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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Mother Mary

Assisti Mother Mary (2026) de David Lowery no HBOMax. Eu fiquei com vontade de ver esse filme porque gosto muito da Michaela Coel. É um filme ruim e pretencioso, mas esteticamente lindo!

Anne Hathaway é uma mega star. O filme começa com o início de um show dela. Li que a atriz fez questão de ser ela mesma nos números de canto e dança. Tem uma dança que ela faz no ateliê que é deslumbrante!

A artista está em crise e resolve procurar sua antiga estilista que hoje assina como Sam Anselm. A identidade de gênero nunca fica clara. A estilista fala de vez em quando no masculino, outras vezes no feminino. Elas foram muito próximas no início da carreira da mega star. Praticamente todos os figurinos de shows no passado, foi ela que confeccionou. A artista não está bem, ela quer então um vestido que retrate esse momento e sua música. A estilista não quer ouvir a música, porque ela percebe que é o sentimento da artista que importa mais nesse momento. Essa premissa toda é muito boa. Essas conversas iniciais. Me incomodou profundamente que a artista fala chorando o tempo todo, desnecessário.
O filme é longo demais, teatral demais e desanda completamente na metade. Foi difícil chegar até o final, mas eu queria ver o que acontecia, não precisava, termina tão perdido como começou. Na metade fica muito sobrenatural. A artista diz ter participado de uma sessão com espíritos e dali em diante algo entrou nela. A estilista faz um ritual pra tirar essa entidade. Como o filme é sobre uma pop star, com um perfil jovem, achei leviano demais as cenas de auto mutilação, irresponsável demais. O filme faz como metáfora, mas é subjetivo demais e a parte física é objetiva demais, perigosa demais. Eu me irrito muito quando filmes usam o sobrenatural como algo real. Soa falso e ruim. Gosto do sobrenatural pra contar uma história, mas que sabemos que é irreal. Nesse querem dar realidade a uma infinidade de baboseiras. Outra questão que não gostei é que a pop star se vitimiza o tempo todo. Ela ficou milionária, é privilegiada, pode ter o chilique que quiser, pagar a terapia que quiser, mas acha que é a única sofredora do universo. Ela não tem um único pensamento coletivo sobre o bem estar da humanidade, só vive para o próprio umbigo.
O filme é esteticamente lindo, as cenas são muito bonitas, a fotografia, cenários. Quem consegue pular as cenas chatas terá uma experiência bem melhor.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Matéria Escura - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada da série Matéria Escura (2024) de Blake Crouch na AppleTV+. O filme é baseado no livro homônimo. Não entendi porque demorei tanto pra ver. Vários blogueiros por aqui também adoram a temática. O filme se baseia em física quântica, que há vários mundos semelhantes superpostos simultâneos.

O elenco é incrível. O personagem de Joel Edgerton é feliz no casamento. Sua esposa é interpretada pela maravilhosa Jennifer Connelly. Ele vai em um bar, é sequestrado, colocado em uma caixa e quando sai, está em um laboratório e é preso. A série é sobre multiverso. Quem o sequestrou é ele mesmo de outra dimensão. O ele de outra dimensão que criou a caixa preta, por isso ele abdicou pela ciência do amor por sua esposa e não teve filhos. Viajando pela caixa, ele começa a invejar o Jason casado, feliz e com filho adolescente. E tem a brilhante ideia de roubar a vida do outro e se passar pelo outro.
O Jason sequestrado consegue fugir do laboratório e leva junto a namorada do Jason que criou a caixa. Ela é a incrível Alice Braga. Eles tem muito dificuldade de entender como a caixa funciona e são interessantíssimos os mundos que eles encontram. É fascinante.
Os dois últimos episódios são de enlouquecer. Inúmeros Jasons vão em busca da família ideal do Jason. Tem hora que ficamos confusos sobre quem será o Jason de verdade. É muito inteligente. Ansiosa pela segunda temporada que já está disponível.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Soulm8te

Assisti Soulm8te (2026) de Kate Dolan da Hulu na Disney+. O filme está na coleção Huluween do streaming. Só agora que vi que esse filme é da franquia M3gan. É mais um filme dividido em duas partes. A primeira mais filosófica e científica e da metade para o final um thriller muito violento.

