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sexta-feira, 19 de junho de 2026

A Dama do Lago

Assisti a minissérie A Dama do Lago (2024) de Alma Har´el no AppleTV+. Que grata surpresa! É baseado no livro de Laura Lippman. Quero ler alguma obra dela. Boa parte dos livros da autora em português só em sebo. Não achei esse. São só sete episódios. Eu nunca tinha ouvido falar nessa série e fiquei muito impactada com esse cartaz. Eu adoro a Natalie Portman e fiquei encantada também com Moses Ingram. As duas são belíssimas e talentosas!

Natalie Portman costuma participar de projetos complexos, muitas vezes que falem da condição da mulher. Essa série é ambientada nos anos 60, nos Estados Unidos. Conta a história de duas mulheres em momentos muito difíceis de suas vidas. A personagem de Natalie, Maddie, é judia, e é humilhada pelo marido que joga toda a comida que ela cozinhou com esmero no lixo. E faz isso na frente das visitas. Ela resolve sair de casa e vai viver em um minúsculo apartamento no bairro negro. Moses sempre teve uma vida difícil. Ela se desdobra pra sustentar a família, marido, dois filhos e a mãe. Nessa foto é quando as duas se cruzam. Cleo é manequim em uma loja de luxo, e Maddie precisa urgente de um vestido para aquele fatídico jantar. Ela comprou cordeiro casher que sujou de sangue sua roupa. Não tem outro vestido além do que está na modelo e ela insiste que quer aquele. A série o tempo todo mostra preconceitos. A gerente e as vendedoras tentam demover Maddie já que a modelo estava bastante tempo vestida com a roupa. E Maddie não liga a mínima. O filme tem vários momentos constrangedores. É incrível! Roteiro inteligente.
Maddie acaba descobrindo onde uma menina desaparecida estava. Ela estava morta no lago. A polícia não entende porque Maddie desconfiou que poderia estar ali. Com o tempo vemos na série porque Maddie achou o lugar e porque conhecia tão bem o local. Maddie é jornalista, consegue dados para uma matéria sobre o caso, escreve em parceria com um jornalista, mas seu nome não é creditado. Ela inclusive não consegue vender o seu carro porque na época precisava autorização do marido e não consegue penhorar a aliança pelo mesmo motivo. É a época inclusive que era proibido relações inter-raciais. Se a jornalista fosse pega romanticamente com um homem negro seria presa.
Maddie fica muito doente e delira de febre, com isso ela tem sonhos incríveis. A direção de arte da série é belíssima! Maddie investigava obsessivamente o sumiço de Cleo, então tudo o que aparece no sonho é fruto do que estava em seu inconsciente, do que estudava, misturado a suas experiências. Achei genial a estrutura da série. A trilha sonora é incrível e alguns do elenco cantam na trama como Moses.

Cleo sempre teve uma vida muito difícil. Ela acaba trabalhando na contabilidade de uma casa clandestina de apostas. Seu filho tem anemia falsiforme e o outro a desobedece e também trabalha com apostas. É brilhante como a trama costura a relação das duas mulheres. E gostei muito do desfecho. Mesmo as duas sendo muito amadas pelos seus companheiros, elas resolvem seguir sozinhas.


Beijos,
Pedrita

sábado, 25 de novembro de 2023

Aniquilação

Assisti Aniquilação (2018) de Alex Garland na Netflix. É um bom filme de ficção científica com ótimo elenco. A protagonista é a Natalie Portman.

O marido (Oscar Isaac) dela desapareceu. Os dois atuam em missões secretas, são soldados e cientistas. Ele reaparece e está muito mal. Quando ele é levado ao hospital em uma ambulância, eles são interceptados. Ela vai para uma base secreta. Uma região está envolta em uma luz alienígena. 


A equipe, toda feminina, vai entrar na mata e na região envolta na luz pra pesquisar, todas são cientistas de áreas diferentes. Todos que entraram na região nunca voltaram. O elenco é ótimo: Jennifer Jason Leigh, Tuva Novotny e Gina Rodriguez.

