quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Retrospectiva Spotify 2022

É um momento muito esperado a Retrospectiva Spotify. Fiquei surpresa que ouvi bem menos esse ano. 20.562 minutos. Deve ter sido porque trabalhei mais. Elephant Gun continua entre as mais ouvidas, agora em 4º lugar. Amo essa música! Esse ano eu criei a Playlist As mais mais, onde coloco as músicas que mais gosto de ouvir nesse momento. E deu certo, a retrospectiva mostrou exatamente as que gosto mais. E também é bom porque tem vezes que eu gosto muito de ouvir as músicas que gosto mais. Essa retrospectiva ficou tanto o que amo ouvir que acho que vou ouvi-la muito.

Mas eu sou Fominha de aventura. O texto é exatamente como sou, amo descobrir novas músicas, ritmos, tanto que minhas playlists são enormes, com horas de duração e sempre coloco mais. A cada filme, vou procurar a playlist, acrescentar mais e pra piorar estou em cócegas pra começar a ouvir as músicas mais ouvidas dos meus amigos, tenho diversão musical por bastante tempo.


 

As músicas mais ouvidas são realmente as que mais gosto de ouvir. 


E sim a música que mais ouvi é mesmo uma das que mais gosto de ouvir, The Blower´s Daughter de Damien Rice de um filme que amo, Closer.
Eu me divirto sempre com os gêneros. Um amigo no instagram até colocou interrogações em 2 gêneros dele que são mais esquisitos que o meu que também não sei. Eu ri demais com clássicos de adulto, que criança não ouve, deve ser isso.

Sem dúvida meus artistas preferidos.
Mas eu ouvi bem mais artistas diferentes. 1074 no total. Minhas retrospectivas anteriores estão aqui.

Essa retrospectiva é muito caprichada, inteligente, eu não paro de ver. Os artistas também recebem banners com o tempo que ouviram suas músicas, os países, quais músicas mais ouvidas. Eu tenho um carinho enorme pelo Spotify

E pela minha linda caixinha de som laranja da JBL.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Um Lugar Bem Longe Daqui

Assisti Um Lugar Bem Longe Daqui (2022) de Olivia Newman na HBOGo. Quase vi esse filme no cinema já que tinha amado o livro de Delia Owens. O nome original é muito lindo, Where The Crawdads Sing. Esse pôster é lindo demais!

É difícil condensar um livro tão denso, uma história inteira de uma jovem. A infância de Kya é muito condensada. Jojo Regina está uma graça. Fica pouco perceptível os abusos na infância. E a narração didática incomoda um pouco. Fica parecendo tudo muito "fácil" pra menina. O casal que ajuda a garota é interpretado por Sterling Macer Jr. e Michael Hyatt.
O filme melhora com a protagonista adolescente. A produção preferiu escolher só duas atrizes pras quatro fases da Kya. Uma não tão criança, e outra não tão adolescente. Daisy Edgar-Jones está muito bem no papel, mas não convence muito na versão adolescente.

O filme preferiu uma escolha mais convencional. Focar no caso policial, um jovem é encontrado morto, e no dois romances da jovem. David Strathairn interpreta o advogado. Os dois jovens são Taylor John-Smith e Harris Dickinson.
Mas a história é tão rica, tão profunda, tão necessária, que se transforma em um lindo filme. O pântano é um personagem. Essa jovem sofre sucessivos abandonos e nem por isso a cidade se compadece. É sempre chacota de todos, não só das crianças e jovens. Desrespeitada o tempo todo, tenta sobreviver na adversidade. A linda canção final, California de Taylor Swift foi feita especialmente pra o filme.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

