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terça-feira, 1 de setembro de 2026

O Verão de 1936

Assisti a série O Verão de 1936 (2026) de Marie Deschaires e Catheribe Touzet na Netflix. Descobri essa série por um acaso. É uma ótima série policial de seis episódios tendo pano de fundo o período entre guerras.

O verão de 1936 foi o primeiro que assalariados tiveram férias remuneradas e lotaram a Riviera junto com a elite. São muitos personagens, é difícil se organizar no começo. Um casal de operários ativistas vai a Riviera com o filho e o irmão do marido. O elenco todo é ótimo e a trama é muito bem construída. Eles são  Simon Ehrlacher e Sofia Essaïdi.

Os ricos ficam no hotel luxuoso. Os empregados também são personagens importantes. A governanta é Nolweenn Leroy e está muito envolvida nas mortes. Ela é sempre uma forte suspeita. Mas o que não faltam são personagens e suspeitos.

A direção de arte é impecável, a edição é ótima. Logo no primeiro episódio acontece o primeiro assassinato, sim, são vários. E muitos personagens são destacados como suspeitos. É uma série muito feminina, as mulheres são determinantes. E Miou-Miou está no elenco.
Constance Gay é a detetive, ela se infiltra na polícia para tentar inocentar o seu pai que está preso e será executado em breve. São muitas tramas e sub tramas.
O personagem de Clément Albert é judeu, ele avisa a esposa de Julie de Bona que eles estão em perigo. Que eles precisam partir, ele comprou passagens pra família ir aos Estados Unidos. Li que em 1934 Hitler se tornou o Fuhrer e que intensificaram as restrições aos judeus.

Beijos,
Pedrita

domingo, 16 de agosto de 2026

A Última Casa

Assisti A Última Casa (2026) de Louis Letterier na Netflix. O roteiro é de Matthew Robinson. Eu queria ver pelo Wagner Moura. Engraçado que li pessoas reclamando que o Wagner era dublado, até descobrir que o Wagner é dublado na dublagem, confesso que não entendo quem assista filme dublado, tenho pavor e acho que perde muito do som ambiente. No filme original com som em inglês é a voz do Wagner Moura em inglês. A Última Casa é um filme esquisito, longo demais, dá pra ver.
 
A família é de quatro pessoas, os personagens de Wagner Moura e Greta Lee e dois filhos inicialmente pequenos por Riley Chung e Noah Alexander Sosnoviski.

Depois por Emma Ho e Gabriel Barbosa.

Os quatro ficam presos na casa, nada abre, o pai desesperado e ele fica assim em muitos momentos do filme, tenta furar paredes, chão, mas algo os une de volta. Tem umas coisas esquisitas. A chaminé tem uma abertura e esse troço que fecha tudo não fecha a chaminé. Eles descobrem que os vizinhos também estão presos e depois que é no mundo todo. Eles tentam viver com o que tem como podem, racionam os alimentos, fazem ginástica, plantam com o pouco de luz que aparece e fecham as janelas quando chove, é quanto os monstros aparecem e querem pegá-los. 

Repararam que anos se passam. A questão com os animais me fez quase largar o filme logo que começou, detesto filmes com animais e seus sofrimentos. E achei o filme muito pesado para as crianças menores, mesmo que as cenas piores eles estejam longe, tem muita cena que não os poupam. O filme cria inúmeras metáforas, não querer fazer tudo sozinho, que juntos somos mais fortes, pra cuidarmos do planeta, enfim, mas dá preguiça ficar procurando. Parece que tenta justificar profundidade em mais um filme de ataque alienígena.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Vida Privada

Assisti Vida Privada (2025) de Rebecca Zlotwski na HBOMax. Adoro a Jodie Foster e queria muito ver esse filme. É interessante, irregular, mas gostei! E tem um dos atores que mais amo na vida, o Daniel Auteuil, não tinha ideia que ele estava no elenco, foi uma grata surpresa. O filme é francês, Jodie Foster atua em francês.

