terça-feira, 17 de maio de 2022

Security

Assisti Security (2021) de Peter Chelbom na Netflix. O diretor é britânico, mas o filme é italiano. A ideia do roteiro é boa, a execução é bem confusa, o desfecho mais ainda. 

Uma jovem (Beatrice Grannò) pede socorro em uma madrugada, machucada vai a cada casa tocar a campainha e mostrar seu rosto na câmera. Ninguém a ajuda, pode ser mesmo que ninguém a tenha visto, mas será? Essa é a máxima mais importante e interessante do filme, a omissão. A Itália é conservadora como o Brasil e muitos preferem não se envolver, tornando-se cúmplices. Ser cúmplice é uma premissa do filme, esses fingiram não ouvir ou ver o pedido de socorro da jovem, mas vários outros foram muito mais longe na omissão.
O filme tem uma infinidade de histórias que se misturam. Tudo fica mal resolvido, até o final. Termina mal resolvido. Há crimes demais naquela comunidade que parece nada ver. Políticos poderosos vão comprando a tudo e a todos, mas o filme deixa tudo por isso mesmo. O protagonista (Marco D´Amore) jura que vai provar, mas tudo o que ele mostra no final muito provavelmente não dará em nada.

A Cidália do blog Coisas da Vida comentou que essa mudança nos comentários tem levado vários ao spam. Eu tenho achado regularmente vários de vcs. Tem que ir em comentários, onde estiver todos ir na seta para achar spam e liberar os que estão lá. Na postagem dela ela explica direitinho em imagens como achar.

Beijos,
Pedrita

domingo, 15 de maio de 2022

Kuntilanak

Assisti Kuntilanak (2018) de Rizal Mantonani na Netflix. Era dia de fugir da realidade, segui para um filme de fanstaminhas. E indonésio! Gosto muito dos filmes orientais sobre fantasminhas, com esse não foi diferente. O roteiro é de Alim Sudio.

As crianças são demais. Estava até um pouco receosa de funcionar, porque são muito pequenas, mas elas embarcaram lindamente. No elenco estão Sandrinna Michelle, Aurélie Moeremans, Fero Walandouw, Nena Rosier, Andryan Bima, Ciara Nadine Brosnan, Adlu Fahrezi, Ali Fikry e Naufal HoComeça em outra casa, um garoto acabou de perder a mãe e o pai continua com cheiro de álcool. Sozinho, ele é chamado por sua mãe que surge do espelho e ele é levado lá pra dentro. Kuntilanak é uma lenda onde pode se manifestar de várias formas, como essa mãe, para ter a sua presa.

Claro que por algum motivo o espelho vai parar na casa dessas crianças. É linda a história delas. A mãe se apaixonou por elas e adotou todas elas. Mas ela precisa viajar, uma sobrinha vai cuidar. Elas são lindas e talentosas. Gosto demais dos roteiros de fantasminhas que falam sobre família, afetividade e amor. Uma delas ainda não se sente da família. É a única que ainda não chama a mulher de mãe. Linda a transformação. Ela é uma das que tem o dom de ver e ouvir questões sobrenaturais, portanto é a única que pode salvar os seus irmãos. Muito lindo ela lutando por todos, de emocionar. Há continuações que estou curiosa, já que no final o espelho aparece à venda em uma loja de antiquários. E no IMDB já dá pra ver que tem até o 3, todos do mesmo diretor.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Loop

Assisti Loop (2020) de Bruno Bini no Canal Brasil. Não lembro onde eu vi a chamada desse filme que estaria nesse canal. Fui na grade de programação e comecei a ver um pouco depois que estreou voltando pelo controle remoto. Surpreendente! Que grata surpresa!

O começo estava indo e aos poucos o filme ganha uma proporção impressionante, angustiante! Ótimo roteiro! O personagem do Bruno Gagliasso estuda a viagem no tempo. Em uma festa ele conhece uma bela jovem, interpretada pela Bia Arantes, e eles vivem um lindo romance. Ela morre, ele resolve usar seus estudos de físico pra voltar no tempo e mudar sua história.
Branca Messina faz a irmã do protagonista. Excelente elenco que ainda tem: Roberto Birindelli, Nikolas Antunes e ZéCarlos Machado. O filme é bem sombrio e agoniante. E que trilha sonora!

 
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 12 de maio de 2022

João Miguel de Rachel de Queiroz

Terminei de ler João Miguel (1932) de Rachel de Queiroz. Comprei em um sebo! Faz tempo que procuro um livro dessa autora sem sucesso e com isso acabo adquirindo outros. Eu fiquei fascinada que esse livro está cheio de anotações na primeira página. Até pesquisei o nome da antiga proprietária dele, mas há muitas mulheres com o mesmo nome e sobrenome. Há também vários nomes e telefones, com a quantidade de números antigos. Quanta curiosidade para saber quem são.

