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terça-feira, 14 de julho de 2026

Irmãs da Chuva de Gabriela Romeu e Anabella López

 

Terminei de ler Irmãs da Chuva (2021) de Gabriela Romeu e ilustrações de Anabella López da Editora Peirópolis na MEC Livros. Eu queria muito conhecer um livro dessa autora que sempre acompanhei seus excelentes textos jornalísticos. Tem tempo que o MEC Livros tem dado defeito, bug. Faz tempo que terminei o anterior, mas o sistema continuava dizendo que o livro estava começado. Com esse não foi muito diferente. No sistema estou na metade desse, mas já terminei. Esse livro é uma verdadeira obra de arte e deve ser degustado em papel. A edição é belíssima! E não funciona muito bem no MEC Livros, as imagens demoram demais pra baixar e dá bastante erro. Mas o livro é tão perfeito, mas tão perfeito que vai ficar comigo pra sempre.

É um livro mágico, repleto de magia. Duas irmãs gêmeas benzedeiras de Tururu do Sul, cidade fictícia atribuída a lugar mágico, evocam a chuva. Só que vem chuva demais, então elas seguem para desfazer o mal feito e passam a viver incríveis aventuras. Me emocionei demais inúmeras vezes! Elas lembram rezas, cantorias, participam de repentes, evocam santos, é de uma beleza inacreditável!
E que impacto ao final. Esse é daqueles livros pra ficar na sala e ser folheado constantemente e ficar ao acesso das visitas pra que possam desfrutar dessa magia.

Irmãs da Chuva foi o vencedor do Prêmio FNLIJ 2023 na categoria O Melhor Livro para Criança do Ano concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Apesar da categoria, eu vejo o livro como de realismo mágico, magia e encantador como literatura.

Beijos,
Pedrita

domingo, 7 de junho de 2026

A Desconhecida

Assisti A Desconhecida (2026) de Gabe Obáñez na Netflix. É novidade do streaming e baseado no livro de Rosa Montero que quero ler. É uma boa história policial. Fiquei triste demais ao final, fui pega completamente de surpresa.
 

Uma jovem é encontrada em um contêiner. Foi torturada e não lembra de nada. Uma policial quer voltar ao trabalho. O chefe tenta demovê-la, afinal ela está em tratamento psiquiátrico e seu trauma é recente. Não sabemos o que aconteceu. Ana Rujas e Candela Peña estão excelentes. Elas criam uma bela relação de confiança. A desconhecida está muito assustada, não sabe quem é, nem em quem confiar, mas aos poucos vai se ligando a policial.
Outros policiais e personagens aparecem. Vem um policial que investigava o tráfico de Pol López. As relações são muito tensas. O policial que sempre quer afastar a policial é Manolo Solo
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 13 de março de 2026

27 Noites

Assisti 27 Noites (2025) de Daniel Hendler na Netflix. Eu tinha gostado demais desse cartaz, resolvi ver. E que grata surpresa!

O filme é inspirado em um momento dramático da vida de Natália Cohen, uma artista plástica, mecenas e escritora argentina. Muito bem de vida ela gostava de dar festas, ter uma vida ativa. As interesseiras das filhas, preocupadas com o patrimônio e não com a mãe, na época com 83 anos, internam a mãe compulsoriamente em uma clínica, um cárcere privado. Onde ela passa a ficar trancada, com autorização de só receber visitas das filhas, que eram muito ausentes. Mas o patrimônio não podia se perder.
Marilu Marini está maravilhosa. Lindíssima, a personagem consegue sair da clínica com a ajuda dos amigos. O estado designa um perito para dar o laudo da idosa. É quando Daniel Hendler aparece. Sim, ele também é o diretor do filme. A idosa está novamente em cárcere privado, mas ao menos em seu luxuoso apartamento. Guardas ficam na porta. Ela diz que tem escutas e ele duvida, afinal pessoas mais velhas costumam ter mais paranoias, teorias da conspiração. Ele não tinha o mesmo conhecimento cultural da protagonista. Ele vê uma mulher alegre, vivaz, brilhante, que queria viver a vida como queria e estava sendo privada de sua liberdade. Eu me incomodo muito com pessoas que querem impedir idosos de terem sua própria autonomia.
É muito bonita a relação que vai se formando entre os dois, que são tão diferentes. O filme é muito delicado e bonito. Ele acaba comentando que o melhor para ela era se entender com as filhas e é o que ela faz. O acordo me enojou bastante já que define o que ela pode ou não fazer e boa parte desse pode ou não pode tem a ver com bens. Não com a felicidade e saúde da mãe. Com isso ela pode voltar a ser livre. Natália Cohen continuou ativa até os 104 anos. Fiquei feliz que as filhas demoraram muito tempo para por a mão nos pertences da mãe. 
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Janeiro de Sara Gallardo

Terminei de ler Janeiro (1958) de Sara Gallardo da Moinho Editora. Não sei porque decidi comprar esse livro. Tenho vários critérios, listas, indicações em feiras, esse não faço ideia. A escritora foi uma jornalista argentina. Gostei muito!

