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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Talvez uma História de Amor

Assisti Talvez uma História de Amor (2018) de Rodrigo Bernardo no TelecinePlay. Não sabia da existência desse filme, vejo pouco filmes de romances ou comédias, mas como adoro o Mateus Solano, resolvi ver. Que filme interessante! É muito surreal, com um roteiro muito inteligente! Nossa, gostei demais! O filme é baseado no livro de Martin Page.
 

O protagonista é um homem metódico, muito inteligente, que trabalha em uma agência de publicidade. Ele não quer ser promovido porque os Impostos de Renda já estão prontos e não quer mudar o rendimento, não quer mudar nada, quer tudo no controle como está. Até que na sua secretária eletrônica vem o recado de uma mulher terminando com ele, mas ele não faz ideia de quem seja. A vizinha tenta ajudar e chega a ser a personagem mais presente no filme, a maioria faz só participações. Adoro a Bianca Comparato.
Como ele tenta entender quem é aquela mulher, ele passa a encontrar com vários atores. São muitos atores em pequenas participações.. O Gero Camilo tem uma participação muito curtinha, mas seu personagem é determinante para boa parte das confusões seguintes. Alguns outros são: Marco Luque, Totia Meirelles, Natália Dill, Elisa Lucinda, Isabelle Drummond, Jacqueline Sato, Paulo Vilhena, Cláudia Alencar, Juliana Didone, Thalia Ayala, Dani Calabresa, João Cortes e Flávia Girafa. Eu não gostei do desfecho, eu preferiria outro final, mas é um filme muito interessante.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 2 de junho de 2020

Elogio da Liberdade

Assisti ao documentário Elogio da Liberdade (2019) de Bianca Comparato na HBO XTreme. Eu vi uma live do Canal Brasil com a Bianca Comparato entrevistada pela Simone Zuccolotto. As lives do Canal Brasil falam dos filmes que estão em cartaz no canal e disponíveis em outras plataformas, Bianca falou desse. Não sabia que a atriz tinha enveredado para a direção. E que documentário lindo! E que vergonha de não conhecer Rosiska Darcy de Oliveira.

Escritora de inúmeros livros que vergonhosamente não li nenhum, Rosiska tem dessas histórias que se confundem com a história do país. Educadora, Rosiska casou-se com um diplomata. Na ditadura, exilaram-se na Europa. O marido foi convidado a depor no Brasil, e apesar das insistências da esposa  de não ir, voltou ao país. Rosiska ficou na Europa. Ele desapareceu. Ela ingressou no movimento feminista até ser recrutada pelo Paulo Freire para participar do projeto educacional dele, indo várias vezes a Guiné, implantar um sistema educacional no país. Depois retornou ao Brasil. Rosiska é membro da Academia Brasileira de Letras.

O documentário é muito bem editado. Traz imagens do acervo pessoal da escritora, trechos de entrevistas da GloboNews, TV Cultura. Fotos. E um olhar delicado e profundo da diretora.

Beijos,
Pedrita

domingo, 5 de janeiro de 2020

Morto Não Fala

Assisti Morto Não Fala (2019) de Dennison Ramalho no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, tentei inclusive ver nos cinemas. É incrível! Em geral eu dou risada com o medo de vocês aos filmes do gênero que comento aqui porque são tão fantasiosos que assustam pouco. Mas se esse tiverem medo, não vejam, é realmente muito assustador. Eu fiquei apavorada.

Daniel de Oliveira trabalha no IML de madrugada. Ele tem o dom de ouvir e falar com os mortos. São muitos, mas muitos baleados. Muito bem feitos os mortos, como falam, muito assustador. O diretor conta em uma entrevista que alguns atores não gostaram da sua versão como morto, acho que eu teria ficado apavorada. O marido está em uma relação conturbada com sua esposa (Fabíula Nascimento). Ela não aguenta o cheiro dele. Ela tem dois filhos com ele. 

Por um morto, ele descobre que a mulher o está traindo. Ele vê um caso policial na TV, ouve um morto, sobe o morro e conta que sabe quem é o homem que matou um bandido daquela facção. Entrega então o amante da mulher (Marco Ricca), só que que era mentira, ele só queria se vingar do amante. A mulher está na hora do "acerto de contas" e morre também.

Ele se abala um pouco, mas não o suficiente. A mulher começa a atormentar a família. As crianças estão ótimas: Cauã Martins e Annalara Prates.

