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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Velhos Bandidos

Assisti Velhos Bandidos (2026) de Claudio Torres na PrimeVideo. Eu queria muito ver esse filme desde que vi o trailer no cinema, tentei inclusive ver no cinema, mas estava em uma única sessão em horário ruim. Fiquei eufórica quando estreou na PrimeVideo, esse filme estreou bem recentemente, adorei que já está disponível. É uma deliciosa comédia e um ótimo filme de ação.

Inicialmente eu até não tinha embarcado, mas depois me deixei levar e que filme, nunca me diverti tanto. E o roteiro é ótimo, cheio de surpresas, bem coordenado e o elenco é estrelar e fora das suas zonas de confortos. Ary Fontoura e Fernanda Montenegro querem realizar um assalto a um banco.
Eles contratam dois assaltantes ruins para ajudar no processo com os ótimos Vladmir Britcha e Bruna Marquezine. Eles são muito, mas muito atrapalhados.
Quando eu achei que o elenco estrelar já era suficiente, apareciam mais. Os velhos bandidos juntam ao grupo amigos que vão ajudar na empreitada e são os maravilhosos Vera Fischer, Teca Pereira, Tony Tornado, Reginaldo Faria e Hamilton Vaz Pereira.

Lázaro Ramos é policial que começa a investigar o caso e chegar bem perto dos bandidos. Laila Garin está na agência de viagens e Mary Sheila no banco. Nathália Timberg faz uma participação especial.


Tem tudo o que faz um bom filme de ação, bombas, ambulâncias, assaltos, jatinho, avião, iate, genial. Tudo inteligente, rápido, bem editado. Me diverti demais!

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 20 de março de 2026

Globo Repórter

Assisti ao Globo Repórter com quatro cidades que foram cenários de filmes brasileiros na GloboPlay. Claro que o foco era O Agente Secreto, antes da cerimônia do Oscar. Mostraram Recife. Fiquei pasma que o Cinema São Luis ainda é ativo na cidade. O operador da máquina disse que deu orientações a Carlos Francisco. E que com o filme o cinema voltou a lotar. Cecília Malan que é correspondente em Londres que entrevistou Wagner Moura e Kleber Mendonça. Mostrou ainda trechos de Cinema Aspirinas e Urubus que amo.

Depois o programa seguiu para o Rio de Janeiro, para falar do filme mais famoso de Wagner Moura, Tropa de Elite, o filme mais visto nos cinemas no Brasil até hoje.

A próxima cidade foi Salvador. Lembraram do icônico Dona Flor e Seus Dois Maridos que amo, também um dos filmes mais visto no Brasil. Passaram aquela cena maravilhosa no Pelourinho do José Wilker nu com Sônia Braga ao meio. Falaram do belíssimo O Pagador de Promessas, vencedor no Festival de Cannes, que é fantástico e foi realizado nas escadarias da Penha. Fizeram matérias com o elenco de Ó Pai Ó também com Wagner Moura no elenco. E finalizaram com a Cidade Baixa, eu amo esse filme e ele está disponível na Netflix. É com Wagner Moura e Lázaro Ramos, os dois são muito amigos e se apaixonaram pela personagem da Alice Braga.
A última cidade foi São Paulo e entrevistaram Fernando Meirelles que dirigiu Ensaio sobre a Cegueira que eu amo também. Ele falou da dificuldade que é gravar em uma cidade como São Paulo, sempre tão movimentada. Falou que fechou o Minhocão para fazer algumas cenas.

Foi a primeira vez que vi o Globo Repórter agora com esses apresentadores. Sandra Annenberg já está há um tempo e agora faz dupla com William Bonner. O cenário agora é um sofá e para o cinema estavam com pipocas. Eles apresentam e fazem alguns comentários.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 16 de março de 2026

Oscar 2026

Assisti a cerimônia do Oscar 2026. Primeiro no E! e GloboNews para acompanhar os looks que estavam maravilhosos, as entrevistas e depois na TNT que fez exibição simultânea com a HBOMax. Sim, estamos todos meio de luto hoje, o Brasil não trouxe nenhum Oscar e isso foi muito injusto. Mas é fato que O Agente Secreto concorreu em um ano com filmes inacreditáveis de bona, tanto quanto o nosso. Era uma concorrência absurda. Não vi o que ganhou Melhor Filme Estrangeiro, Valor Sentimental e sei que vou achar o nosso melhor, mas isso não significa que venha a achar o filme ruim, mas deixa eu ver depois eu falo. Agora com ranço vou demorar pra ver. Amei que os brasileiros usaram figurinistas e joalheiros brasileiros no figurino do Oscar. Alice Carvalho usou uma roupa Normando. As joias do Wagner Moura e esposa eram de André Lasmar, designer recifense.

Até a atriz portuguesa Isabel Zuáá escolheu usar um vestido da estilista Penha Maia.

Saindo dessa decepção, fiquei muito feliz com quase todos os premiados, muito merecedores. E os discursos foram muito fortes e emocionantes. Michael B. Jordan lembrou os negros que venceram o Oscar antes dele. Ele está maravilhoso em Pecadores em seus dois personagens.

