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domingo, 29 de junho de 2025

Garota do Momento

Assisti Garota do Momento (2024-2025) de Alessandra Poggi na TV Globo e GloboPlay. Gosto de ver na hora que passa, quando perdia um pouco, voltava pelo controle remoto. Só quando perdia mesmo que ia na GloboPlay. Que novela! Que perfeição! Que revolucionária! Quanta saudade! Eu me incomodo profundamente com o desprezo às novelas das 18h que vem sendo muito mais inovadoras e transgressoras. A emissora e muitos ainda vem como um produto menor e usam frases como simpática, engraçadinha, etc.A própria emissora não reprisou o capítulo no sábado, só será na segunda.

Ficamos estupefatas com a trama da Clarice defendida incrivelmente por Carol Castro. Ela é viúva de Petrópolis, vem para São Paulo expor seus trabalhos e se apaixona pelo pérfido Juliano do ótimo Fábio Assunção. Ele por acidente mata a mulher da sua filha, Julia Stockler, e Clarice vê. Sua mãe da incrível Lilia Cabral arma um plano de tirar o fôlego, nós nem conseguíamos acreditar. Falo sempre no plural feminino porque acompanharmos a novela junto com um grupo de noveleiras no whatsapp. 

Clarice é atropelada por um bonde, acorda e não se lembra de nada. Maristela resolve então criar uma nova vida pra ela, irmã falsa, outra filha no lugar da verdadeira, que plano. Clarice é afastada sem saber de sua filha verdadeira, pela excelente Duda Santos. Pra fechar o plano com chave de ouro, se unem a um médico inescrupuloso que receitas medicamentos que confundem mais ainda a cabeça da Clarice e ainda dão uma dor de cabeça dos infernos. Que trama bem amarrada. Mirabolante, mas impecável!
Amava as empresas da novela. A Perfumaria Carioca era dos vilões. A empresa de propaganda, a boate, a escola de estilo. Zélia era a irmã falsa de Clarice. Que personagem e que interpretação de Letícia Colin. Amamos odiar Zélia, mas nos emocionamos muitas vezes porque seu personagem era muito complexo e com tantas mas tantas camadas. A autora resolver matar Zélia ao final. O Twitter ficou inconformado, irritado, e com razão. Ela tinha acabado sua vingança justiça, merecia outro desfecho. E novela é bom por isso, nós adoramos concordar e discordar da trama, escrever do nosso jeito, essa é a delícia de ver novela, palpitar em tudo, reclamar do que não gostamos, nos apegar a personagens.
E como amamos o outro vilão Basílio. Cauê Campos estava impressionante. Amamos e odiamos o tempo todo. Um trambiqueiro fez um par romântico caliente com Maristela, que química dos dois. Ele amava Beatriz, e vivia com ela no orfanato da avó de Beatriz, da ótima Solange Couto.


Adorava o clube Gente Fina, gerenciado por Sebastião (Cridemar Aquino) e Vera (Tatiana Tiburcio), que davam um duro danado para manter o lugar, pagar as contas. No clube passaram Ruth de Souza (Eli Ferreuira), Alaíde Costa, Alcione, Pixinguinha. Onde falou-se muito do cinema novo.

Os donos do clube eram pais do Ulisses (Ícaro Silva) que tinha o boliche mais batuta da novela. Era onde os jovens iam rosetar.


Vera trabalhava na casa da família Sobral. A mãe da incrível Paloma Duarte foi atrás dos seus sonhos que era cantar e os filhos ficaram com o marido e Vera os assumiu, quando eram muito pequenos. A novela falou demais de machismo, responsabilidade afetiva. O pai era muito conservador, que incrível personagem da Danton Mello. Ele não deixou a ex se aproximar dos filhos, não entregava presentes e cartas. Se ele permitisse que ela convivesse com eles, tudo seria muito diferente. Os filhos se traumatizaram muito com o afastamento da mãe. E que atores que fizeram os filhos. A autora defendeu muito carreiras para as mulheres. Celeste queria ser escritora e conseguiu, Débora Ozório estava incrível. João Vitor Silva fazia o invisível filho. Pedro Novaes o filho eleito, jornalista, talentoso e o mocinho da trama. É ele que se torna cineasta do cinema novo.