A filha do amante (Bianca Comparato) vai ajudar o pai a cuidar das crianças. O filme é muito aterrorizador.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Minha Fama de Mau

Assisti Minha Fama de Mau (2015) de Lui Farias no TelecinePlay. Tinha muita curiosidade de ver esse filme. Concordo com uma entrevista que vi, que dizia que o Brasil vem se especializando em filmes musicais ou que contam a história dos músicos populares brasileiros. Esse é inspirado no livro homônimo de Erasmo Carlos.

Chay Suede interpreta Erasmo, Gabriel Leone, Roberto Carlos e Malu Rodrigues, Wanderléa. Os três cantam. O filme começa com o compositor jovem, tentando aprender a tocar violão, louco pelos grupos de rock internacionais. Roberto Carlos já cantava músicas na rádio de Carlos Imperial, interpretado por Bruno De Luca.

Erasmo morava com a mãe em uma casa de cômodos, a mãe foi interpretada por Isabela Garcia. A vida não era fácil, a família tentava arrumar um emprego pra ele, até que ele fica amigo de Roberto Carlos e consegue emprego de assistente de Carlos Imperial. Carlos impedia o que podia de Erasmo brilhar como músico, mas Carlos se mete em uma confusão, Erasmo assume Carlos na rádio, fingindo ser Carlos e passa a se promover. Acaba demitido, liga pra gravadoras, é chamado pela RGE, e seu sucesso, Minha Fama de Mau fica primeiro nas paradas. 

Daí a vida dele finalmente melhora e o trio, Roberto, Erasmo e Wanderléa são chamados para ter o programa Jovem Guarda na TV Record. O filme mostra o fim do programa, a dificuldade de Erasmo de se encontrar nos novos tempos, inclusive musicais, na década de 70. É um delicado filme sobre música, amizade, talento. O filme termina quando Erasmo conhece sua esposa Nara. E nos créditos passam imagens do Erasmo, da família, filhos nessa época. O filme é também mesclado com muitas imagens históricas do Rio de Janeiro da época, do programa, fãs, shows. Bela edição!
Vários atores aparecem no filme. Bianca Comparato interpreta as mulheres de Erasmo Carlos. Tim Maia é Vinicius Alexandre. Alguns outros são: João Victor Silva, Luca de Castro, Hugo Bonemer e Paula Toller.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 21 de março de 2019

3%

Assisti a série 3% (2016) de Pedro Aguilera na Netflix. Queria muito ver essa série e é incrível. Me assustou a atualidade do roteiro. A primeira temporada tem 8 episódios profundamente intensos. 3% é o número de escolhidos para viver em paz, com bons recursos médicos, dignidade. A maioria vive miseravelmente, sem remédios, sem atendimento médico, sem moradias dignas, com pouca água e falta de alimentos. Não é muito diferente do que vivemos hoje e não só no Brasil, mas se compararmos só aqui já vamos ver muitas semelhanças. Só um percentual muito baixo de pessoas de renda muito alta tem acesso aos melhores tratamentos e aos hospitais, a maioria fica em filas monstruosas, esperando tratamentos, procedimentos e remédios. Moradia então nem se fala.

O processo de escolha dos 3% é perverso e liderado pelo personagem do João Miguel. O roteiro é muito inteligente, enquanto os jovens passam por provas absurdas vamos conhecendo a liderança e as histórias de como o processo foi criado. O protagonista está sendo questionado por alguns conselheiros que o consideram muito violento, colocam uma mulher para investigar o processo e a ele. A história dele é triste demais!

O elenco todo é incrível, tinha tempo que eu não via um produto com  um equilíbrio tão grande entre atores de várias origens. Bianca Comparato está impressionante, como gosto dessa atriz. Ela costuma ser chamada para fazer personagens que sofrem violências atrozes, o que não é diferente em 3%. No processo há integrantes infiltrados da causa. A causa quer informações do processo para destruí-lo. A personagem da Bianca é uma infiltrada da causa, outro é o personagem do Rodolfo Valente, gostei muito de reencontrar o trabalho desse ator. O personagem tem caráter muito duvidoso. A rebelde é interpretada por Vaneza Oliveira, que atriz, que personagem difícil. Adoro o ator que interpreta o cadeirante, Michel Gomes, é um rapaz sensível, filho de um fanático religioso do processo, que acredita no processo, mas vive de modo miserável do outro lado. Rafael Lozano é herdeiro de uma família que sempre foi bem nos processos, que sempre foram os escolhidos, é arrogante e se sente superior pelo histórico familiar, ótimo personagem também. Luana Tanaka é outra que participa do processo. O que não faltam são bons personagens.
Viviane Porto é outra que tem um personagem importante, ela entra na diretoria do processo para investigar os métodos do líder que acham que são muito violentos. O conselho então só tem feras: Zezé Motta e Carlos Mamberti. Sistemas perversos promovem uma infinidade de injustiças, liberam o que há de pior nos seres humanos.

