Assisti Glass Onion - Um Mistério Knives Out (2022) de Rian Johnson na Netflix. Eu procurava algo pra distrair e não estava fácil. Até que comecei a ver esse e amei! Tem todos os ingredientes perfeitos de sessão da tarde, no meu caso de fim de semana. Eu tinha visto o Knives Out, e o detetive é o Daniel Craig. Esse é igualmente um mistério. Adorei que tem outros filmes de mistérios com o mesmo detetive.
É pandemia, todos estão entediados em suas casas, quer dizer, nem todos. E recebem uma caixa com enigmas divertidíssimos. Lá tem um convite para os amigos seguirem para uma ilha. E o detetive aparece. O que convidou não entende porque ele surge, se não estava na lista.
É mistério atrás de mistério, surpresa atrás de surpresa, uma delícia de filme. O lugar é lindo. A casa, mansão eu diria, tem uma infinidade de engenhocas mágicas e misteriosas. Bom demais. O elenco é igualmente ótimo Edward Norton, Kate Hudson, Janelle Monáe, Dave Bautista, Kathryn Hahn, Leslie Odon Jr., e Jessica Henwick. Há participações de Ethan Hawke e Hugh Grant.
Assisti a série The Undoing (2020) de Susanne Biel na HBO e HBOGo. Eu vi uma chamada da série e como adoro esses atores, Nicole Kidman e Hugh Grant, quis ver. Eu comecei a ver essa série na HBO porque estreava aos domingos às 22h, mas na segunda semana colocaram às 23h e não conseguia ver, muito tarde. A HBO trabalha bem mal o seu streaming, não entendo como ainda tenha emissora de tv a cabo que ainda queira ganhar ibope no ao vivo. Os tempos são outros. Depois demoram pra por no streaming e aí devem reclamar a debandada pra outros sistemas.
O criador da série é David E. Kelley baseado no livro de Jean Hanff Korelitz que quero muito ler. Há muitos textos na internet sobre a série e comparando com o livro mas só vou ler depois de escrever o post. Começa com um casal margarina. Ela uma psicóloga de casais renomada, ele um famoso oncologista de crianças. Riquíssimos, eles ainda tem um filho de 12 anos.
A mulher começa a ser assediada por outra lindíssima interpretada por Matilda de Angelis. Elas se conhecem na reunião da escola dos filhos. O marido segue para um congresso. A jovem é assassinada. A psicóloga esconde a série toda a aproximação que teve com a jovem.
A esposa estranha o marido não dar notícia da viagem e liga pra ele. Descobre que ele deixou o celular em casa. No dia seguinte ela liga para os hotéis que ele costuma ficar, mas ele não está lá. Vai ao hospital procurar informações do congresso para falar com o marido e pasmem, descobre que ele foi demitido há meses e que é segredo o motivo. Daí começa em cadeia uma sucessão de mentiras desse marido, absurdamente assustador. Ele era amante da jovem assassinada e tinha transado com ela na noite que foi morta. Torna-se o principal suspeito.
O pai da esposa é milionário interpretado brilhantemente por Donald Sutherland, ótimo personagem. Fico imaginando como deve ficar um pai vendo a filha e o neto envolvidos nessa trama. Ele acaba contratando uma excelente advogada para defender o genro, pensando no neto, o garoto é uma graça, Noah Jupe. Excelente também a atriz que faz a advogada Noma Dumezweni. A série começa a debater muito psicologia, comportamentos psicológicos, mas muito, muito mesmo ética. A advogada é muito séria, mas ela, para ganhar, prepara todo um teatro e uma rede de manipulação para favorecer o seu cliente, pouco importa se ele é monstro ou não. Sim, ela utiliza os dados, faz toda uma cena, para atingir o resultado que é ganhar a causa, dentro da lei, mas é correto o que ela faz?
A esposa, que é psicóloga, também questiona. Se de fato o seu marido não matou a jovem, ela pode sim reconsiderar, perdoá-lo e quem sabe voltar com ele. Mas ele é um mentiroso compulsivo e ela vai descobrindo aos poucos junto com o público. Como disse, a riqueza não está no comportamento do médico e sim de toda a teia que se junta, rodeada de muito dinheiro, para resolver os seus conflitos. Muito provavelmente, sem todo o dinheiro, sem um grande advogado, nada sairia como o planejado. O filme mostra o quanto ter muito dinheiro faz muita diferença. Para ajudar na ação seria bom o marido sair da cadeia para melhorar a imagem ao júri, mas a fiança é milionária e só pode ser paga porque o sogro é milionário. A série mostra o quanto a justiça não é para todos e não é igual para todos. E estamos falando de Estados Unidos, imagine aqui.