O filme tem muitos momentos questionáveis, mas funciona e com esse elenco, fica saboroso. Jodie Foster é uma psiquiatra que pratica a psicanálise. Não sei com é na França, mas no Brasil em geral psiquiatras atendem pra receitar a medicação e a terapia é feita por outro profissional. A maioria no Brasil é psicólogo, com várias linhas, mas a grande maioria conversa muito, não tem mais divã, os psicólogos orientam, esse formato rígido já caiu bem em desuso. Tanto que um paciente reclama os 8 anos de terapia. Em terapias atuais às vezes em 3 sessões a pessoa já tem melhora na qualidade de vida, resolve outras questões em 3 meses. E sim, pode levar 8 anos ou mais se desejar ir mais fundo nas questões, mas como é algo que se conversa, se o paciente está disposto a mudança, tudo acontece de modo mais dinâmico e em menor tempo. A psiquiatra faz uma ligação a uma paciente que faltou três sessões, deixa um recado bastante grosseiro que vai cobrar, enfim, esse formato em terapia já mudou bastante. Sim, é cobrada a consulta que o paciente faltou porque faz parte do comprometimento, mas deixar recado, enfim, achei tudo muito deselegante. As terapias atuais são mais acolhedoras. A filha da paciente entra em contato e diz que a mãe morreu, que cometeu suicídio. A atriz é outra belíssima atriz, a Virginia Efira, a filha é Luana Bajrami. A psiquiatra vai no velório na casa da paciente, é hostilizada pelo marido, Mathieu Amalric, que diz que foram as pílulas receitadas pela psiquiatra que mataram a esposa, porque ela tomou muitas. A psiquiatra duvida do suicídio pelo perfil da paciente, começa a investigar e irritar uma infinidade de pessoas. A psiquiatra é uma pessoa muito irritante. Acho que foi o que mais gostei do filme, a personalidade controversa da psiquiatra. Ah, a psiquiatra gravava as sessões, eu jamais faria terapia com alguém que gravasse meus segredos, acho uma bomba relógio.
Daniel Auteuil é o ex-marido, ele é oftalmologista e acaba ajudando a ex nas investigações. Amo a Irene Jàcob mas não consegui descobrir quando aparece.
O pior do filme é a parte da hipnose. É altamente condenada na psicologia, mas existem psicólogos que praticam a hipnose. E no filme vão para vidas passadas. A psiquiatra descobre que amava a paciente e que as duas eram musicistas de uma orquestra na época da Segunda Guerra Mundial. Essa parte viaja muito.

 
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Pierre Le Fou

Assisti Pierre Le Fou (1965) de Jean-Luc Godard no Telecine Cult. O filme é baseado no livro Obsessão de Lionel White e é um clássico da Nouvelle Vaugue.

Eu adoro filmes nonsense. Minha mãe adorava o Jean-Paul Belmondo. Ele tem uma pacata vida com esposa e filhos. Divertidíssimas as cenas na festa. Todos falam textos de comerciais de laquê, carros... 

Ele se apaixona pela babá com a bela Anna Karina e resolvem fugir para viver aventuras. Adorei a cena do acidente de carro, mas são muitas cenas engraçadas e sem nexo. Quando eles vão viver um amor em uma cabana o filme se arrasta um pouco e a relação da filmagem com os animais me incomodam profundamente. Depois eles voltam a se arriscar e são fugas em barcos, iates, dinheiro, armas, bombas, é bem divertido.
Beijos,
Pedrita

domingo, 5 de julho de 2026

Uma Voz Humana

Assisti a peça Uma Voz Humana de Jean Cocteau no Teatroiquè. Eu adoro a Larissa Nunes, ela é uma artista completa, então queria muito ver esse espetáculo. A excelente direção é de José Fernando Peixoto de Azevedo. E também queria conhecer esse novo teatro pertinho de casa. Que peça maravilhosa! Genial! Inesquecível!

Fotos de José de Hollanda

Esse texto de Jean Cocteau é muito bom, uma mulher conversa com seu ex ao telefone. Eu tinha visto uma ópera de Francis Poulenc, a música é belíssima, queria muito ver essa adaptação. Gostei muito da utilização da tecnologia. 

O Teatroiquè é um estúdio, faz muitos vídeos, comerciais, então tem
equipamentos de ponta. A peça utilizou inúmeros recursos tecnológicos e ficou incrível! Há um telão e câmeras que pegam ângulos diferentes. Temos o teatro ao vivo e as câmeras com outros ângulos. Tem música ao vivo, a técnica também fica no palco. Uma enorme equipe para mostrar o sofrimento e tensão dessa mulher com seu ex ao telefone. Gostei muito da adaptação e atualização do texto. E como é ambientado aos dias de hoje, é tudo pelo celular, pelo fone de ouvido.
Larissa Nunes canta muito, então há algumas músicas que ela interpreta. Excelente escolha das músicas, diversas, intensas e diferentes entre si. A direção musical é de Eloiza Paixão. Tem uns vídeos do romance da protagonista que é interpretado por Sidney Santiago Kuanza, também responsável também pelo belíssimo e prático figurino. Tudo é muito milemétrico e excelente! Deram mais potência ainda a gigante Larissa Nunes. Uma Voz Humana fica em cartaz até 20 de julho.

O Teatroiquè tem tido uma programação diversa e interessante. A tecnologia e os equipamentos são os diferenciais. E é perto de casa. No terraço e no subsolo tem tido programação de festas. Tem bar com bebidas alcóolicas e música alta. Também realiza cursos. O espaço não tem acessibilidade.

