Assisti Bodas de Papel (2006) de André Sturm no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, tentei até ver no cinema, mas não consegui. Gostei muito do roteiro inicial. Uma cidade havia sido desapropriada para a construção de uma hidrelétrica. Passado muitos anos, o governo desistiu da hidrelétrica, isso é muito brasileiro. Começa então o filme com a notícia no jornal de que aquela cidade não será destruída e as pessoas podem comprar as propriedades, inclusive eles facilitavam para os antigos moradores retornarem. A personagem Helena Ranaldi viveu lá com seu avô, então compra a antiga casa novamente e o antigo hotel da família. Quando ela chega poucos estão retornando. É muito simpático ver a cidade ficando colorida e iluminada aos poucos.
Bodas de Papel é delicado e lindo no início. Tudo é cuidadoso! No início a narração fala de Serendípite, que é algo que o acaso faz acontecer. Uma mudança de planos, um atraso de alguém e você muda de lugar e encontra alguém. Não gostei do final. Podia ter ficado leve e simpático assim até o final. Mas quiseram um acontecimento forte, um momento de tensão, algo que enfraqueceu infinitamente a trama e levou esse lindo filme a um desfecho melodramático óbvio. Uma pena, porque é de uma doçura maravilhosa esse filme e seu roteiro inicial.
Gostei muito do elenco. Para contracenar com a Helena Ranaldi escolheram o ótimo e lindo ator argentino Darío Grandinetti. E traz ainda atores que adoro: Cleyde Yáconis, Walmor Chagas, Antonio Petrin, Sérgio Mamberti, Ângela Dip e Imara Reis.Nos créditos, Bodas de Papel teve apoio da cidade de Serra Negra. Não consegui descobrir onde foram as locações.
Bodas de Papel ganhou três prêmios no 12º Festival PE Festival do Audiovisual de Recife, Melhor Filme do Júri Popular, Melhor Atriz Coadjuvante (Cleyde Yáconis) e Melhor Edição de Som (Fernando Henna e Simone Alves).
Música do post: Vivaldi, A. RV 461 Concerto for Oboe in A minor [I] Allegro non molto [Paul Dombrecht]
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| From Mata Hari e 007 |
Beijos,

Pedrita












