Assisti ao espetáculo de dança do Balé da Cidade de São Paulo no Teatro Alfa. Como estava com saudade desse belíssimo espaço e que apresentação. Começou com a inesquecível Motriz de Cassi Abranches.
Fotos de Silvia Machado
O espetáculo fala dos dilemas do cotidiano frenético das grandes cidades, da mecanização, do ser humano como máquina. Nessa foto uma bailarina tenta fugir da frenética, repetição. Assustadoras as cenas que trombam com ela porque ela está sempre contra a corrente. A música é de BaianaSystem, com uma incrível brasilidade e potência, fortalecendo a coreografia. Desconcertante a iluminação de Gabriel Pederneiras. Inteligentes os figurinos de Janaina Castro. Muita criatividade!
Na noite teve ainda a coreografia Adastra de 2015, de Cayetano Soto. O controle dos corpos são fantásticos. O vídeo é dessa apresentação. O espetáculo vai até domingo.
Assisti ao Show Somos Um de Maria Rita Stumpf no youtube do Teatro Alfa. Eu vi pela televisão. O repertório belíssimo era do álbum Inkiri Om. Eu tinha conhecido as músicas em um show na Casa de Francisca.
Esse foi gravado no Estúdio dos Lagos em Itapecerica da Serra com recursos da Lei Aldir Blanc e dirigida por Dennis Phillips. Linda a caracterização do estúdio, ótimos músicos Paulo Santos (Uaktí) e Michelle Abu na percussão, Matheus Câmara – conhecido por seu projeto eletrônico como Entropia Entalpia –na guitarra, baixo e programações, Mayra Viner no violoncelo e Felipe Faraco nos teclados e baixo. Gostei demais! Ainda terão duas apresentações hoje e amanhã.
Seguem as músicas:
Canção das Horas – Maria Rita Stumpf
Somos Todos Índios – Vinícius Cantuária e Evandro Mesquita
Sete Cenas de Imyra – Taiguara
Hai Kai das Borboletas – Maria Rita Stumpf e Zé Caradipia
Participação Especial de Músicos Convidados
Água Benta – Nando D´Ávila
Aavoth – Maria Rita Stumpf sobre tema tradicional
RunRun se fué pal Norte – Violeta Parra
Dona Bahia – Maria Rita Stumpf (poema de Gregório de Matos)
Canoa Canoa – Nelson Ângelo e Fernando Brant
Cântico Brasileiro No 7 (Inkiri Om) – Maria Rita Stumpf
Assisti a programação da segunda data do Dia do Profissional da Dança no Teatro Alfa. 18 grupos se apresentaram, que incrível. E muito bem organizado. Cada um fazia uma pequena coreografia, saía um e já entrava outro. Muito bem coordenado, ágil. E grupos de vários estilos, amadores e profissionais. A curadoria foi da Maria Pia Finócchio. Foi um evento do Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado de São Paulo. Entre os grupos se apresentou a Companhia de Dança de Diadema com a coreografia Novena, que lindo! A direção artística foi de Ana Bottoso e a coreografia de Luís Arrieta.
Foto de Silvia Machado
Teve de tudo, dança clássica, jazz, street dance, várias escolas, tudo muito diversificado e bonito. Essa foto é do Corsário da Cedan - Cia Estável de Dança, com direção de Camilla Puppa e coreografia deMarius Petipa e Jules Perrot.
Foto de Denny Naka
Luís Arrieta também se apresentou interpretando O Cisne.
Foto de Reginaldo Azevedo
Gostei muito também da Cia Panteras, com sua coreografia cheia de ritmos. Uma graça o Jardim Animee do Espaço de Danças e Artes Paulista, com coreografia de Marius Petipa. Todas as meninas muito coordenadas, sincronizadas, muito lindo. O evento terminou com um grupo de Street Dance, que impressionantes os rapazes.
Assisti a apresentação do Duo Assad no Teatro Alfa. A dupla Odair e Sergio Assad continua em turnê e esse ano lançou seu novo CD. Que repertório maravilhoso, que interpretação. Sergio Assad contou que Dilermando Reis e choro povoaram a infância deles no interior de São Paulo. Que quando seguiram para estudar no Rio de Janeiro a professora pediu que eles esquecessem esse gênero de música e que estudassem os clássicos,
Foto de Beto Figueroa
Em casa eles continuaram tocando choro. Como o CD e o recital comemora 50 anos de carreira, eles tocaram compositores que foram expressivos em sua carreira. Sergio Assad contou que logo no início eles tocaram Astor Piazzolla, estavam ligados a associação do compositor e que isso abriu muitas portas. Uma obra do programa foi mudada por outra que tocaram em homenagem a mãe que estava na plateia. A mãe veio do interior para ver os filhos. Foi uma noite maravilhosa!
Foto de Rodrigo Assad
I.
Albeniz - Cordoba (dos Cantos de Espanha)
E.