Gosto muito da Tessa Thompson, ela tem uma das cenas mais lindas do filme.
Gostei muito das cenas no farol, são inquietantes e bem realizadas. Gostei também do final em aberto. Sim, é subentendido, mas até onde?
Beijos,
Pedrita

sábado, 31 de julho de 2021

Planetarium

Assisti Planetarium (2016) de Rebecca Zlotowski na Netflix. Gostei demais! Que filme diferente! Elogiam muito essa diretora, quero ver outros de seus títulos. Eu estava sentindo falta de ver um filme diferente, totalmente fora do convencional.  No Brasil está com o péssimo nome Além da Ilusão que absolutamente não tem nada a ver com o filme.


 

Duas irmãs mudam-se para Paris. Vão de trem. Elas vão trabalhar em uma casa noturna que tem um teatro para fazer sessões. A irmã menor vê os mortos, então as pessoas pagam para as sessões. Eu até achei que era tudo encenação, mas depois vemos que realmente a irmã acha que vê as pessoas. Eu adoro a Natalie Portman e gostei demais da Lily-Rose Deep. Eu achava que já conhecia essa atriz, o rosto me parecia familiar, só depois que vi que ela é filha da Vanessa Paradis e a é a cara da mãe.

Um homem se interessa pelo número para o cinema. As sessões não funcionam na tela, mas logo percebem que a irmã mais velha filma muito bem e ela começa a trabalhar no cinema. Ele leva as duas irmãs pra morar na rica casa dele e elas começam uma estranha relação com esse mecenas. Ele é interpretado por Emanuel Salinger. Louis Garrel faz uma pequena participação. O filme é mais os três mesmo, mas alguns outros atores aparecem: Amira Casar, Pierre Salvatori e Damien Chapelle.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Allen v. Farrow

Assisti ao documentário Allen v. Farrow (2021) de Kirk Dick e Amy Ziering na HBO. Há uns anos eu li uma carta de Dylan Farrow e fiquei muito chocada. Comentei com amigos, que sem ter lido a carta e sem conhecer detalhe,s foram em defesa de Woody Allen. Quem sofreu qualquer tipo de violência na infância sabe ler as entrelinhas daquela carta, sente o medo, a dor e a injustiça de ser constantemente desacreditada. Depois da leitura dessa carta eu nunca mais vi filmes do Allen. O documentário questiona exatamente isso, se devemos abandonar a arte de alguém porque não é equilibrado. Se os artistas precisam ser sem pecados. Se devemos misturar os sentimentos da arte e da pessoa.

Eu não sabia que Mia Farrow tinha 7 filhos antes de conhecer Allen. Como eles sempre foram muito unidos, fizeram muitos filmes juntos, eu sempre achava que a constituição familiar tinha sido em conjunto. Mia tinha filhos de um casamento anterior e tinha adotado outros. Allen não queria proximidade com os filhos de Farrow. Eles viviam em casas separadas. Ela quis ter outro filho, Allen concordou, não conseguiu e adotou Dylan, logo depois teve outro filho com Allen. Eles se separaram quando Farrow encontrou fotos sexuais de sua filha adotiva na casa de Allen. Allen está até hoje casado com Soon-Yi e tem filhos com ela.
Fiquei feliz de saber que Dylan reconstruiu a sua vida. Ela casou-se e tem uma filha. É muito difícil quem sofreu abuso conseguir superar os traumas e ter relacionamentos.

O documentário menciona vários casos de profissionais de Hollywood talentosos que sofreram acusações como o produtor Harvey Weinstein. E fala o quanto Hollywood sempre protegeu esses acusados como Roman Polanski e Michael Jackson. Inclusive foi após esse caso e com o #MeToo que muitos passaram a dar credibilidade as denúncias. E muitos passaram a apoiar Dylan como Natalie Portman e Oprah Winfrey.

