Assisti Perfect Sense (2011) de David Mackenzie na PrimeVideo. O roteiro é de Kim Fuqz Aakeson. Esse filme estreou no canal agora, é estranho ver esse filme agora e como será que os envolvidos encararam a pandemia quando foram percebendo as semelhanças com seu filme. Sim, os estudiosos das mudanças climáticas falam que várias pandemias irão acontecer, após a que vivemos, falam que virão outras, mas foi estranho ver o filme após a pandemia que vivemos. Imagino que o filme impacte muito mais hoje do que na época que foi lançado. E também foi estranho ver esse filme nesses dias de fenômenos climáticos adversos por aqui. O filme é uma coprodução com imagens realizadas no mundo todo. Cheguei a achar que eram imagens compradas, algumas eram, mas a produção usou equipes de vários países pra fazer as imagens.
O casal de protagonistas tem os maravilhosos Eva Green e Ewan McGregor. Ela uma epidemiologista que estuda esses fenônomenos e o que acontece no mundo e ele um chefe de cozinha. Os dois machucados pelo amor, tem dificuldade de lidar com os sentimentos que passam a ter um pelo outro. Eles se evitam inicialmente, até passar a ter um relacionamento. Os sentidos vão desaparecendo e só desaparecem após sentimentos explodirem. O primeiro é exatamente a perda do olfato que tivemos na pandemia e que conhecemos bem. O sentimento anterior a perda do olfato era uma tristeza profunda. A pessoa chorava muito e quanto parava não tinha mais olfato. Ela perde primeiro. Ninguém sabe como é feita a contaminação e o mundo todo vai passando pelos mesmos efeitos. Depois perdem o paladar. A audição é a perda mais violenta porque a pessoa fica muito perigosa e violenta.
Há uma narração e imagens do que acontece no mundo a cada evento da perda dos sentidos. E sim, termina com a perda da visão, é muito impactante. Antes da perda da visão, o sentimento que explode é o amor e as pessoas começam a se reencontrar, reconciliar, é muito bonito. É um filme muito impactante!
Assisti Bugonia (2025) de Yorgos Lanthimos na PrimeVideo. Queria muito ver esse filme, ainda bem que não consegui ver nos cinemas porque não ia dar conta. É fortíssimo! Fiquei revirada! Sim, como todos os filmes desse diretor é genial, dilacerador e brilhante, mas não é fácil de assistir. Tive que parar algumas vezes e voltar a coragem pra retornar. O roteiro é um remake do filme do sul-coreano Jang Joon-kwan que quero ver, mas preciso de um tempo pra me recuperar.
Um lunático sequestra uma alta executiva. Isso foi o que mais me assustou. Aparecer um maluco que planeja o seu sequestro baseado em teorias absurdas e passa a fazer testes com você. Com o tempo vemos que eles se conhecem, não são tão estranhos, mas essa ideia de que algum maluco pode te fazer mal do nada me assusta profundamente. Emma Stone está maravilhosa e acho fantástico como ela embarca nas loucuras desse diretor. O lunático que a sequestra é interpretado assustadoramente por Jesse Plemons. O jovem manipulado por ele por Aidan Delbis.
A executiva tenta o tempo todo reverter a sua situação na conversa e manipulação, é um filme muito inteligente e difícil. Sim, o final é maravilhoso, mas pode ser delírio e não ter acontecido, no fundo não importa muito porque todo o filme é tão complexo que o desfecho é um detalhe.
Assisti Sweetness in the Belly (2019) de Zeresenay Mehari na Film&Arts. Esse filme é baseado no livro de Camilla Gibbs. O diretor é etiópe.
Eu procurava filmes com Wunmi Mosaku. Descobri que já vi vários trabalhos com ela. Gosto muito do trabalho dela.
A história é muito triste. A personagem da Dakotta Fanning aparece criança, com 7 anos. Ela e seus pais estão viajando no Marrocos, os pais parecem bem alternativos. Vão visitar um guru, enquanto a filha brinca com as crianças, eles vão embora, largando ela lá. Ela cresce então nesse ambiente muçulmano, torna-se muçulmano e faz toda a sua educação nesse ambiente ultra religioso.
Agora ela vive de favor na casa de uma mulher, faz serviços domésticos e está na Etiópia. O filme conta esse período que o imperador é deposto por revoltosos, mas o exército que ajudou o povo toma o poder e passa a executar os revoltosos que os colocaram no poder. O médico que ela se apaixona se junta aos revolucionários e eles se perdem. Ele é Yahya Abdul-Mateen. É quando uma horda de refugiados começa a deixar o país e a protagonista também. Ela descobre na imigração que tem passaporte inglês, é inglesa, então tudo fica mais fácil pra ela. Em Londres inclusive o governo dá um apartamento pra ela.
