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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Holland

Assisti Holland (2025) de Mimi Cave na PrimeVideo. Não estava muito animada em ver esse filme porque detesto a Nicole Kidman, sempre ruim e ainda faz uma vozinha infantil para a caracterização da personagem que fica pior ainda. Gostei muito da construção do roteiro de Andrew Sodroski. Mas o filme é bom! Gostei bastante!
 

Eu divido o filme em duas partes. A primeira me promoveu reflexões muito interessantes. Depois o filme muda, vem muito, mas muito sangue, fica violento e muito bom também, mas acabou ficando em partes no meu pensamento. Nicole interpreta uma esposa exemplar. Ela é dona de casa, mãe, e dá aulas no colégio de culinária pras meninas. Os meninos aprendem marcenaria.
Ela tem uma família feliz. No começo ela é a narradora. O filme é todo muito inteligente. Ao final é o mesmo texto, mas dois narradores. Ela nos conta que o casamento a estabilizou, não entendemos muito bem porquê, não sabemos o passado dela. Que deu um sentido, uma unidade a ela. Essa paz que se instala no lar, os esfria. Eles se desinteressam por suas vidas medíocres, controladas e programadas. Um perde o interesse no outro. O marido é Matthew Macfadyen. O chato do filho é Jude Hill. É muito interessante como o castelo dessa dona de casa vai desmoronando. Logo no começo some um par dos seus brincos. Como não poderia deixar de ser, ela culpa e demite a funcionária. Só que ela continua procurando o objeto e começa a achar coisas estranhas do marido na casa.

Ela então se desabafa com o personagem misterioso do Gael Garcia Bernal. Ele é colega dela na escola, é o professor de marcenaria e tem um passado secreto que não descobrimos. Como ele é latino é perseguido na escola. E o acusam de ser gay. Típico desse universo preconceituoso. Os dois começam a investigar os objetos do marido. Como disse, o filme da metade pro fim vira um incrível thriller, é um bom filme.
O pai fica com o filho construindo uma cidade miniatura. É assustador como essa cidade influencia na trama.
Beijos,
Pedrita

domingo, 27 de setembro de 2026

O Aniversário

Assisti O Aniversário (2025) de Jan Komasa na PrimeVideo. Queria muito ver esse filme de tanto que falam e vejam. É urgente e fundamental! Mas profundamente indigesto, desconfortável e assustador. Onde iremos chegar a tanto obscurantismo?
 

Um casal comemora o aniversário de casamento com a família e agregados. A mãe é uma acadêmica brilhante, respeitada e famosa. Ele é dono de restaurante promissor. Eles são Diane Lane e Kyle Chandler.

O filho leva uma nora que foi aluna da mãe, antidemocrática, arrogante e fascista. No início ela parece ainda muito inocente, doce e atenciosa e todos duvidam da mãe. Surge uma infinidade de: "deixa disso", "será que é bem assim?" "não vamos brigar". Eles são Phoeby Dynevor e Dylan O´brien. Ele é mediocre, está revisando os textos dela, a sombra dela. Ela, como uma erva daninha, vai contaminando tudo, a família e a sociedade. Ela escreve um livro que vira um best seller e uma bíblia. Os anos se passam, ela vai ficando influente, mas com o conservadorismo, é ele que passa a ascender e mandar nela. Fascistas nunca surpreendem. 
No decorrer dos anos a família vai se despedaçando, filhos na clandestinidade, desavenças. Outros se corrompendo ao luxo da violência. E o casal fascista prosperando em solo fértil, assustador. Tive muita dificuldade de ver, precisava de tempo para respirar.

No elenco ainda estão Ellen Taylor; Paul Taylorm Zoey Deutch, Daryl McCormack e Madeline Brewer.

Beijos,
Pedrita

sábado, 26 de setembro de 2026

O Clube do Crime das Quintas-Feiras

Assisti O Clube do Crime das Quintas-Feiras (2025) de Chris Columbus na Netflix. Além de ser um filme de investigação policial, é uma graça e com um elenco inacreditável! É baseado no best-sellers de Richard Osman.

Idosos vivem em uma mansão que é parte de um complexo. Os hóspedes tem inúmeras atividades, aulas de pintura, grupo do quebra-cabeça e sim, o clube do crime das quintas-feiras. Eles investigam casos que não foram solucionados. A mansão é propriedade Englefield em Berkshire.
Eles procuram um médico porque precisam entender detalhes do laudo da autópsia. Eles são os maravilhosos Helen Mirren, Pierce Brosnan e Ben Kingsley, eles juntam então a enfermeira de Celia Imrie a eles. O marido da personagem da Helen é Jonathan Pryce, ele está ficando esquecido. Gostei muito como o filme lida com naturalidade as limitações do tempo. Até que acontece um assassinato de um dos sócios. 
Um dos sócios quer vender os terrenos para faturar com empreendimentos, algo abominável e comum demais nos dias de hoje infelizmente. 