Beijos,
Pedrita 

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Jackie

Assisti Jackie (2016) de Pablo Larraín na HBO Go. Eu tenho um certo receio de filmes com pessoas famosas, mas quando esse filme veio na tv a cabo fiquei curiosa pra ver. Amo a Natalie Portman. E a vontade aumentou quando vi uma matéria sobre filmes de mulheres fortes e lá estava Jackie. E que filme impressionante! Também só vi que o diretor é chileno e de grandes filmes que gostei na hora que selecionei o filme para ver.

E Natalie Portman está inacreditável de tão maravilhosa. E fiquei impactada também com a força da Jaqueline Kennedy. O filme começa com uma entrevista real de um jornalista da revista Life poucas semanas depois do assassinado de John Kennedy. O filme passa a mostrar momentos fora de ordem cronológica antes, durante e depois do assassinato. Jaqueline Kennedy segurou John Kennedy no colo, ele caiu em cima dela, ela no carro já percebeu pelo olhar que ele estava morto. Seus assessores quiseram que ela trocasse a roupa para sair do avião, ela disse que eles teriam que saber o que fizeram e vai com sua roupa rosa toda coberta de sangue, só na parte que aparece no rosto ela limpa mais ou menos. 

Por machismo e por acharem que Jackie não estava em condições começam a querer decidir tudo por ela. É inacreditável a força dessa mulher. Ela quer que seu marido seja lembrado, pede informações do funeral de Abraham Lincoln, quer um cortejo igual, quarteirões de caminhadas com figuras importantes do mundo todo. Todos tentam convencê-la que o momento politico é outro, que é arriscado, mas ela não desiste. 

Quem mais apoia Jackie é seu cunhado, Bobby Kennedy interpretado brilhantemente por Peter Sarsgaard. A solidão da Jaqueline Kennedy é doída. Ela tinha assessores, pessoas que cuidavam de tudo a sua volta como sua governanta interpretada brilhantemente por Greta Gerwig, o apoio do cunhado, mas tudo isso ia se esfacelar no futuro. Seriam relações do passado. Os filhos continuariam Kennedy, mas eles iam seguir outros caminhos.

John Hurt faz o padre que a aconselha. Interessante que a conversa não é amigável. Ela questiona várias vezes o padre. Belos diálogos.

O jornalista é interpretado por Billy Curdrup. Casper Phillipson interpreta John Kennedy. Alguns outros do elenco são: Richard Grant, John Carroll Lynch, Max Casella e Beth Grant.

Jaqueline Kennedy era grande defensora das artes, cultura, música.
 
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A Viagem de Darjeeling

Assisti A Viagem de Darjeeling (2007) de Wes Anderson na ClaroTV. Eu adoro esse diretor, adorei que tinha esse filme que não conhecia na programação da ClaroTV. O roteiro é do diretor, de Roman Coppola e do Jason Schwartzman que está no elenco. E que delícia! Surreal, inteligente, engraçado! Amei!

Começa com o elenco genial. Só Wes Anderson para unir atores tão diferentes: Adrien Brody, Owen Wilson e Jason Schwartzman. São três irmãos que se unem em uma viagem a Darjeeling. Eles querem procurar a mãe que não apareceu no enterro do pai. Eles pegam então um trem.

Eles não tem uma relação muito cordial, muito pelo contrário. São rivais. A família é toda desestruturada. Eles viajam como turistas à Índia e com olhar turístico, mal reparam na miséria do país. E fazem muitas confusões. A mãe é interpretada por Anjelica Huston

No trem trabalham os personagens de Amara Karan, Waris Ahluwalia e Kumar Pallana. O filme começa com Bill Murray tentando pegar o trem, Adrien Brody o ultrapassa e consegue. Achei que Bill Murray estaria no elenco, mas não, fez essa e outra pequena participação muito engraçada. Natalie Portman também faz uma participação relâmpago. Simplesmente genial. O cenário do trem é incrível! As locações são majestosas. Incrível a trilha sonora também. Amei!
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Jane Got a Gun

Assisti Jane Got a Gun (2015) de Gavin O´Connor no Max. No Brasil está equivocadamente como Em Busca da Justiça. Não tem absolutamente nada a ver. Adorei o filme porque é muito feminino. Impressionante a personagem da Natalie Portman. Gosto muito de filmes com mulheres fortes, guerreiras e corajosas. Começa com o marido dela sendo baleado, a filha pequena brinca fora de casa. Ele é interpretado por Noah Emmerich. Ele avisa que um homem está vindo.