É quando a protagonista reencontra a personagem da Wunmi. Elas tinham se visto na fila da imigração. Ela acabou de ter um bebê, tem um filho e procurava uma amiga pra ver se poderia sair do abrigo. A protagonista oferece que morem juntas. Forma-se uma linda amizade. A amiga era agregadora, tinha inúmeras amizades, o apartamento vive sempre alegre e feliz. Ela monta um escritório para localizar parentes da Etiópia. O filme fala muito de não pertencimento, aquela sensação de parecer não fazer parte de lugar algum.
Assisti Os Malditos (2024) de Thordur Palsson na HBOMax. Esse filme é catalogado como terror, mas o tempo todo temos dúvida se é mesmo algo sobrenatural ou delírio do grupo. É um filme bem interessante!
Um grupo vive em uma região inóspita muito fria. A mulher acabou de voltar. Ela e seu marido viviam nesse região e ele morreu, mas ela volta mesmo assim e diz que ele investiu tudo o que tinha ali, principalmente no barco que é uma pequena embarcação. Eu gosto de filmes em regiões inabitadas. Fico imaginando o que faz pessoas irem a esses lugares. Hoje até é mais fácil manter alguma comunicação, mas no filme, que é no tempo antigo, tudo era muito mais difícil. No filme eles dizem que o vilarejo mais próximo leva 3 dias a pé e naquele frio extremo. Volte e meia ela lembra ao grupo que o barco é dela e que é ela que lidera o grupo, porque volte e meia alguém resolve ficar como líder. Odessa Young está ótima.
Eles visualizam uma embarcação ao longe afundando e decidem não ir socorrer. Não há comida pra todos, vão por a pequena embarcação em risco, mas no dia seguinte, quando descobrem que tem baús de alimentos daquela embarcação, o receio desaparece. O filme aborda inúmeras questões.
Muitas das cenas são no escuro nas pequenas casas. Com a morte dos tripulantes do outro barco surge uma lenda de um ser perigoso que vai matar todos. E todo o misticismo. Naquela escuridão, sombras não faltam. É bem interessante o filme não deixar claro se é ilusão deles ou de fato há algo sobrenatural acontecendo. Eles estão sem comida, imagino que as alucinações fiquem mais fáceis de acontecer. E gostei do desfecho!
Terminei de ler O Intocável (1997) de John Banville da Record. Faz tempo que uma amiga doou vários livros desse autor que passei a gostar muito. Esse eu não tive identificação.
O marcador de livros eu ganhei de presente.
Obra Calmaria (1650) de Nicolas Poussin
O protagonista é inspirado no espião Anthony Blunt que era especialista na obra de Nicolas Poussin. Ele era um ser desprezível. O livro começa com ele idoso, falando das limitações do tempo. Ele acaba se vendo na TV, quando é denunciado como espião duplo, e não se reconhece naqueles retratos de um homem envelhecido. Uma jovem aparece querendo escrever sua biografia e ele passa a contar a sua história.
Obra Atrás da Floresta até o Mar (1951) de Jack Yates
O protagonista se casa e tem dois filhos. Pelo trabalho eles vivem distantes, então ele pode viver suas relações homossexuais. Ele acaba sendo contratado pela realeza para cuidar de arte. Até que é descoberto. Seus amigos fogem, mas ele não vê necessidade. Ele é o último espião a ser descoberto do grupo que atuou na segunda guerra. Todos tinham espiões na época, Inglaterra inclusive, então não fico tão indignada com a revelação dele ser descoberto. Ele não fez nada diferente do que muitos espiões ingleses fizeram.
Assisti Oddity (2024) de Damian Mc Carthy no TelecinePlay. Que filme interessante! É de fantasminhas, é assustador, mas bem mais psicológico. Foi filmado na Irlanda.
O filme mostra uma casa de pedra isolada no meio do nada. Eu logo pensei: Quem iria morar em um lugar como aquele? Acho que o roteirista me ouviu porque o filme o tempo todo toca nesse assunto. Eu não sou nada fã de casas de pedra, acho-as frias, até mesmo castelos, nada aconchegantes. Uma mulher, Carolyn Bracken, está exatamente tentando fazer a casa mais confortável com madeiramento. O visual melhora muito, mas eu não ficaria naquela casa. Só um lugar o celular pega e ela avisa ao marido que vai dormir lá.
O marido, Gwilym Lee, é um psiquiatra e trabalha em um manicômio. Ele vive em plantões noturnos, a esposa fica muito sozinha à noite.
Um paciente do marido e assustador, Tadhg Murphy, aparece na porta trancada da casa de pedra. Ela está ouvindo barulhos, ele diz que não é ele e que ela corre perigo. O filme segue no tempo. Descobrimos que ela foi brutalmente assassinada e que esse paciente foi condenado.
O tempo passa. O médico já está com outra mulher, Caroline Menton. A mulher morta tinha uma irmã gêmea cega que começa a infernizar o casal. Ela aparece do nada na casa de pedra, diz que é o dia da morte da irmã. Leva uma caixa e esse boneco apavorante. Ela é mística. O médico diz que não pode ficar na casa. A nova namorada também não, mas ela não consegue ir embora. A chave do carro some. E esse boneco começa a nos apavorar. Que filme assustador!