Luciana Paes tem um personagem determinante na liderança do processo. Fiquei me perguntando o que a personagem teve que fazer para ganhar um cargo de liderança comparando o que foi solicitado a personagem da Vaneza Oliveira.

Que triste e difícil a personagem da Mel Fronckowiak. Ela só aparece na primeira temporada. Na Netflix já está disponível a primeira e a segunda temporada, estão gravando a terceira. Celso Frateschi interpreta o líder da Causa. A primeira temporada termina com o fim do processo.

Beijos,
Pedrita

domingo, 13 de dezembro de 2015

Romance Policial: Spinosa

Assisti a série Romance Policial: Spinosa de José Henrique Fonseca na GNT. Eu gosto muito do elenco, estava disponível no Now e assisti. O capítulo inédito era toda quinta à noite e volte eu meia perdia, é bom ter o Now para poder seguir, não gosto de pular capítulos. Spinosa é o Domingos Montagner. Policiais começam a ser executados e a equipe do Spinosa começa a investigar. A série tem 8 episódios e é baseada no conto Uma Janela em Copacabana de Luiz Alfredo Garcia-Roza.

Na vida afetiva, Spinosa tem um romance com uma dona de um bar, interpretada pela Bianca Comparato.

Envolvidos em corrupção os policiais fazem de tudo para atrapalhar as investigações. Gosto muito dos atores que fazem dois policiais Luciano Quirino e Chandelly Braz. Estava ótimo também o Paulo Verlings. Vários outros bons atores estão no elenco: Nanda Costa, Roberto Bataglin, André Mattos, Maria Manoella, Otto Jr., Luca de Castro, Henrique Neves, Ícaro Silva e Antonio Grassi.

A edição priorizava muito o não-convencional, o inovador, com medo de ser tatibitati deixou muito confuso o ótimo roteiro. Não precisava ser exageradamente esquemático, mas deixou muitas dúvidas na trama e no desfecho da trama. Vou falar detalhes do final: Inclusive eu ainda tenho dúvida se a Luana morreu mesmo ou não, na internet alguns tem certeza, eu não tanto. Mesmo a trama dos carros roubados, não entendi muito bem o que a Camila tinha no esquema, se era a chefe ou só mais uma do esquema. Nessa série, o crime compensa. A série é ótima, cenários, fotografia, mas ficou tudo muito confuso.
Não achei nenhuma chamada melhor.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O Hipnotizador

Assisti a série O Hipnotizador (2015) de Alex Gabassi e José Eduardo Belmonte na HBO. Que obra de arte! Foram oito episódios. Assisti também o especial por trás da série onde falam que foi baseada em uma história em quadrinhos de Pablo de Santis e Juan Saénz Valiente. Uma co-produção entre Brasil, Argentina e Uruguai. A primeira série falada em dois idiomas. Os personagens contracenam cada um no seu idioma. Rapidamente o estranhamento desaparece e descobrimos uma série original e maravilhosa. Eu adoro textos mágicos, e tudo é mágico nessa série, direção, elenco, iluminação de Pedro Luque, cenários, efeitos e figurinos de Andrea Simonetti. A começar pela cidade mágica, um misto de cenários dos filmes do Tim Burton, com vários zepellins ao céu. Nosso protagonista, o hipnotizador Arenas, interpretado brilhantemente pelo argentino Leonardo Sbaraglia, chega em um hotel. Ele consegue emprego no Teatro Rex. Fiquei fã desse ator, agora quero ver outros trabalhos dele. Nesse blog achei um filme que vi com ele, Plata Queimada.

Enquanto Arenas ajuda pessoas com seus tormentos, a sua história caminha. Alguns episódios ele ajuda algumas pessoas, mas depois a trama de Arenas ocupa magnificamente os episódios. Seu antagonista é igualmente um ator maravilhoso, o Chico Diaz. O assistente do Diaz é interpretado por Miguel Lunardi.