Eles precisam de alguém na polícia e lembram de uma policial subaproveitada que faz pequenos serviços. Eles a ajudam a subir de cargo e virar investigadora. Ela é a ótima Naomi Ackie. A personagem é sempre subestimada na polícia, eles que veem o potencial dela. Os idosos falam algumas vezes da coletividade, algo que se perdeu, que eles só conseguem as respostas porque estão em equipe. 

Beijos,
Pedrita

sábado, 19 de setembro de 2026

Apenas um Olhar

Assisti a série Apenas um Olhar (2025) na Netflix. Desde que vi uma série baseada no livro de Harlan Coben, a Netflix me indica outras regularmente. Resolvi ver essa polonesa. É boa! 
 
A série começa com um casal lindo, na praia, com filhos mais lindos ainda. Harmoniosos, felizes, parceiros, dá gosto de ver o amor da família toda. Ela é a incrível Maria Debska. Ela vai buscar as fotos reveladas e junto vem uma foto antiga. O marido vê, pega a foto e desaparece.

A protagonista tem uma amnésia muito providencial. Ela seria a única sobrevivente de um incêndio em uma casa de shows na juventude. E ela não lembra de nada. É comum amnésia temporária após um trauma, um acidente, mas não dura décadas. E claro que oportunistamente ela vai lembrando um pouco durante a trama. É isso que não gosto desse autor, ele ajusta a trama falsamente segundo os seus interesses, mas eu gostei da série. O incêndio na boate, as inúmeras mortes, me lembrou o horror da Boate Kiss.
Nós acompanhamos o que aconteceu com o marido de Cesary Lukaszewicz. Ele foi sequestrado por um homem violentíssimo, interpretado por um ator muito conhecido, Miroslaw Haniszewisk. A cena do marido na plantação, fugindo, é bem sofrível também, não dá pra conceber alguém tão burro. Novamente a trama se ajeitando pra favorecer a continuidade.
Os dois policiais são atores conhecidos também Magdalena Osinska e Miroslaw Kropielnick. Um fator interessante tem a ver com a foto que colocam pra aquela família ver. Um pai desesperado pra saber da morte da filha, coloca muitas pessoas em risco e provoca muitos assassinatos. Em vez de procurar autoridades pra investigar.

O final também foi bem providencial. O marido estava muito envolvido no crime na juventude e continuava com os benefícios dos crimes. Não sei se o livro escolheu esse resultado, mas na série simplifica bem as questões éticas. Com a morte dele, a família feliz que continuaria, não precisaria o desconforto de fingir que nada tinha acontecido no passado e seguir adiante como se nada tivesse acontecido.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O Homem que Sussurra

Assisti O Homem que Sussurra (2026) de James Aschcrof na Netflix. Mesmo com as críticas negativas queria ver porque gosto muito do elenco. Gostei muito do filme. Foi uma grata surpresa! É um bom filme do gênero de serial killer. O filme é baseado no best-seller de Alex North. E não é que tem fantasminha? Porque sábado é dia de fantasminha.

Uma criança desapareceu em uma cidade e outra surge morta com características iguais a uma do passado, sendo que o serial killer está preso. Nesse período se muda para a cidade, sem saber de nada, um pai e um filho. Eles voltam para morar em uma casa do passado deles. Descobrimos que a mãe morreu, o pai é escritor e eles vão tentar recomeçar em outro lugar. O pai é o excelente Adam Scott. O garoto é uma graça e muito talentoso, Acston Luca Porto.
A investigadora é a ótima Michelle Monaghan e ela resolve procurar o investigador do caso anterior e é o incrível Robert De Niro que está aposentado e não quer participar da investigação. O filho do escritor desaparece e a investigadora descobre que ele é neto do outro investigador. Que o pai e o filho não se falam mais há muitos anos e que o investigador nem conheceu a nora e o neto. Achei muito interessante essa não relação. Foi algo que me agradou muito no filme. Um grande investigador ser um péssimo pai e avô. Os diálogos dos dois são muito tensos. Acho que foi o que mais gostei no filme.
Mas tem outras questões muito interessantes. Um colecionador de objetos macabros de crimes (Hamish Linklater) é cínico com a investigadora, se acha superior. Até que se descobre que ele conseguiu falar com o serial killer na prisão na busca por objetos daqueles crimes e aceita o pedido do serial killer em troca da informação dos objetos e com isso desencadeia a retomada dos crimes. Ele assustado disse que nunca imaginava que os crimes poderiam voltar. É a irresponsabilidade de pessoas que para atender seus desejos pessoais e mesquinhos, ultrapassam fronteiras que jamais deveriam ser ultrapassadas. E é algo que acontece muito nos dias de hoje. Como se a responsabilidade não fosse da pessoa e sim do outro. 
Michael Keaton é o serial killer do passado. O final é bem chocante.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Estou Pensando em Acabar com Tudo