Granados - Valses Poeticos
A.
Piazzolla - Bandoneon, Zita (da Suite Troileana)
H.
Vila-Lobos - Choro Nº 5
E.
Gismonti – Palhaço, Baião Malandro
J.
Pernambuco – Interrogando
A.J.
Canhoto - Abismo de Rosas
A.S
Garoto - Extratos (Jorge do Fusa, Gente Humilde, Lamentos do Morro)
Assisti a ópera O Barbeiro de Sevilha da Cia Brasileira de Ópera no Teatro Alfa, do compositor Gioacchino Rossini. Queria muito ver essa montagem desse projeto incrível. Essa companhia queria levar ao Brasil montagens de ópera e foi o que fizeram com O Barbeiro de Sevilha que estreou em Belo Horizonte e já viajou por Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Manaus, Fortaleza, João Pessoa, Brasília, Aracaju, Salvador, Recife, Santos e agora em São Paulo. Seguem para Ribeirão Preto e Rio de Janeiro. A Direção Artística e Regência é de John Neschling. A Direção Cênica de Pier Francesco Mestrini.
A ideia dessa montagem é genial. Os atores ficam na frente de um telão e o cenário é o telão com desenho animado do ótimo Joshua Held. Mas o desenho não é independente do elenco. Volte e meia o ator sai e entra na animação e vice-versa, me diverti muito. Foram vários elencos, inclusive duas apresentações adaptadas para crianças. No elenco que vi estavam: Homero Velho, Gilberto Chaves, Anna Pennisi, Saulo Javan, Carlos Eduardo Marcos, Luísa Kurtz e Guilherme Rosa.
Assisti ao musical O Rei e Eu de Jorge Takla no Teatro Alfa. Eu queria muito ver esse musical, a produção é maravilhosa, cenários e figurinos de tirar o fôlego. Os cenários são de Duda Arruk e os figurinos do Fábio Namatame. Nossos protagonistas são o Tuca Andrada e a Cláudia Netto. Maravilhosas as cantoras Luciana Bueno e Daniela Vega. A regência é de Vânia Pajares a frente de uma orquestra de 22 músicos. As crianças são demais, como cantam e interpretam. Adorei o filho da Anna, interpretado pelo Daniel Paulin.
Esse texto é controverso, com o olhar para o exótico que os americanos costumam ter, eles falam com preconceito dos hábitos do Sião, na Tailândia, em 1894, como poligamia dos homens e a escravidão. Enquanto os Estados Unidos sempre segregou violentamente os seus negros, ainda mais no período que é ambientado esse romance. O musical O Rei e Eu até menciona essas divergências, mas é diferente. O romance é baseado na história verídica da educadora inglesaAnna Leonowens que viveu entre 1831 e 1915, escrito pela inglesa Margareth Landon A educadora realmente foi ao Sião ensinar os filhos do Rei. O quanto o resto é fantasioso não se sabe. No espetáculo uma personagem faz uma adaptação oriental da Cabana do Pai Thomás, esse espetáculo dentro do espetáculo é majestoso. Essa é a última semana que o espetáculo fica em cartaz.
Fui ao concerto do Waldstein Quartet no Teatro Alfa. Esse grupo alemão veio na progra-mação do Mozarteum Brasileiro. Ótimos instru-mentistas, belíssimo concerto e repertório. Um triste e emocionante repertório e uma entrega total dos músicos que tocaram com muito sentimento. No grupo tocam Mirijam Contzem e Gernoth Süssmuth (violinos), Ulrich Eichenauer (viola) e Peter Hörr (violoncelo). No repertório eles interpretaram:
Franz Joseph Haydn (1732 - 1809)
Quarteto de cordas em fá maior, op. 50, nº 5, Hob.III: 48 (20')
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791)
Quarteto de cordas nº 15 em ré menor K 421 (32')
Ludwig van Beethoven (1770 - 1827)
Quarteto de cordas nº 15 em lá menor op. 132 (40')
Não achei no youtube um vídeo com esse quarteto, escolhi então uma interpretação da obra que mais gostei desse concerto, a de Mozart, que é tristíssima e maravilhosa.
Assisti a peça Determinadas Pessoas - Weigel na Sala B do Teatro Alfa. É um monólogo com a Esthér Góes, eu adoro essa atriz, não queria perder esse espetáculo. O texto é sobre uma grande atriz alemã que acabou conhecendo e se casando com Bertold Brecht. Como muitas mulheres da década de 20, ela era profundamente culta, revolucionária e determinada. Tanto que criou na Alemanha Oriental um importante grupo de teatro, o Berliner Ensemble. Judia, na Segunda Guerra Mundial. precisou ir com o marido inicialmente para a Dinamarca e posteriormente aos Estados Unidos, onde viveram por seis anos. Ela não admitia ser sustentada por um homem, mas nos Estados Unidos não conseguiu trabalho como atriz, não era no padrão de beleza estipulado pelos americanos, tinha sotaque alemão e ainda achavam que a atriz não tinha sexy-appeal. Parece que todo o conhecimento dela não valia muito por lá. Ela teve que se contentar com o papel de esposa.