O Oscar foi bem politizado. Tem uns anos que o Oscar vem permitindo mais manifestações e diversas. Vários pediram paz e não guerra, sem ser específicos, eu sou pela paz também. Javier Bardem foi mais específico. Pediu fim das guerras e Palestina Livre. Já teve ator banido do Oscar por manifestações, vamos aguardar.

Fiquei muito feliz que ganhou Uma Batalha Após a Outra. É um filme muito político e necessário. Fala muito de perseguição americana aos imigrantes, violação dos direitos humanos com os imigrantes, higienização e da hegemonia branca.

Autumn Durald ganhou Melhor Fotografia por Pecadores. Foi a primeira mulher negra a ganhar nessa categoria. No discurso ela lembrou a importância desse prêmio para as mulheres. Sim, eu queria o brasileiro Adolpho Veloso por Train Dreams. A fotografia do filme é belíssima e é o melhor do filme já que é muito convencional em roteiro. Mas fiquei muito feliz pela Autumn, a fotografia de Pecadores é belíssima! Merecidíssimo!

Foi emocionante o discurso do vencedor de curta documental, Quartos Vazios. O curta fala sobre os quartos das crianças que foram assassinadas a tiro em escolas. Que muitas famílias mantém o quarto vazio. No discurso trouxeram uma mãe para falar da morte de seu filho. Imagino que seja nos Estados Unidos, ela disse que o maior número de mortes de crianças nos Estados Unidos é por balas em escolas.

Esse ano teve uma categoria nova, Melhor Casting e O Agente Secreto também concorria. Cada ator dos filmes indicados falou do que seleciona elenco. Ganhou Uma Batalha Após a Outra que tem um elenco tão incrível e diverso como o Agente Secreto. Wagner Moura falou o que selecionou casting no filme.

Eu não costumo gostar dos apresentadores do Oscar, as piadas são na maioria das vezes de mal gosto. Gostei de alguns quadros do Conan O´Brie. Fizeram vídeos e criticaram o excesso de comerciais do youtube. A transformação de filmes em vídeos curtos da internet. A solicitação de repetir falas já que as pessoas assistem vendo o celular. Fizeram uma representação de Casablanca com repetições, ficou bem engraçado e crítico. E amei que ao final refizeram com ele a cena icônica do Sean Penn em Uma Batalha Após a Outra. Inclusive Sean Penn ganhou Melhor Ator Coadjuvante que não só não foi como não pediu pra ninguém receber no lugar dele. Agora que achei uma matéria que diz que ele não foi em protesto a guerra contra a Ucrânia. Foi mesmo uma noite muito política. Não há como dissociar a arte da política.

Só teve uma categoria que achei abominável, a da canção com a música esgoelada da K-Pop. É a cara do Oscar, cafona, previsível, que queima cordas vocais. 

Foi infinitamente melhor a canção dos Pecadores e a música é incrível, com uma fusão de ritmos, estilos. A trilha toda é incrível. E protagonista Miles Catons canta muito. E ainda deram um jeito de alfinetar Melamé colocando uma bailarina clássica no meio da apresentação. E cabe, porque tem inúmeros gêneros, é realmente pra mostrar a consagração e fusão de todos os estilos.

Esse ano a cobertura foi incrível. A Globo já tinha conseguido incluir apresentadores no tapete vermelho, Raquel Krähenbühl e Felippe Coaglio. Não é fácil, é uma disputa ferrenha. E com isso foi a GloboNews que conseguiu as melhores entrevistas com os brasileiros. O apresentador contou que só podiam fazer quatro perguntas, mas claro que todos se animavam e falavam mais. Os próprios do Agente Secreto se empolgavam pra dividir conosco tudo o que sentiam. Confesso que eu desconfiei que não íamos levar nenhum Oscar pela ênfase que diziam que o que valia era já estar ali, naquela efervescência do cinema, trocar informações.
Lázaro Ramos foi participar da cerimônia. E foi uma delícia acompanhar os bastidores. A cobertura que ele fez foi excelente.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Espelho: 20 Anos Depois

Assisti o primeiro episódio do Espelho: 20 Anos Depois de Lázaro Ramos no Canal Brasil. Eu adoro esse programa e fiquei surpresa que já tem 20 anos. Adoro que nos canais fechados há temporadas de programas, com começo meio e fim. Diferente da tv aberta que arrastam programas sempre iguais. Com temporadas, dá sempre pra refletir e modificar e é sempre o que acontece com o espelho.

Adorei que o primeiro foi com duas jornalistas. Sou fã da Zileide Silva, jornalista que me inspiro e tanto admiro. E Kenya Sade que é muito talentosa também. Zileide falou que no começo eram poucos negros no jornalismo, que ela se inspirava em Gloria Maria. O programa mostrou trechos da entrevista com Gloria Maria. Kenya lembrou que apesar de poucas negras no jornalismo já são mais que no passado. Zileide lembrou da importância de se checar notícias, ainda mais nos dias de hoje. Para procurarmos veículos que apuram as informações muitas vezes, até ser publicada. Para Zileide, Lázaro perguntou o que fazia 20 anos atrás. Zileide disse que estava em Brasília cobrindo política e economia e que na época nem imaginávamos que passaríamos pela pandemia. Kenya comentou que almeja a mesma diversificação do Lázaro, que quer voltar a cantar, que quer dirigir filmes, quer ampliar suas áreas. Lindo como os três se admiram!

