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sábado, 26 de outubro de 2024

O Cinema das Mulheres

Assisti ao documentário O Cinema das Mulheres (2020) de Vanessa de Araújo Souza do CurtaOn no Brasiliana TV. Eu adoro filmes históricos. Esse fala um pouco da presença da mulher no cinema brasileiro. Fiquei surpresa quantas mulheres dirigiram, produziram filmes, antes mesmo do cinema ser falado. Quem conta boa parte dessas informações é a chefe de um arquivo, Alice Gonzaga. Ela é de uma geração de arquivistas. O documentário conta que as mulheres foram aparecendo nos bastidores desde o cinema mudo, que o Brasil tem um número expressivo de técnicas desde o início do cinema.

O documentário homenageou Ruth de Souza que assistiu a alguns filmes e falou de filmes onde mulheres foram protagonistas. Li uma matéria que as mulheres são minoria como protagonistas de filmes, a matéria falava inclusive de filmes de super heróis. Após a matéria eu passei a prestar a atenção em filmes que tem protagonistas mulheres. Eu vejo muitos filmes dirigidos por mulheres e filmes com mulheres protagonistas, talvez por ter maior identificação, então não consigo analisar com esse distanciamento. E talvez atualmente tenham mais profissionais em destaque na direção. 

O documentário mostrou trechos do filme Sinhá Moça, com Ruth de Souza assistindo. A atriz contou que concorreu ao Leão de Ouro, foi a primeira atriz brasileira a concorrer ao prêmio junto com Katharine Hepburn e Michelle Morgan.
O documentário termina com a retomada do cinema brasileiro marcado pelo filme Carlota Joaquina de Carla Camuratti que dá entrevista no filme.
No Brasiliana TV o documentário está com ótima qualidade de imagem. Diferente desse vídeo.
Beijos,
Pedrita

domingo, 13 de setembro de 2020

Carolina

Assisti ao documentário Carolina na GNT. É sobre a escritora Carolina Maria de Jesus, quero muito ler os livros dela, principalmente Quarto de Despejo.Eu não sabia que Carolina de Jesus tinha nascido em Sacramento. Eu tinha visto um documentário sobre a cidade que comentei aqui e tinha gostado muito. Foi uma cidade com várias feministas. Foi em Sacramento que uma patroa levou Carolina para a escola, ela estudou só dois anos, mas depois que pegou o gosto pela leitura, lia tudo o que aparecia na frente. Ela leu também Escrava Isaura que ganhou e ficou encantada. Tom Farias escreveu uma biografia sobre a escritora e ele fala dela no documentário. Ruth de Souza também conta quando conheceu Carolina de Jesus. Ruth ia interpretar a Carolina.

Depois ela seguiu para São Paulo e foi viver na favela do Canindé. Tinha uma única torneira para toda a comunidade. Lá ela vivia com seus filhos e catava papel para sobreviver. Eles passavam muita fome. Quarto de Despejo é sobre esse lugar e sobre as pessoas do lugar. Pelo documentário, Carolina parecia uma mulher forte e determinada. Com Quarto de Despejo ela ganhou muito dinheiro, comprou uma casa em Santana, mas não se adaptou ao bairro, comprou um sítio em Parelheiros e voltou a passar dificuldades. Do período que viveu em Santana escreveu Casa de Alvenaria. Por último Casa de Bitita. Além desses livros escreveu inúmeros textos e poemas para revistas, jornais. Tive muita dificuldade de encontrar informações sobre o documentário.
Vou colocar um vídeo do biógrafo.


Beijos, 
Pedrita

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Pitanga

Assisti ao documentário Pitanga (2017) de Camila Pitanga e Beto Brant no Canal Brasil. Quis ver inclusive nos cinemas. A trajetória de Antônio Pitanga confunde-se com a história do cinema brasileiro.. Sou fã desse ator.

Antônio Pitanga com Luíza Maranhão em A Grande Feira

O documentário mostra Pitanga na praia, depois segue para Salvador, onde ele encontra com profissionais que trabalhou. Contador de histórias, seus encontros são riquíssimos em conteúdo, uma aula de cinema brasileiro. Ele fala com Ruth de Souza, Léa Garcia, Zezé Motta, Milton Gonçalves, Lázaro Ramos, Othon Bastos, Gésio Amadeu, Ney Latorraca, Tamara Taxman e Ítala Nandi. Com os diretores Cacá Diegues, Neville D´Almeida, Walter Lima Jr. e Hugo Carvana. Os músicos Maria Bethânia, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Paulinho da Viola e Caetano Veloso.

Antônio Pitanga em Barravento

Pitanga conta que Glauber Rocha ficou muito bravo com ele porque uma produção atrasou e o ator foi trabalhar com teatro. O documentário entra com uma linda entrevista do José Celso Martinez Corrêa e sobre teatro. Capoeirista, suas interpretações tinham muitos movimentos, eram muito viscerais.