Quando a guerra acabou, Weigel e o marido resolveram retornar a Alemanha, mas preferiram viver na Alemanha Oriental. Lá os textos de Brecht começaram a ser censurados, não queriam a montagem de alguns de seus textos e os textos que Weigel escolhia para encenar também. Depois da morte de Brecht, Weigel conseguiu passar para a Alemanha Ocidental toda a obra de Brecht para ser publicada na íntegra, sem a censura que a Alemanha Oriental desejava. Essa atriz encenou mais de 400 vezes o texto Mãe Coragem de Brecht, peça sobre uma mãe que perde um filho em uma viagem difícil, mas Weigel preferia não chorar, em cena pra mostrar toda a força e coragem dessa mulher.
Durante a peça Esthér Góes interpreta Weigel e mais alguns personagens das peças de Brecht, o espetáculo é simplesmente maravilhoso! E também passam em um telão cenas como se fossem de filme antigo, mas foram feitos pela Esthér Góes e alguns com a participação do Renato Borghi. Apesar da Esthér Góes usar cigarros em cena, ela nunca os acende. Esthér Góes gosta de escolher textos de mulheres que poderão ser esquecidas pelo tempo, mulheres determinadas e brilhantes como Weigel. O primeiro monólogo que vi no teatro com Esthér Góes foi Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? no Teatro Crowne Plaza e jamais esqueci. Determinadas Pessoas - Weigel está na reestréia e agora tem a direção cênica do filho da Esthér Góes, Ariel Borghi, que também faz alguns personagens. Esse espetáculo está incluído na promoção Vá ao Teatro e os ingressos por esse sistema custam somente R$ 5,00. Eu nunca comprei ingressos por esse projeto, mas sei que há vários postos de venda. Vou colocar o link para verem o site.
Fui aos dois concertos do Quarteto Szymanowski no Teatro Alfa. Esses concertos são da série do Mozarteum Brasileiro. Como de costume cada apresentação tem um repertório diferente. No primeiro concerto gostei demais da interpretação do Quarteto de cordas nº 2, o p . 56 (1927) do compositor que dá nome ao quarteto, Karol Maciej Szymanowski. Vocês sabem o quanto gosto de música contemporânea e vergonhasamente não conhecia esse músico. Nesse concerto eles ainda interpretaram: Quarteto de cordas nº 2, em fá maior, op . 77 de Franz Joseph Haydn e o belíssimo Quarteto de cordas nº 14, em ré menor, D 810 “A Morte e a Donzela” de Franz Schubert . Infelizmente não tenho o nome da obra que fizeram bis, belíssima.
Na outra noite o repertório era mais melódico, começou com a obra maravilhosa de Sergei Rachmaninov, Dois movimentos para Quarteto de cordas, foi a obra que gostei mais neste concerto. Depois eles interpretaram Quarteto de cordas em fá maior de Maurice Ravel e Quarteto de cordas nº 1, em ré maior, op. 11 de Piotr Ilyitch Tchaikovsky, foi um movimento dessa última obra que eles deram bis na segunda noite. Eu adoro concerto de cordas e foram dois belíssimos com a sala de 1500 lugares praticamente lotada. Esse fator chamou a atenção dos músicos que elogiaram o grande público que os aplaudiu nas duas noites.
Infelizmente não achei uma obra para ilustrar o post no esnips do Szymanowski para mostrar a vocês, tive que escolher de outro compositor que teve sua obra apresentada no concerto. Achei uma obra de Szymanowski com outros músicos só no youtube.
Música do post: Etude-Tableux op.39 nº8 - Rachmaninov
Assisti West Side Story no Teatro Alfa. A direção cênica é do Jorge Takla, que também assina os belíssimos cenários. A obra é com música de Leonard Bernstein. A coreografia é de Tânia Nardini e a direção musical de Luis Gustavo Petri. Eu fui com a Marion e o Wally, ela inclusive já fez um lindo post sobre o musical no seu blog. Eu gosto muito do filme que vi muito recentemente, ficou difícil não fazer comparações.
A música de West Side Story é muito bonita. Essa montagem teve música ao vivo e nessa apresentação teve a regência da Vânia Pajares. As canções foram adaptadas para o português. Concordo com a Marion que ficaram bem feitas as adaptações. Os cenários eram muito ágeis e bonitos. Gostei muito do protagonista interpretado pelo Fred Silveira. Gostei bastante também da cantora da música Um lugar para nós (Somewhere), tentei achar o nome, se alguém souber me avise, parece que é a Renata Bardazzi.
Música do post: West side story (Leonard Bernstein) - 07 - Tonight