Um rapaz se candidata a receber uma android em casa para testes. Ele é David Rysdahl. O que mais gostei é que ele faz parte do grupo de pesquisa da fábrica de androides que ainda não estão prontos. Ele entende muito de programação. Claro que ele teve um grande trauma, é muito carente, então é o alvo perfeito para aceitar um androide imperfeito. A empresa de pesquisa não parece ter ética alguma, inclusive o coaching, que estimula a equipe, parece ser um androide também.
E é óbvio que ela é o protótipo de beleza frágil tão desejada por homens. Ela é a bela Lily Sullivan. Ele se incomoda porque ela deixa ele ganhar no jogo, é perfeita e cordial demais. Ele vai então na programação e vai mudando seus comportamentos, deixando-a mais realista, menos cordial, mais impulsiva, com sentimentos humanos como raiva, competitividade. E claro que dá muito ruim. Eu gostei dessa parte dele mexer nos comandos, de entender a programação dela. Cada vez ele vai mexendo mais e tendo uma mulher mais realista e tudo vai saindo completamente do controle.
E claro que ele vai se interessar por uma colega do grupo de estudos das androides e deixar a androide morta de ciúmes. Ela é Claudia Domit. Do meio pro final são eles tentando desativar a androide e o filme fica muito, mas muito violento.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Animals

Assisti Animals (2026) de Ben Affleck na Netflix. Não estava muito animada porque as críticas são muito negativas. Só assistindo que descobri que é baseado no clássico japonês o Céu e o Inferno (1963) de Akira Kurosowa que já passou da hora de conhecer. Vai ser difícil achar pra ver. Esse mesmo filme japonês que inspirou o de Spike Lee que eu não gostei muito. O do Spike Lee começa muito bem, mas na metade se desvirtua completamente. Animals não. Eu gostei muito mais do que o do Spike Lee. O filme é sobre dilemas morais e esse tema vai até o final, o que não aconteceu com o do Spike Lee.
 

Ben Affleck dirige e protagoniza Animals. O personagem é um candidato a prefeito em Los Angeles e conhecido por ter aproximação com imigrantes e os defendê-los. Eu gosto muito da Kerry Washington que faz a esposa dele. O elenco todo é muito bom. Pela campanha, ele assina um documento sem conversar com a esposa onde ele perderia e ficaria com uma dívida milionária caso perdesse as eleições. Eles tem um filho.
O filho vai com a babá e o filho dela na festa de Halloween e é sequestrado. A babá é Adriana Paz e o marido Luis Gerardo Mendez. O marido é imigrante ilegal.
O assistente dele contrata quase uma mercenária. O candidato precisa de uma fortuna em dinheiro pra pagar o resgate, e essa mulher sem nome pode resolver isso. Gosto muito também desses atores Steven Yeun e Gillian Anderson. Essa profissional é muito dura, achei pavorosa. Conversa e orienta como agir com o sequestrador e tudo sempre é muito arriscado e violento. Até que eles descobrem que o filho que foi sequestrado é o da babá. Aí as conversas só pioram. O candidato não pode recusar pagar o sequestrador porque pode ser nocivo para a campanha. Ele não pode recusar salvar o filho de um imigrante, porque é o que defende em sua campanha. Não porque ele está preocupado com o garoto. 
Gostei muito do final que é muito, mas muito surpreendente. As questões morais vão até o último segundo. Tem frases fortes que estou pensando até agora. É inteligente! 
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Barbarian

Assisti Barbarian (2022) de Zach Cregger na HBOMax. Esse filme está pra sair do catálogo desse streaming. É muito tenso e assustador! O roteiro me surpreendeu! Acaba falando muito de questões sociais!

