sábado, 30 de março de 2024

Integrais

Fui a apresentação do lançamento do álbum Integrais de Edelton Gloeden no Sesc Pinheiros. O grande violonista tocou algumas obras do repertório do álbum com composições de Guerra-Peixe, Camargo Guarnieri, Claudio Santoro, Osvaldo Lacerda e Edino Krieger.

Foto de Ricardo Ferreira

Foram interpretadas

 César Guerra-Peixe (1914-93) – Peixinhos da Guiné (1984)
Prelúdios – I. Lua Cheia (1968)
Prelúdios – V. Ponteado Nordestino (1966)

Camargo Guarnieri  - Ponteio (1944)
Valsa-chôro nº 1 (1954)

Claudio Santoro - Estudo nº 3 (1982)
Fantasia Sul América (1983)

Osvaldo Lacerda (1927-2011) – Moda Paulista (1961)
Valsa (1961)

Edino Krieger (1928-2022) – Romanceiro (1984)
Ritmata (1974)

Essa belíssima capa é do artista plástico Marcelo Guimarães Lima e é pelo Selo Sesc

A apresentação estava lotada, inclusive de músicos e violonistas ilustres. Foi um sucesso! E lindo demais!

O álbum está disponível nas plataformas.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 29 de março de 2024

Dentro

 

Assisti Dentro (2023) de Vasilis Katsoupis no TelecinePlay. Eu tinha ficado fascinada com esse lindo pôster, só depois que comecei a ver que percebi que é o Willem Dafoe. Adoro esse ator! E que filme genial! Mais um filme instigante de um diretor grego.


O protagonista entra em um apartamento pra roubar obras de artes. Ele tem pouco tempo para pegar as obras e sair antes de disparar o alarme. Ele não acha uma obra, demora um pouco pra desistir de procurar, erra o código de saída e fica preso no apartamento. O filme é o Dafoe no apartamento tentando sobreviver. Como o alarme dispara, na tentativa de tirar o som ensurdecedor, ele quebra o sistema de controle do apartamento e tudo fica desequilibrado, a água é cortada, a temperatura enlouquece.
O filme tem algumas incoerências, mas é irrelevante. A forma como é construído é genial! Fiquei ligada, querendo ver onde ia dar. E o desfecho é igualmente genial! Sim, ele sai pela claraboia, mas e aí? O filme é todo dentro do apartamento. Então não sabemos de nada do lado de fora, porque o filme não segue o protagonista do lado de fora. Só vemos o prédio pelas câmeras de segurança. Ele vê pessoas e acompanha as pessoas e os funcionários do prédio pela televisão. Não ouve nada, só imagens. O filme tem várias obras de arte que são listadas no final, algumas brasileiras. O apartamento é incrível, todo moderno, eletronicamente funcional, mas o sistema eletrônico como foi quebrado tudo está desequilibrado!
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de março de 2024

Fome Azul de Viola Di Grado

Terminei de ler Fome Azul (2022) de Viola Di Grado da Dublinense. Eu tinha visto matérias sem ler profundamente porque não curto spoilers, e tinha ficado muito interessada. É uma belíssima edição em capa dura, com projeto gráfico de Luisa Zardo, que comprei na Festa do Livro da USP. Assim que comecei a postar que estava lendo descobri várias pessoas que já tinham ouvido falar bem da autora e alguns tinham enveredado em outras de suas obras fazendo vários elogios. Eu fiquei muito impressionada com o livro! É desconcertante!

O marcador de livros é magnético com um pedaço de uma obra de Tarsila do Amaral.

O lenço é pintado à mão. 

Obra sem título 14 (1980) de Wu Dayo

A protagonista é italiana como a autora e está em Xangai. Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. Ela perdeu seu irmão gêmeo em Roma. Ele que sempre quis viver em Xangai, ela resolve então viver a vida como se fosse ele. Lá ela se apaixona por Xu e elas tem uma relação tóxica e violenta. Elas gostam de mutilações, jogos. E Xu é muito perversa. Ela sabe que a italiana está doentiamente ligada a ela, então usa e abusa da dependência da outra. Diz que as regras são dela, some e aparece sem dar a menor satisfação. É um horror quando Xu leva a amada a um matadouro, após tirar toda a roupa dela, que a jovem vê que o local está cheio de pessoas. São muitas violências. 

