência, um fato raro porque porcarias assim costumam ter muito ibope. O editor envia o grupo para uma casa mal assombrada no México, e finalmente, junto com um especialista em efeitos especiais. Que melhora bem a qualidade do programa.
E sim, lá tem fantasminhas de verdade e são lindinhos.


 

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Squid Game 3

Assisti o 3ª Temporada de Squid Game de Hwang  Dong-Hyug na Netflix. Eu demorei pra ver porque o 456 é devolvido ao jogo. A temporada anterior termina com um grupo se rebelando. O 456 está quase no lugar onde fica o líder, os jogadores estão morrendo e perdendo.

A série ficou bastante tempo no continue assistindo sem ser vista. Quando recomecei de novo não queria parar. Que série! O 456 está desiludido, tudo deu errado e ele está de volta. Lee Jung-Jae está majestoso! Que ator! Que personagem! Virei por dentro!

Os jogos assustadores retomam e em um deles a grávida, Kim Jun-hee, tem o bebê. A série fica cada vez mais sombria e dolorosa. A personatem de Geum Ja que faz o parto. A atriz está inacreditável, outro personagem dificílimo!

Antes do próximo jogo o líder, Lee Byung-hun, chama o 456 que finalmente descobre quem é ele. O líder dá uma faca e sugere o que o 456 poderia fazer para ganhar junto com o bebê o jogo, ah, o bebê passa a ser um participante. Acho que as mães vão sonhar com esse bebê que não chora, que só mama quando as pessoas querem, fica a noite toda dormindo. Recém-nascido. É um bebê mágico. Muito interessante que quando o 456 pensa em fazer o que foi sugerido, a série volta ao passado e fiquei em choque. É inacreditável que essa série depois de tanto tempo ainda tenha tantos segredos e surpresas. Em paralelo continuam a trama do irmão, Hwang Jun-ho, tentando achar a ilha com um grupo no barco e a guarda 11, Kang No-eul, vestida de cor-de-rosa tentando interferir em resultados.

E sim, a bonequinha assustadora volta, mais assustadora ainda. Os sons dessa série são incríveis. 

O último jogo então é de arrepiar. E não temos a mínima ideia do que irá acontecer. Muito assustador! O jogo termina e passa a ter momentos fora. Muito surpreendente!

A série segue para os Estados Unidos e Cate Blanchett passa a ser uma recrutadora. Sim, pode ter mais continuação. Não adiantou nada o 456 se rebelar, sempre haverá milionários querendo se divertir com jogos humanos considerados menos humanos por serem miseráveis. Mais atual que nunca.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A Chefe

Assisti A Chefe (2022) de Fran Torres na Netflix. O roteiro é de Laura Sarmiento Pallarés. Eu procurava por filmes espanhóis, apareceu esse. É bem mais ou menos.

Uma jovem bastante ambiciosa consegue um emprego de estagiária em uma empresa de moda e marketing. As duas são muito lindas Cumélen Sanz e Aitana Sanchéz-Gijón. A jovem é imigrante argentina e mora com um namorado corretor de imóveis, ele é colombiano. Ela engravida, não conta pra ninguém e fica pensando o que fazer. Ela quer investir na carreira, um filho não estava em seus planos. Religiosa, ela desiste de abortar após conselho moralista do padre.
A jovem passa mal no trabalho, a chefe desconfia e propõe a ela ficar com o filho dela já que ninguém sabe. Elas assinam um contrato. Para que ninguém saiba, nem na empresa, nem o namorado, a chefe leva a jovem para uma belíssima casa no campo para ficar o tempo da gravidez. A fotografia do filme é muito bonita. E as cenas na piscina são belíssimas. Para a segurança da jovem ela coloca segurança na casa, a jovem vai ficar só com uma empregada. Mas começamos a estranhar os excessos de controle da chefe. A jovem demora bem mais para perceber. O final é esquisito, é o que mais odeiam nos comentários e resenhas, eu achei coerente. Eu pensava onde o filme iria dar, gostei da solução em aberto. Como ela tinha dinheiro eu imaginei que ela conseguiria ter o filho e voltar para a Argentina sem ser presa. Mas podia ter sido presa, ou morrido na estrada após o parto, enfim, muitas possibilidades. Achei coerente. O aborto teria sido uma solução bem mais simples, mesmo tendo que lidar com a dor e a culpa por um tempo.
Muita cultura em 2026

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Natal dos Silva

Assisti a série O Natal dos Silva de Gabriel Martins no Canal Brasil. A série é dos Filmes de Plástico. Procurei na busca porque não estava no streaming do Canal Brasil, mas no terceiro episódio começou a ficar desencontrado o som com a imagem. Como o Canal Brasil fez maratona com a série, vi no canal voltando pelo controle remoto. São cinco episódios. A série foi realizada em Belo Horizonte com artistas mineiros. A abertura é linda, com os objetos da casa, os de Natal.

