Fui ao concerto do Centro de Música Brasileira na Associação Paulista de Medicina. Primeiro apresentou-se a Carla Corsino. A pianista contou que boa parte do repertório era de obras encomendadas por ela que resultará em um álbum posteriormente. Gostei muito das composições e foram lindas as interpretações. A compositora Patrícia Lopes estava na plateia.
Programa
Almeida Prado - Impressões Serranas
Catarina Domenici - Alma Caipira
Patrícia Lopes - Valsa da Esperança
Radamés Gnattali - Alma Brasileira
Claudio Dauesberg - Canção Seresta
Osvaldo Lacerda -
Lídio e Mixolídio (Cromos 4. Caderno)
André Mehmari - Choro- Canção e Dança
Uaná Barreto - Toccata Miúda
Foto de Heloísa Bortz
Depois se apresentaram cinco cantores Valquíria Gomes (soprano), Anna Carolina Moura (soprano), Mariana Valença (mezzo-soprano), Luiz Guimarães (tenor) e João Vítor Ladeira (baixo), e um pianista Israel Macarenhas. O programa foi encantador e aquecia o coração, com músicas bem conhecidas como a saudosa Luar do Sertão de Luciano Gallet, foi inclusive com essa música que eles encerraram o concerto no bis. A apresentação foi gratuita e o auditório estava lotado.
Programa
Osvaldo Lacerda
Fuga saudosa (texto de Bastos Tigre)
O estrangeiro (texto de Guilherme de Almeida)
Pensamentos (textos de diversos autores)
Ponto de mãe sereia (texto popular de umbanda)
Luciano Gallet
Tayeras (domínio público)
O luar do sertão (letra de Catulo da Paixão Cearense)
Assisti ao recital do Centro de Música Brasileira com a pianista Maria José Carrasqueira e com o flautista Edson Beltrami no Mackenzie Higienópolis. Adoro essa pianista que é excelente. E o repertório foi incrível! Ela tocou a obra da Lina Pires de Campos, 7 Variações sobre o tema Mucama Bonita. Carrasqueira contou que Lina era sua professora e contou que uma pianista, a Eudóxia de Barros, que é presidente do CMB e estava na plateia, começava a incentivar a música erudita brasileira, promovendo concertos. O CMB comemora esse ano 40 anos de existência com Eudóxia a frente do grupo. E que essa música que a pianista interpretou foi feita em homenagem a Eudóxia. Lindo demais o repertório, as interpretações, foi uma noite memorável.
Flauta está entre meus instrumentos preferidos. Foi uma noite de muitas lembranças. Edson Beltrami disse que participou de um concurso quando tinha 10 anos e que tocou com Maria José Carrasqueira na apresentação. E que era a primeira vez que tocavam novamente juntos a música.
Programa completo
Júlio Reis – Ondina (Valsa Poética)
Alvorada Das Rosas (piano e flauta)
Lina Pires de Campos – 7 Variações sobre o tema Mucama Bonita
Nilcéia Baroncelli – O Fio de Ariadne (Dedicada a Maria José Carrasqueira)
Osvaldo Lacerda – Brasiliana nº 7 (Samba e Valsa)
Poemeto (piano e flauta)
Edmundo Villani-Côrtes – Sonata nº 1 (Lenda, Cantinela e Corrupio)
Águas Claras (piano e flauta)
Radamés Gnattali – Sonatina (Allegro Moderato e Espressivo Allegro) – Lembrando Pixinguinha (piano e flauta)
Camargo Guarnieri – Sonatina (Allegro, Melancólico e Saltitante) (piano e flauta)
Fui ao concerto do Centro de Música Brasileira no Mackenzie Higienópolis. Só grandes músicos. Primeiro tocaram Fabio Cury no fagote e Luiz Guilherme Pozzi ao piano. Gosto muito de Claudio Santoro. Lindíssima a obra de José Siqueira.
