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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Women Talking

Assisti Women Talking (2022) de Sarah Polley na PrimeVideo. O filme é baseado no livro de Miriam Towes sobre uma comunidade na Bolívia. As mulheres e crianças passaram a ser drogadas e estupradas. Péssimo o nome no Brasil, Entre Mulheres, porque tudo o que o filme não é, é entre mulheres. Os fatos se desencadeiam pelas atos abomináveis dos homens. Elas não tinham voz e nada mais lógico que o título ser Women Talking.

Não sabemos a época. Elas usam saias no joelho, são muito religiosas. Foi inteligente utilizarem só Deus nas rezas, não definindo nenhuma religião. Elas foram drogadas e estupradas, os homens foram presos, mas se pagarem a fiança, eles serão soltos e vão voltar. Elas resolvem se reunir e ver o que fazer. Só os meninos podiam estudar. Elas não sabia ler, mas criam uma votação com desenhos e X. Se elas vão ficar, lutar ou partir. Dá empate lutar e partir, então elas resolvem conversar para decidir. O elenco é inacreditável!
A personagem de Rooney Mara não sabe de quem está grávida. Elas não sabiam nunca de quem eram seus filhos. O professor de Ben Whishaw que anota o que elas conversam. Em uma conversa ele fala da época da guerra, então achamos que está após a guerra. Só quando aparece uma caminhonete tocando um rock é que imaginamos que é mais recente. Elas que vivem no passado. E fiquei estarrecida que essa comunidade na Bolívia existia em 2009. Frances McDormand está no elenco em uma pequena participação, a personagem se recusa a conspirar contra os homens. A atriz está na produção.
A personagem de Jessie Buckley está muito revoltada e não teria como não estar. Além da proibição de estudar, elas não tinham acesso a médicos, remédios, viviam no maior atraso e privação. Não tinham elos com outros lugares, não conheciam nada além do que viviam. Imagino a dificuldade de decidir partir, largar casa, sustento e partir ao desconhecido.

São as mulheres mais velhas que percebem que não é hora de divergências e sim de união. Que umas não devem julgar as outras. O filme é muito emocionante! Judith Evey é uma dessas mulheres. Claire Foy também está no elenco.
Sheila McCarthy é outra.
Alguns outros do elenco são Michelle McLeod e Abigail Winter. Tem muita adolescente e criança no elenco, já que elas não usavam métodos anticoncepcionais; Elas não sabiam de quem eram seus filhos.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Alias Grace

Assisti a série canadense Alias Grace (2017) de Sarah Polley na Netflix. Vi na minha vizinha essa série que queria tanto acompanhar. Entre os melhores livros que já li na vida, Vulgo Grace, e comentei aqui, a série tem a orientação da própria autora, Margaret Atwood. Absolutamente incrível! São seis episódios que levam a todas as emoções que senti ao ler o livro.

Sarah Gadon está incrível com Grace. O livro é baseado em uma história real, da Grace Marks acusada de matar seu patrão e a governanta junto com um outro funcionário. Mas não há prova de nada. 

O funcionário era um mentiroso crônico e quando a série começa ele já foi enforcado. Não sabemos o quanto a Grace participou. Se ela foi a mentora como o funcionário diz, se ela combinou tudo com o funcionário, se ela foi cúmplice por não ter outra saída, se ela não queria nada daquilo. Só não me identifiquei com o ator que faz o funcionário, Kerr Logan, mas somente porque imaginei de outra forma, todos os outros pareciam que tinham saído da minha imaginação. Eu imaginava que o assassino fosse um homem mais violento e mais velho.
Como no livro um médico da mente vai na prisão tentar descobrir o que realmente aconteceu e a série, bem como o livro, passam a Grace contando a sua história e o incidente que a levou até ali. Adorei o ator que faz o médico, Edward Holcroft.

Como no livro, a série fala muito da condição da mulher, principalmente da mulher em trabalho subalterno. O tempo todo, quando questionada, ela diz os abusos que acontecem nas relações entre patrões e empregados. Os guardas do presídio também parecem tomar liberdades, espancar, bem como os do hospício. O corpo da mulher pobre é de todos. Também a série coloca a dúvida, se Grace queria contar histórias para o médico para mantê-lo interessado, ou se realmente aconteceu daquela forma. Nós mesmos vemos cenas feitas sob os depoimentos, bem diferentes da que Grace contou, mas a própria Grace pensa e vemos cenas diferentes também. Todas as dúvidas como no livro estão ali. Fantástico! Alguns outros do elenco são: Rebecca Liddiard, Zachary Levi, David Cronenberg, Paul Gross, Stephen Joffe e Anna Paquin.
Gostei que as colchas estavam lá. No livro Grace Marks fala muito da confecção de colchas, de que toda moça tem que ter uma certo número de colchas antes de casar. Do significado dos desenhos e colocaram as colchas como descritas e imaginadas por mim. As colchas na trama são personagens e contam histórias.