No final as conversas são com os filhos. Camila Pitanga agradece muito ao pai o carinho com sua mãe, Vera Manhães. Em uma entrevista contam a beleza desse casal.

Muito emocionante as cenas do Pitanga com o filho Rocco e seus netos, que momentos delicados. O carinho e união de todos emociona.

No blog eu falei de alguns filmes que Antônio Pitanga participou:

O Pagador de Promessas

Tocaia no Asfalto

O Homem que Desafiou o Diabo

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios

Beijos,
Pedrita

domingo, 20 de novembro de 2016

Dia da Consciência Negra

Resolvi fazer um post com negros da cultura que admiro neste Dia da Consciência Negra inspirada no blog Café com Leitura na Rede da Luli Ap.. Começo com as incríveis cantoras irmãs Edna D´Oliveira e Edinéia de Oliveira. Creio que o vídeo fale melhor que minhas palavras.
Amo o filme As Filhas do Vento que comentei aqui com atrizes que amo: Ruth de Souza, Léa Garcia, Taís Araújo, Milton Gonçalves, Maria Ceiça, Dani Ornellas, Thalma de Freitas e Rocco Pitanga.


A maravilhosa escritora americana Toni Morrison que li A Canção de Solomon e comentei aqui.


Sancho com o maravilhoso Jorge Maria no musical O Homem de La Mancha que comentei aqui.

Na literatura o incrível poeta Cruz e Souza que vi o filme e comentei aqui. Cruz e Souza no filme foi interpretado por Kadu Karneiro.

O baixo Luiz-Ottavio Faria.




Sem falar nos documentários e entrevistas sobre o tema. Vou destacar A Negação do Brasil que comentei aqui.

Lima Barreto, onde destaco O Triste Fim de Policarpo Quaresma

O dançarino e coreógrafo Maurício de Oliveira da Cia. Maurício de Oliveira e Siameses. As postagens estão aqui.



Bertolezza na novela Liberdade Liberdade interpretada brilhantemente por Sheron Menezes. Sem falar no Barão e na Baronesa interpretados por Bukassa Kabengele e Dani Ornellas.

A história de Solomon Northurp no livro 12 Anos de Escravidão que originou o filme e foi magnificamente interpretado por Chiwetel Ejiofor. E foi quando descobri a incrivel Lupita Nyong em um personagem dilacerante.

O compositor erudito brasileiro Padre José Maurício Nunes Garcia.

O incrível Faroste Caboclo protagonizado pelo Fabricio Boliveira.



A quase insuportável autobiografia Infiel de Ayaan Hirsi Ali.


A ópera Colombo de Carlos Gomes protagonizada por Sebastião Teixeira.

A série Tenda dos Milagres com um elenco primoroso: Nelson Xavier, Milton Gonçalves, Chica Xavier, Solange Couto, Dhu Moraes, Antonio Pompeo, Toni Tornado, Joel Silva.

A incrível novela Lado a Lado protagonizada por Camila Pitanga e Lázaro Ramos. Tendo ainda no elenco: Milton GonçalvesZezeh Barbosa, Tião D´Ávila, César Mello, Ana Carbatti, Rui Ricardo Diaz, Laís Vieira e Cauê Campos

Já vi uns 10 posts que queria colocar aqui e se for procurar vou achar muitos outros. Vou parar por aqui.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 5 de abril de 2016

O Vendedor de Passados

Assisti O Vendedor de Passados (2015) de Lula Buarque de Holanda no TelecinePlay. Impressionante! Maravilhoso! Amei! O filme é livremente inspirado no livro do angolano José Eduardo Agualusa que agora quero muito ler. Devem ter muitas características diferentes, quero ver as vertentes do escritor. Sensacional! Eu queria muito ter visto nos cinemas, cheguei até ver onde passava e sessões, mas não consegui. O personagem do Lázaro Ramos vende passados. Ele vive confortavelmente do seu trabalho.

Vou falar detalhes do filme, é bom descobrir assistindo: Ele tem muito trabalho e muitas solicitações. Logo no começo entendemos o trabalho porque o protagonista mostra a uma interessada um CD fake e parece muito interessante. Uma mulher pede um passado, uma infância como menina. Ela nasceu menino, mas quer lembranças de menina. Outro cliente era obeso, fez cirurgia de redução estômago, várias cirurgias, quer um passado como magro. Ele é interpretado por Anderson Müller. Esse já começa a mostrar as distorções do trabalho do protagonista e os exageros, as invenções do passado para enganar as pessoas. Surge então a personagem da Alinne Moraes. Ela não fala quem é, pede um passado. O protagonista insiste que para fazer um passado precisa de informações concretas, não dá pra criar do nada. Ela volta várias vezes, insiste e diz que ela terá que ter no passado cometido um assassinato. Ele diz que isso é muito incomum, as pessoas querem um passado sem crimes, apagar um crime, não o contrário. Instigado por essa mulher começa a preparar o passado dela. São muitas reviravoltas, é incrível.