Vou colocar um vídeo de uma interpretação da Larissa Nunes, não do espetáculo.
 

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 29 de junho de 2026

O Mensageiro do Último Dia

Assisti O Mensageiro do Último Dia (2020) de David Prior na Disney+. Porque sábado é dia de fantasminhas! O filme é baseado no livro de HQs de Cullen Bunn e Vanesa Del Rey. E gostei muito! Foi uma grata surpresa!

Quatro adolescentes bem babacas vão fazer trilha até uma montanha muito alta. Seria em algum país oriental, mas foi filmado na África do Sul. Eles passam por vários lugares sagrados e desrespeitam o local, debocham. Até que um entra em transe. Tudo meio que se resolve rapidamente e eu fiquei pensando como o filme seguiria a partir dali. Vem a abertura.
E o filme começa dali em Missouri. Jovens desaparecem e um ex-policial resolve investigar. Ele conhece a filha de uma amiga que desaparece. Ele é James Badge Dale, ela é Marin Ireland e a jovem que some, Sasha Frolova.

O filme é baseado em uma lenda em ponte. Em cima da ponte é possível chamar seres obscuros. Uma instituição utiliza a lenda para manipular jovens. Claro, é filme de fantasminha, então passa bem do ponto, mas gostei de abordar instituições que utilizam o sobrenatural para atrair pessoas e manipulá-las.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Frantz

Assisti Frantz (2016) de François Ozon na PrimeVideo. Achei por um acaso. Estava na busca procurando filmes franceses e nem acreditei que tinha esse. François Ozon está entre meus diretores favoritos. Recentemente eu procurei filmes desse diretor e esse não apareceu. Esse filme deve parecer mais atual do que quando foi lançado. Fala muito de guerra, de seres humanos uns contra os outros. A tradução usa o termo pacifista pra mostrar os dois personagens. Não gosto muito de rótulos, mas me considero uma pacifista.

Na Alemanha, após a Primeira Guerra Mundial, uma jovem vai ao túmulo do noivo regularmente, até que encontra um rapaz francês que também chora a morte do soldado. A jovem era noiva e vivia com os pais do noivo. Todos ficam felizes de conhecer um amigo do filho e saber mais detalhes do período que o rapaz ficou na França. O filme é esteticamente lindo, com belíssima fotografia. Linda demais Paula Beer e está excelente. O rapaz é Pierre Niney. O filme nem sempre é preto e branco. Muito inteligente como transformar em colorido. Em alguns momentos fica colorido quando o jovem vai ao passado, mas tem outros motivos para ficar colorido. A dor e a tristeza é em preto e branco, quando ela se alegra tudo colore, ou parcialmente, é brilhante. Obra de arte.
O roteiro é muito, mas muito bom, muito bem construído e é baseado em uma peça de 1930 de Maurice Rostand. O filme consegue mostrar todo o ódio dos povos aos seus semelhantes só por serem de outro país. O francês é hostilizado na Alemanha. Ele vai embora, a família incentiva a jovem a ir atrás do rapaz na França. O filme acompanha a viagem dela no trem, as cidades destruídas pela guerra. E ela é hostilizada na França por ser alemã. Muito inteligente mostrar que o ódio e a dor existe nos dois povos e que dependem muito da perspectiva de quem olha.
Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A Casa Torta

Assisti A Casa Torta (2017) de Gilles Paquet-Brenner na HBOMax. É baseado no livro de Agatha Christie. Tive até que olhar se já tinha assistido, já vi vários baseados nessa autora que amo, mas não.  E também não li esse livro dela.

Uma bela jovem procura um detetive para investigar o assassinato de seu avô. A perícia descobriu que ele tinha morrido de enfarto, mas ela desconfia que ele tenha sido assassinado. O elenco todo é lindo. Ela é Stefanie Martini e ele, Max Irons.
E sim, a belíssima mansão é um personagem.

O filme tem todos os ingredientes do estilo da autora. Uma família decadente envolta em um milionário. Ele tem uma bela e jovem esposa de Christina Hendricks. Todos vivem na mansão. Um filho, Christian McKay, dirige muito mal a empresa da família. O policial chefe é interpretado por Terence Stamp.
Glenn Close está no elenco.

Filhos fracassados, esposas oportunistas. Um é Julian Sands e sua esposa atriz Gillian Anderson.  A trilha sonora é belíssima!
A garotinha anota tudo em seu diário, mas diz também inventar. Ela é Honor Kneafsey. Esse é muito triste. Agatha Christie escrevia às vezes romances policiais muito tristes, e esse é um deles.


Beijos,
Pedrita