O núcleo principal é só de mulheres como aqui no Brasil. O pai da adolescente se mandou. Elas se mudaram para um apartamento pequeno, a mãe monta uma barraca de comida e é bem elogiada pelo seu tempero. É uma loja em uma feira repleta de barraquinhas de tudo o que puder imaginar. A adolescente trabalha bem longe em um estabelecimento duvidoso e tem um relacionamento bem tóxico com o dono. Ela está rebelde até demais. A garota canhota é a pequenininha. Ela adora as barracas coloridas do trabalho da mãe. Vai à escola. Ajuda na barraca e vive com sono porque a loja vai até tarde sempre. A menina está sempre dormindo pelas mesas. A menina é invisível, as outras duas mal a veem, a pequena vive sozinha em tudo quanto é lugar, some e ninguém percebe. Nina Ye é fofa demais. A irmã adolescente é Shia-Yun Ma e a mãe Janel Tsai.
A mãe tem baixa estima. O pai que desapareceu está muito doente e ela gasta o que tem e o que não tem no enterro dele sem contar pra ninguém e passa a ter risco de perder sua barraca e seu sustento. Os pais dela e irmãos tem uma vida confortável, podiam ajudar, mas é uma família que só saber apontar o dedo. Sim, ela jamais deveria ter pago o enterro do irresponsável do pai da adolescente, mas já foi, já fez e pode não ter como sustentar as duas filhas. Inacreditável como a família é tóxica, só sabe criticar. E isso se reflete no trio de mulheres que não tem diálogo. É uma família que só sabe punir, criticar. Não sabe acolher, amar, ser afetiva. Todos se sentem abandonados.Beijos,
Pedrita


























Gostei no início que tudo pratica-mente se passa em uma única tomada de uma sala onde se joga sinuca. Pouco vemos de outros ambientes. Em todos há poucos diálogos e muitos são escritos. Em 1966 por cartas, em 1911 todo o texto é como filme mudo. E no último high tech, nesse tudo é pelo computador, SMS ou recado no celular. As relações afetivas também mudam. Há a declaração de amor no primeiro, mas eles só pegam na mão muito tempo depois. No de 1911 é a época do concubinato e as difíceis relações femininas. E no último as mudanças das relações não só entre quatro paredes, mas entre os familiares. Os tempos de cada tempo também são diferentes, as técnicas cinematográficas e a iluminação. No de 1911 tudo é perfeito, nada está fora de lugar, tudo é milimetricamente estudado. Como a hora que a personagem arruma milimetricamente uma toalha. Em 2005 tudo já é mais bagunçado, as ruas são super lotadas, tudo não é muito bonito esteticamente. Gostei demais de Três Tempos. Os dois atores são muito bonitos e talentosos: 