O marcador de livro ganhei de um amigo e é de vaquinhas.

Obra de Josefina Robirosa

A protagonista é Nefer e acompanhamos alguns de seus pensamentos. São pinceladas, fragmentos, conseguimos juntar um pouco as peças. Nada fica claro, tudo parcialmente subentendido. Entendemos que logo a barriga dela vai crescer e todos vão ficar sabendo. Ela gosta de Negro e está sempre olhando os movimentos dele. É uma região rural.
 

Obra Herbolario (2009) de Gabriela Aberastury

Em uma festa um homem se aproxima, ela fica olhando o Negro de longe e pensando que era ele que ela queria, não aquele homem que está pegando nela. Mas nada é claro, muito interessante o texto. 

Infelizmente a orelha do livro tenta colocar exatidão nos fatos e fala demais. O trunfo do livro é exatamente a falta de clareza.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 5 de maio de 2025

To Catch a Killer

Assisti To Catch a Killer (2023) de Damián Szifron no Max. É um bom filme do gênero, mas com cenas forçadas e muitos furos. Preferiram seguir a fórmula de bolo do cinema americano à risca, o que prejudicou o resultado. O diretor é argentino.
 

Eu gosto muito da Shailene Woodley e foi o motivo de começar a ver. o filme Ela é policial iniciante. O começo é muito bem feito. É Ano Novo. Muitas festas em coberturas, quando pessoas de vários lugares começam a ser assassinadas aleatoriamente. O filme peca em querer transformar a jovem em heroína, fica forçado e menospreza a experiência dos outros profissionais. Ela que desvenda tudo praticamente sozinha, o que torna o filme forçado e artificial. Ben Mendelsohn percebe o olhar da jovem e o fato dela parecer entender o atirador melhor que eles e a inclui na equipe. Jovan Adepo é quase figuração. De novo quiseram mostrar que são inclusivos, mas ele é quase inútil no filme.
Gostei que mostrou o jogo de poder entre as polícias, FBI, todos querem o crédito da captura do assassino. Embora não original, mostra bem o assédio moral entre os decisores e a pressão por desvendar. O ruim é a forçada final. Está dando tudo errado, eles não tem nem o nome do assassino, são destituídos da investigação. Ela vai desolada pra casa e olhando na banheira o teto descascado descobre tudo. Eles tem algumas horas pra entregar o posto e começa o corre-corre clássico do gênero para desvendar a tempo. 
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Veneza

Assisti Veneza (2021) de Miguel Falabella na Disney. Que filme poético! O filme é inspirado na peça argentina Jorge Accame.

Um grupo de mulheres trabalha em um prostíbulo em uma cidade minúscula. O elenco é incrível! A matriarca é a gigantesca Carmen Maura. Ela faz uma mulher que não enxerga e sonha ir a Veneza tentar reencontrar seu amor de juventude. Quem cuida do lugar é Dira Paes, o faz tudo é Eduardo Moskovis. As meninas são Carol Castro, Maria Eduarda de Carvalho, Danielle Winnits e Laura Lobo. O filme alterna entre os dias de hoje e as lembranças da matriarca na Europa.
Um cliente é o jovem Caio Manhente. Ele quer fugir com sua acompanhante pra tentar a vida em São Paulo. Seu pai é o austero Roney Vilella.

Sem dinheiro pra levar a matriarca pra Veneza, contratam o circo para simular a viagem dos sonhos dela. É tudo muito bonito e poético. Nesse núcleo estão André Mattos, Yuri Ribeiro e Giovanni Venturini. Estava curiosa pra saber como finalizariam o sonho da protagonista, já tinha uma ideia de parte do desfecho, mas foi muito lindo e mágico como o realizaram. Muito lindo!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

A Voz Ausente - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada da série A Voz Ausente (2024) de Gustavo Hernandéz na Star+ na Disney. Tem feito bastante sucesso. É uma clássica série sobre serial killers com 7 episódios.

Um irmão de um psicólogo, um psiquiatra, é assassinado. Fizeram parecer suicídio, mas nem ele, nem a policial, acham que foi. Ela passa a investigar também. Eles são Benjamin Vicuña e Gimena Accardi. A gente logo percebe que é um serial killer, eles demoram mais tempo pra achar. 

Eu fiquei com bastante raiva dos mortos. O adolescente é um mala, além de ser totalmente desatento. É uma boa série do gênero, com um final até um pouco surpreendente, mas nem tanto. Sem muitas diferenças a todos os outros produtos do gênero. O trailer é mais eletrizante. A série é mais psicológica, com pouquíssima ação.
Beijos,
Pedrita

sábado, 16 de março de 2024

Madama Butterfly


Assisti a ópera Madama Butterfly de Giacomo Puccini no Theatro Municipal de São Paulo. Fiquei muito feliz quando meu amigo me convidou para a estreia. É minha ópera preferida! Foi a primeira ópera que ouvi em áudio em casa na infância.

Foto reprodução de vídeo.