Programa
Claudio Santoro – Duo for bassoon and piano
José Siqueira – Três Estudos para Fagote e Piano (Ad libitum/allegro, Tempo di Modinha, Allegro scherzos)
Aylton Escobar – Cantares para Airton Barbosa
Osvaldo Lacerda – Sonata para fagote e piano (Moderato, Andantino con Moto e Allegro)
Crédito
das fotos
Fabio
Cury - Heloisa Bortz
Luiz
Guilheme Pozzi – Cida Demarchi
Duo
Palheta ao Piano – Raphael Montes
Depois teve o Duo Palheta ao Piano com Jairo Wilkens no clarinete e Clenice Ortigara ao piano. Eles também tocaram uma obra de José Siqueira. Belíssimas obras de José Guerra Vicente, Osvaldo Lacerda e Radamés Gnatalli.
Programa
José Guerra Vicente – Cenas Cariocas para Clarinete e Piano (Valsa Seresteira, Modinha e Choro)
Edmundo Villani-Côrtes
Luz
Águas Claras
José Siqueira – Sonatina (Allegro molto, Dolentemente e Allegro)
Osvaldo Lacerda – Valsa-Choro
Radamés Gnattali – Sonatina em Ré Maior para Flauta e Piano (Allegro Moderato, Expressivo e Allegro: Lembrando Pixinguinha)
Assisti Pixinguinha - Um Homem Carinhoso (2021) de Denise Saraceni e Alan Fiterman no TelecinePlay. Que filme delicado! Fiquei emocionada!
Eu não conhecia a história do Pixinguinha (1897-1973). Sempre amei suas composições, mas sua história não e é linda. Danilo Ferreira interpreta o Pixinguinha jovem. O compositor era de uma família de músicos, então logo criança já tocava flauta e participava de grupos e alguns tocavam no cinema para filme mudo. O pai é interpretado por Milton Gonçalves. Com os 8 Batutas eles foram tocar na França. Ágatha Moreira faz sua amante francesa.
Pixinguinha conhece seu grande amor, Vida, uma corista, com quem casa, interpretada por Taís Araújo. O amor dos dois emociona. No filme mostraram trechos dela cantando e ele sempre pedia pra ela cantar quando vinham visitas. Como a esposa não engravidava, os dois fizeram exames, e Pixinguinha descobriu que não podia ter filhos. Eles acabam adotando um filho branco de uma família que prestava alguns serviços pra ele interpretada por Ana Paula Bouzas. Lindo a relação deles com o filho também que é interpretado por Luan Caruso e Flávio Pardal. Pierre Baitelli interpreta o compositor Radamés Gnatalli. Estão ainda no elenco: Lilian Waleska, Kleber Toledo, Pretinho da Serrinha, Tuca Andrada e Jarbas Homem de Mello. A avó de Pixinguinha o apelidou de Pizindin que significava na terra natal dela um homem bom. Com o tempo foi se transformando em Pixinguinha.
Pixinguinha era realmente um homem bom. Ajudava sempre os seus amigos. Eles passaram por duas guerras, quando os trabalhos diminuíam, muito desemprego, ele sempre dava um jeito de inventar uma orquestra, um trabalho na rádio, pra empregar os seus amigos em dificuldade. Apesar de todas as instabilidades financeiras da vida de um músico, Pixinguinha conseguiu quitar a casa que compraram onde recebia muitos amigos pra tocar e cantar.
Fui ao Concerto do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Fiquei impressionada com a execução do primeiro grupo, Duo Cerri-Botelho. Sérgio Cerri é flautista e Flávia Botelho é pianista, que músicos!!! Inesquecíveis!!! Que precisão de interpretação e que beleza de resultado. Também foi emocionante demais as obras que escolheram para tocar. Vocês sabem o quanto amo flauta. Linda o Romance Primaveril de Francisco Braga. Aprendi a conhecer Patápio Silva nessa série e entrou para a lista de compositores que adoro, dele o duo tocou Oriental. Patápio Silva foi um dos grandes flautistas brasileiros. Adoro Francisco Mignone e dele tocaram a Valsa-Chôro, adoro esses dois ritmos, que obra linda. Dificílima as obras de Osvaldo Lacerda, Poemeto e Cantilena, no bis eles tocaram mais outra bela composição dele, a Toccata. Amo Guerra-Peixe, e linda demais a Quatro Coisas. Radamés Gnatalli é outro compositor que adoro, e tocaram a Sonatina em Ré Maior em quatro movimentos, outro compositor de difícil execução. Tocaram ainda Águas Claras de Villani-Côrtes e terminaram com um compositor que aprendi a gostar muito, Breno Blauth. Dele tocaram a Sonatina T-57 em três movimentos.