É o primeiro ano sem a matriarca da família. Só uma filha mora na casa que foi da mãe. É irmão que não acaba mais, Rejane Faria é a que mora na casa, outros são interpretados por Calandréia Ribeiro, Ítalo Laureano, Marisa Revert, Carlos Francisco, Norberto Novais Oliveira. Eles não brigam mais porque não tem como. Nossa, quanta desavença. Eu entendo que a casa tenha que ser vendida e dividida, é muito irmão, mas dá dó. Espaçosa, a árvore é montada na mangueira no quintal, muitos cômodos. São lindas as cenas em planos sequência dos convidados atravessando a casa.
O filho, Robert Frank, leva a namorada pela primeira vez sem avisar, da doce Aisha Brunno, que personagem lindo, me emocionei. Ela que vai tecendo na doçura todas as desavenças familiares. 

Alguns outros do elenco são Renato Novaes, Preto Amparo e Raquel Pedra. Sempre ao final a família faz a oração e é o último episódio, é quando os ânimos diminuem, as conversas acontecem. Espero que levem pra vida. Me emocionei bastante.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O Céu Entre Mundos de Sandra Menezes

Terminei de ler O Céu Entre Mundos (2021) de Sandra Menezes da Malê. Que livro! Gostei tanto que já entrou nos melhores livros do ano. E que capa de Dandarra de Santana, belíssima! É um genial livro de ficção científica. O livro é profundamente cinematográfico, ansiosa por uma adaptação.  Eu comprei na Festa do Livro da USP do ano passado, 2024.

O marcador de livros é magnético com um pedaço da obra de Tomie Ohtake

Obra de Aline Miguel

Uma jovem acorda, lembra que foi sequestrada, entra em uma nave. Aos poucos ela entende que a nave foi salvá-la. Confesso que ficava na dúvida se ela estava sendo confundida que era realmente um salvamento. Ela nos conta que quando o mundo começou a ficar inabitável, vários continentes começaram a estudar outras possibilidades fora do planeta. E foi o continente africano que melhor teve resultado. As pessoas também desenvolveram a telepatia.

Obra de Panmela Castro

A jovem descobre que alguém os está traindo e que por isso ela não pode falar com seus pais. Tudo é muito inteligente. Com a destruição do planeta, as pessoas passaram a ter funções. Amei os memorialistas, aqueles que guardavam as informações para passar para as pessoas. 

Obra Nunca Fingir amor como as frutas com agrotóxicos (2023) de Heloísa Hariadne

Lindo demais o lugar que a levam, as tradições, a natureza, eu parecia ouvir pássaros, sentir cheiro da mata. Fiquei encantada!

Beijos,
Pedrita

domingo, 28 de dezembro de 2025

Sem Limites

Assisti Sem Limites (2011) de Neil Burger na HBOMax. Tem tempo que vejo esse filme, mas achei que já tinha visto. Eu tenho muita dificuldade de saber se já vi quando os títulos são muito parecidos. Vim na busca do blog pelo nome do protagonista, Bradley Cooper, e descobri que não vi. Logo no começo tive certeza que não tinha visto. Que filme! É tão bom que mesmo vendo faz tempo, o 007 lembrou do quanto é bom. O filme é baseado no livro de Alan Glynn que fiquei com vontade de ler, adaptado por Leslie Dixon.

Eu gosto muito do Bradley Cooper. Ele é um escritor, já recebeu o adiantamento para o livro, mas está em bloqueio criativo se afundando em autocomiseração. Ele tem uma namorada de Abbie Cornish, bem sucedida que está meio cansada do desleixo e depressão do companheiro. Ele reencontra o ex-cunhado de Johnny Whitworth que dá a ele uma pílula. O ex-cunhado era traficante de drogas, mas essa que ele entrega para o escritor ainda está em estudo, é ilegal.

Ele fica brilhante, passa a ter uma clareza e percepção incríveis. Segundo o ex-cunhado, o cérebro passa a funcionar na sua potência. O escritor pergunta porque ele não usa pra ele, mas ele diz que a pessoa tem que já ser brilhante, ter muito potencial. A questão é que o ex-cunhado é morto. O escritor consegue as pílulas que ele tinha. Ele consegue escrever bastante do livro e entregar. Estudar idiomas. 

O escritor percebe que precisa ter mais dinheiro. Então ele começa a estudar o mercado financeiro e rapidamente começa a ganhar muito dinheiro em ações. Ele chama atenção de um grande empresário de Robert de Niro que faz uma participação. O filme é mesmo o Bradley. O escritor começa a ser perseguido, é muito interessante as descobertas que ele e nós temos. Roteiro muito inteligente.
Beijos,
Pedrita