O marcador de livro é da Livraria Cultura.
 

Obra Bento Preso na Bahia de Guido Mondin

Eu fico fascinada o que faz um autor escolher os temas de seus livros. É mais comum falar do seu universo, daquilo que conhece. Rachel de Queiroz sempre me surpreendeu por ser diferente. Esse é o segundo livro da autora. Com 22 anos, ela criou um personagem que comete um crime. Começa o livro ele atônito após ter enfiado a faca em um homem. Ele não tem muita consciência do que fez e é preso. O livro é o tempo que esse homem fica preso. Nas prisões do passado e de uma cidade do interior. Poucos presos, cada um em uma cela. Após o julgamento os presos só precisavam ir pra dormir, não por lei, mas por hábito.
Obra Caipira (1893) de Almeida Júnior

O livro termina após o julgamento e o réu é absolvido. Não ficamos sabendo mais nada dali em diante. Que fascinante!

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 10 de maio de 2022

007 - Sem Tempo para Morrer

Assisti 007 - Sem Tempo para Morrer (2021) de Cary Joji Fukunaga no Telecine Premium. Como comentei, os filmes do Telecine não tem entrado mais no Now, agora eu vejo voltando pelo controle remoto ou na busca, já que não vejo na hora que passa faz muito, mas muito tempo. Eu estava ansiosa por ver esse 007. Daniel Craig é o meu 007 favorito, vai ser muito difícil seguir com a franquia sem ele. Ainda não perguntei pro 007 o que ele achou desse.
 

007 é um filme para ver na telona, mesmo minha TV sendo grande, não tanto quanto eu gostaria, é um filme para ver nos cinemas. As cenas iniciais são deslumbrantes. E eu amo a Léa Seydoux. Escolheram uma atriz à altura da anterior que o 007 se apaixona antes e morre no primeiro episódio com o Craig. Esse 007 é muito triste e a trama da personagem da Léa também. Linda demais a Lisa-Dorah Sonnet que faz a filha dela. Confesso que fiquei bem angustiada com a menininha. Mesmo que tenham tido todo o cuidado, ela é realmente exposta a cenas pesadas, palavras pesadas, e é muito pequena, achei puxado.
Esse está longe de ser o meu filme de 007 preferido. O que eu menos gosto nos 007 são os filmes mirabolantes, e esse tem muito exagero, sem falar no tempo, desnecessariamente longo. Não sou adepta de filmes curtos, amo filmes longos, mas eles precisam ser interessantes, esse não justifica tanto tempo. Ana de Armas aparece em uma cena, é até engraçadinho.

O 007 está aposentado e há outra 007 no lugar. Nada carismática. Linda a Lashana Lynch, mas a personagem é uma antipatia só. Primeiro ela fica competindo com o 007. Atrapalhando a missão dele, mesmo que os dois tenham que agir no mesmo caso. Aí ela vê que ele vale alguma coisa e fica legal com ele, mas continua antipática. Personagem desnecessária. A dela e a da Ana de Armas são muito caricatas, o que pouco acontecia nos filmes com o Craig.

O vilão é o Rami Malek, outro personagem caricato. Os cientistas criam vírus que são espalhados por DNA. Até é possível, mas aí vão extrapolando. Há vírus para os DNA de quase toda a humanidade, eles vão ser espalhados e acabar com o mundo. Pra salvar o mundo eles explodem tudo, mas é vírus, não espalharam do mesmo jeito? Teve uns 007 parecidos com esse que nunca gostei muito por ser muito pouco crível. Ótimos atores no elenco, aparecem ainda: Ralph Fiennes, Ben Whishaw, Naomi Harris, Jeffrey Wright, Rory Kinnear, Christoph Waltz, Billy Magnussen e David Dencik

O 007 do Craig sempre foi mais realista. Até tinha ele contra o mundo, mais inteligente que qualquer outra pessoa. Mas o lado mais humano sempre me agradou muito. Inclusive o 007 não ser um pegador como os outros. Ser alguém que ama profundamente. Ele amou muito uma no primeiro episódio e muito essa desse. E a construção para nos afeiçoarmos por essa foi muito bonita. E não jovens indefesas. As duas eram fortes e lutadoras também. Pena que esse filme se arraste tanto.
Eu amo a música tema e a dessa está deslumbrante, já ouço faz tempo.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 9 de maio de 2022

J. Borges – o mestre da xilogravura

Fui a exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura no Centro Cultural Fiesp. Mais um evento no Sesi em um único passeio. Foram três exposições e uma peça. E eu ainda podia assistir a um show que igualmente acontecia por lá. Tudo de graça!