A história infelizmente é muito atual. Uma jovem pobre de 15 anos é enganada sobre um casamento com um americano. Tudo é forjado. Ele faz uma casa pra ela que ache que é pra eles. A família a renega porque casou com um estrangeiro. Claro que ele some. É tudo muito trágico. Ela vai ficando pobre e sem dinheiro. No Brasil as estatísticas mostram que cada vez são mais novas as jovens vendidas pela família por um prato de comida. Depois de saciados, seus compradores as deixam e elas seguem para a prostituição já que são renegadas pela família. Atualmente é muito comum casamentos com crianças de 9 anos, ou mesmo a primeira vez com algum parente que acha que se é pai ou padrasto, a primeira vez é dele.

A montagem foi com ao Orquestra Sinfônica Municipal com direção musical e regência de Roberto Minczuk, direção cênica de Lívia Sabag, com o Coral Paulistano, cenografia de Nicolas Boní e iluminação de Caetano Vilela. A ópera é uma parceria com o Teatro Colón da Argentina.
Eu vi com o primeiro elenco. Todos ótimos!
Dias 15, 17, 20 e 23
Carmen Giannattasio, Cio-Cio-San / Madama Butterfly
Celso Albelo, Pinkerton
Ana Lucia Benedetti, Suzuki
Douglas Hahn, Sharpless
Em todas as datas estão:
todas as datas
Elaine Martorano, Kate Pinkerton
Jean William, Goro
Carlos Eduardo Santos, Príncipe Yamadori
Andrey Mira, Bonzo
Márcio Marangon, Yakuside
Leonardo Pace, Comissário imperial
Sebastião Teixeira, Notário
Magda Painno, Mãe de Cio-Cio-San
Caroline De Comi, Prima de Cio-Cio-San
Graziela Sanchez, Tia de Cio-Cio-San

Daniel Arashiro, Lucca Fernandes, Marvin Long e Pedro Balbino, Dolore (filho de Cio-Cio-San)
Só no final que vimos que eram duas crianças fazendo o filho de Cio-cio-san. Uma graça. E são quatro nomes porque são dois pra cada apresentação.
As récitas vão até 23 de março, mas estão todos os ingressos esgotados. Não tinha um único lugar vazio no teatro. Sucesso total!

Foto Larissa Paz
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Carvão

Assisti Carvão (2022) de Carolina Markowicz no Canal Brasil. Eu fiquei feliz que o filme entrou no TelecinePlay no Now e comecei a ver, mas o filme não baixou inteiro, só 15 minutos. Por sorte umas semanas depois passou no Canal Brasil e gravei. Eu queria muito ver esse filme premiado! Desconcertante, diferente e inesperado!

Uma família vive precariamente em um sítio. Vivem do carvão, mas é época de baixa procura. A mãe faz quentinhas com as galinhas, faz galinha ao molho pardo. O marido procura mais trabalho. O avô está muito enfermo, vive no oxigênio, meio alheio a tudo. Irônica a cena na igreja com o padre dizendo que precisa de dinheiro. Maeve Jinkins está incrível. O filho Jean Almeida da Costa emociona. O marido é Rômulo Braga. Os vizinhos são Camila Márdila e Pedro Wagner.
A enfermeira sugere que a família esconda um traficante (César Bordón) em troca de muito, mas muito dinheiro. O traficante fica muito, mas muito incomodado com a falta de infraestrutura do lugar. Os acontecimentos vão incomodando, surpreendendo. Que filme instigante!
Beijos,
Pedrita

sábado, 22 de julho de 2023

La Fanciulla Del West

Assisti a ópera La Fanciulla Del West de Giacomo Puccini no Theatro Municipal de São Paulo. Isso mesmo, uma ópera faroeste. Eu estava curiosa, é um drama, com libreto equivocado de Guelfo Civinini e Carlo Zangarini. Apesar de trágica eu acabei rindo e me divertindo, porque é muito improvável a história que romantizou o garimpo. 

Uma jovem que nunca beijou é dona de um bar em um garimpo. Ela vive armada, mas não seria difícil ser rendida e estuprada. É inspirada na corrida do ouro na Califórnia, mas não há prostitutas, ela é a única mulher, casta e pura, faz-me rir. Um bandido aparece e eles se apaixonam. O roteiro é baseado na peça de David Belasco.
A música linda é tocada pela Orquestra Sinfônica Municipal, regida por Roberto Minczuk. Como nessa versão não há mulheres, só tem a protagonista e sua empregada, o elenco é praticamente todo masculino. Há muitas cenas com o excelente Coral Lírico Municipal masculino. Belíssimos cenários de Renato Theobaldo.

No dia que fui a austríaca Martina Serafin interpretou a protagonista. O tenor foi o argentino Gustavo Lppez Manzitti. O policial, Lício Bruno. Andreia Souza fez a empregada. Os outros personagens foram cantados por Paulo QueirozAndrey MiraJohnny FrançaEduardo GóesIsaque OliveiraMárcio MarangonFernando de CastroEduardo TrindadeDiógenes GomesMax CostaRafael ThomasSérgio RighiniMarcelo Ferreira Miguel Geraldi. A direção cênica foi de Carla Camurati.

Beijos,
Pedrita