Eu vi um entrevista do Lázaro Ramos para o Cinejornal onde ele dizia que seus figurinos agora terão frases icônicas faladas nesses 20 anos de programa pintadas em suas roupas.

Aqui eu comentei o primeiro episódio de 2010 com Wagner Moura.
 

O programa tem um quadro de literatura que adoro com Fernanda Felisberto. Ela começou no Espelho um ano depois de sua existência. Ela conheceu Lázaro em um evento. Ela falou que na época tinham menos publicações de autores negros e que agora não só existem muitos, como temos uma negra na Academia Brasileira de Letras. E falou de vários autores que ganharam evidência também no cenário internacional.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A mais recôndita memória dos homens de Mohamed Mbougar Sarr

Terminei de ler A mais recôndita memória dos homens (2021) de Mohamed Mbougar Sarr da Fósforo. Esse livro estava na lista de melhores do ano de muitos amigos nas redes sociais. E pessoas completamente diferentes, desde críticos a amantes de literatura. Lázaro Ramos também virou fã e passou a indicar para os amigos. Volte e meia algum ator falava que estava lendo porque o Lázaro indicou. Comprei na Festa da USP do ano passado. Que livro maravilhoso! Daqueles que realmente queremos que todos leiam!

Obra Marché Hebdomadaire (2022) de Babacar Niang

Praticamente uma saga! O livro começa falando de literatura. Um aspirante a escritor descobre um livro desaparecido. Elimane é um autor de um livro só, igualmente desaparecido. Quanto mais o futuro escritor pesquisa sobre Elimane e sua obras, menos ele sente impulsos para escrever e sente capaz de fazê-lo. O que só piora quando um exemplar O Labirinto do Inumano chega em suas mãos. Tudo no livro é meio mágico, fantástico.
Obra de Sewa Situ-Prince Agbodjan

Depois o livro passa a contar a história de Elimane. Nada é muito claro. Um tio fica responsável pelos cuidados dos sobrinhos gêmeos. Ele decide que um ficaria na aldeia, absorvendo e trocando conhecimentos da sua cultura milenar. E o outro iria estudar na escola francesa. O que fica na aldeia sente um alívio, já que os irmãos eram rivais. Os desacertos voltam quando os dois se apaixonam pela mesma mulher. Um dos dois é pai de Elimane. 

Obra de Daou

O tempo todo o livro fala sutilmente de colonizador e colonizado, que texto brilhante. Elimane vai estudar com um padre que o acha muito inteligente e o encaminha para uma escola francesa. Lá ele bebe da cultura europeia, começou devorando a biblioteca do padre, depois as que teve acesso, até escrever seu livro que é acusado de plágio. Elimane costura trechos de textos clássicos em seu texto. O livro passa a debater sobre plágio, fusão de culturas, e inúmeros temas. Há muitas questões mágicas também. Os críticos que falaram mal do livro, que acusaram Elimane, começam a se suicidar. Elimane tinha esse poder vindo de seu povo? Era coincidência? 
Obra Os Pássaros da Felicidade (2008) de Ibra Ndiaye

O livro termina com o retorno a aldeia. Elimane também tinha feito o mesmo caminho de volta mas já tinha falecido. Que livro! Absurdamente impactada!


 

Beijos,
Pedrita

domingo, 21 de abril de 2024

Ó Paí, Ó 2

Assisti Ó Paí, Ó 2 (2023) de Viviane Ferreira no TelecinePlay. Divertido, musical, colorido, é um ótimo filme que foi realizado 15 anos depois do primeiro que comentei aqui.
 

Filmado em Salvador, agora o Pelourinho sofre com a especulação imobiliária. Todos se unem pra manter o espaço. São várias histórias, Dona Joana, pela maravilhosa Luciana Souza, está inconsolável com a perda do filho. Elas faz terapia com o personagem do Luís Miranda. Na volta leva três garotos pra casa. Fui às lágrimas na cena dela com o filho novo na praia. Boa parte do elenco é Bando de Teatro de Olodum. E também Érico Brás, Lyu Arisson, Rejane Maia, Clara Buarque, Edvana Carvalho e Dira Paes.  Os figurinos são muito bonitos.

São inúmeros musicais. Lázaro Ramos é o protagonista e sua música viraliza cantada por outra pessoa. Vários grandes músicos aparecem na trama, são reverenciados, cantam suas músicas. Lindo no final quando aparecem os créditos dos atores com imagens da equipe técnica e dos músicos. Tem a playlist no Spotify, várias foram pras minhas pastas.

As cenas finais foram na Festa de Iemanjá. Me emocionei demais!

Beijos,
Pedrita