Programa:
Francisco
Braga - Romance
Primaveril
Patápio
Silva – Oriental Francisco Mignone - Valsa Chôro Osvaldo Lacerda – Poemeto e Cantilena Guerra-Peixe - Quatro Coisas Radamés Gnattali - Sonatina em Ré Maior (Allegro moderato, Expressivo e
Allegro - Lembrando Pixiguinha)
Depois se apresentou o Coral da Cultura Inglesa. Gosto muito desse grupo que é regido há 23 anos pelo maestro Marcos Júlio Sergl. No órgão estava Leonardo Fernandes. O repertório foi todo de obras sacras. Lindas todas as músicas! O compositor Fernando Cupertino estava na plateia. O maestro conheceu muito Osvaldo Lacerda que compôs especialmente para os grupos que ele regia algumas obras.
Assisti ao concerto do Quinteto Persch - Brasileiríssimo na Caixa Cultural São Paulo. Que incrível, nunca vi tantos acordeões juntos, cinco acordeões, com os excelentes músicos Adriano Persch, André Machado, Daniel Castilhos,
Ezequiel de Toni e Luciano Rhoden. Eles são do Rio Grande do Sul, cada um de uma cidade. Como ficam bonitas as obras com 5 acordeões, uma experiência única e que repertório lindo. Adorei os Quatro Momentos nº 3 de Ernani Aguiar, gosto muito desse compositor. Gostei bastante de Batuque de Henrique Alves de Mesquita e as duas de Otavio de Assis Brasil. Adoro Ernesto Nazareth e dele tocaram Vem Cá, Branquinha. Tocaram lindas obras de três outros compositores preferidos Radamés Gnatalli, Carlos Gomes e Guerra-Peixe. Boa parte dessas músicas integram o CD Brasileiríssimo que ganhou 5 troféus no Prêmio Açorianos
de Música 2015, Melhor Arranjador
(Adriano Persch), Melhor Álbum Erudito, Melhor Instrumentista e Melhor
Intérprete (Quinteto Persch), Melhor Compositor (Toninho Ferragutti). Eu adorei o cenário do concerto que criaram para as apresentações com um belo tapete, móveis, cadeiras de madeiras e abajures. Essas fotos lindas são de Marcos Muzi.
Acharam muito 5 acordeões? Pois é, o Quinteto Persch convidou o paulista Toninhho Ferragutti para tocar com eles músicas próprias e assim formarem um grupo de 6 acordeões, que preciosidade. Foi um lindo concerto e o mais incrível, de graça. O Quinteto Persch toca ainda hoje até domingo.
Fui ao recital de piano e violão do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Paulo Porto Alegre fez uma homenagem aos 100 anos do compositor Laurindo Almeida. O violonista contou que esse compositor fez várias trilhas para o cinema. Fui no IMDB e achei, são inúmeras mesmo. Belas composições que Paulo Porto Alegre interpretou dele. Eu não conhecia do Guerra-Peixe, compositor que adoro, obras com influências do dodecafonismo. Adoro Villa-Lobos, ainda mais suas obras para violão, lindos os prelúdios e estudos que o violonista interpretou. Paulo Porto Alegre contou que Osvaldo Lacerda compôs 4 obras para violão, ele interpretou o Ponteio. Gosto demais também de Radamés Gnatalli, foi tocada a Pequena Suíte com várias influências de brasilidade. Foi tudo muito bonito.