Outra que tinha uma família nada convencional era Marlene, da maravilhosa Ana Flávia Cavalcanti. Perfumista, ela sofria um bocado com o filho irresponsável que não queria saber nem de estudar nem trabalhar. Caio Cabral estava ótimo. Até que ele conhece seu pai de Silvero Pereira. Ele leva um tempo para descobrir que Silvero era na verdade a internacionalmente conhecida Verônica Queen e se rebela. A perfumista teve sua fórmula roubada pela perfumaria da novela. Depois passou a criar e vender seus próprios produtos para cabelos de quem tem pele negra, cremes para pele negra e fez muito sucesso. 

Iolanda da ótima Carla Cristina, dona da pensão criava sozinha a Ana Maria, amei a Rebeca Carvalho. Iolanda tinha um romance escondido com Ulisses. Ela acaba engravidando e eles vão casar. Ela desiste porque ele ama Glorinha da incrível Mariana Sena. Todos na pensão a apoiaram. A novela era muito acolhedora, as mulheres se apoiavam, ajudavam umas as outras. O que é muito transgressor. Ana Maria então emocionava, ela é a primeira a perceber que o amigo é homossexual e o acolhe. Moderna, a frente do seu tempo, foi a primeira a usar maiô de duas peças, um biquini amarelo de bolinhas. 
O casamento mais lindo foi de Gloria e Ulisses. Como os dois são lindos e que noiva maravilhosa. Foram dois casamentos com líderes religiosos de matrizes africanas. Glorinha montou um salão para cabelos encaracolados e fez muito sucesso.


Bia era uma das vilãs da novela da ótima Maisa Silva. Ela era amigas da Eugênia de Klara Castanho e de Celeste. Bia na verdade era Isabel e não sabia. Por ter problema no coração, foi mimada até e só pensava nela. O Twitter queria que ela sofresse muito, até chegou a ser presa, mas eles queriam muito mais. Bete Mendes arrasou como a avó que achava que a filha e a neta viajavam. Figurinista de mão cheia, ela que fazia boa parte das roupas da TV Ondas do Mar. A mãe de Eugenia de Maria Eduarda Carvalho tinha mania de limpeza depois de um trauma, com a terapia resolve cursar Psicologia. Nos resultados do vestibular muitos personagens passaram. Uma pena Topete não, outro personagem incrível de Gabriel Milane.

E como amamos as fofoqueiras nas janelas. Matérias diziam que elas gastariam uma fortuna fofocando direto ao telefone, as ligações eram caríssimas na época e a autora brincou com isso no último capítulo. Elas tiveram a linha cortada porque não pagavam há meses as contas. Mariah da Penha e Arlinda de Baio arrasaram. O bordão Cala-te boca agradou tanto que elas criaram um instagram. As redes sociais bombavam com a novela e seus capítulos perfeitos. Os atores gravavam vídeos, o público fazia memes e mais vídeos. Era um estouro!
Como nós amávamos Guto e Vini de Pedro Goifman e Elvis Vittorio. Guto demorou para perceber que não gostava de meninas, até namorou a doce Eugênia. É quando surge Vini que o amor explode. Eles amavam musicais, iam sempre ao cinema e arrasaram nos números musicais que criavam, eu me emocionava sempre. Maria Flor fazia a doce mãe de Guto e o acolhe. Mas a cesura chegou, a emissora alegando reclamações do núcleo conservador, separou os rapazes. A autora bancou que não era censura, mas ficou claro e infelizmente o retrocesso tem ficado claro na emissora. Arrumaram um namorado pro Guto como prêmio de consolação ao final, mas o público continuou reclamando.

Amei que tinha a TV Ondas do Mar com o ótimo Eduardo Sterblich e seu carismático Alfredo Honório. Adorava seu sócio também que criou a novela dentro da novela, Senhora. O sócio Sergio de Sergio Kaufmann era um dos melhores partidos da novela, mas infelizmente se sucumbiu a insuportável Jacira de Flávia Reis. Como disse uma amiga, só a autora gostava da personagem. A novela precisou se esticada, a autora escolheu enrolar com o núcleo nada cômico e os capítulos perfeitos desapareceram. Foi muito triste e insuportável aguentar as bobagens repetitivas de Jacira e cia. E pior, muitas tramas foram apagadas como a da Marlene, muitos núcleos raramente apareciam. Depois de muita reclamação, alguns personagens surgiam só de elenco de apoio, muito triste.
A novela foi um primor, estou com tanta saudade. Veio o fim no casamento de Beatriz e Beto e começaram as dancinhas, foi demais, não canso de ver vídeos de cenas que não foram, finais diferentes, ensaios, uma explosão de emoção nas redes. Melhor novela da TV Globo do Momento!








Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Vazio Coração

Assisti Vazio Coração (2013) de Alberto Araújo no Canal Brasil. É mais ou menos, mas tem umas questões interessantes. Murilo Rosa faz um cantor de música popular cafona e é bem famoso. As fãs gritam, correm. As músicas são baladinhas românticas melosas e ruins, medíocres mesmo, com letras e ritmos óbvios e Murilo Rosa canta bem mais ou menos. Vazio Coração é mais um filme melodramático.

Ele tem uma relação ruim com o pai que é embaixador e tenta uma reaproximação. Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. O pai é interpretado pelo excelente Othon Bastos. Acho que eu também seria muito desgostosa se tivesse um filho cantor de música romântica ruim, de sertanejo universitário. O pai não se conforma que o filho faça versos tão ruins e que ainda use a sua história para expor a família nas letras. Acho que eu teria pavor também. A música Vazio Coração que o filho faz ao pai é de chorar de ruim.

Gostei de saber que o filme foi realizado com incentivo a cidades fora dos grandes centros, visando um possível retorno turístico. Eu fiquei com muita vontade de conhecer Araxá. As cidades mineiras são lindas. O Brasil tem tanta cidade linda, é muito bom que elas tenham patrocínio para filmes.

Fazem participações Lima Duarte e Bete Mendes, são avós maternos do cantor. Larissa Maciel é a esposa do cantor. Oscar Magrini o braço direito do cantor. Patrícia Naves a mãe. 

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 11 de março de 2016

Eles Não Usam Black Tie

Assisti Eles Não Usam Black Tie (1981) de Leon Hirszman na TV Brasil. Foi no facebook que vi que esse filme ia passar no canal. Na programação do canal aparecia só o nome do quadro, não o nome do filme, coloquei pra gravar sem ter certeza que entendi o dia certo, chequei no dia seguinte e era esse filme mesmo. Gostei muito. O texto é de Gianfrancesco Guarnieri que faz o protagonista.

Ele é operário, o filho, interpretado pelo Carlos Alberto Riccelli, também. A mãe pela Fernanda Montenegro e o filho mais novo por Flávio Guarnieri. O pai já foi preso por ter feito greve, não é mais época da Ditadura Militar, mas a polícia não mudou muito.

O filho vai casar corrido porque a namorada engravidou, interpretada pela Bete Mendes, ela também é operária. A mãe dela é interpretada por Lélia Abramo, o pai por Rafael de Carvalho e o irmão por Fernando Ramos da Silva. O futuro pai precisa de dinheiro e é incentivado pelo amigo, interpretado por Anselmo Vasconcellos, a ser espião na fábrica, fica tudo subentendido, o tempo todo ficamos na dúvida se ele realmente dedurou os colegas. E o filho não apoia a greve e fura a greve. 

O melhor amigo do pai é interpretado pelo Milton Gonçalves. O pai acha que as fábricas precisam se organizar melhor, se unir para fazer greve, mas um revolucionário é demitido e incita a greve antes da hora que é um fracasso. Esse revolucionário é interpretado Francisco Milani. Renato Consorte é o dono do bar. Alguns atores negros fazem minúsculas participações e algumas figurações como Gésio Amadeu, João Acaiabe e Aldo Bueno. Fazem pequenas participações ainda Paulo José, Antonio Petrin, Genézio de Barros e Nelson Xavier

Linda e clássica a cena do casal escolhendo feijão, que atores. A música tema é de Adoniran Barbosa. A direção da trilha de Radamés Gnatalli. Eles Não Usam Black Tie ganhou vários prêmios como Leão de Prata no Festival de Veneza. 