Beijos,
Pedrita

sábado, 5 de outubro de 2013

Sr. Ninguém

Assisti Sr. Ninguém (2009) de Jaco Van Dormael no Max. Na sinopse vi que é um filme de ficção científica, resolvi assistir. O diretor é belga e Sr. Ninguém é uma co-produção entre Bélgica, França, Alemanha e Canadá. Um homem com 118 anos, a última espécie mortal da humanidade, tenta contar para um psiquiatra e um jornalista sobre a sua vida. Mas não sabemos o que é delírio, realidade, sonho, desejo... O protagonista aparece em várias etapas da vida dele. Sempre vê três mulheres e não sabemos qual realmente foi a que casou. É simplesmente genial! Eu estava com um pouco de sono e achei que não ia aguentar, mas o filme é tão intrigante que vi tranquilamente. Intrigante e sem respostas.

Ótimos os atores que fazem o Sr. Ninguém em várias fases. Gostei demais de Jared Leto. Ele em outras fases foi interpretado por Toby Regbo, Thomas Byrne e Noa de Constanzo. Todos ótimos. As três mulheres adultas são interpretadas por ótimas atrizes: Sarah Polley, Diane Kruger e Linh Dan Pham. O pai por Rhys Ifans e a mãe por Natasha Little. As meninas por Juno Temple, Clare Stone e Audrey Giacomini. Alguns outros do elenco são: Daniel Mays, Michael Riley e Allan Corduner. A trilha sonora também é ótima. Sr. Ninguém é tecnicamente muito bem realizado. Surpreendente!

Beijos,
Pedrita

domingo, 8 de abril de 2012

A Vida Secreta das Palavras

Assisti A Vida Secreta das Palavras (2005) de Isabel Coixet no Telecine Cult. Estava na dúvida se via esse filme pela sinopse, sem outras opções, e vendo que a produção é de Pedro Almodóvar resolvi assistir. Gostei muito, mesmo que tenha algumas incongruências, debate e mostra questões importantes. Fiquei bastante cética com a humanidade, o que já sou, normalmente. Essa diretora fez um documentário uns anos antes sobre a instituição IRCT - Conselho Internacional de Reabilitação de Vítimas Torturadas. Tem uma unidade em Copenhague, outra em Sarajevo, imagino que tenha sido o documentário que impulsionou o roteiro desse filme. Como vivem as pessoas que sobreviveram a torturas, algumas inclusive tem culpa de terem sobrevivido.

É difícil acreditar que o ser humano seja capaz de tal atrocidade, e não um ser humano que recebeu um rótulo de pervertido, já que nas guerras vários juntos, encarceraram mulheres por 10 anos e comenteram barbaridades em todos esses anos. Outra questão abordada nesse filme é a solidão e o isolamento, quantas pessoas vão trabalhar em lugares praticamente solitários. Nossa protagonista vai tratar de um homem com queimaduras profundas em uma base de petróleo que teve uma explosão. Só ficaram na base poucos funcionários e eles convivem ou tentam fugir da convivência naquele espaço limitado. Ela é interpretada pela Sarah Polley, ele por Tim Robbins, Javier Cámara faz o cozinheiro da base. Julie Christie a psicóloga da instituição. A Vida Secreta das Palavras ganhou vários prêmios como Goya de Melhor Filme e Melhor Diretor.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Estrela Solitária

Assisti Estrela Solitária (2005) de Wim Wenders no Telecine Cult. Eu adoro esse diretor e o Marcelo Janot já havia avisado que o canal iria fazer uma homenagem Wim Wenders passando vários filmes dirigidos por ele. Não deixem de olhar na programação. Marcelo Janot comentou no vídeo inicial que Estrela Solitária reportava muito a Paris Texas, mas me lembrou muito também Asas do Desejo. A solidão dos personagens, seus pensamentos profundos. Quase quis anotar um diálogo, mas na TV a cabo não é possível infelizmente.

O roteiro é bastante surreal, mas reporta muito aos dias de hoje, apesar de passar em cidadezinhas no interior dos Estados Unidos. Nosso protagonista é um famoso ator de westerns, já meio decadente, tem uma crise e desaparece do set. Resolve se refugiar então na casa da mãe que não via há 30 anos. Fiquei imaginando como alguém pode abandonar por tanto tempo alguém querido. Lá ele descobre que possivelmente tem um filho e resolve procurá-lo. Todos em Estrela Solitária são sozinhos, vive despregados do mundo, vivendo suas vidas em abandono.

O roteiro é do mesmo autor de Paris Texas, Sam Sheppard, que também é o protagonista de Estrela Solitária. A fotografia é maravilhosa, o filme parece uma pintura, a direção é de Franz Lustig. Os cartazes de divulgação do filme também são maravilhosos, não deixem de ver as várias opções.

O restante do elenco tambem é incrível, a maravilhosa Jessica Lange, o excelente Tim Roth. Gostei muito de dois atores que fizeram os adolescentes Sarah Polley e Gabriel Mann. Adorei também a atriz que faz a mãe de nosso protagonista interpretada por Eva Marie Saint.
Vou querer rever trechos de Estrela Solitária inúmeras vezes, é uma obra de arte.
Beijos,
Pedrita