Alguns outros do elenco são: Edgar Ramirez, Rabe Cast, Edan Alexander e Ismael Cruz Cordoba.
A abertura é linda e só agora que descobri que a música é cantada pela própria Nicole Kidman.
Assisti Florence Foster Jenkins (2016) de Stephen Frears no TelecinePlay. Eu tinha visto um trecho em uma matéria sobre filmes indicados ao Oscar e quis muito ver. Foi uma grande surpresa descobrir que Florence Foster Jenkins (1868-1944) existiu. Uma grande mecenas da música, vivia ajudando grandes orquestras com cantores para que realizassem os seus eventos. E o sonho dela era cantar. No Brasil claro que colocaram juízo de valor no título.
O filme começa com a contratação de um pianista para as aulas. O maestro que vai lecionar é um grande regente de uma orquestra. Como ela era uma grande mecenas, vivia rodeada de pessoas importantes. Uma graça o pianista interpretado por Simon Helberg. O pianista é Cosmé McMoon. O momento da contratação e da primeira aula são preciosidades. Que interpretação da Meryl Streep. Todos estão incríveis. Hugh Grant interpreta o marido de Florence. Eles estavam casados há anos, mas não era um casamento carnal já que ela tinha sífilis que adquiriu do marido anterior quando tinha 18 anos nas núpcias.
O filme é muito delicado e bonito. Ela quer cantar, começa muito tarde o que já dificulta e não é nada afinada. O marido faz de tudo para protegê-la das críticas. Escolhe a dedo quem vai assisti-la. Ele tem outra mulher e diz que vai jogar golfe quando quer ficar com ela e é em uma dessas viagens que Florence grava um disco e aluga o Carnegie Hall. Vira um furor e sucesso, como disse um amigo, porque queriam rir dela o que é muito triste e feio. Até hoje é o disco mais vendido. Florence lotava os teatros, com inúmeras personalidades da música. Alguns sim iam para rir, mas muitos iam em respeito a tudo o que ela fazia e patrocinava na música. Eu gostei muito da atualidade do filme porque fala muito de respeito e tolerância. O quanto julgamos os outros e nos divertimos com as dificuldades dos outros pra encobrirmos as nossas falhas. Meu amigo disse que há outro filme sobre essa história que ele gostou muito, um filme francês de nome Marguerite que quero muito ver também.
No final vieram fotos de Florence Foster Jenkins, ainda do marido e do pianista. Contam que o pianista só tocou mesmo com Florence, amante do fisioculturismo acabou se tornando júri da modalidade.
Depois de viúvo, o marido de Florence, St. Clair Bayfield, continuou investindo em música até sua morte.
Assisti O Agente da U.N.C.L.E. (2015) de Guy Ritche na HBO On Demand. É baseada na série da década de 60. Gostei, mas eu achei muitas piadas sem graça e várias de gosto duvidoso. Começa com um agente americano indo na Alemanha Oriental logo após a criação do Muro de Berlim.
Ele conhece uma mecânica, depois os governos recrutam mais um russos e os três precisam localizar uma bomba atômica. Era período da Guerra Fria, todos os países estavam desesperados em novas bombas atômicas. Confesso que a rivalidade dos dois rapazes soou forçada e cansativa. O filme vai muito bem até ir em um treino da Fórmula 1, depois fica meio arrastado. O americano é interpretado por Henry Cavill, o russo por Armie Hammer. Ele não parece estar muito confortável no personagem. E a mulher pela linda e talentosa Alicia Vikander que parecia estar se divertindo fazendo o filme.
Vários atores fazem participações como Hugh Grant, Elizabeth Debicki, Luca Calvani, Sylvester Groth, Jade Harris e Christian Berkel. É um filme caro, com várias locações lindíssimas. A trilha sonora é maravilhosa, termina com uma bela interpretação na voz de Nina Simone.
Os figurinos são demais. Coloquei a foto para as minhas amigas blogueiras Rudy do La Vie en Rose e a do Vintage Pri, mas há outras que curtem vintages.
Assisti no cinema Cloud Atlas (2012) de David Mitchell. Eu estava curiosa para ver esse filme, tinha lido que eram várias histórias em vários tempos, mas tinha lido também que tinha ficado confuso. Eu e minha mãe gostamos muito, eu bem mais do que esperava. Gosto de filmes de ficção científica e esse é bem interessante. Todas as histórias tem algo em comum e embora seja piegas o viés de todas, o cerne de Cloud Atlas é muito interessante. Uma premissa é que tudo o que acontece, o desfecho, sempre depende de pelo menos mais uma pessoa, mesmo que o desfecho seja bom ou ruim. O outro, Cloud Atlas aposta na eternidade da alma, que o amor segue em cada vida que vivemos.