Beijos,
Pedrita

sábado, 29 de junho de 2013

A Casa das Sete Mulheres

Assisti em DVD a minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003) de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão. Direção de Jayme Monjardim e Marcos Schetman. A Casa das Sete Mulheres é inspirado no livro de Letícia Wiezchowski. Essa minissérie foi exibida na TV Globo e novamente por coincidência começou a ser exibida no Canal Viva. Outra minissérie que vi aconteceu o mesmo enquanto assistia. Eu gostei bastante e acho muito criativa a criação de um enredo pelas mulheres que ficavam aguardando em casa seus homens na guerra. E também gosto que a minissérie conte um pouco do que foi a triste Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul.

Mas eu me incomodo com a licença poética de algumas pessoas que realmente viveram nesse período. Gosto de personagens ficcionais entre os reais, mas que os reais tenham uma história muito diferente da real eu não gosto. O elenco é enorme e incrível. As mulheres dessa foto são atrizes incríveis: Camila Morgado, Mariana Ximenez, Daniela Escobar, Eliane Giardini, Bete Mendes, Nívea Maria e Samara Felippo.

O elenco masculino também é incrível: Werner Schünemann, Murilo Rosa, Rodrigo Faro, Antônio Pompeo, Tarcísio Filho, Thiago Fragoso, Marcello Novaes, José de Abreu, Bukassa Kabengele, Zé Victor Castiel, Luís Melo, Theodoro Cochrane, Dado Donabella, Bruno Gagliasso, Zé Carlos Machado, Douglas Simon, Carmo Dalla Vecchia e Maurício Gonçalves.




A Casa das Sete Mulheres tem uma fotografia belíssima. São incríveis as cenas de guerra, são muitas cenas de batalhas, imagino a exaustão que deve ter sido realizá-las. A quantidade de figurantes é monumental. Os figurinos são impecáveis e belíssimos. No núcleo italiano, chegam para incorporar a luta o lendário Giuseppe Garibaldi interpretado pelo Thiago Lacerda e seu companheiro interpretado por Dalton Vigh. Giuseppe Garibaldi se apaixona por Anita, que se torna outra figura lendária, a Anita Garibaldi interpretada por Giovanna Antonelli. Imagino que algumas histórias sobre essas figuras lendárias nos deixem na dúvida de sua veracidade já que ídolos e lendas ampliam os fatos. Giuseppe Garibaldi era um herói da liberdade.

Me incomodei muito com as histórias ficcionais das personagens Rosário e Manuela. A da Manuela me incomodou mais porque é baseada em uma pessoa real. As duas atrizes estão ótimas, mas as personagens são muito chatas. Enquanto a família toda sofria com as agruras da guerra e muitas mortes na família as duas só sabiam chorar e suspirar por suas mesquinharias. Essa minissérie precisou ser muito longa e se arrasta em alguns momentos.

O elenco é extenso e com muitas participações. Alguns destaques do elenco são: Rosi Campos, Christiane Triceri, Viviane Porto, Ana Beatriz Nogueira, Jandira Martini, Amandha Lee,  Carla Diaz, Heitor Martinez, Arieta Correa, Mary Sheila e Carla Regina. Fazem participações: Sabrina Greve, Ney Latorraca, Ariclê Perez, Tarciana Saad, Juliana Paes e Roberto Bomtempo