Obras:
Heitor
Villa-Lobos:
Prelúdios números 3 e 5 e Estudo 10
César
Guerra Peixe:
Suíte (Ponteio, Acalanto e Choro)
Osvaldo
Lacerda: Ponteio
Radamés
Gnattali: Pequena
Suíte (Pastoril, Toada e Frevo)
Laurindo
Almeida (homenagem
aos 100 anos de nascimento): Crepúsculo em Copacabana e Brasileiro
Paulo
Porto Alegre: Três
Estudos Foto de João Caldas
Depois tocou a pianista Maria Helena De Andrade. Ela é do Rio de Janeiro e nunca tinha tido a oportunidade de ouvi-la tocar. Fiquei encantada. Que delicadeza de estilo. Não conhecia Heitor Alimonda e gostei muito. A pianista disse que a Temperamento de Francisco Mignone falava dos temperamentos. Gosto muito desse compositor e ela interpretou várias obras dele. De Villa-Lobos tocou a linda Saudades das Selvas Brasileiras Lindas as obras de Osvaldo Lacerda. Gostei muito também da Dobrado do Ricardo Tacuchian. A pianista terminou o recital com obras bem lindas e conhecidas: Gaúcho de Chiquinha Gonzaga e Tico-tico no Fubá de Zequinha de Abreu, esta comemora 100 anos.
Obras:
Heitor
Alimonda: Três
Estudos
Francisco
Mignone: Seguida(1984)
Temperando
Outra
lenda sertaneja
Beliscando
forte
Valsa que
no de esquina
Batuque
batucado
Heitor
Villa-Lobos: Saudades
das Selvas Brasileiras (1927)
Osvaldo
Lacerda: Pequena
Canção (1972)
Valsinha
Brasileira (1975)
Homenagem
a Scarlatti: Sonata I e Sonata II
Ricardo
Tacuchian: Dobrado
Chiquinha
Gonzaga: Gaúcho
Zequinha
De Abreu:
Tico-tico no Fubá
Os dois músicos interpretaram obras de 10 compositores brasileiros. Fico sempre encantada com a variedade e riqueza da música brasileira.
Fui ao concerto do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Inicialmente tocou a pianista Eliana Monteiro da Silva que faz uma pesquisa de obras de compositoras. No repertório tocou três brasileiras:Cacilda Borges Barbosa, Eunice Katunda eNilcéia Baroncelli. Eliana ressaltou a importância do CMB de difundir a música erudita brasileira que tem tão poucos espaços para execução. Eu completaria que é esse o motivo que muitos não conhecem, porque são pouco executados. Lindas as obras. Eliana comentou que a Katunda está em publicações internacionais. Segue detalhes desse programa:
Eunice Katunda -
Dois Estudos Folclóricos para piano solo
I. Canto Praiano
II. Canto de Reis
Nilcéia Baroncelli
- Os tons da claridade (piano solo)
Cacilda Borges
Barbosa - Estudo Brasileiro nº 1 (piano solo)
Diorama 3º vol. nº 2 (piano solo)
Depois apresentou-se o Duo Flutuart com flauta e piano, Paula Pascheto e Lucas Carvalho. Vocês sabem o quanto gosto de flauta. As primeiras obras foram de Patápio Silva, lindas. As obras desse compositor são bem acessíveis ao público, apesar de muito difíceis, principalmente para a flauta. Tanto que foi a valsa dele que o público pediu de bis Depois o duo tocou obras de Edmundo Villani-Côrtes,Osvaldo Lacerda eRadamés Gnattali. Lindas! Crédito da foto: Letícia Lima. Programa:
Assisti Eles Não Usam Black Tie (1981) de Leon Hirszman na TV Brasil. Foi no facebook que vi que esse filme ia passar no canal. Na programação do canal aparecia só o nome do quadro, não o nome do filme, coloquei pra gravar sem ter certeza que entendi o dia certo, chequei no dia seguinte e era esse filme mesmo. Gostei muito. O texto é de Gianfrancesco Guarnieri que faz o protagonista.