Quem circunda esse protagonista também não é muito ético. O médico vive indicando pacientes, o obeso foi ele inclusive, e ainda faz confissões para o protagonista de segredos de consultório. Ele é interpretado pelo Odilon Wagner. Ele vai casar com a personagem da linda Mayana Veiga.

Adorei a construção dos passados. O personagem vai em lojas de antiguidades, compra objetos para que sejam do passado de alguém. Fascinante a senhora que coleciona álbuns de fotografias antigos e foi interpretado pela maravilhosa Ruth de Souza, não achei nenhuma foto no filme para mostrar. O protagonista compra em uma loja de antiguidades cartas de amor entre um casal. Essa parte da garimpagem de objetos me fascinou demais.  O protagonista passou a imaginar passados começando pelo seu. Ele foi adotado por um casal. O pai era repórter de TV, interpretado por Marcello Escorel, e fazia matérias sensacionalistas, o filho tem as fitas de VHS do tempo que o pai era vivo. Volte e meia o filho atribuía a essas matérias a sua história. O filho aborrece a mãe para contar a verdade e ela pega uma outra fita e diz que aquela é a história dele, mas ficamos na dúvida se não é mais uma mentira. A mãe é interpretada pela Débora Olivieri. Gostei muito também do filme nos confundir o tempo todo.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Em Quadro

Assisti ao documentário Em Quadro (2009) de Luiz Antonio Pilar no Arte 1. Estava começando esse documentário, adoro os atores, e assisti. É muito bom! Em Quadro entrevista quatro importantes atores negros que adoro: Zezé Motta, Milton Gonçalves, Léa Garcia e Ruth de Souza. Muito interessante como cada um lidou e atuou nas produções, Alguns mais engajados, outros nem tanto, uma grande e fascinante diversidade.

Gostei que cada um foi entrevistado individualmente. Zezé Motta contou que onde estudava e morava a maioria era branca, então ela queria o cabelo liso. Quando foi aos Estados Unidos com peruca chanel ficaram horrorizados e foi aí que ela passou a usar o cabelo como é o dela mesmo. Na época se usava muito cabelo black power e foi assim que ela usou nesse período.

Quase todos falam do quanto gostaram de fazer o filme Filhas do Vento que gostei muito e comentei aqui. Contam que é um filme sobre uma família, suas dificuldades onde todos são negros. Mas não é um filme sobre racismo. E sim sobre uma família qualquer, que poderia ser de qualquer país.

Alguns dão depoimentos. Gosto demais do pesquisador Joel Zito Araújo que conseguiu resumir algo que tenho tentado dizer para amigas sem sucesso. Ele disse que o negro é escolhido para a dramaturgia para falar de negritude, e que o branco para humanidade. Eu penso assim. O negro é escalado para falar de racismo, preconceito. Só na TV Record acabei vendo novelas onde os atores eram escolhidos pelos personagens independentes de serem negros e brancos. Independente de serem ricos ou pobres. Ando bem cansada na TV Globo com a segmentação que criam. Se vai ter comunidade na novela, serão na maioria negros. Os brancos no asfalto. E só falam de negritude, racismo. E não personagens humanos sobre questões ampliadas. Não vejo a hora desse círculo vicioso se quebrar.

Milton Gonçalves falou bastante de cinema. Falou de Grande Otelo, do filme Macunaíma. Falaram muito também do filme com ele, Rainha Diaba de 1974 que não vi. O diretor Antônio Carlos Fontoura contou como foi. Milton Gonçalves foi apresentado ao roteiro. Vendo o quanto era forte, consultou o filho se ele aceitaria, e o filho aceitou e ele fez. Milton Gonçalves disse que gosta de interpretar bandidos.


Ruth de Souza atuou muito em filmes da Vera Cruz e comentou sobre Sinhá Moça que comentei aqui. Os cineastas Roberto Farias e Cacá Diegues também dão depoimentos. Cacá Diegues fala inclusive do belíssimo filme O Maior Amor do Mundo com a Léa Garcia e claro, Zezé Mota e Diegues falam muito do filme Xica da Silva de 1976 que também quero ver eu só vi a novela da TV Manchete. Não sei se concordo com o samba da abertura. Acho que reforça esteriótipos. Eu vi outro documentário sobre os negros nas artes, A Negação do Brasil, que igualmente gostei muito e comentei aqui


Beijos,
Pedrita