Obra Artwork (10) de Wu Ganzhong

Fiquei muito abalada! Acho incrível que autores consigam penetrar em temas tão complexos, escrever sobre temas que não revelamos, que escondemos. Ir a fundo em relações disfuncionais, em lugares obscuros, em sentimentos inconfessáveis.

Obra (2000) de Zao Wou-Ki

Trechos desconcertantes de Fome Azul de Viola Di Grado:

“Odiava que meu amor por Xu amenizasse a raiva de nossas brigas”.

“Não por respeito, mas por terror da tristeza que existe por dentro. Minha tristeza era como a dela: perigosa. Nossa tristeza era a coisa mais perigosa que já tinha acontecido nas nossas vidas. Isso que tornava os nossos sentimentos barulhentos e não confiáveis, como trens prestes a descarrilhar”.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 25 de março de 2024

Millennium 3: A Rainha do Castelo de Ar

Assisti Millennium 3: A Rainha do Castelo de Ar (2010) de Daniel Alfredson no Film&Arts. Terminei a trilogia e vou ficar com saudades!

Lisbeth (Noomi Rapace) e o pai são levados ao mesmo hospital. É quando começamos a entender a trama toda de perseguição nela. O pai está envolvido em uma organização criminosa que quer o abafamento a todo custo. Ela e o pai são testemunhas vivas, precisam ser eliminados. Por sorte um médico (Aksel Morrise) sensível percebe que algo está muito errado e a protege. E os jornalistas (Michael Nyqvist) passam a investigar os envolvidos pra fazer um dossiê inocentando-a. Gosto da série mostrar a importância do jornalismo investigativo e da valorização do jornalismo tão importante para os cidadãos.
A série é toda muito triste! O tempo todo eles querem provar que ela tem problemas psiquiátricos e que teria que ficar internada pra sempre. Aos 12 anos ela ficou amarrada 381 dias em uma clínica e foi abusada pelo psiquiatra. O filme não deixa muito claro o abuso, é subentendido, mas o psiquiatra consumia pornografia infantil. O grupo quer interná-la pra sempre pra eles ficarem protegidos. Tentam matá-la também. Ela consegue uma rede de apoio corajosa. Os jornalistas. A advogada (Annika Hallin) que quando vê do DVD que Lisbeth gravou do estupro do seu tutor, as violências que sofreu com um homem sadomasoquista, entende todos os horrores que ela passou desde a infância, entende que ela tem que ser protegida. Mas Lisbeth também sabe se defender, com palavras, investigações. Ela tem uma amigo hacker como ela que igualmente consegue provas. Quem deveria protegê-la, os psiquiatras, os tutores, o pai, todos são verdadeiros monstros e estupradores. Estranhamente vi um dia antes de descobrirmos monstros brasileiros que deveriam proteger os cidadãos, arquitetando homicídios. 
Os outros dessa série e da americana estão aqui.

Beijos,
Pedrita

domingo, 24 de março de 2024

Homenagem a Osvaldo Lacerda


Fui ao concerto do Centro de Música Brasileira em Homenagem a Osvaldo Lacerda no Mackenzie Higienópolis. Osvaldo Lacerda (1927-2011) foi um importante compositor brasileiro com inúmeras obras. Começou com Eudóxia de Barros, ela interpretou a Toada Opus 2.

Depois a pianista tocou com Rodrigo Nagamori no oboé. Eles tocaram Variações sobre Carneirinho Carneirão.

Foto de Rafael Salvador

Por último Eudóxia de Barros tocou com a mezzo-soprano Denise de Freitas que lembrou a época das gravações do CD Lembrança de Amor, que comentei aqui. Quando ela, Eudóxia e Osvaldo prepararam esse repertório até as gravações. Várias obras tem lindos poemas de Manuel Bandeira, Gregório de Mattos, Olavo Bilac e Guilherme de Almeida. Elas encerraram com a linda Menino Doente com texto de Manuel Bandeira, fiquei muito emocionada.

Foto de Paulo Lacerda

Canções: 

Quando entardece – texto de Vicente de Carvalho

Porque – texto de Guilherme de Almeida

Martírio – texto de Junqueira Freire

Conselhos de Amor – texto de diversos autores

Prece – texto de Gregório de Matos

Contrição – texto de Gregório de Matos

A Maldição – texto de Olavo Bilac

Lembrança de amor – texto de Vicente de Carvalho

Ladainha – texto de Cassiano Ricardo

Descrente do amor – texto de diversos autores

Cantiga I – texto de Manuel Bandeira

Desafio – texto folclórico





Beijos,
Pedrita