O Caminho da Fênix

Acompanhei as atividades do projeto O Caminho da Fênix da Cia Teatral Casa de Marias. Li o livro Enquanto não cicatriza - História de mulheres que sobreviveram de Celia R. Ramos Méris, Maria Vitória Siviero e Silvani Maria da Silva. O projeto realizou uma pesquisa em abrigos sigilosos de proteção a mulheres que sofreram violência. Pelas dinâmicas, o grupo definiu as linguagens que iriam relatar o que viram. O livro traz crônicas inspiradas nas vivências que tiveram com essas mulheres. São histórias de muita dor, de muito abandono. As violências estão, na maioria das vezes, em todos os momentos. O relacionamento abusivo que levou a mulher em fuga ao abrigo é só um dos inúmeros relatos de abandono, violência, muitas vezes desde a infância. E mulheres que se tornaram mães e tiveram seus filhos também espectadores daquelas vidas difíceis, com muita violência e pouco afeto.  
No lançamento do livro no Centro Cultural São Paulo teve um bate papo com Ester Francisco da Silva, assistente social, Mestre em Economia Política Mundial, especialista no Combate à Violência Doméstica e ativista de movimento de Mulheres Negras e Ricardo Estevam é psicólogo, especialista em políticas públicas para mulheres em situação de violência, mestrando pela faculdade de saúde da USP em violência contra mulheres. Estava lotado, foram tantas perguntas que nem todos puderam se manifestar pelo adiantado da hora. Ester falou que a questão toda é complexa e vem desde a infância, de como criamos os filhos. As meninas e meninos são criados de modo diferente, depois essas pessoas tem que se entender e se encontrar no futuro. Ricardo falou da dificuldade de falar do tema. Que a mulher morta ganha um tempo pequeno na televisão, mas depois outra toma o lugar e a notícia. Que nas poucas reuniões de família evitam falar de temas difíceis. Que sem o diálogo não temos como ajudar, acolher e resolver as questões, quando ainda há tempo. Ricardo lembrou da armadilha do papel do homem como provedor, que não pode expressar seus sentimentos, que tem que ser forte. Ester falou da quantidade de mulheres assassinadas em uma única semana, que a pandemia piorou a questão. Os dois lembraram como muitas religiões são machistas e falam da submissão da mulher. Ester comentou que em algumas cidades da grande ABC tem o projeto E Agora José? que ajuda homens a compreender o processo de violência.
A última ação do projeto foi o lançamento do documentário O Caminho da Fênix onde especialistas falaram da situação das mulheres, dos abrigos. Mulheres protegidas foram entrevistadas e contaram um pouco de suas histórias. Imagens ficcionais com atores mostravam a solidão das mulheres, os momentos difíceis até a decisão de partir. Lindos momentos na praia, onde elas livres poderiam se reconstruir. Foi um momento de esperança.

As entrevistadas falaram da solidão dessas mulheres nesse processo.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Lima Barreto Ao Terceiro Dia

Assisti Lima Barreto Ao Terceiro Dia (2019) de Luis Antonio Pilar no Canal Brasil. Esse filme passou no Dia da Consciência Negra, não entrou no streaming do Now. Assisti voltando pelo controle remoto porque eu vinha acompanhando pelo elenco as matérias sobre a realização do filme. E que filme! Obra de arte! Inacreditável! Que roteiro, que texto, que interpretações, viscerais! 


 

Começa com Lima Barreto chegando ao hospício, Luís Miranda está impressionante! Ele divide a cela, porque sim, o hospício parece uma prisão, com Felipe. Adoro Eduardo Silva e que personagem difícil. Há um texto de Lima Barreto com o médico (Ronny Kriwat) que virei do avesso, questionando o "tratamento", na verdade, a falta de tratamento, a forma desumana e sistemática como tratam dos doentes mentais, abandonados. Felipe encontra em Lima Barreto um amigo, é muito lindo. Felipe desenha na parede. O filme é muito filosófico, os diálogos são muito filosóficos, lindos demais!
O filme alterna nos momentos de Lima Barreto jovem quando escreve Triste Fim de Policarpo Quaresma, com a história do livro e os momentos no hospício. Sydney Sampaio Kuanza, outro ator que adoro, interpreta lindamente Lima Barreto jovem. Ainda cheio de ilusões. Há inclusive diálogos entre ele e o Lima desiludido do futuro. O filme fala muito da falta de perspectiva, das impossibilidades da vida, da arte que pouco vale, que não sustenta, que não liberta, porque pra libertar é preciso sobreviver da arte. 

Fernando Santana é o amigo de Lima jovem. Igualmente alcóolatra busca na bebida alento pras suas dores e frustrações. Que cenas! A iluminação é linda!
Ótimos atores também no núcleo do Policarpo Quaresma que é interpretado por Orã Figueiredo.

A irmã por Gisele Fróes. A mãe de Ismênia por Cristiane Amorim, o pai por Camilo Bevilacqua.
Ismênia por Maria Clara Vicente.

Recentemente eu li Diário do Hospício e O Cemitério dos Vivos de Lima Barreto que comentei aqui.

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Vision

Assisti Vision (2018) de Naomi Kawase no TelecinePlay. Que filme! Inesquecível! E que cartaz! Mas o filme todo tem essa aura mágica. Li que é como os outros dessa diretora que quero ver. O filme é realizado na floresta Nara, no Japão, um deslumbre!

