quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
A Força da Idade de Simone Beauvoir
segunda-feira, 10 de março de 2014
O Tempo Redescoberto
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O Tempo Redescoberto
Terminei de ler O Tempo Redescoberto, publicado entre 1913 e 1927, de Marcel Proust. É o último livro do Em Busca do Tempo Perdido. Eu levei um ano para ter coragem de começar a lê-lo, porque tinha muita pena de terminar essa sequência de livros maravilhosos. No Caminho de Swann eu li há muitos anos emprestado de uma biblioteca. Levei um tempo para localizar o segundo, À Sombra das Raparigas em Flor, porque estava esgotado. Já tinha conseguido comprar os outros dois em uma livraria que colocou os livros a venda novos por somente R$ 10,00. Depois achei os outros dois no sebo. E esse último comprei baratíssimo novo na Fnac. Mas e o dó pra terminar essa sequência maravilhosa?“A mulher que amamos preenche raramente todas as nossas necessidades, e nós a enganamos com outra que não amamos.”
“Aqui, ao contrário dos conventos carmelitas, é graças ao vício que a virtude vive.”
“Daí a tentação grosseira para os escritores de escrever obras intelectuais.”
Música do post: 18_-_Albert_Roussel-II.Poeme-P.de_Ronsard-A.Kechlibareva-Jeans-Yves_Gaudin-_flute
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| From Mata Hari e 007 |
Beijos,
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| From Mata Hari e 007 |
Pedrita
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
A Fugitiva
Terminei de ler A Fugitiva de Marcel Proust, publicado entre 1913 e 1927. É o penúltimo livro de Em Busca do Tempo Perdido. Esse comprei em um sebo por R$ 17,00 e pelo jeito nunca foi lido. As páginas estavam intactas. Só a lateral é que azulou em vez de estar na cor original, lilás, parece que ficou em uma prateleira por bastante tempo, mas nunca foi folheado.
Tela Vida de Casada (1912) de Roger de la Fresnaye Sempre ouço algumas pessoas comentarem que não lêem os clássicos porque são livros antigos e me surpreendo com tanta desinformação. Várias obras que li são profudamente revolucionárias e ousadas até mesmo para os dias de hoje. Em Busca do Tempo Perdido é uma dessas obras. Nosso protagonista nunca assume sua amada, vive com ela, mas por ela não ter uma posição social e financeira adequada, ele nunca enfrenta sua família. Está confortável viver com ela sem assumir, mas tem um ciúmes possessivo e avassalador. É doentio o desejo dele de saber detalhes das relações homossexuais da mulher com quem viveu. Depois de sua morte ele se aproxima das amantes da sua amada e pede que elas mostrem a ele como eram as carícias, pede inclusive que façam nele pra demonstrar.
Depois ele conhece uma mulher por quem se interessa, mas em sua confusão e ciúme, perde a possibilidade de casar. Há um relato complexo sobre a origem dessa moça, que é protegida e mudam seu nome, já que a família que descende tinha se envolvido em escândalos. Essa moça se casa e nosso protagonista fica inconformado de saber que o marido dessa moça é amante de um amigo seu e que só se casou visando o dote da moça. Relações complexas, com muita futilidade da alta sociedade da época.
Tela Três Mulheres (1921) de Fernand Leger
Trechos de A Fugitiva de Marcel Proust:
“A srta. Albertine foi-se embora! Como, em psicologia, o sofrimento vai mais longe do que a psicologia! Ainda há pouco, ao analisar-me, julgara que essa separação sem no termos visto outra vez era justamente o que eu desejava, e, comparando a mediocridade dos prazeres que Albertine me proporcionara com a riqueza dos desejos que me impedia de realizar, eu me achara sutil, e concluíra que não queria tornar a vê-la, que já não a amava.”
“Muitas vezes não prestamos bastante atenção, no momento, em coisas que já então podiam parecer-nos importantes; não ouvimos bem uma frase, não notamos um gesto, ou senão os esquecemos. E quando, mais tarde, ávidos por descobrir a verdade, remontamos em dedução, folheando nossa memória como uma coleção de testemunhos, chegamos a essa frase, a esse gesto, é impossível nos lembrarmos; recomeçamos vinte vezes o mesmo trajeto, mas inutilmente: o caminho não vai mais adiante.”
“Os homossexuais seriam os melhores maridos do mundo, se não representassem a comédia de amar as mulheres.”
Beijos,
Pedrita















