Mostrando postagens com marcador Espaço Promon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espaço Promon. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Jean Louis Steuerman, Pablo de Leon, Antonio Lauro del Claro e Luiz Garcia

Assisti ao concerto com o pianista Jean Louis Steuerman, o violinista Pablo de Leon, o violoncelista Antonio Lauro Del Claro e o trompista Luiz Garcia no teatro Cultura Artística Itaim. O patrocínio é do Grupo Promon. Queria muito ver esse concerto porque gosto muito desses músicos, só não conhecia o Luiz Garcia. Esse recital está na série Concertos de Câmara Promon 50 anos Schumann, Chopin e Brasil. Nesse repertório especificamente só tocaram música de câmara de Schumann. Eu adoro concertos de câmara e com músicos tão renomados foi maravilhoso! A abertura foi feita pela Gioconda Bordon que fez algumas perguntas aos músicos, sobre a sensação de tocar música de câmara. Eles disseram que era o sonho de um músico chegar a esse aperfeiçoamento, de estar no seu instrumento sozinho no palco. Jean Luis Steuerman tocou as três obras do programa.

Antonio Lauro Del Claro tocou com o pianista as Cinco Peças em Estilo Popular para Violoncelo e Piano opus 120 e o Trio para piano n. 1 opus 63 essa com a participação do violinista Pablo de Leon. Belíssimas essas obras. Na conversa inicial o trompista Luiz Garcia contou que as trompas mudaram a sua construção em um período e que muitos compositores não gostaram da mudança e pararam por um tempo de compor para o instrumento, diferente de Schumann, Luiz Garcia tocou com o pianista a belíssima obra Adagio e Allegro para trompa e piano opus 70. Foi um belíssimo recital!




From Mata Hari e 007
Beijos,

From Mata Hari e 007
Pedrita

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Adorável Desgraçada

Assisti a peça Adorável Desgraçada de Leilah Assumpção no teatro Cultura Artística Itaim. A direção é do Otávio Müller. Queria muito ver essa peça desde que vi uma matéria no Estadão falando da estreia. É um monólogo com a maravilhosa Débora Duarte que arrasou. Adorável Desgraçada comemora os 40 anos de atividade da dramaturga. Fui com minha mãe e adoramos, mas acharmos muito triste. Os cenários e o figurino maravilhoso é da incrível Bia Lessa.

Logo no início já me identifiquei e me emocionei com o texto. Nossa protagonista, a Guta, passou a sua infância e adolescência em Sertãozinho. Não que eu seja de lá, mas eu e minha família passamos momentos encantadores nessa cidade que nunca esqueci, nem eu, nem minha irmã. Minha mãe sempre mencionava  aqueles dias mágicos que passamos naquela pacata cidade. Guta é uma mulher frustrada, agora com uns 50 anos, vive sozinha mas sempre quis um destino diferente. Não se realizou emocionalmente, nem financeiramente. Ela está em um período de grande crise, televisão e rádio quebrados, esquecida por todos. Entre euforia e profunda tristeza vamos mergulhando nesse mundo opressivo que ela vive. Ela fala o tempo todo de uma amiga de infância, a Maribel, que parece mais odiar que amar, que tem muito ciúmes, porque enquanto a Maribel fez tudo o que queria, cometeu muitos pecados, a Guta foi uma mulher dedicada, afetuosa e correta. Mas é a Maribel que vive enquanto a outra fica solitária.A Guta é dessas pessoas que ajudou todo mundo, mas de quem ninguém se lembra. A personagem fala conosco, com vizinhos, amigos do passado não-presentes. É um belíssimo espetáculo que fica em cartaz até 3 de outubro. 


From Mata Hari e 007
Beijos,








Pedrita

domingo, 4 de abril de 2010

As Meninas

Assisti As Meninas de Maitê Proença e Luiz Carlos Góes no Teatro Cultura Artística Itaim. A direção é de Amir Haddad. Fui com a minha mãe ver esse belíssimo e delicado espetáculo. Maitê Proença escreveu esse texto baseado em sua experiência trágica na adolescência, seu pai matara sua mãe. A peça As Meninas se passa no velório da mãe e tia dessas meninas.

Apesar de um tema tão difícil, a peça tem muita leveza e beleza. Antes mesmo de entrarmos na plateia, as cinco mulheres vem nos buscar no hall do teatro cantando músicas brasileiras, belíssimas canções, com seus vestidos lindos, que figurinos encantadores de Beth Filipeck.Gostei demais de todas as atrizes. As meninas são interpretadas pelas ótimas Sara Antunes e Patrícia Pinho. Gosto muito da Vanessa Gerbelli e não sabia que ela cantava tão bem. As outras duas que compõe o elenco são Clarisse Derzié Luz e Analu Prestes. O cenário de Cristina Novaes também é delicado e belo, a peça passa em um velório e há o caixão, mas é branco e o corpo da morta é feito de flores brancas e coloridas, tudo mágico e bonito. Para ajudar o clima de leveza, a mãe morta aparece alegre para As Meninas e brincam juntas, muito lindo! Eu e minha mãe ficamos muito emocionadas com esse belíssimo espetáculo.  


Youtube: As Meninas


From Mata Hari e 007
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Drummond, música e poesia

Fui no recital Drummond, música e poesia da série Música de Câmara no Rio Hoje da CPFL Cultura no Teatro Cultura Artística Itaim. Esse teatro mudou de nome, é o antigo Espaço Promon. Eu mantive nas tags o Espaço Promon que já existia. A curadoria é do Clóvis Marques. Gostei demais! Adorei o repertório com obras de Guerra Peixe e Cirlei de Holanda. Gosto muito de música contemporânea, de composições inspiradas em poemas, vocês devem ver que regularmente falo de recitais assim aqui no blog. Os músicos eram ótimos: A soprano Doriana Mendes, o barítono Homero Velho, na clarineta Paulo Sérgio Santos e ao piano Fiulio Draghi.

O repertório era muito bonito. De Guerra Peixe (foto) interpre-taram: a divertida Rapadura, A Inúbia do cabocolinho, a belíssima Drummondiana e Prelúdios Tropicais No. 5 - Pequeno Bailado. De Cirlei de Hollanda: Congresso Internacional do Medo, Passatempo, Tema com variações, a emocionante As Sem Razões do Amor e O que se diz que é praticamente uma aula de português divertidíssima!
As sem-razões do amor
de Carlos Drummond de Andrade (foto
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.




e

Beijos,

Pedrita

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Eduardo Monteiro


Fui ao recital de Eduardo Monteiro no encerramento da série Piano Solo de 2007 no Espaço Promom. O repertório era muito bonito. O pianista interpretou de Beethoven, a Sonata nº 23, op. 57, Appassionata, de Villa-Lobos, Hommage à Chopin, Impressões seresteiras e Festa no sertão, de Francisco Mignone, Sonata nº 1, de Leopoldo Miguez, Noturno, opus 10, de Lorenzo Fernandez, Três estudos em forma de sonatina e de Liszt, Après une lecture du Dante – Fantasia quasi sonata.



Na abertura dos recitais dessa série sempre há um jovem pianista. Nesse foi Érika Ribeiro que interpretou de Frederick Chopin, o Noturno op. 55 nº 2 e a Barcarolle, opus 60. Foi um bonito recital.


Bejios,



Pedrita