Uma jovem aluga uma casa por temporada. Chega à noite, com uma chuva torrencial, tem uma certa dificuldade com o código, mas quando consegue abrir o dispositivo, a chave não está lá. Volta ao carro, liga pra quem alugou e cai na caixa postal. Ela vê uma luz na casa, bate na porta e um jovem abre. Ela fica muito assustada, mas ele também alugou mas por outro lugar, confere tudo, o telefone, parece mesmo que os dois alugaram. Georgina Campbell está excelente!
Ela fica muito desconfiada do rapaz, tenta hotel, mas há uma convenção na cidade e tudo está lotado. Resolve ficar. Ela não aceita o chá que ele fez pra ela. Ele é Bill Skarsgard.
Quando ela acorda, ela se arruma e vai a entrevista de emprego. É só aí que ela vê o bairro e se assusta. Tudo degradado, abandonado. A casa que ela alugou é uma graça, equipada, simpática mesmo, mas nada no bairro parece bom. A que a entrevista fala pra ela sair correndo de lá. A jovem volta pra casa, acabou o papel higiênico e só tem no porão embaixo. Lá ela começa a achar, portas, cativeiro, e mais portas e mais andares abaixo. Um horror. O jovem volta, ele vai olhar embaixo e não volta, ela vai atrás. Comecei a ficar apavorada. Em um momento ela consegue fugir e chamar a polícia, que a vê suja, naquele lugar, nem liga pras denúncias. Entendemos que bairros degradados não tem a proteção da polícia.
O filme ainda estava no começo e eu pensando que ela iria passar o filme no cativeiro em sofrimento, mas o roteiro é muito inteligente. O filme corta pra uma estrada belíssima na praia e um ricaço muito feliz dirigindo. Ele é um boçal, se envolveu em um escândalo de estupro, jura que é mentira, mas para pagar o advogado, precisa vender alguns de seus bens. E sim, um é a casa que a jovem estava. Ele é Justin Long. Tudo muito interessante. E tem outro corte no filme com outro personagem. Gostei bastante! Mas é muito, mas muito assustador.
Beijos,
Pedrita

sábado, 10 de outubro de 2026

Silo - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada de Silo (2026) de Graham Yost na AppleTV. Como eu gosto dessa série que é sempre impressionante! O ser humano tenta controlar outros seres humanos para que não se auto destruam, mas as técnicas exterminam em massa muitos outros seres humanos. Quando o autoritarismo de um grupo acha que sabe o que é melhor para toda uma comunidade.

A segunda temporada terminou com Juliette Nichols voltando ao Silo 18. O que acontece na chegada, os protocolos, fazem com que Juliette não lembre de nada. Rebecca Ferguson continua maravilhosa, que atriz, que personagem. Por muito mais Juliettes no mundo. O esquecimento é o cerne de toda a temporada.
Na temporada anterior conhecemos um pouco do que aconteceu antes dos Silos começarem. Então em paralelo tem o passado, antes dos Silos e as crises do Silo 18. Uma pilota vai em uma missão e fica gravemente ferida. Seu irmão de Ashley Zukerman tenta vê-la e ela não se lembra de nada. É quando o tema do esquecimento começa a aparecer e é chocante demais!
Um médico (Victor Crnkovich) absolutamente imbecil acredita que o esquecimento pode ajudar as pessoas aos traumas, então a irmã não lembra de nada. O médico ainda explica que eles ainda podem decidir o que a pessoa pode ou não lembrar. E que as lembranças da irmã só serão aquelas que ele contar pra ela. Esse tema me incomodou profundamente, é um tema que me revira por dentro. Nunca senti tanto ódio de um personagem.
E é aí que entendemos porque Juliette está esquecida, não porque teve um trama, mas porque está sendo drogada pra isso. É a sala onde seria supostamente um robô que dá as ordens ao líder. Esse robô orienta que a seja despejado nas águas um componente que vai causar o esquecimento no Silo 18. 

Juliette é avisada pelos amigos que está tomando pílulas para esquecer. O robô da sala avisa, mas não conseguem mudar e ela começa a recuperar a memória e a comandar tudo e todos. Juliette sabe pelo Silo 17 que o esquecimento provocou uma verdadeira chacina nas pessoas. Mães que esqueceram de alimentar os filhos que morreram de fome, pessoas se jogando das escadas. Bernard não morreu, se uniu aos rebeldes e começa a orientar também com o que sabe dos segredos da sala do robô. Inclusive no passado vemos o irmão agora quase um robô, totalmente manipulado. E que o esquecimento faz dele um verdadeiro monstro, frio e calculista. Ele perde praticamente toda a capacidade de sentir, de compaixão, vira um robô, assustador. É muito interessante os debates sobre o esquecimento. 