Ele é operário, o filho, interpretado pelo Carlos Alberto Riccelli, também. A mãe pela Fernanda Montenegro e o filho mais novo por Flávio Guarnieri. O pai já foi preso por ter feito greve, não é mais época da Ditadura Militar, mas a polícia não mudou muito.
O filho vai casar corrido porque a namorada engravidou, interpretada pela Bete Mendes, ela também é operária. A mãe dela é interpretada por Lélia Abramo, o pai por Rafael de Carvalho e o irmão por Fernando Ramos da Silva. O futuro pai precisa de dinheiro e é incentivado pelo amigo, interpretado por Anselmo Vasconcellos, a ser espião na fábrica, fica tudo subentendido, o tempo todo ficamos na dúvida se ele realmente dedurou os colegas. E o filho não apoia a greve e fura a greve.
O melhor amigo do pai é interpretado pelo Milton Gonçalves. O pai acha que as fábricas precisam se organizar melhor, se unir para fazer greve, mas um revolucionário é demitido e incita a greve antes da hora que é um fracasso. Esse revolucionário é interpretado Francisco Milani. Renato Consorte é o dono do bar. Alguns atores negros fazem minúsculas participações e algumas figurações como Gésio Amadeu, João Acaiabe e Aldo Bueno. Fazem pequenas participações ainda Paulo José, Antonio Petrin, Genézio de Barros e Nelson Xavier.
Linda e clássica a cena do casal escolhendo feijão, que atores. A música tema é de Adoniran Barbosa. A direção da trilha de Radamés Gnatalli.Eles Não Usam Black Tie ganhou vários prêmios como Leão de Prata no Festival de Veneza.
Fui ao Recital de Piano a 4 Mãos com Sylvia Maltese (Brasil) e Paola Tarditi (Itália)do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Foi um belíssimo recital, excelentes pianistas, lindíssimo repertório. Foi a apresentação que encerrou a Temporada 2015 do CMB. Além de ótimas as duas pianistas são muito simpáticas e falaram a cada execução um pouco das obras. Eu adoro o Gnattali, e é muito linda essa valsa, a Graziosa. Gosto demais do compositor Aylton Escobar, sofisticado, instigante, elas tocaram uma linda seresta. Adoro Villa-Lobos também e principalmente suas obras com sons infantis, essa tinha uma folia de um bloco de carnaval infantil. Espirituosa. Os ritmos continuaram e tocaram de Mignone duas danças, Lundu e Congada. Sempre quis dançar esses ritmos. Sylvia Maltese falou da importância das Brasilianas de Osvaldo Lacerda para a música pela sua diversidade, especificidade e qualidade, sem falar na beleza. Elas interpretaram três que foram compostas especialmente para Piano a 4 Mãos, a 4, a 8 e a 12. Cada uma com quatro movimentos e ritmos diferentes. A canto de trabalho foi composta com base em uma canção dos trabalhadores. Paola Tarditi veio ao Brasil e fazia um trabalho de música erudita brasileira. A Sylvia Maltese a ajudou, a amizade e o duo surgiram. O duo se apresenta no Brasil e na Itália difundindo a rica e qualitativa música erudita brasileira. A Paola Tarditi foi ficando cada vez mais fascinada com as obras e ritmos brasileiros que descobriu. Falou inclusive do quanto acha fascinante o frevo e que é dançado com guarda-chuva. Eu adoro que os ritmos afro são compostos e inspiração para movimentos da obra de Osvaldo Lacerda. Foi um recital fascinante! Sylvia Maltese elogiou muito o Centro de Música Brasileira e disse que é um movimento de resistência e luta pela música erudita brasileira. Realmente, muitas dessas obras maravilhosas ficam praticamente desconhecidas já que são poucos os espaços para a sua difusão, com poucas matérias para estimular o interesse e poucas rádios que as tocam. Pelo menos nesse blog volte e meia falo da música erudita brasileira, sempre com alguns vídeos, então vocês que me visitam acabam conhecendo um pouquinho. Quem sabe um dia esse blog também será conhecido como um blog de luta e resistência pela música erudita brasileira. Ficaria muito honrada! E muita pretensão a minha. Ah, o recital foi gratuito e tinha bastante gente. Esse auditório é muito bonito, é um belo passeio.
