
Assisti
Dezembro Ardente (1973) de
Sidney Poitier no
Cinemax. Imagino que o ator tenha feito o que muito negros fazem, conseguir fazer o seu próprio filme para poder protagonizar e ter um bom papel, já que em muitos filmes os atores negros ficam de coadjuvantes. Gostei de
Dezembro Ardente, um pouco melodramático demais, mas é bem interessante porque valoriza a cultura afro.
Nosso protagonista é um médico americano bem sucedido que viaja com sua filha de férias para Londres. Ele é viúvo e lá conhece uma mulher que é sobrinha de um embaixador africano. Inclusive o figurino dela é belíssimo! Alguns bem anos 70, outros da cultura afro, lindíssimos!

Achei esquisito o filme dar um tom que seria de suspense e não é, mas é um bom filme. Como disse o que gostei é que ele e essa mulher gostam muito de programas culturais e todos que são apresentados em
Dezembro Ardente são da cultura afro. Só não mostram um espetáculo de dança em um teatro. Mostram o saguão lotado da elite local aguardando a apresentação, mas ela não existe efetivamente. As músicas são incríveis e todas de compositores negros, inclusive uma banda em um bar animado que eles vão. É um ótimo filme para a identidade de uma cultura.
É muito linda a moça interpretada por Ester Anderson, que também coloca h na grafia do seu nome. A menina que interpretou a filha do nosso protagonista é Yvette Curtis e atuou em só um filme a mais no ano seguinte. Outros do elenco são: George Baker, Earl Cameron e Johnny Sekka.
Música do post: Baai

Beijos,
Pedrita