Camille de Alexandria Riley é determinante nesse episódio. Ela é a chefe e vai acatando todas as ordens do robô e colocando em risco todo o Silo. A série é impressionante!

Eu tenho algumas especulações. Se vocês sabem ou leram a série de livros de Hugh Howey não me contem. Comecei a achar que o mundo não ficou inabitável. Que eles se sufocam ao sair dos Silos porque o Silo 1 os mata. Isso fica perceptível quando o Silo 17 sai e ninguém sufoca, a não ser quando drones que eles não veem os matam. Acho que os Silos são na verdade colmeias humanas de pesquisa, enquanto no mundo ainda pode-se viver livremente. 

Pedrita

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Criaturas Notadamente Brilhantes

Assisti Criaturas Notadamente Brilhantes (2026) de Olivia Newman na Netflix. Tinha curiosidade em ver de tanto que falavam. Essa diretora é de um dos filmes e livros que mais amo na vida, Um Lugar Bem Longe Daqui. A natureza é sempre um personagem. Esse filme é bem bonitinho e emociona! E é baseado no livro de Shelby Van Pelt.

 

A narração do filme é feita por um polvo gigante e por Alfred Molina. Sally Field trabalha em um aquário, ela limpa-o à noite, prefere ficar sozinha, depois que sua vida ficou difícil. Ela perdeu o filho e o marido. Ela vive em uma pacata cidade litorânea. O filme foi realizado no Canadá, em Colúmbia Britânica. A casa dela é a coisa mais linda!
Até que aparece na cidade um jovem procurando o pai. Ele é Lewis Pullman. São relações delicadas e bonitas. 
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Holland

Assisti Holland (2025) de Mimi Cave na PrimeVideo. Não estava muito animada em ver esse filme porque detesto a Nicole Kidman, sempre ruim e ainda faz uma vozinha infantil para a caracterização da personagem que fica pior ainda. Gostei muito da construção do roteiro de Andrew Sodroski. Mas o filme é bom! Gostei bastante!
 

Eu divido o filme em duas partes. A primeira me promoveu reflexões muito interessantes. Depois o filme muda, vem muito, mas muito sangue, fica violento e muito bom também, mas acabou ficando em partes no meu pensamento. Nicole interpreta uma esposa exemplar. Ela é dona de casa, mãe, e dá aulas no colégio de culinária pras meninas. Os meninos aprendem marcenaria.
Ela tem uma família feliz. No começo ela é a narradora. O filme é todo muito inteligente. Ao final é o mesmo texto, mas dois narradores. Ela nos conta que o casamento a estabilizou, não entendemos muito bem porquê, não sabemos o passado dela. Que deu um sentido, uma unidade a ela. Essa paz que se instala no lar, os esfria. Eles se desinteressam por suas vidas medíocres, controladas e programadas. Um perde o interesse no outro. O marido é Matthew Macfadyen. O chato do filho é Jude Hill. É muito interessante como o castelo dessa dona de casa vai desmoronando. Logo no começo some um par dos seus brincos. Como não poderia deixar de ser, ela culpa e demite a funcionária. Só que ela continua procurando o objeto e começa a achar coisas estranhas do marido na casa.

Ela então se desabafa com o personagem misterioso do Gael Garcia Bernal. Ele é colega dela na escola, é o professor de marcenaria e tem um passado secreto que não descobrimos. Como ele é latino é perseguido na escola. E o acusam de ser gay. Típico desse universo preconceituoso. Os dois começam a investigar os objetos do marido. Como disse, o filme da metade pro fim vira um incrível thriller, é um bom filme.
O pai fica com o filho construindo uma cidade miniatura. É assustador como essa cidade influencia na trama.
Beijos,
Pedrita