Assisti Estou Pensando em Acabar com Tudo (2020) de Charlie Kaufman na Netflix. Um instagram de cinema colocou entre vários filmes malucos, esse, que é bem maluco, um pouco arrastado, mas é bem curioso. Tem momentos muito interessantes, sem falar no grande elenco. 

 

Uma jovem está no carro com o namorado em viagem e está nevando muito. As conversas são meio malucas e também acompanhamos os pensamentos dela. Adoro os dois atores Jessie Buckley e Jesse Plemons. Ele é muito esquisito e está levando a namorada pra conhecer os pais dele. Ela pensa que não deveria ter aceito porque não gosta tanto assim dele, não é alguém que ela pense em ter algo mais sério e acha precipitada a viagem. E é esse o sentido do filme, que ela está pensando em acabar com o relacionamento. E pelas conversas achamos mesmo que ela devia correr pra bem longe dali. Ele é muito, mas muito esquisito, as conversas são estranhíssimas. Enquanto eles viajam e ela pensa, de vez em quanto tem umas passagens em uma escola com um empregado (Guy Boyd), é tudo bem surreal e esquisito. O filme passa tempo demais no carro. Cheguei a achar que seria o filme inteiro no carro, quase desisti, mas descobri que eles chegam na casa dos pais e coisas estranhas ainda acontecem. Depois eles voltam a viajar e ficam de novo muito tempo no carro novamente.
Os pais são os maravilhosos Toni Collette e David Thewlis. É tudo muito maluco. A sensação que ela devia sair correndo se intensifica na casa dos pais, é tudo muito assustador.
As cenas na sorveteria são muito engraçadas. E naquele frio mais surreal ainda. Mesmo um pouco longo demais, me diverti bastante porque adoro filmes surreais.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Women Talking

Assisti Women Talking (2022) de Sarah Polley na PrimeVideo. O filme é baseado no livro de Miriam Towes sobre uma comunidade na Bolívia. As mulheres e crianças passaram a ser drogadas e estupradas. Péssimo o nome no Brasil, Entre Mulheres, porque tudo o que o filme não é, é entre mulheres. Os fatos se desencadeiam pelas atos abomináveis dos homens. Elas não tinham voz e nada mais lógico que o título ser Women Talking.

Não sabemos a época. Elas usam saias no joelho, são muito religiosas. Foi inteligente utilizarem só Deus nas rezas, não definindo nenhuma religião. Elas foram drogadas e estupradas, os homens foram presos, mas se pagarem a fiança, eles serão soltos e vão voltar. Elas resolvem se reunir e ver o que fazer. Só os meninos podiam estudar. Elas não sabia ler, mas criam uma votação com desenhos e X. Se elas vão ficar, lutar ou partir. Dá empate lutar e partir, então elas resolvem conversar para decidir. O elenco é inacreditável!
A personagem de Rooney Mara não sabe de quem está grávida. Elas não sabiam nunca de quem eram seus filhos. O professor de Ben Whishaw que anota o que elas conversam. Em uma conversa ele fala da época da guerra, então achamos que está após a guerra. Só quando aparece uma caminhonete tocando um rock é que imaginamos que é mais recente. Elas que vivem no passado. E fiquei estarrecida que essa comunidade na Bolívia existia em 2009. Frances McDormand está no elenco em uma pequena participação, a personagem se recusa a conspirar contra os homens. A atriz está na produção.
A personagem de Jessie Buckley está muito revoltada e não teria como não estar. Além da proibição de estudar, elas não tinham acesso a médicos, remédios, viviam no maior atraso e privação. Não tinham elos com outros lugares, não conheciam nada além do que viviam. Imagino a dificuldade de decidir partir, largar casa, sustento e partir ao desconhecido.

São as mulheres mais velhas que percebem que não é hora de divergências e sim de união. Que umas não devem julgar as outras. O filme é muito emocionante! Judith Evey é uma dessas mulheres. Claire Foy também está no elenco.
Sheila McCarthy é outra.
Alguns outros do elenco são Michelle McLeod e Abigail Winter. Tem muita adolescente e criança no elenco, já que elas não usavam métodos anticoncepcionais; Elas não sabiam de quem eram seus filhos.


Beijos,
Pedrita