Ela deixa a filha com uma conhecida e vai buscar alguém para ajudá-la. Ele é interpretado pelo Joel Edgerton. O filme aos poucos e bem aos poucos vai contando as duras histórias dessas pessoas. Gosto de filmes que mostram a dureza de viver nos Estados Unidos nesse período que só a bala salvava. Eram vidas duras, cheias de saques, mortes, cartazes de procurados e infelizmente muito estupros.

E Rodrigo Santoro faz uma participação. 

Ewan McGregor interpreta o vilão, mas bandido é que não falta no filme. Eu adoro a maioria do elenco. Alguns outros do elenco são: Boyd Hoolbrock, Sam Quinn e Alex Manette. Lindinhas as meninas que fazem as filhas da protagonista.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

De Amor e Trevas

Assisti De Amor e Trevas (2015) de Natalie Portman no Telecine Play. É baseado em um livro do Amos Oz sobre suas memórias. É inacreditável mas nunca li nenhum livro desse autor. Meus amigos já leram, mas eu ainda não. Nesse livro Amos Oz conta a trágica história de sua família. A sinopse conta o final do filme.
Quem relata a história é o garoto.  Tudo é visto pelo olhar do garoto. Ele começa contando a história da mãe quando criança, ela vinha de uma família de posses e viviam confortáveis. A mãe se casa e tem seu único filho. Judeus, eles inicialmente fogem da Ucrânia, depois na Segunda Guerra Mundial fogem para o Mandato Britânico na Palestina. É época de muita tristeza, fome e miséria. O pai é escritor, fiquei curiosa para conhecer o livro do pai de Amos e trabalha em uma livraria. A mãe adora contar histórias para o filho, interessante que não são histórias infantis, algumas são bem trágicas. Histórias de tradição oral. O menino é louco pela mãe.
Os ingleses tiram a posse da terra, é criado o Estado de Israel, o pai fica eufórico, a mãe nem tanto e é quando o casal começa a se descompassar. Os palestinos são segregados e começam a se confrontar com os israelenses. Há muita sutileza em falar dos confrontos. Na narração falam que palestinos e israelenses passaram a se atacar quando na verdade quem sempre atacou os judeus e os palestinos foram a Europa e em vez deles lutarem com quem os massacrou, eles passaram a brigar entre si. O pai vai a luta armada, o garoto passa a colaborar procurando objetos, tudo com muito risco, bombas e violência. 

Pela casa deles ser mais segura, eles abrigam várias famílias separadas por lençóis. Uma amiga da mãe é morta. A mãe vai se silenciando em uma dor sem fim. É lindo demais como o garoto cuida da mãe, de cortar o coração. Gostei demais do filme, da delicadeza como é retratado. O garoto cuida muito da mãe, com uma dedicação que emociona. É no garoto que a mãe se ampara. Lindinho quando o garoto imagina várias formas de salvar a mãe como se fosse um super herói. Com a desilusão, o garoto vai viver no Kibbutz Hulda e muda de nome. Gostei da direção, da delicadeza em mostrar o universo feminino e suas sensibilidades, pouco visualizadas pelo perfil masculino. Natalie Portman está maravilhosa e como é fofo o ator que faz o garoto, Amir Tessler, é o único filme que ele atuou. O marido foi interpretado por Gilad Kahana. O filme é falado em hebraico, não sabia que Natalie Portman fala em hebraico, nem que ela é judia, nem que nasceu em Jerusalém. A família dela se mudou para os Estados Unidos quando ela era bebê. Minha admiração por essa atriz aumentou mais ainda após esse filme.

Beijos,
Pedrita