Assisti Os Observadores (2024) de Ishana Shyamalan no Max. Estava curiosa pra ver esse filme. Esse pôster é lindo! O filme é baseado no livro de A. M. Shine, que não tem livros traduzidos no Brasil. Só depois que assisti que vi que a diretora é a filha de M. Night Shyamalan.
Eu gosto muito de filmes que criam uma realidade própria para falar de várias questões. Uma jovem vai levar um pássaro, precisa passar pela floresta da Irlanda, onde foi realizada parte das filmagens. Que lugar deslumbrante! De repente tudo desliga, carro, celular. ela vai a pé, não acha mais o carro, mas encontra quatro pessoas que vivem em um bunker. Ela é informada que observadores vão sempre olhar o palco à noite. Eles não gostam de luz, então eles só podem sair do bunker de dia.
Eu gosto muito da Dakota Fanning. Fiquei muito preocupada que ela está fumando cigarro eletrônico que equivale a fumar 50 cigarros de uma vez e já tem duas jovens da idade dela aguardando transplante de pulmão após o uso. Pelo jeito a indústria do tabaco voltou a financiar artistas e filmes como fez na década de 50. Não é a primeira vez que vejo atores fumando cigarro eletrônico em filmes e séries. O resto do elenco também é ótimo. Excelente Olwen Fouéré. Os outros dois são Georgina Campbell e Oliver Finnegan.
A estrutura do filme é muito boa. Fica o tempo todo se transformando. O final é bem surpreendente! Gostei muito!
A tão esperada Retrospectiva Spotify 2024 chegou! A sensação que tenho é que fica mais bonita a cada ano. O layout parece que se supera a cada ano, como se isso fosse possível. Minha retrospectiva tem 6h24minutos. Inclusive as anteriores continuam existindo nas playlists, dá sempre pra ouvir e ver o que mais ouvia em outros anos.
Os artistas mais ouvidos mudaram pouco. Confesso que achei que mudariam mais.
A música mais ouvida foi a mesma do ano passado. Eu na Rua de Antonio Pinto, do filme maravilhoso Nine Days. Eu adoro, mas confesso que achei que seria outra porque não ouvi tanto quanto no ano passado.
Esse ano eu tive uma mudança de músicas, a Retrospectiva até fala sobre isso, mas nas músicas mais ouvidas, ainda predominaram as que ouvi mais no ano passado. Talvez só no ano que vem a mudança seja mais intensa. Amo Agora de Alice Caymmi, mas ouvi mais no primeiro semestre. Como é uma música dolorida, ouvi menos nesse semestre. Eu Te Desafio a me Amar eu amo, como amo Johnny Hoover, essa música é exatamente desse semestre. You Are My Sister foi uma surpresa, adoro essa música, mas não imaginava que tinha ouvido tanto.
Sempre me divirto com as divisões de estilo, com os nomes, junho começou a se definir como iria se configurar minhas playlists. Troye Sivan ando ouvindo bastante. E gosto muito de Billie Eilish. Torci muito pela canção dela no Oscar.
Eu adoro que os músicos mais ouvidos mandam vídeos de agradecimento. É bacana porque parece mesmo que foi só pra você. Esse foi por The Cranberries.
Gostei de Laura Cahen ter feito um video, gosto muito dela. Está realmente entre as músicas que mais ouço atualmente. Eu incluí dela 12 músicas. Ela tem uma voz intensa, envolvente. Confesso que teria adorado vídeos "exclusivos" pra mim de Alice Caymmi e Johnny Hooker, que pena que não aconteceu. Curiosa pra saber quem recebe vídeos de brasileiros. Eu só recebo de estrangeiros.
Sim, Billie Eilish deixou um vídeo. Acho que muitos ouvintes do Spotify devem ter ela na retrospectiva e receberam esse vídeo. Gostei muito, mas eu fico mais curiosa com os vídeos dos músicos mais raros de mais ouvidos dos ouvintes.
Muito fofo o da Aurora, parecia mesmo que era só pra mim. Eu curto 8 musica dela. E adoro! Ela está mais nesse meu momento atual.
Foi o ano que mais ouvi em tempo. Ano passado foi o que menos ouvi. Esse ano eu resolvi fazer uma playlist que esquecesse momentos que traziam lembranças doídas, então consegui ouvir bem mais. Ano passado eu queria esquecer. Esse ano eu também não queria lembrar, mas busquei músicas sem histórico. E criei histórias novas, menos doídas para essas músicas de agora.
Nossa, eu que agradeço ao Spotify. Essa retrospectiva é empolgante, há inúmeros outros recursos que usamos durante o ano. Mais ouvidas, as que você foi deixando de ouvir. Máquina do tempo. Enfim, é tanto recurso bacana que dá gosto ser assinante. Só podiam remunerar melhor músicos e compositores.