Eu adoro esse artista e tinha visto na Caixa Cultural uma mostra com as obras dele há uns anos que comentei aqui. J. Borges esculpe em madeira em alto relevo e depois coloca nas telas. Uma técnica fantástica e muito trabalhosa. Tem também os cordéis que foram ilustrados por ele. J. Borges é Patrimônio Vivo de Pernambuco. A montagem dessa exposição está muito linda e fica em cartaz até 7 de agosto.
Beijos,
Pedrita

domingo, 8 de maio de 2022

O Ninho

Assisti O Ninho (2020) de Sean Durkin na HBO Go. Gostei muito! É um filme de sutilezas! Que grata surpresa! Não tinha ideia da existência desse filme. O título original é perfeito, no Brasil colocaram O Refúgio.

Um casal vive em uma belíssima casa iluminada e moderna. Ela tem um emprego com cavalos e dois filhos, um é dele. O marido convence a esposa que nos Estados Unidos não há espaço pra ele e que foi convidado para voltar para Londres para seu antigo emprego. A esposa reluta, eles estão muito bem nos Estados Unidos, perto da família dela, os filhos estão bem, mas ele a convence que a proposta é irrecusável. Ela comenta que nos último 10 anos eles já se mudaram 4 vezes. Carrie Coon e Jude Law estão maravilhosos. Ela está impressionante! Que atriz!
Quando ela chega em Londres, ele já está instalado em uma mansão antiga e escura. Diz que ela não vai mais precisar trabalhar para os outros, mostra onde vai construir as baias e chega o cavalo. A trama do cavalo é a mais insuportável de todas. Logo vamos percebendo que nada é muito bem como parece. Tudo é mostrado sutilmente, é um filme para ter atenção.
O marido vive do mercado financeiro, então precisa mostrar-se seguro, bem sucedido, mas ele passa muito, mas muito do ponto. O final fica meio no ar, imagino que os três tenham voltado aos Estados Unidos, o marido eu já não sei.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Pares Díspares de Giovanna Nucci

Fui a exposição Pares Díspares no Centro Cultura Fiesp. São 30 fotografias de Giovanna Nucci, em pares, com imagens de São Paulo e Rio de Janeiro, fascinante! E que fotos lindas!

Muita emoção ver os dois Theatros Municipais que proporcionaram tantos momentos mágicos.
Detalhes de arquitetura! A curadoria é de Enock Sacramento

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de maio de 2022

A Luz do Farol de Colm Tóibín

Terminei de ler A Luz do Farol (1999) de Colm Tóibín da Companhia das Letras. Foi o livro errado na hora errada. Sim, é incrível, como escreve bem, mas eu queria um livro diferente para esse período.

O marcador de livros é um peixe.

Obra Farol de Bell Rock (1819) de William Turner

Eu não costumo ler detalhes do livro que escolhi, comprei esse na última Feira do Livro da USP que foi virtual. Se eu tivesse descoberto o eixo central teria deixado pra ler em outro momento. Apesar do livro difícil, a trama me prendeu tanto que não queria parar de ler, que não queria fazer outra coisa. Esse autor escreve divinamente bem. 
Obra Columbina; O Selvagem de Kirsten Flagstade (1972-74) de Colin Middlenton

Começa com a família da protagonista. É uma festa em sua casa, ela e o marido tem um ótimo relacionamento e dois filhos. Há muitos músicos na festa, inclusive o marido. No dia seguinte um amigo do irmão a procura e ela fica sabendo que o irmão está muito doente, soropositivo, ele está com doenças oportunistas e provavelmente perdendo a batalha. A irmã nunca soube que o irmão estava soropositivo. Ele pede que ela conte a mãe e a avó, ela não fala com as duas há décadas. O hospital autoriza que o irmão saia de lá e passe uns dias com a família. Ele resolve ir na casa da avó, em um penhasco em uma praia da Irlanda. Algumas casas já despencaram na região e a da avó não parece que será diferente.
Obra Mulher Nua (1963) de Francis Bacon

Seguem para essa casa o irmão, dois amigos que cuidam dele, a irmã e a mãe. A avó vive lá sozinha. Nesse lugar todos começam a ter longas conversas sobre o passado e o presente. Conversas tensas, cheias de rancor. que texto primoroso. A mãe e a avó são autoritárias exacerbadamente, elas querem decidir tudo o que os outros fazem, acho que se pudessem até mudar o passado iam querer. E uma quer mandar na outra também. Como o autor sabe desenvolver a narrativa e ir colocando os debates e desconfortos no cotidiano deles. Gostei muito também como termina. Brilhante! Fiquei com vontade de ler outras obras do autor.

Beijos,
Pedrita