Uma estudiosa viaja em busca da erva Vision. Ela é a maravilhosa Juliette Binoche. O filme é mágico, fala da vida, das relações, todo cheio de silêncios, metáforas e sons da natureza.

Lá vivem dois irmãos interpretados lindamente por Masatoshi Nagase e Mari Natsuki. Ele cuida da floresta. A irmã é especialista em ervas e toda mística. É tudo tão lindo!


 

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Centro de Música Brasileira

Fui ao encerramento da Temporada 2022 do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Foi um lindo concerto! Primeiro tocou um duo que vive em Belo Horizonte e lecionam por lá: Elise Pittenger tocou violoncelo e Rodrigo Miranda, piano. Que repertório lindo! Emocionante O Canto do Cisne Negro de Villa-Lobos. Eu gosto muitos das músicas de José Guerra Vicente. Elise contou que a presidente do CMB, Eudóxia de Barros, enviou a obra Cançoneta de Osvaldo Lacerda e que eles tocaram em outras apresentações anteriores em Minas Gerais e que o público gostou muito, é linda mesmo! O duo finalizou com uma obra de Camargo Guarnieri que também gosto muito!

Foto de Sarah Torres

Programa:


José Guerra Vicente – Cenas Cariocas (Valsa Seresteira, Cantiga e Choro)

Osvaldo Lacerda – Cançoneta

Villa-Lobos
Divagação
O Canto do Cisne Negro

Camargo Guarnieri – Sonata para violoncelo e piano nº 2 (Allegro moderado, Melancólico e Festivo)

Depois se apresentaram a flautista Celina Charlier e a pianista Maria Emília Moura Campos. Gosto muito de flauta e o repertório foi muito bonito também! Elas tocaram obras de Osvaldo Lacerda, Ernesto Nazareth e Villani-Côrtes. O evento foi gratuito.
A foto de Celina é de Luiz Casimiro

Programa

Osvaldo Lacerda
Sonata para flautim e piano (I-Esperto/ II-Lento, mas não muito/ III-Vivo)
Poemeto para flauta e piano

Ernesto Nazareth - Apanhei-te, Cavaquinho 

Edmundo Villani-Côrtes
Fantasia Sakura, para flauta e piano
Procissão à luz de Velas, para flauta e piano
Arabian Shifting Sands, para flauta e piano 

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Eduardo e Mônica

Assisti Eduardo e Mônica (2020) de René Sampaio na Globoplay. Quando soube que ia ter a adaptação da música do Legião Urbana, com letra de Renato Russo, fiquei muito feliz. Durante o processo que vi matérias e fotos das filmagens, nem tanto.

Adoro Alice Braga e Gabriel Leone, lindos e talentosos, mas nunca me convenceram como Eduardo e Mônica e menos ainda quando vi o filme, pode ter sido esse motivo que fez eu não embarcar na trama. Sim, Alice Braga parece uma menina, mas não convence ser tão jovem, nem o Leone ter 16 anos, faltava uma ingenuidade que quem tem mais de 25 anos não costuma ter. E eu não senti química nos dois, achei o amor deles muito encenado. Como disse, eu não embarquei na trama.
Otávio Augusto faz o avô do Eduardo. Juliana Carneiro da Cunha a mãe da Mônica e Bruna Spínola, a irmã. Victor Lamoglia faz o melhor amigo do Eduardo. Alguns outros do elenco são Eli Ferreira, Fabrício Boliveira e Ivan Mendes. O diretor é o mesmo do maravilhoso Faroeste Caboclo e usou a mesma estrutura, só no final é que a música tocou.
Beijos,
Pedrita

sábado, 19 de novembro de 2022

Motriz

Assisti ao espetáculo de dança do Balé da Cidade de São Paulo no Teatro Alfa. Como estava com saudade desse belíssimo espaço e que apresentação. Começou com a inesquecível Motriz de Cassi Abranches.

Fotos de Silvia Machado

O espetáculo fala dos dilemas do cotidiano frenético das grandes cidades, da mecanização, do ser humano como máquina. Nessa foto uma bailarina tenta fugir da frenética, repetição. Assustadoras as cenas que trombam com ela porque ela está sempre contra a corrente. A música é de BaianaSystem, com uma incrível brasilidade e potência, fortalecendo a coreografia. Desconcertante a iluminação de Gabriel Pederneiras. Inteligentes os figurinos de Janaina Castro. Muita criatividade!

Na noite teve ainda a coreografia Adastra de 2015, de Cayetano Soto. O controle dos corpos são fantásticos. O vídeo é dessa apresentação. O espetáculo vai até domingo.

Foto de Clarissa Lambert

Beijos,
Pedrita