Beijos,
Pedrita

sábado, 17 de abril de 2010

O Tempo e o Vento

Assisti em DVD O Tempo e o Vento (1985) de Érico Veríssimo da TV Globo. Foi a primeira minissérie que minha mãe ganhou, foi aí que ela tomou gosto em ter esses produtos e tem adquirido regularmente algumas. Essa ela ganhou de presente da minha irmã. A obra foi adaptada por Regina Braga e Doc Comparato. É magestral, mas ainda não tinha a tecnologia e experiência de hoje. Há umas belas licenças poéticas, alguns momentos não costumeiros da televisão, música e imagens, mas ao mesmo tempo não tem a edição e ordem dos dias de hoje. Eu ainda não li essa obra de Érico Veríssimo, eu adoro esse autor, mas essa obra não li. Me animei tanto que comprei o primeiro, O Continente.
São três episódios, deveriam ser quatro, soube fazendo esse post que infeliz-mente cortaram um do DVD: Ana Terra, Capitão Rodrigo e o Sobrado. Eu gostei demais de Ana Terra, Glória Pires novinha de tudo faz a bela Ana Terra. Sempre me impressiono o quanto era difícil viver em um lugar descampado. Para piorar haviam os conflitos entre os espanhóis e portugueses (brasileiros). E o povo ficava a mercê de tanta violência, as mulheres eram as que mais sofriam. Depois segue para o Capitão Rodrigo com o belíssimo e jovem Tarcísio Meira, já com seus 50 anos, mas aparentando muito menos. A mulher que ele ama é interpretada pela bela e jovem Louise Cardoso. A terceira história, O Sobrado é a que menos agradou, tanto eu como a minha mãe. No DVD deram um salto muito grande da segunda para a terceira. Li agora que há mais uma parte que não tem nesse DVD, por isso o salto. Esse foi um dos primeiros DVDs lançados, acho que a TV Globo ainda achava que não teria saída um DVD muito extenso, porque fica mais caro, por sorte os que lançam atualmente têm saído na íntegra. Não sabia se o personagem do saudoso Armando Bógus era filho da Bibiana, fui descobrir ao longo da trama que era o neto, mas não sabia filho de quem. O terceiro veio meio atropelado, ficou só no sobrado cercado, não deu tempo de nos afeiçoarmos aos personagens.

O elenco todo é muito bom. No primeiro episódio aparece o Lima Duarte, o Camilo Bevilacqua e o Marcos Breda, novinho de tudo. No segundo há mais atores conhecidos como o Cláudio Mamberti. Outro que está muito jovem é o José de Abreu e o José Mayer. O padre do segundo é o maravilhoso Mário Lago, ele está magistral, ele faz um ranzinza padre, que ator generoso. Paulo José aparece no último episódio que traz ainda Bete Mendes, José Lewgoy, Lélia Abramo, Odilon Wagner, Ediney Giovenazzi, Renato Consorte e Bárbara Bruno.



From Mata Hari e 007
Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Brasília 18%

Assisti Brasília 18% (2006) de Nelson Pereira dos Santos no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme apesar das críticas não elogiosas. É realmente difícil falar mal de um filme desse grande diretor, mas Brasília 18% é ruim.

Fala muito de corrupção, poderia ser o filme do movimento Cansei, mas tem muitos problemas de roteiro. Parece que propositalmente, mas não gostei da estrutura de liguagem de Brasília 18%.

Um médico legista chega em Brasília para dar um laudo sobre o corpo de uma mulher. Todos acreditam ser de uma assessora parlamentar desaparecida. O médico legista é interpretado pelo Carlos Alberto Riccelli.

Começa então um jogo enorme de corrupção. Envolvem o médico em toda a trama política. Cada partido deseja um resultado e faz tudo para que sejam prevalecidos. Nosso protagonista está muito perturbado, ele acaba de ficar viúvo e com isso tem muitos sonhos acordado. Sua mulher é interpretado pela Bruna Lombardi. Todas as mulheres que aparecem em seus sonhos estão nuas.

A coitada da moça desaparecida é a que mais aparece nua de corpo inteiro. Tudo é propositadamente confuso. Ela é interpretada pela Karine Carvalho. Os políticos da trama são só atores famosos como Othon Bastos, Bete Mendes, Malu Mader e Carlos Vereza.

O roteiro é do próprio Nelson Pereira dos Santos, mas não gostei, propositalmente confuso tem várias brechas e furos. Tenta criticar a corrupção, mas os sonhos malucos do protagonista enfraquecem a trama. Não é compreensível como o médico não aproveita a imprensa para revelar toda a pressão que estão lhe fazendo. Porque ele não entrega aos jornalistas a fita que mostra a moça sendo estuprada por vários políticos em uma festa. A fotografia de Edgar Moura é bem ruim. A música é de Paulo Jobim.

Também não entendi porque Nelson Pereira dos Santos desejou que todos os nomes dos personagens fossem de escritores famosos. Nosso protagonista é o Olavo Bilac. Outros são Machado de Assis, Marília de Dirceu e Rui Barbosa. Não vi sentido e achei inclusive constrangedor que aqueles personagens sórdidos trouxessem nomes de brasileiros ilustres da nossa literatura. Definitivamente não gostei de Brasília 18%.


Beijos,


Pedrita