Gostei bastante que vários atores fazem vários personagens, alguns só descobri no final, quando eles mostram o ator e seus personagens. Em geral há lógica em eles serem vários, é a mesma alma. Tom Hanks e Halle Berry estão mais perceptíveis. Mas Hugh Grant está imperceptível em vários personagens, bem como a oriental Doana Bae. Estão muito bem também Jim Sturgess, Keith David, Ben Whishaw, James D´Arcy e Jim Broadbent. Alguns outros que aparecem são Hugo Weaving, Susan Sarandon, Xun Zhou e David Gyasi.
É possível que esse filme tenha ficado com umas 10 horas e eles precisaram compilar para ficar em um tempo mais razoável e talvez isso faça ele ser um pouco confuso, mas mesmo assim é um bom filme. Todos são complexos, bons ou maus, humanos, mas muitos são interesseiros, gananciosos, não exitam em explorar alguém, se livrar para ganhar benefícios, faturar mais. As maquiagens são bem feitas, às vezes ficam estranhas, mas concordo que ser o mesmo ator para significar a mesma alma é mais importante que a perfeição.
Assisti Maurice (1987) de James Ivory no Telecine Cult. Vi na programação que ia passar esse filme, resolvi ver. Minha mãe tem razão, é muito triste. Maurice é ambientado na Inglaterra, no século XIX, baseado no livrosemi-autobiográfico de E.M. Foster.Eu não sabia que a Inglaterra executava homossexuais. Dois rapazes se apaixonam. Quando um homem, amigo do personagem do Hugh Grant é denunciado e condenado a 6 meses de prisão, mas poderia pegar vários anos e trabalhos forçados, o personagem de Hugh Grant fica doente e resolve forçar a sua natureza para não perder o status, não correr riscos de ser denunciado, de ser executado ou preso. Maurice sofre muito, mas não consegue aceitar a sugestão de tentar se enquadrar ao que a sociedade impunha. Maurice é interpretado por James Wilby, todo o elenco está excelente.
No meio desse sofrimento todo Maurice procura um psiquiatra, que apesar de casado e com filhos, aceita a natureza do rapaz e sugere que ele siga para países que não executam homossexuais com a França e a Itália. Mesmo no século XIX já haviam psiquiatras que mesmo diferentes de seus pacientes aceitavam outras naturezas. Hoje ainda encontro psicólogos e psiquiatras que acreditam que haja tratamento para condutas fora do padrão. O personagem do Hugh Grant tem um discurso bastante estranho sobre seu comportamento anterior, como se fosse uma doença que foi curado posteriormente. Ainda no elenco estão: Rupert Graves, Billie Whitelaw, Phoebe Nicholls e Helena Michell.
Assisti Lua de Fel (1992) de Roman Polanski no Telecine Cult. O filme é baseado no livro de Pascal Bruckner. É sobre um casal com considerável diferença de idade que começa a se relacionar. Eles entram naquela moda da época de experimentar tudo. De que uma relação de muito tempo só sobrevive com orgias sexuais e muito sadismo. No início do filme, começa com eles em viagem de barco para a Índia, onde conhecem um casal que faz uma viagem para comemorar os seus 7 anos de casados, mas eles estão em crise, a relação já mostra alguns sinais de cansaço. De uma forma doentia e manipuladora, o casal, que gosta de experimentar novidades, começa a aproximar o marido recatado para ouvir confidências.
Não ficam claras se as confidências são reais ou acrescidas de mais aspectos. O próprio narrador questiona sua veracidade. É uma história cheia detalhes sórdidos, relações corrompidas. De pessoas que preferem ficar junto em constantes agressões a terem vidas indepentendes. Mas o outro casal também não está feliz como aparenta.
Antes da apresentação do filme há uma abertura do Marcelo Janot, onde ele conta um pouco da vida do Roman Polanski e relata que a bela jovem do filme, Emmanuelle Seigner, era sua esposa na época. A outra mulher é interpretada pela belíssima Kristin Scott Thomas. Os dois homens que completam os casais são interpretados por Peter Coyote e Hugh Grant. A ótima trilha sonora é do Vangelis. Há ainda a música Kátia Flávia de Fausto Fawcett. O 007 disse que tem o vídeo que ele comprou de uma coleção nas bancas.