Programa detalhado:
Radamés
Gnattali (Porto
Alegre, RS 1906 - Rio de Janeiro, RJ 1988).
Graziosa-
valsa.
Nilson
Lombardi (Sorocaba
,SP 1926 – 2008 )
Ciclo
Miniatura
Toada,
Chorinho, Acalanto, Valsa e Baião.
Aylton
Escobar (São
Paulo, SP 1943)
Seresta
Opus Um
Villa-Lobos (Rio de Janeiro, RJ 1887 - 1959).
A Folia de
um Bloco Infantil
Francisco
Mignone (São
Paulo, SP 1897 - Rio de Janeiro, RJ 1986).
Lundu
Congada
Osvaldo
Lacerda (São
Paulo, 1927 – 2011).
Brasiliana
n°4
I. Dobrado
II.
Embolada
III.
Seresta
IV.
Candomblé
Brasiliana
n°8
I. Canto
de Trabalho
II. Frevo
III. Abôio
IV. Terno
de Zabumba
Brasiliana
n°12
I.
Cateretê
II. Canto
de Bebida
III.
Canção
IV.
Maracatu No dia gravaram uma obra que vou colocar o link do vídeo aqui. O primeiro vídeo é das duas tocando. O segundo é com a Sylvia Maltese e outro pianista, é que é a Lundu do Mignone que queria que vocês conhecessem. Vejam como é animada! E animada estava eu quando escrevi esse post.
Fui ao Concerto da Orquestra Sinfônica de Heliópolis sob regência de Isaac Karabtchevsy na Sala São Paulo em homenagem ao grande pianista Gilberto Tinetti. Foi um concerto ousado para os dias de hoje, a primeira e a segunda obra eram para dois pianos, a terceira para três pianos e finalizava com a última para quatro pianos. Só com grandes pianistas Eudóxia de Barros, Lilian Barretto e Paulo Góri. Um programa com quatro pianos no palco só é possível em grandes teatros. Que concerto maravilhoso, que programa, inesquecível.
Foto de Marcos Bizzotto.
Isaac Karabtchevsky elogiou o pianista Gilberto Tinetti por sua longa carreira em seus 83 anos. O pianista junto com a orquestra e Eudóxia de Barros interpretaram uma obra lindíssima de Radamés Gnattali, Brasiliana nº 12: Concerto para dois pianos e orquestra de cordas, obra pouquíssima executada, parece que foi tocada uma única vez na Bahia recentemente. Eu adoro esse compositor e a execução da obra foi primorosa, momento inesquecível.
Depois Paulo Gori tocou com o Tinetti outra lindíssima obra com belíssima execução, agora de Mozart, o Concerto para 3 pianos nº 7, K 242, em fá maior. Tivemos o intervalo e os quatro pianos foram posicionados no palco.
Depois Lilian Barretto se juntou a esses dois pianistas para interpretarem outra obra de Mozart: o Concerto para 3 pianos nº 7, K 242, em fá maior. Eu também adoro essa pianista, todos na verdade, mas essa é mais raro de vê-la tocando em São Paulo, já que ela é do Rio de Janeiro. Quem mora por lá pode vê-la com mais frequência.
E para mim o momento memorável chegou, eu nunca tinha visto um concerto com orquestra e quatro pianos, nem com três, mas eu sabia que teria uma obra com quatro pianos e estava muito ansiosa. Foi indescritível. Eudóxia de Barros voltou ao palco para se juntar com os outros três pianistas. Os quatro grandes pianistas tocaram majestosamente uma obra de Bach, compositor que tanto amo, o Concerto para 4 pianos, BWV 1065, em lá menor. Foi um momento raro ver esses quatro pianistas em cena, com esse grande regente, todos juntos, algo tão mágico e especial, tão raro, jamais vou esquecer. O concerto foi gravado pela TV Cultura, espero que passe em algum momento no programa Clássicos.