No hotel estão os maravilhosos Cézar Troncoso e Bianca Comparato. A personagem da Bianca é uma graça, figurinos lindos, ela sempre pensa em ajudar o Arenas que não consegue dormir. Tudo o que descobre arruma pra ele. Nos sonhos do Arenas aparece sempre a misteriosa interpretada pela linda Juliana Didone. O cientista é intepretado pelo Ruy Guerra. No hotel há um ajudante interpretado pelo argentino Chino Dárin, filho do famoso ator Ricardo Dárin.
Fantástico também a equipe do teatro. O dono interpretado brilhantemente pelo espanhol Zemanuel Piñero. Adorei a personagem da Zoraide, interpretada pela bela Ondina Clais, ela lia o futuro pela água e ajuda muito o Arenas. Adoro a atriz Marisol Ribeiro que interpretava a bela e desafinada Carolina. Linda também a Margarida, a uruguaia Stefanie Neukirch, que fazia um número com o atirador de facas. O traiçoeiro é interpretado por Rodrigo Garcia.

Tudo é muito mágico já que as lembranças de Arenas são confusas, metafóricas. O lado metafórico da série é incrível. Ambientado no passado, mas sem época definida, fala do começo de uma ditadura, algo tão próximo a infeliz realidade dos países que estão em co-produção.

Vários atores fazem participações: a argentina Marilú Marini, a portuguesa Maria de Medeiros, os brasileiros Gero Camilo e Daniel Infantini. A encantadora de cobras pela bela Mel Fronckowiak. A trilha sonora de Guilherme e Gustavo Garbato também é incrível.


Beijos,
Pedrita

sábado, 30 de maio de 2015

Irmã Dulce

Assisti Irmã Dulce (2014) de Vicente Amorim no Telecine Play. Eu quis muito ver nos cinemas e não consegui. Me programei para ver na estreia no Telecine Premium, mas não consegui, devia ter gravado. Tentei ver no TelecinePlay mais tarde, mas não tinha. Fiquei triste, até que no dia seguinte entrou na programação do TelecinePlay.

Eu tinha visto muitas matérias e entrevistas e tinha ficado encantada com detalhes da vida de Irmã Dulce. Incrível ela ter continuado católica depois de tudo o que a igreja aprontou com ela. Como muitas religiões, fizeram um inferno da vida dessa mulher pelas regras de segregação, por falta de caridade, por falta de amor cristão. A igreja católica deve ter vergonha de homenagear a Irmã Dulce depois de tudo o que fizeram, ou pelo menos deveria.

Irmã Dulce era bombardeada de tudo quanto é lado. Quando jovem ela invadiu uma casa abandonada e o prefeito reclamou, exigiu que ela saísse com os doentes, mas não fez nada para ajudar os doentes achando outro lugar. Era a insistência da Irmã Dulce que fazia com que as pessoas ajudassem e dessem um pouco mais. Belíssima história de amor. Quando o Papa veio ao Brasil, não colocaram o nome da Irmã Dulce para estar perto. Foi o filho adotivo e a cidade que pressionou para ela ser convidada. Por sorte esse Papa viu a importância da Irmã Dulce e a visitou mais uma vez depois.

Irmã Dulce foi interpretada brilhantemente por Bianca Comparato e Regina Braga. A Irmã Dulce criança foi interpretada por Sophia Pereira Brachmans. Uma graça o menino que faz o filho adotivo interpretado por Lisandro Eduardo de Castro Oliveira. Ele mais velho foi interpretado por Amariuh Oliveira. Incrível como Irmã Dulce nunca abandonou esse filho, mesmo depois dele entrar pelo crime. Ela nunca desistiu dele, de procurá-lo pelas ruas. De visitá-lo na prisão. Até como mãe ela é um exemplo.
Muitos outros bons atores estão no elenco. Irene Ravache faz uma irmã megera que parecia que tinha vindo do tempo da Inquisição. Luiz Carlos Vasconcelos um padre. O pai por Gracindo Jr. e a mãe por Glória Pires. Elenco incrível com Malu Valle e Zezé Polessa, Ótimas todas as atrizes que fizeram as freiras, Patrícia Oliveira e Zeca de Abreu. O amigo do Acordeon por Edinho Lima e Dudu dos Oito Barcos. O filme é incrivelmente bem realizado, belo esteticamente, corajoso de mostrar uma igreja católica tão pouco acolhedora e tão pouco cristã. 



Beijos,
Pedrita